Sexta-feira, Setembro 30, 2011

A Hope ensina... que as mulheres são objeto e precisam ter medo dos seus maridos



Nos últimos dois dias um dos comentários dos jornais – escritos e televisivos – é a campanha “A Hope ensina” e a tentativa da SPM de tirá-la do ar. Antes que eu tivesse visto as tais propagandas, eu tinha lido o post da Lola. Pois bem, a partir daí a SPM – Secretaria de Políticas para as Mulheres – entrou com uma ação junto ao CONAR para que a propaganda fosse tirada do ar. Houve outras reclamações, também. Segundo a secretaria, a propaganda "estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços alcançados para desconstruir práticas e pensamentos sexistas". Basicamente, Gisele Bündchen, que tem muito dinheiro e pode escolher a qual produto ou propaganda “empresta” seu rosto ou corpo, aparece vestida e dá uma notícia “ruim” para o marido como, por exemplo, que “mamãe vem morar conosco”. Aparece um aviso sonoro e a mensagem ERRADO. Depois, ela volta de lingerie – afinal, é isso, além de estereótipos, que a Hope vende – e dá a mesma notícia. Agora, sim! Está CERTO. Bati o SEU carro, porque mulher não tem carro próprio... Ainda mais Gisele! Estourei o limite do cartão de crédito, que provavelmente não é pago pelos dois, ou por ela, mas pelo marido. Vergonha!

Em primeiro lugar, vedemos a idéia de que mulheres são tão impotentes – afinal, não tem carro, não podem trazer a mãe para morar com elas ou passar dias, não pagam suas próprias contas – que precisam usar de subterfúgios para não caírem em desgraça com o marido. Pergunto-me o que será que ele faria? Bateria na Gisele, tadinha? Afinal, ela bateu o carro do sujeito... Isso me lembra uma matéria recente no SBT falando que em Brasília 1/3 dos candidatos reprovam quando vão tirar a carteira. Só mostraram mulheres, só entrevistaram reprovadas... Será que a Hope usou essa matéria tendenciosa como modelo? Acho que as seguradoras – que devem querer perder dinheiro – não sabem como as mulheres fazem tanta bobagem no trânsito. Segundo, ensina didaticamente que os homens – especialmente o seu marido – é um idiota, uma calcinha bonitinha pode fazer com que ele atenda todos os seus desejos. E, claro, reforça uma idéia de que mulheres, para chegarem a algum lugar, precisam usar suas únicas armas, ou seja, seu corpo. Desde que, claro, jovem, magro (*poderia escrever esquálido, mas Gisele não está entre as piores nesse quesito*) e BRANCO. Putz... de repente, a Hope diz que escolheu a Gisele para nãos er acusada de racismo... Sei lá...

Os publicitários, claro, reclamam, trata-se de uma brincadeira (*Ah, deja vu...*), a Hope diz que jamais poderia tentar desrespeitar o seu público, daí escolher a Gisele que, recentemente, apareceu limpando o chão em outra propaganda... Olha, tudo isso é balela! Há propagandas brilhantes, eu, por exemplo, adorei pôneis malditos, mas a média não é essa. Aliás, recentemente, foi tirada do ar a propaganda da Caixa Econômica Federal na qual Machado de Assis, nosso maior escritor e mulato, era interpretado por um ator branco. Linda a propaganda, muito respeitosa, mas pecou em um ponto fundamental. Assim como no caso da Gisele, há quem nem note, sabe por qual motivo? Estamos acostumados a nos vermos como mais brancos do que somos. Estamos também acostumados a vermos as mulheres como objeto sexual, ou incompetentes e, também, a ouvir que os homens pensam com seu pênis, que são fáceis de levar. A campanha da Hope é um péssimo exemplo, porque se assume como didática, ela se propõe a “ensinar” e nós mulheres, especialmente as jovens, as adolescentes e meninas, precisam aprender como se virar nesse mundo cruel, onde os homens tem dinheiro e poder e as mulheres medo deles, por isso precisam usar seu corpo... Todos nós perdemos, não somente as mulheres.

Só para fechar, saiu uma pesquisa apontando que as mulheres são melhores pagadoras, por isso, muitas têm seu próprio carro e cartão de crédito, ainda que a Hope não saiba, e que os nordestinos e os mais pobres são melhores pagadores. É isso, precisava comentar, antes que caísse no caso do Miss Universo, que já esfriou e eu não cometnei aqui.... E espero que o CONAR tire a propaganda do ar mesmo... Mas, claro, quando isso acontecer, a campanha já terá atingido seu alvo, que pelo menos algumas pessoas reflitam.
P.S.: Esqueci e fui injusta com as donas de casa, pois ainda que sejam "sustentadas" por seus maridos, a relação de parceria e respeito deve dispensar estes recursos humilhantes. Sedução, afeto, sexo não devem ser moeda de troca para aplacar a ira, ou ilustrar as (supostas) limitações femininas ou masculinas.

Quais os tipos de anime que os japoneses gostariam de assistir



Um site japonês fez uma pesquisa para saber quais os tipos de anime que os japoneses gostariam de ver. Ao todo foram 3438 votantes que se distribuíram por 50 tipos diferentes de anime. Eu peguei a lista dos 25 primeiros do site Sankaku Complex (+18) e não teria condições de traduzir o resto... Aiás, alguns “tipos” de anime são bem parecidos, por exemplo, não vejo diferença entre o número 3 e o 9, a não ser que o e possa ser enquadrado como drama e o 9 como algo mais sentimental mas passando uma mensagem “positiva” ou “elevada”, sei lá... Interessante é que fanservice e erotismo não apareceram entre os primeiros, tampouco, animes escolares. E os animes originais ficaram com uma boa vantagem em relação ao segundo colocado. Enfim, segue a lista:

1. Animes originais (em oposição às adaptações)
2. Animes com mais de duas temporadas
3. Animes Emocionais (seja lá o que isso quer dizer)
4. Animes como uma bela arte
5. Continuações
6. Animes comédia/gag anime
7. Animes com um elenco estelar de seiyuu (dubladores)
8. Qualidade sobre a quantidade!
9. Animes Emotivos (que aqueçam o coração)
10. Animes românticos
11. Animes de robô (mechas)
12. Animes de Ficção Científica
13. Animes “de cura” (não no sentido físico)
14. Animes de Aventura
15. Animes com protagonistas atraentes
16. Animes futuristas
17. Animes históricos
18. Animes distribuídos gratuitamente
19. Animes adaptados de romances e light novels
20. Animes “Moe”
21. Animes baseados em clássicos da literatura
22. Animes de Guerra
23. Animes de Esporte
24. Animes de fantasmas e monstros
25. Animes com Tsundere

Quinta-feira, Setembro 29, 2011

Mangá do Morro dos Ventos Uivantes?



No post que fiz sobre o novo filme do Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights), a lady me perguntou se havia mangá do livro. Fui procurar e acho que encontrei um mangá de O Morro dos Ventos Uivantes. Enfim, O nome do livro em japonês é Arashi ga Oka (嵐が丘). Basta jogar no Google para achar vários links para páginas japonesas sobre os filmes (*como este aqui sobre a versão de 1939*) e os livros. Se o mangá que eu encontrei é mesmo O Morro dos Ventos Uivantes, quem desenhou foi a Chieko Hara, o que garante uma arte de primeira. Só que o nome é Arashi ga Oka Satsujinjiken ou Wuthering Heights Murder Case. É essa parte final do título que me intriga... Mas a capa sugere O Morro dos Ventos Uivantes. De qualquer forma, eu acredito que existam até outros mangás baseados no livro. E, claro, O Morro dos Ventos Uivantes aparece dentro do mangá de Glass Mask (ガラスの仮面), afinal, Maya interpretou a Cathy adolescente na peça.

Ranking da Oricon



Ontem saiu o ranking da Oricon e Kimi ni Todoke emplacou a sua segunda semana no topo do ranking. Suspeito que esse volume #14 vá bater recordes de vendas. O outro shoujo no top 10 é Gakuen Alice. Mei-chan, que já foi campeão de vendas, estreou em um modesto 19º lugar. ATASHIn'CHI é publicado em um jornal, então, não é bem um josei, só que tem autoria feminina (Eiko Kera) e é narrado do ponto de vista de uma mulher, uma dona de casa, por isso, decidi incluir. Outro destaque é Kinō Nani Tabeta?, de Fumi Yoshinaga, que ficou em 6º lugar. Trata-se de um mangá seinen com temática BL. Certamente, tem uma grande audiência feminina, assim como Kimi to Boku – que em breve terá anime – e está em 17º lugar.

1. Kimi ni Todoke #14
9. Gakuen Alice #25
11. ATASHIn'CHI #17
15. Love So Life #8
19. Mei-chan no Shitsuji #16
21. Switch Girl!! #17
24. Chihayafuru #14
29. Kami-sama Hajimemashita #10
30. Uragiri wa Boku no Namae o Shitteiru #9

Quarta-feira, Setembro 28, 2011

Trailer do novo O Morro dos Ventos Uivantes



Eu tinha comentado meses atrás que este seria o ano das irmãs Brontë. Pois bem, Jane Eyre ainda não apareceu por aqui (*mas o arquivo do filme é baixável pela internet*) e a Tabbykink me passou o trailer do novo O Morro dos Ventos Uivantes. Trata-se da primeira versão com um Heathcliff negro. Bem, pelo que andei lendo, a recepção não foi boa e as críticas foram à narrativa e à direção, não ao ator negro ou a escolha. Ainda assim, não imagino a personagem como negro; cigano, sim, negro, sinceramente, acho que não era o caso. A não ser que, assim como no filme Muito Barulho por Nada, do Kenneth Branagh, você coloque um elenco multi-étnico sem se importar com questões de adequação ao texto. Mas, enfim, vamos ver como fica essa versão. Eu realmente não sou fã de Morro dos Ventos Uivantes. E duvido que este filme vá para o cinema...

Edição especial da revista Dessert traz 280 páginas de one-shots



Curiosamente, não estão na revista, segundo o Comic Natalie, mas na internet. Quem compra esta edição recebe uma senha que pode ser usada para ler o material on line, o Best of Love Kare (BEST OF ラブカレ) com mangás de Kanae Hazuki, Robico, Souko Masaki, Watari Sakou e Mari Yoshino. A internet (e celular) é hoje uma das alternativas em relação ao papel quando o assunto é mangá no Japão e esse tipo de parceria aponta, a meu ver, para o futuro. Na capa da edição está o ator Osamu Mukai, que fez o George no filme de Paradise Kiss (パラダイスキス). Agradeço ao Manoel Vitor e a Lina por me dizerem o nome do ator... Eu só conheço uma meia dúzia de atores e atrizes japoneses e preciso de acessoria para essas coisas... ^__^

Revista LaLa comemora 35 anos celebrando suas grandes series



Segundo o Comic Natalie, a revista LaLa está comemorando o seu aniversário de 35 anos com uma exposição de pôsteres chamada Ikemen & Ikenyan Mei Zerifu Poster (イケメン&イケニャン名ゼリフポスター). Trinta e cinco sucessos de ontem e de hoje, como Alien Toori (エイリアン通り) de Minako Narita; Wata no Kunihoshi (綿の国星) de Yumiko Ooshima; Kaguya Hime (輝夜姫) de Reiko Shimizu; Mari to Shingo (摩利と新吾) de Toshie Kihara; Kareshi Kanojo no Jijou (彼氏彼女の事情) de Masami Tsuda; Natsume Yuujinchou (夏目友人帳) de Yuki Midorikawa; Kiniro no Corda (金色のコルダ) de Yuki Kure; Ouran Koukou Host Club (桜蘭高校ホスト部) de Bisco Hatori; Vampire Knight (ヴァンパイア騎士) de Matsuri Hino. Algumas autoras aparecem mais de uma vez e na página especial da exposição é possível ver imagens reduzidas dos pôsteres. A exposição ficará disponível na estação de Shinjuku entre os dias 26 de setembro e 02 de outubro.

Cocohana: Nasce uma nova revista josei



A revista Cocohana vai substituir a Chorus a partir de novembro. Não se trata de um cancelamento, mas de substituir uma revista por outra. Talvez, mude alguma coisa no visual e o elenco de autoras não será exatamente o mesmo. A Cocohana #0 saiu hoje, por enquanto, é só um apêndice, mas a capa é muito fofa e é desenhada por Akiko Higashimura. O Comic Natalie já colocou a lista com todas as séries que vão estrear na revista e as autoras. Akiko Higashimura, por exemplo, vai publicar um mangá chamado Kaku Kaku Shikajika (かくかくしかじか). Algumas autoras são muito famosas, e isso vale para as novatas ou para as veteranas. São poucos os nomes que não são de impacto, por assim dizer. Eu não vou traduzir o nome das séries, mas a lista das autoras é a que segue: Akiko Higashimura, Shinobu Nishimura,Sekaiichi Asakura, Satoru Makimura,Nao Arita, Mina Itaba,Kozueko Morimoto, Mari Fujimura, Peko Watanabe, Tomoko Yamashita, Fumiko Tanikawa,Toriko Chiya,Nanae Haruno, Dabi Nathanael (ダビ・ナタナエル - Não conheço... É isso?), Fusako Kuramochi e Setona Mizushiru. Vamos ver se a Cocohana – redução da frase Kokoro ni Hana Wo! (ココロに花を!) – será um sucesso. Coloquei no post as duas capas, a da Chorus, uma das últimas, e a Cocohana #0.

Terça-feira, Setembro 27, 2011

Edição da Betsuhana para quem é fã de Glass Mask



Tempos atrás tinha falado que a Betsuhana viria com um brinde (furoku) chamado Maya & Masumi Coupling Pocket Seal (マヤ & 真澄 の カップリング・ポケット・シール). Eu não sabia bem o que era, mas, pelo que entendi do Comic Natalie, trata-se de uma espécie de agenda com ilustrações especiais e espaço para colocar fotos, cartões e outras coisas. Imagino que seja bem bonitinho. Para quem quiser encomendar, é a edição #11 da Betsuhana. A Fonomag pode ser uma opção. Eu estou na d[uvida se peço, ou não peço.

Segunda-feira, Setembro 26, 2011

Ranma 1/2 vira filme Live Action



E os japoneses não param de me surpreender... Agora chegou a vez de Ranma ½ (らんま1/2) ir para o formato live action, segundo o Crunchyroll. A versão com atores de verdade será um especial de duas horas que será exibido na NTV em dezembro. Segundo o informe, o filme será estrelado por Yui Aragaki (Sh15uya) como Akane, e com Kento Kaku (Paradise Kiss 2011) e Natsuna (Kei Kishimoto de Gantz) como a versão masculina e feminina de Ranma. O Comic Natalie tem boas fotos das atrizes e do ator. Vamos esperar para ver no que vai dar isso. Agradeço à Lina Inverse por ter me avisado. ^__^ O mangá de Ranma é publicado no Brasil pela editora JBC.

Domingo, Setembro 25, 2011

Qual a melhor adaptação de mangá para o cinema?



O site What Thinks Japan traduziu integralmente uma pesquisa feita pelo site Goo Ranking. A pergunta era “Qual a melhor adaptação de mangá para o cinema?”. Assim como o dono do site, eu fiquei passada em não ver Nodame na lista. Ele não cita, mas Ōoku, também ficou de fora e Hana Yori Dango. Aliás, o próprio Goo Ranking já tinha feito uma pesquisa parecida e eu postei aqui no site. Em compensação, tem Dragon Ball Evolution... Como pode? Agora, eu realmente não entendo direito essas pesquisas do Goo Ranking. Será que alguém faz uma lista e o povo vota nessa lista? Vejam bem, 100% dos votantes escolheram Death Note como a melhor adaptação. Só com uma lista, certo? De qualquer forma, a pesquisa foi feita nos dias 22 e 23 de julho e 1114 pessoas votaram. 65,4% dos votantes eram mulheres, 12,3% adolescentes, 16,5% na casa dos 20 anos, 28,6% na casa dos 30, 24,8% na faixa dos 40 anos, 10,1% na casa dos 50, e 7,7% tinham mais de 60. Os shoujo e josei estão bem representados, ainda que com as duas omissões citadas.

1. Death Note – 100
2. Umizaru – 89.0
3. Rookies ~Graduation~ – 50.2
4. Nana – 40.0
5. Gegege no Kitaro – 30.6
6. Kaiji Jinsei Gyakuten Game – 30.4
7. Gantz – 29.7
8. Ping-Pong – 28.7
9. Yatterman – 27.8
10. Dororo – 26.6
11. Detroit Metal City – 24.9
12. Touch – 22.7
12. Honey and Clover – 22.7
14. Ashita no Joe – 21.5
15. Kimi ni Todoke – 20.6
16. Azumi – 17.9
17. Satorare Tribute to a Sad Genius – 17.2
18. 20th Century Boys – 14.4
19. Cutie Honey – 14.1
20. Paradise Kiss – 12.4
21. Beck – 9.1
22. Kamue Gaiden – 8.9
23. Love★Con – 8.4
24. Soranin – 7.7
25. Saru Rock the Movie – 6.2
26. Space Battleship Yamato – 5.0
27. Prince of Tennis – 4.5
27. Jigyaku no Uta – 4.5
27. Koukou Debut – 4.5
30. Dragonhead – 4.3
31. Casshern – 2.9
31. Koi no Mon – 2.9
33. Cromartie High School THE☆MOVIE – 2.4
33. Dragonball Evolution – 2.4
35. Jigoku Koshien – 1.9
36. Rinjin Nº 13 – 1.7
37. Sakigake!! Otokojuku Be a Man! Samurai School – 1.4
37. Boys on the Run – 1.4

Ai Morinaga encerra Boku to Kanojo XXX com sessão de autógrafos



Segundo o Comic Natalie, o último volume do engraçadíssimo mangá gender bender Boku to Kanojo XXX (僕と彼女の×××) terá sessão de autógrafos na Shibuya Tsutaya no dia 22 de outubro. Na verdade, será uma sessão de autógrafos também para o quarto volume Kirara no Hoshi (キララの星), o novo mangá da autora. Os dois mangás serão lançados juntos no dia 15 de outubro. Se entendi bem o CN, é a primeira sessão de autógrafos de Morinaga. O último volume de Boku to Kanojo XXX também terá uma edição especial com Drama CD.

Recomendação de site: Living in the Emerald Forest



Um dos leitores mais fiéis do Shoujo Café é o amigo Flávio Moraes. Ele sempre dá RT nos posts do Shoujo Café e sempre tem alguma coisa interessante para dizer. Agora, ele decidiu montar o seu próprio site, o Living in the Emerald Forest. Segundo ele, a proposta do blog é falar "(...) sobre todas as coisas que chamam minha atenção, como mangás, animês, músicas, comics... Bem, um novo caminho de tijolos amarelos está começando a surgir.". E começou bem. Por conta disso, recomendo a visita e o apoio. É bom ver gente que tem o que dizer abrindo seus próprios blogs e sites, aproveitando o espaço precioso que é a internet. Boa sorte, Flávio!

Sábado, Setembro 24, 2011

Usagi Drop no Festival do Rio



Acabei de ser surpreendida por essa notícia no Twitter. Um dos filmes que será exibido no Festival de Cinema do Rio - que ocorrerá entre 6 e 18 de outubro - é Usagi Drop (うさぎドロップ). Sim! Sim! O filme baseado na primeira parte do mangá, que foi a parte igualmente coberta pelo anime. Enfim, o filme será exibido na Mostra Geração com o nome de Bunny Drop. Quem puder assistir, aproveite a oportunidade. Para meiores informações, aqui e aqui.

Ranking da Taiyosha



Eis o ranking da Taiyosha de mangás josei e shoujo,esta semana, ele não está discrepante em relação ao da Oricon, afinal, Kimi ni Todoke, Chihayafuru e Kuragehime caíram no gosto popular e são respectivamente o 1º, o 3º e o 6º lugares do ranking geral. Em shoujo, boa parte do ranking foi renovado em relação à semana passada, exceções são Gakuen Babysitters, Yume no Shizuku, Kin no Torikago e o resistente Ao Haru Ride, de Io Sakisaka. Parece, caso continue assim, que se desenha um novo hit. Em josei, a monotonia de Usagi Drop persiste, com Chihayafuru e Kuragehime no topo. Destque da semana para Kugutsushi Rin, acredito que seja o último volume, já que Shinji Wada, o autor, faleceu recentemente.

SHOUJO
1. Kimi ni Todoke #14
2. Yamato Nadeshiko Shichihenge #29
3. Good Morning Kiss #8
4. Yume no Shizuku, Kin no Torikago #1
5. Kugutsushi Rin #14
6. Boku dake no Butterfly
7. Tableau Gate #9
8. Gakuen Babysitters #4
9. Kare wa Tomodachi Plus
10. Ao Haru Ride #2

JOSEI
1. Chihayafuru #14
2. Kuragehime #8
3. Usagi Drop #1
4. Usagi Drop #9 
5. Usagi Drop #4
6. Usagi Drop #3
7. Usagi Drop #2
8. Usagi Drop #5
9. Usagi Drop #8
10. Usagi Drop #6

Wallpapers da revista Betsuma



Wallpaper de Ao Haru Ride (アオハライド), de Io Sakisaka. Há mais wallpapers na galeria da revista Betsuma em tamanhos variados.

Sexta-feira, Setembro 23, 2011

Quando Sailor Moon encontra K-ON!



Fanart bem engraçadinho. Veio de um post do site americano Anime Diet chamado Why The World Needs Sailor Moon (Por que o Mundo precisa de Sailor Moon). Aliás, espero que eu esteja certa e o mangá seja publicado por aqui no ano que vem.

E tropa de Elite 2 é nossa escolha (tardia) para o Oscar



Eu não poderia deixar de comentar a escolha de Tropa de Elite para representar o Brasil. Depois de anos de mediocridade, de escolhas (muito) políticas (toda escolha é política por princípio), eis que Capitão Nascimento pode entrar para a história do Oscar e o Wagner Moura cair de vez nas graças do público internacional. Olha, eu acho que o filme tem todos as qualidades, é a escolha justa, mas a indicação de uma continuação não deve ter o efeito que o Tropa original poderia ter em 2007. Eu vi O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, não é um filme fraco, mas é muito inferior à Tropa, pinta uma São Paulo cor de rosa e sem racismos ou preconceitos religiosos, enfim, uma grande ficção... Foi uma injustiça e uma burrice indicar esse filme com Tropa de Elite concorrendo junto, a vingança veio em Berlim, mas o gosto amargo ficou. Bem, chega de lenga-lenga, a escolha foi importante, mas acho que é tarde. Espero estar enganada. Segue o texto da Folha de São Paulo sobre a questão, minha crítica do filme está aqui.

Indicação de 'Tropa 2' mostra que ficha caiu para o establishment

Filme que tenta vaga no Oscar pelo Brasil foi recorde de bilheteria e uniu direita e esquerda, público e crítica

RICARDO CALIL
CRÍTICO DA FOLHA

Quando a comissão reunida em 2007 pelo Ministério da Cultura escolheu "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" como representante do Brasil no Oscar daquele ano, preterindo "Tropa de Elite", havia lógica nessa opção. Era um filme de molde clássico e mensagem humanista, com mais potencial para agradar aos velhinhos da Academia que votam na categoria de filme estrangeiro. Mas também havia, e isso parece mais claro hoje, uma dificuldade de identificar o óvni que era "Tropa", de reconhecê-lo como um caso de exceção, que merecia que a lógica fosse deixada de lado.

Como diria depois o crítico Gustavo Dahl, "Tropa" "salva o cinema brasileiro da irrelevância" – não estética, mas social: um filme pautando o debate sobre segurança pública no país. Os camelôs da rua 25 de Março, a torcida do Flamengo, os fabricantes de brinquedos e o júri do Festival de Berlim entenderam isso. O establishment cinematográfico brasileiro -da comissão do ministério até nós, da crítica, passando por distribuidores e exibidores- não. Narciso acha feio o que não é espelho. Preferimos rotular o filme - fascista, "Rambo" à brasileira - a olhar para ele. Ignoramos o elefante na sala de estar, em vez de despachá-lo para o Oscar.

Quatro anos se passaram, "Tropa 2" foi lançado, virou recordista de bilheteria, e a ficha caiu de vez para o establishment. O "mea culpa" do capitão Nascimento ajudou: ele continuou sendo truculento e incorruptível, mas reconheceu que o sujeito dos direitos humanos tinha lá sua razão. "Tropa de Elite 2" se tornou, então, um filme de coalizão nacional, unindo direita e esquerda, público e crítica, o fã de MMA e o praticante de ioga. Nada mais justo que ele se torne também nosso produto de exportação. O elefante está no rumo certo.

Mari Yamazaki na revista Office You



Mari Yamazaki é uma das mangá-kas em evidência no momento. O seu mangá Thermae Romae (テルマエ・ロマエ) recebeu vários prêmios e terá live action em breve. Pois bem, segundo o Comic Natalie, ela vai estrear um mangá na revista josei Office You. O nome da série é Giacomo Foscari (ジャコモ・フォスカリ) e o primeiro capítulo sai em 22 de outubro. Eu sei que é um mangá histórico, mas não consegui descobrir quem é esse Giacomo Foscari... Aliás, Mari Yamazaki mora em Portugal e é casada com um italiano. Essa capa aí em cima é a da edição atual da Office You, especial para os amantes de gatos.

Shingo Araki na França



Shingo Araki é um dos grandes nomes do character design da animação japonesa. Ele participou do time de animadores da Princesa e o Cavaleiro e foi o responsável por séries como Ashita no Joe, A Rosa de Versalhes, A Rosa de Versalhes, e, claro, Cavaleiros do Zodíaco. Miki Himeno foi a sua grande parceira nessas duas últimas séries. Agora, segundo o Comicblog, ele vai estar presente na 12ª edição do Paris Manga & Sci-fi Show junto com uma exposição de sua obra. Ainda segundo a nota, Araki recebeu este ano o Annual Awards of Merit, um prêmio criado em 2005 para homenagear os grandes nomes da animação japonesa. Eu realmente gostaria de poder visitar uma exposição desse homem...

Entrevista com Yumiko Igarashi



Estava passando pelo site Manga News e me deparei com essa entrevista com Yumiko Igarashi. Imagino que ela tenha sido dada quando a autora visitou a França para o 15º Japan Expo. É uma entrevista bem interessante, acho a Yumiko Igarashi uma figura muito animada. Agora, ela chama para si (*e o editor*) toda a responsabilidade por criar Candy Candy (キャンディ・キャンディ) e Georgie! (ジョージィ!). Ela nem cita a Kyoko Mizuki, a roteirista, pelo nome. Não em espanta que ela esteja brigando na justiça por se sentir lesada... Enfim, en não acredito muito que tudo tenha saído da cabeça da Igarashi, mas isso não diminui o fato de Candy Candy ser um marco do shoujo mangá e anime. Também é interessante ver as explicações da autora sobre as mudanças que as obras originais sofreram para chegarem na TV. E eu concordo com o pessoal do MangaNews, ela é empolgada demais com as autoras de hoje, na década de 1970 a arte de muitas autoras era magnífica, sem retoque. Eu tive que adaptar algumas coisas, meu francês não é lá muito bom, mas fui o mais fiel que pude ao original. Segue a entrevista:

Como nasceu a personagem Candy?
Foi bem no momento que eu estava pensando sobre a próxima série ia escrever, e eu estava trabalhando junto com o meu editor, quando ele chegou em casa, viu a sua esposa e filha assistindo a animação de Heidi que estava passando na televisão na época. Naquele momento, ele me pediu para criar um mangá que pudesse ser lido por mães e filhas, que poderia ser apreciado por duas gerações.

Por que você escolheu o nome Candy?
Eu sou fã de uma atriz americana chamada Candice Bergen. E o diminutivo desse nome é Candy. Eu acho esse apelido muito bonitinho, e foi assim que tive a idéia de dar o nome de Candy ao meu personagem.

Você era a desenhista das séries de Georgie e Candy. Mas você tinha poder para intervir no roteiro caso desejasse?
Para Candy e Georgie, eu já tinha pensado na história em conjunto com o editor. Então, eu recorri a uma escritora para colocar no papel o roteiro. Fui eu quem deu o nome de Georgie à persoangem, e Candy da mesma forma. Então sim, eu tive grande participação no roteiro.

Em qual medida você participou da adaptação das suas obras para animação?
Para as obras que foram adaptados para anime, eu criei o character design das personagens, com sua aparência, e todos os seus detalhes. Os personagens foram evoluindo por elas mesmas ao longo da série animada, porque não fui eu quem fez o desenho para a TV, mas outra pessoa.

Para Na adaptação de Candy, constatamos grandes diferenças em relação ao mangá, principalmente a presença de animais. Por que?
A versão em anime é, na verdade, uma adaptação para crianças ainda mais jovens do que a versão manga, para um público que pode nem saber ler ainda. A presença de animais pode atrair crianças mais jovens, por serem fofinhos. Durante a sessão de autógrafos, fãs me disseram que assistiam Candy desde que tinham três anos de idade! Isto prova que o anime alcançou aqueles que estavam na primeira infância. (Yumiko Igarashi parecia feliz em atender os fãs de adultos que não tinham esquecido os seus heróis de infância)

Na versão animada de Georgie, sua infância é parte importante da história, diferentemente do mangá. Qual a razão dessa diferença?
Quando eu escrevi Georgie, eu queria fazer um mangá para um público um pouco mais velho, com temas mais adultos e sexy. Georgie é mais mulher que Candy, e fisicamente é mais adulta. Mesmo quando vemos as calcinhas de Candy, não há nada de erótico nelas! Para a infância na Georgie na versão animada, havia o desejo dos responsáveis pela animação de estender essa parte da história, a fim de alcançar um público mais jovem. Esta versão da história é muito bonita, e eu gosto dela também.

Candy continua sendo uma série cult na frança. Como é no Japão?
É igual no Japão, todo mundo conhece Candy, mesmo quando nem sabem o meu nome! (risos)

Nas suas histórias as heroínas precisam enfrentar situações difíceis. Que mensagem você quer transmitir?
Que é na aceitação da perda de algo importante para nós, algo que é muito querido, que conseguiremos alcançar muita felicidade com outras coisas. Eu sempre tento passar a mensagem que precisamos vencer os obstáculos e ter sucesso na vida após tempos difíceis.

Por que as suas séries sempre se passam no Ocidente?
Se as persoangens são japonesas, as leitoras se identificam muito mais. O problema das férias escolares, a razão para a heroína não ter pais, tudo geraria perguntas. A leitora não consideraria a história plausível. Então, se os personagens são loiros de olhos azuis, elas são parte de um universo completamente diferente daquele da leitora. Ela, então, aceita a história mais facilmente, e se diverte muito mais.

Que mudanças você percebeu no shoujo, especialmente em relação às personagens femininas?
O nível dos desenhos é muito superior! Hoje, as primeiras obras de uma autora dão a impressão de que ela desenhou por anos e anos. No nível técnico, tem havido uma evolução incrível. (Nós fizemos notar que os desenhos de sua época eram por vezes incrivelmente elaborados, especialmente graças aos olhos cheios de estrelas, as variações de flores que davam cor aos mangás, apesar das páginas serem em preto e branco. Mas Yumiko Igarashi parecia deslumbrada pelos novos talentos) E existem os modismos no mundo do mangá. E talvez o tipo de desenhos com os olhos brilhantes e as flores possam voltar!

Quais são os seus projetos?
Pouco antes de vir para a França, eu estava trabalhando no projeto de um livro, em que 65 imagens feitas por mim. Este livro será publicado em setembro de 2011. E vou começar uma nova série sobre a primeira esposa de Napoleão: Joséphine de Beauharnais.

Quinta-feira, Setembro 22, 2011

Comentando Cordel Encantado – Parte 1



Antes que seja tarde demais, afinal, a novela termina da sexta-feira, decidi fazer meu primeiro post sobre Cordel Encantado, a novela das seis da Rede Globo. Confesso que não assisti muitos dos capítulos da primeira parte da novela. Até poderia ir atrás deles, se a Globo não estivesse perseguindo os vídeos de suas novelas no Youtube e eu tivesse paciência para assistir cena a cena no site da emissora. De qualquer forma, quando Cordel Encantado estreou, não conseguiu me encantar. Achei o primeiro capítulo forçado, a parte de Seráfia muito fake, ensaiadinha. O único ponto alto do capítulo foi o tiro que um soldado deu no rei Theobaldo (Tiago Lacerda). Pelo que se desenhava, tratava-se de um tirano que sacrificaria todos pelos seus interesses. E, bem, é assim que se resolve este tipo de problema... Daí, por que não resolveram o caso do Timóteo ainda?

Uma das coisas que eu estranhei logo no início foi não usarem o recurso do livro de histórias, já que tudo tem um pé no conto de fadas, ou da narrativa ser intercalada por repentistas. Seria interessante e colocaria a narrativa no espaço da fantasia, dialogando ainda mais com a cultura popular nordestina. Esse recurso foi bem utilizado no filme indiano Mangal Pandey, onde a ação era entrecortada pelos músicos sobre o elefante “cantando” a epopéia do herói. Aliás, falando em fantasia, as autoras dizem que não queriam balizar historicamente a trama, mas ao citarem repetidamente pessoas reais – o Rei George da Inglaterra, provavelmente o avô da Rainha Elizabeth II, ou Cecil B. De Mille – acabaram sugerindo uma temporalidade. E, bem, ela não ajuda em nada a história que mistura épocas, estilos, tecnologias... Enfim, é uma grande salada que na maioria do tempo é bem divertida.

Não sei por qual motivo comecei a assistir Cordel Encantado... Nem lembro bem em qual momento comecei a seguir fielmente a trama. Acho que algumas cenas começaram a me chamar a atenção. Depois de achar a Doralice muito forçada no início da trama, comecei a ver que a personagem interessante, uma encarnação da Donzela Guerreira (*a homenagem à Diadorim de Bruna Lombardi foi perfeita*). E a personagem é bem feminista e isso fica marcado nas suas atitudes e falas, apesar de algumas escorregadas de roteiro aqui e ali. E, conforme fui observando, saquei de cara que o Príncipe Felipe e ela ficariam juntos. Aliás, por que aquele menino usa sempre preto? Até o pijama do sujeito é preto! Outra personagem que me agradou muito e, para mim, é a verdadeira mocinha da história, é a Antonia. A atriz, fez um excelente trabalho, e a personagem cresceu ao longo da trama, e conseguiu me comover em alguns momentos (*como a cena do livro, quando ela confessa que não sabe ler*). E como eu senti raiva do tal Inácio, quando ele surtou... Aliás, em muitos aspectos, a Antonia também é uma personagem feminista, porque ela se empodera ao longo da trama, toma as rédeas de sua vida, e isso transforma a sua trajetória. Enfim, como podem colocar uma mala sem alça como a Açucena como protagonista quando temos duas mocinhas tão mais interessantes?

Outra coisa que me chamou a atenção foi o humor TV Pirata que aflorava de repente, assim do nada... Luiz Fernando Guimarães teve tiradas ótimas e sua interação com a Débora Bloch foi perfeita. Algumas cenas dele com o Batoré, de Osmar Prado, foram engraçadíssimas. Aliás, a personagem de Osmar Prado também passou por grande transformação, de capacho genérico, a uma personagem bem digna. Tudo graças a interação com a Antonia. Enfim, esse tipo de humor quebrava algumas situações que, se levadas a sério, poderiam parecer ridículas. Algo o que realmente me surpreendeu em Cordel Encantado foi a simpatia das crianças. O núcleo infantil, especialmente o menino Eronildes, não era chato, nem forçado como o da maioria das novelas. E Eronildes é um nome raro, era o nome do meu avô. E, bem, eu gosto dos cangaceiros. Adoro o Bel, o cangaceiro dos mil disfarces, torci muito para que ele ficasse com a Penélope... Ah, sim! E é muito bom ver a Ilva Nino (Cândida) atuando com tanta desenvoltura. Ela convence como a matriarca dos cangaceiro e acho que é o melhor papel dela em telenovelas... Sim, não é a empregada da Viúva Porcina, a subalterna, mas a mulher forte e cheia de atitude respeitada por todos o que vai ficar na minha memória. Ela lembra algumas mulheres idosas da minah família.

Com o passar do tempo, comecei a simpatizar com outras personagens. O Petrus (*Eu adoro o Felipe Camargo*) e a Florinda eram dois dos meus favoritos, antes que estragassem tudo ao colocarem aquele adultério permitido pelo marido. Ver dois galãs da década de 1980 em um triângulo maduro foi inusitado, mas depois a coisa se esvaziou... O Zenóbio (Guilherme Fontes) não merecia ser traído, sua reação foi inverossímil e o final do Petrus com a Filó vai ser forçado. Se era para ele não terminar com a Florinda, que ficasse sozinho. Por que, não? A personagem já tinha algo de trágico mesmo... Eu imaginei que o Zenóbio fosse morrer, mas não queria que houvesse a traição, ainda mais de forma tão leviana. Eu sei, é conservador de minha parte, mas preferia uma saída mais radical, com Florinda ficando com os dois àquela lenga-lenga estranha para justificar a incensibilidade da persoangem em relação ao marido e aos filhos, e a ingratidão do Petrus... Enfim, não gostei mesmo...

Falando nisso, outra coisa que me incomodou foi a não valorização da “donzelice” de ninguém. Fora um meio escândalo do pai-sertanejo da Açucena, ninguém parece se importar com a castidade das moças. Mas deixa eu explicar: eu imaginei que Cordel Encantado seria uma novela curta (*e nem foi tanto assim*), quando o Jesuíno e a Açucena tiveram sua primeira noite de amor. Desde o início, sabíamos que ficariam juntos, mas, quando esse tipo de coisa acontece, a separação se torna absolutamente impossível. Foi cedo demais. Esse tipo de "acontecimento" deveria ser guardada para o final (*ou quase*) da novela, até para criar uma tensão maior em relação ao vilão que, afinal de contas, quer “deflorar” a mocinha. Mas as autoras não ligam para isso e, talvez, eu esteja romantizando demais... Duca Rachid e Thelma Guedes também não se importaram de colocar a primeira vez de Dora e Felipe/Antonia e Inácio no mesmo capítulo e ao mesmo tempo. Os casais deveriam ter tido um momento só deles e não aqueles cortes de cena. Fora que a Antonia merecia algo muito mais especial do que aquele “acidente” com a carroça. Eu realmente não gostei. De novo, posso estar sendo conservadora, mas dentro desse tipo de história seria muito mais interessante que a primeira vez dela fosse na noite de núpcias.

Já a noite de amor do Dora e o Filipe foi OK (*e bem hot para uma novela das seis atual*), afinal, Doralice não é uma mocinha “tradicional” e nunca iria se pautar pelas normas mesmo. E depois a cena ainda rendeu a piada de que ela não eram mais a “donzela” guerreira... Naughty boy! Aliás, que interação a da Nathalia Dill (Doralice) com o Jayme Matarazzo (Felipe)? E as cenas dos dois são ótimas. Duvido que não sejam o casal mais popular dessa novela. Ambos são muito atores e podem melhorar mais ainda. Dill amadureceu bastante como atriz, assim como o Cauã Raymond que já foi um homem samambaia e, hoje, mostra que além de bonito, pode também ser um bom ator. E a Luiza Valderato me surpreendeu, não a conhecia e ela é encantadora. Fora isso, há vários outros destaques como a Claudia Ohana, o Domingos Montagner (Herculano) com sua beleza rústica, a Lucy Ramos (Maria Cesária)... aliás, será que esta menina ainda vai conseguir ser protagonista de novela? É outra que cresceu muito como atriz. Enfim, são muitos os destaques, não vou citar todos. E, claro, o Bruno Gagliasso é sempre brilhante... Só que a sua personagem não é!

Uma das coisas que me afastou da novela de Duca Rachid (*que eu pensava até pouco tempo que era um homem*) e Thelma Guedes foi o vilão. Timóteo é aquele tipo de vilão fraco, mimado, que logo nos primeiros capítulos já dava sinais de loucura. Uma surra bem dada e, nas últimas semanas, uns bons tiros, resolveriam o problema dele. Algo que me pareceu absurdo foi a comparação, ainda na primeira fase da novela, com o a Leôncio de Rubens de Falco. Não! As duas personagens são bem diferentes e Timóteo era ridículo perto de Leôncio Mau-Mau. Ele nunca teve chance alguma com a (*chata*) da Açucena, afinal, tentou abusar dela várias vezes, e isso anulou suas possibiidades, tirando um pouco do impacto da história. Nunca houve dúvida entre Jesuíno e Timóteo (*ou mesmo entre Jesuíno e Felipe*), porque este último sempre foi um enlouquecido. Enfim, são poucas as grandes maldades que Timóteo cometeu, como colocar Carlota grávida no tronco, ou entregar a irmã para Batoré... No mais, é difícil acreditar que alguém fosse continuar seguindo um louco como ele depois das coisas que fez. Em alguns momentos, a relação de Timóteo com os habitantes da cidade, com seus jagunços, com Batoré, parecia coisa do anime Now and Then, Here and There, no qual o vilão era um louco de pedra ridículo e ninguém tinha a capacidade de resolver o problema...

Pois bem, Cordel encantado seria melhor se tivesse um vilão de verdade. Seria melhor se fosse mais curta. Seria melhor se a mocinha não fosse a Açucena. Porque esta criatura é uma das piores protagonistas de novela dos últimos tempos... Ciumenta, infantil, inconstante, e, claro, burra. Não sei se alguém acha isso sexy, atraente, mas minha vontade é desligar a TV quando ela aparece. E vejam bem, o Cauã Raimond está muito bem. O roteiro patinou aqui e ali – pois o herói precisa sempre fazer as suas bobagens para facilitar a vida do vilão ou enrolar o romance com a mocinha – mas ele não é um mala sem alça. Já Açucena é impossível... E, bem, no início da novela ela não era uma chata, foi ficando depois. Também acho chato essa coisa de princesas “maiores de idade” (*vide Rapunzel*). Ela precisava ter vinte anos? E onde o Carmo Dalla Vechia tem cara de pai da Bianca Bin?

Mas vamos terminar, porque está tarde. Gosto do figurino de Cordel Encantado, a maioria das roupas são bem interessantes, criativas e até bonitas. Estranhamente, Doralice é quem se veste pior em ocasiões festivas. A fotografia é excelente, a interação dos atores e atrizes, também. Não gosto dessa história de todas as mulheres de cabelo solto, mas ninguém parece entender que prender o cabelo pode marcar a idade adulta ou refinamento, e soltar o cabelo tem algo de muito sensual. E a composição de época pedia isso. Deveriam ler Kaoru Mori. Se a Florinda, mulher adulta, mãe de três filhos crescidos, só soltasse seu cabelo em momentos especiais sua personagem teria muito mais sensualidade. Também não gostei de ver a Dora se acidentando e sendo salva pelo Felipe de novo... Acidente, aliás, que fez com que ela ficasse para trás. Ontem (*e não vi o capítulo*), eles casaram... Espero que ela não seja domesticada em mais um deslize de roteiro... Ah, sim! Ia esquecendo! Paula Burlamaqui está excelente. É outra personagem feminina ativa, inteligente, feminista e como ela está bonita nessa novela. Adoro a Penélope.

Enfim, eu farei outro post sobre a novela quando ela terminar. Tentarei ser mais organizada e sucinta. De resto, Cordel Encantado me surpreendeu. Não pretendia assistir e acabei fisgada. Se encontrar os arquivos, ou quando ela for repetida, pretendo assistir na íntegra.

Ranking da Oricon



Saiu o ranking da Oricon e apesar dos poucos títulos shoujo e josei, foi uma semana interessante. Digo isso, porque temos três mangás femininos no top 10, dois deles josei, além de Kimi ni Todoke em um esperado primeiro lugar. Eu realmente estou ansiosa pelo anime de Chihayafuru e pelo anúncio de uma segunda temporada de Kuragehime... Por que não anunciaram ainda??? Por que??? Enfim, surpreende-me a longevidade de Yamato Nadeshiko. Nunca consegui gostar da série. E, claro, é bom ver a resistência de Yume no Shizuku, Kin no Torikago no top 30.

1. Kimi ni Todoke #14
3. Chihayafuru #14
4. Kuragehime #8
13. Yamato Nadeshiko Shichihenge #29
15. Good Morning Kiss #8
22. Yume no Shizuku, Kin no Torikago #1

Anunciada a Quarta Temporada de Natsume Yuujin-Chou



Coisa rara, raríssima é Natsume Yuujin-Chou (夏目友人帳), afinal, não é nada comum ver um anime shoujo ganhar uma quarta temporada. Lembro de poucos que conseguiram, especialmente, quando não se trata de um mahou shoujo. Mas eis que a série de Yuki Midorikawa caiu no gosto popular e o ANN publicou a nota comentando o anuncio na última edição da revista LaLa. A terceira temporada do anime ainda está no ar e termina no dia 29 de setembro. Três meses depois, estréia a que foi anunciada agora. Uma das minhas falhas é não ter visto ou lido nada desta série. Pelos comentários que leio, devo estar perdendo algo interessante.

Quarta-feira, Setembro 21, 2011

Capas da nova edição de Gohou Drug da CLAMP



Gohou Drug (合法ドラッグ) ou Lawful Drug é um mangá da CLAMP que esteve interrompido por muito tempo. Recentemente, a equipe de mangá-kas anunciou que retomará a série e os dois volumes anteriores seriam relançados. O site Otome Road publicou as novas capas. Eu procurei em tamanho maior, mas não consegui encontrar.

Edição especial da revista Margaret traz Garotos Moe



O nome da edição #20 da Margaret é Moegokoro (モエゴコロ) e, se entendi bem o Comic Natalie, trará one-shots focando em garotos bonitos e fofinhos, daí o “moe”. A capa é de Arina Tanemura e a seleção de autoras que participam desta edição é a seguinte: Natsumi Aida, Ayane Isero, Rinko Ueda, Mayu Shinjo, Mimi Tajima, Takahashi Chiroru, Ayane Ukyou, Sono Kisaragi, Megumi Hazuki, Risa Hanano, Suu Morishita, Ayuko, Minami Mizuno e Aiji Yamakawa.

Natsumi Aida faz sua primeira sessão de autógrafos



Natsumi Aida é a autora do engraçadíssimo Switch Girl!! (スイッチガール!!). O mangá vende bem no Japão e na França, mas, curiosamente, segundo o Comic Natalie, a mangá-ka nunca tinha feito uma sessão de autógrafos. Agora, quando a série chega ao seu 17º volume, a autora faz o seu debut. O volume será lançado no dia 23 de setembro e a sessão de autógrafos será no dia 1 de outubro, às 14h. O evento será em uma livraria de Tokyo, as primeira 120 pessoas a comprarem o volume #17 poderão participar. Switch Girl!! é um mangá que merecia sair aqui no Brasil.

Os Mangás Mais Vendidos na França



Como sempre é bom saber o que vende em outros países, estou publicando aqui a lista dos 15 mangás mais vendidos da França em agosto que foi postada no MangaNews. Dos 15 títulos, dois são shoujo Switch Girl!! – que sempre que vejo essas listas francesas aparece bem vendido – e Kilali. Fiquei curiosa em relação à One Piece. Será que não França ele vende mais que Naruto? Enfim, agora preciso colocar em dia o ranking americano.

1. One Piece #58
2. Naruto #53
3. Fairy Tail #20
4. Negima #32
5. Switch Girl! #13
6. FullMetal Alchemist #27
7. Les gouttes de Dieu #20
8. Fairy Tail #19
9. Beyblade Metal Fusion #5
10. Kilari #13
11. Blazer Drive #8
12. Judge #2
13. Beelzebub #3
14. Judge #1
15. Detetive Conan #65

Terça-feira, Setembro 20, 2011

Kentaro Miura na Hana to Yume



Sim, sim, quando abri essa imagem de Akatsuki no Yona (暁のヨナ), de Mizuho Kusanagi, achei o traço muuuuuito estranho. É que trata-se de uma homenagem de Kentaro Miura, de Berserk (ベルセルク). Segundo o Comic Natalie, quem comprar - se entendi bem - a Hana to Yume e o volume 6 de Akatsuki no Yona, concorrerá a uma das ilustrações autografadas, além de outros prêmios. Parece que outros mangá-kas de shounen ou seinen também prestaram homenagem à Akatsuki no Yona. Muito curiosa a releitura. Esse mangá sempre aparece entre os shoujo mais vendidos, mas nunca li nada dele.

Segunda-feira, Setembro 19, 2011

Novo mangá da autora de Midnight Secretary estréia em Novembro



Tomu Ohmi é fã de histórias sobrenaturais, ela já fez mangá sobre lobisomens, vampiros e outros seres "do outro mundo", agora, chegou a vez de um mangá sobre bruxas. Majo no Biyaku (魔女の媚薬), algo como A Poção da Bruxa, tem como protagonista a jovem Kaoruko, ela é órfã e tem uma pequena loja de ervas. Um belo dia, um homem misterioso vestido de negro entra em sua loja. O nome dele é Kaneme Hibiki e ele tem um segredo. Eu gosto dos mangás da Tomu Ohmi, eles são eróticos, mas, normalmente, sem exagerar e as personagens são adultas. Enfim, a série estréia na Petit Comics em novembro. E eu repito mais uma vez que torço para que Midnight Secretary (ミッドナイト・セクレタリ) apareça por aqui... A fonte é o MangaNews, via ANN.

Que anime você recomendaria para quem não é fã de anime?



Trata-se de uma pesquisa feita por um site japonês. Ao todo foram 4632 e 50 títulos selecionados. A primeira parte da lista, encontrei no Sankaku Complex (+18) e a segunda parte, eu mesma traduzi. Enfim, alguns títulos obviamente poderiam ser oferecidos a quem não conhece e/ou gosta de anime. Usagi Drop, o primeiro colocado, é um deles, mas existem títulos na lista que, sei, não... e senti falta de Miyazaki. Segue a lista completa. Se quiserem comentar:

1. Usagi Drop
2. Ano Hi Mita Hana
3. Gintama
4. Natsume Yūjinchō
5. Tiger & Bunny
6. Clannad
7. Summer Wars
8. Toki o Kakeru Shoujo
9. Durarara!!
10. One Piece
11. The Twelve Kingdoms
12. Gundam Seed
13. Gundam 00
14. Steins;Gate
15. Neon Genesis Evangelion
16. Ranma 1/2
17. Toradora!
18. Hetalia
19. ARIA The ANIMATION
20. Detetive Conan
20. Tanoshii Moomin Ikka: Bōken Nikki
22. Toaru Majutsu no Index
22. Jewelpet Tinkle☆
24. Ikoku Meiro no Croisée The Animation
25. Toshokan Sensō
26. Code Geass: Lelouch of the Rebellion
27. Kami-sama no Memo-chō
28. Ore no Imouto ga Konnani Kawaii Wake ga Nai
29. Denpa Onna to Seishun Otoko
30. Shinryaku! Ika Musume
31. Nodame Cantabile
32. Ro-Kyu-Bu!
33. Infinite Stratos
34. Minami-ke
35. Jigoku Shoujo
36. Hidamari Sketch
37. A Channel
37. Kareshi Kanojo no Jijou
39. Hidan no Aria
40. Tantei Opera Milky Holmes
41. Oniichan no Koto Nanka Zenzen Suki Janain Dakara ne—!!
41. Zipang
43. Planetes
44. Shakugan no Shana
45. Marmalade Boy
46. Gyakkyō Burai Kaiji
47. Fushigiboshi no☆Futago Hime
48. Kawa no Hikari
49. Fushigi Yûgi
49. SoltyRei

Como escrevi lá em cima, eu não recomendaria alguns desses animes para não-fãs. Na minha lista, especialmente se estivesse recomendando materiais para adultos, não faltaria Hataraki-Man, A Lenda dos Heróis Galáticos, Monster, Himitsu - Top Secret (*sem os últimos episódios*), A Rosa de Versalhes, Honey & Clover, Escaflowne, Touch, Lodoss. Mas tudo, claro, sempre depende de quem é a pessoa para quem você está recomendando. Não sugeriria Hetalia para alguém que não fosse minimamente fã de anime...

Domingo, Setembro 18, 2011

Comentando O Homem do Futuro



Quarta-feira assisti O Homem do Futuro, novo filme de Cláudio Torres, estrelado por Wagner Moura e com um excelente elenco de apoio. Se eu tivesse que enquadrar o filme chamaria de comédia romântica de ficção científica, algo, acredito, bem raro no cinema em geral. Mérito de Torres, que é roteirista e diretor do filme. Eu gostei do trailer, não tinha visto o filme anterior do Cláudio Torres, A Mulher Invisível, nem conhecia seu trabalho, mas a premissa da viagem do tempo e o Wagner Moura no elenco foram iscas suficientes para mim. Confesso que esperava mais, muito mais de O Homem do Futuro, mas vamos por partes... Segue a sinopse:

Zero (Wagner Moura) é um brilhante cientista que, ao tentar descobrir uma nova forma de energia, inventou a máquina do tempo. No entanto, este mesmo cientista é amargo, destrutivo e recalcado, porque vinte anos antes, em 1991, ele foi publicamente humilhado por uma colega de faculdade, Helena (Alinne Moraes), que foi o amor de sua vida. Zero decide voltar no tempo, correndo o risco de inclusive deixar de existir, para dar a si mesmo uma nova chance. Só que, claro, as coisas não saem assim da forma como ele esperava...

O Homem do Futuro tem méritos e deméritos. Primeiro grande mérito é o elenco. Wagner Moura está excelente fazendo três personagens ao mesmo tempo, ele é Zero jovem, tímido e ingênuo; Zero de meia idade, misógino e amargo; e o Zero quase uma versão tupiniquim do Tony Stark, depois de mexer no seu passado. Enfim, vê-lo atuar é sempre ótimo. Alinne Moraes consegue encantar, seduzir e mostra ser uma das grandes estrelas jovens do Brasil. Espero que lhe permitam dar vôos cada vez mais altos, porque ela tem muito potencial mesmo. Ah, sim! E uma das melhores cenas do filme é a de Alinne Moraes e Wagner Moura cantando! ^__^ Ele canta em VIPs, mas aqui é algo bem mais legal.

Maria Luísa Mendonça está ótima como a amiga de infância de Zero, sua performance em três papéis, especialmente como apresentadora da festa da faculdade é uma das melhores coisas do filme. Outro que está excelente é Fernando Ceylão, o companheiro de pesquisas e melhor amigo de Zero. Ele também precisa fazer três papéis no filme. Só não conseguiu me convencer a versão jovem de Gabriel Braga Nunes. Enquanto a maquiagem ajudou muito Moura, Ceylão e Mendonça a pareceram jovens de vinte poucos anos, Nunes estavam com cara de um (belo) homem de meia idade o tempo todo. Ele ficou melhor no presente, com a idade que tem de verdade, do que no passado. Fora que sua personagem é aquela coisa bem forçadinha como estudante playboy.

Os cenários de O Homem do Futuro, especialmente o laboratório de Zero, foram muito convincentes. Tudo foi bem feito e a ambientação é uma das cartas fortes do filme, já que tudo poderia ter ficado muito tosco. Os efeitos especiais, que não são usados com tanta freqüência assim ao longo da película, foram bem executados. E, claro, Moura tonto depois de viajar no tempo, reforçou a credibilidade da coisa toda. Uma das melhores seqüências é, sem dúvida, a chegada da personagem em 1991: os enormes celulares, Collor de Mello presidente e a piada do táxi. Não vou comentar, porque foi, para mim, a melhor do filme inteiro. E um dos problemas está aí, O Homem do Futuro deveria ter explorado mais o choque de um homem (*e uma audiência*) de 2011, encontrando o Brasil da Era Collor. Hiperinflação, tecnologia obsoleta, modismos... Foi aí que O Homem do Futuro ficou realmente muito aquém das minhas expectativas. Boa parte do humor depende muito mais das caras e bocas que Wagner Moura faz ao confrontar o seus outros “eus”. O Homem do Futuro seria melhor se fosse mais comédia e menos comédia romântica. Ah, e o Wagner “Stark” Moura presenteando a personagem de Alinne Moraes com uma casinha, o MAC – Museu de Arte Contemporânea de Niterói – foi engraçado, também. Só que isso foi em uma das realidades alternativas de 2011.

E entramos na parte da suspensão de descrença. Sim, isso é fundamental muitas vezes para que possamos gostar e nos envolver com uma história de ficção. Por questões de roteiro, eu até me convenço de que Wagner Moura poderia estar fazendo pesquisa em Física de ponta no Brasil e (*choque*) em uma universidade particular. A história explica como isso é possível e falar mais desse aspecto é spoiler. Agora, não tem suspensão de descrença que dê jeito em explicar aquele clima high school americana em uma faculdade brasileira de 1991, e, pior, que um aluno pobre, suburbano e brilhante vá fazer curso de física em uma instituição particular daquelas. Só se fosse à noite, porque ele precisava trabalhar durante o dia e ajudar nas despesas da casa... E este não é o caso no filme. Que Zero, adulto, frustrado, lecione em uma instituição como a do filme, OK, que ele fosse estudar lá, NÃO é!

Alunos brilhantes passam para as universidades públicas. É assim até hoje, especialmente na área das engenharias e das exatas onde se precisa de recursos para a pesquisa. A UFRJ, a UERJ, ou, melhor ainda, a USP, seriam escolhas mais aceitáveis. Mas como a personagem de Moura é um gênio, ele não faria menos que o ITA, uma das melhores do mundo em sua área e onde ele receberia, caso militar aluno, um salário. Minha mãe teve um aluno, negro, pobre, que estudou a vida inteira em escola pública em São João de Meriti. Depois, passou na UERJ, fez graduação, mestrado. Tornou-se professor e virou notícia de jornal ao ir trabalhar na NASA, porque chamou a atenção dos americanos com seu projeto de doutorado. Parte das aventuras dele está descrita aqui. Zero, com seu perfil, poderia ser um caso assim. Só que existe a política – que a Rede Globo enfatiza volta e meia em suas novelas – de convencer meninos e meninas pobres de que “toda faculdade é igual”, de que “universidade pública é para filhinho de papai” e que “pobre tem orgulho em pagar sua faculdade com o suor de seu rosto”. Ora, Zero nem isso... Ele é bolsista!!!!! Desculpem, é demais para mim. Não estraga o filme, mas é tão absurdo que me faz mal.

Outro momento em que o roteiro patina é no seu final. É suspensão de descrença demais, os vinte anos de espera da personagem de Alinne Moraes pelo seu verdadeiro amor... Precisava disso? Se a situação tivesse sido bem desenvolvida, como no caso de Em Algum Lugar do Passado ou mesmo de A Esposa do Viajante do Tempo, até seria aceitável. Mas o romance entre Zero e Helena fica muito naquele nível tati-bi-tati, sem grandes aprofundamentos dramáticos. Percebem que O Homem do Futuro peca exatamente no aspecto comédia romântica, quando deveria e poderia ser uma excelente comédia de ficção científica com algum romance? Eu preferi VIPs e De Pernas para o Ar me convenceu muito mais como comédia. O Homem do Futuro ficou ali no meio, grandes interpretações, Wagner Moura e Maria Luísa Mendonça arrasando, mas falta alguma coisa... E não é pouca coisa, não! Mas, confira você mesmo. É muito bom ver o cinema nacional explorando outros gêneros, saindo do lugar comum, e, claro, O Homem do Futuro não é ruim, só poderia ser muito, muito melhor.

PNBE 2012 inclui Aya de Yopougon e Bando de Dois



O Programa Nacional Biblioteca da Escola do MEC liberou a lista de 250 títulos de quadrinhos que serão enviados para as bibliotecas das escolas públicas de todo o país no ano que vem. As editoras que mais colocaram títulos entre os 250 foram a SM, Moderna, Globo, Richmond, Autêntica e Companhia das Letras. Ao todo, segundo a notícia, foram 301 editoras e 3.059 obras participando da seleção. Bem, nenhum mangá na lista, o que, a meu ver, é injusto. A NewPop, por exemplo, tem títulos como 1945, que poderia estar na lista... Mas não sei se inscreveram, então melhor não ser injusta. Espero que no ano que vem Helena esteja na lista. E Gen Pés Descalços, também. Quem sabe? Mas dentre os selecionados, há dois títulos que comentei aqui no Shoujo Café, o brasileiro Bando de Dois, e Aya de Yopougon, que, até hoje, só teve um único volume saindo aqui no Brasil. Para consultar a lista completa, é só acessar a notícia.

Álbum Princesas para Sempre



Uma das coisas bestas que eu faço de tempos em tempos é colecionar álbuns de figurinhas. Aliás, para fechar álbuns de figurinha o Orkut é ótimo, sabiam? Tive que voltar por causa deste que comprei esta semana. Ano passado não colecionei o álbum das princesas, porque não tinha nem a Tianna. A minha surpresa neste novo é que tem todo mundo: Cinderella, Bela Adormecida, Branca de Neve, Jasmine, Bella, Ariel, Tianna, Razunzel, Mulan (*que não é princesa*) e, até, Pocahontas, que sempre fica de fora. Eu não esperava mesmo! Muito legal para quem curte e bem mais democrático. E vem com um castelo de papelão e em cada pacotinho bonecos para colocar nele. Só que são muitos, permitindo várias combinações. O castelo está guardado para, quem sabe, uma filha. Eu, criança, adoraria ter algo assim. Adoraria mesmo! Quem qusier trocar figurinhas, é só fazer contato.

Figure da Rin de Usagi Drop



Estava procurando uma coisa no Amazon Japão e acabei tropeçando no Blu-Ray de Usagi Drop (うさぎドロップ) que sai no dia 25/11. Como brinde - sim, não é vendida separadamente - uma figure da Rin. No outro box, o brinde é um coelhinho. A figure é bem simplesinha, mas eu queria para mim.

Ranking da Taiyosha



Era para ter entrado ontem, mas atrasei boa parte das postagens. Eis o ranking da Taiyosha da semana passada. No top 10 geral, diferente do que aconteceu no ranking da Oricon, nenhum shoujo. De resto, as colocações no ranking de shoujo mangá são quase as mesmas. Resistem Black Bird e Ao Haru Ride, o resto é novidade. Acho que as maiores surpresas são Shin Pet of Horrors e Nº6, mangá, acredito eu, baseado no anime que fez tanto sucesso entre @s fãs de BL. A Tanko comentou sobre ele no último Shoujocast (*Já ouviu? O programa está aqui!*). Já em josei, a monotonia de Usagi Drop é quebrada por três mangás com capas que sugerem sexo. ^__^ É até curioso isso, mesmo com o final que tem, Usagi Drop é um material bem casto, por assim dizer.

SHOUJO
1. Akagami no Shirayuki-hime #6
2. Gakuen Babysitters #4
3. Toshokan Sensō: Love & War #8
4. Hotarubi no Mori e Keepsake Edition
5. Yume no Shizuku, Kin no Torikago #1
6. Anisan to Boku
7. Ao Haru Ride #2
8. Shin Petshop of Horrors #9
9. Black Bird #14
10. Nº6 #2

JOSEI
1. Mitsudan #3 ~Konzen Dokusenyoku~
2. Kimono Angel
3. Usagi Drop #1
4. Usagi Drop #2
5. Usagi Drop #9
6. Ishakoi -Isha no Koi Wazurai -
7. Usagi Drop #3
8. Usagi Drop #5
9. Usagi Drop #8
10. Usagi Drop #4

Sábado, Setembro 17, 2011

Kimi ni Todoke em lançamento de luxo nos EUA



A NIS America anunciou para outubro o lançamento do primeiro volume da 1ª temporada do anime de Kimi ni Todoke (君に届け). Só que houve um adiamento para janeiro de 2012. A surpresa é que será lançada uma edição Premium com 12 episódios em 2 DVDs e, também, em 2 Blu-Ray. Além do anime em si, o pacote vem com um artbook de 28 páginas e um estojo para guardar o material. A foto deixa evidente a qualidade da produção. Veja que é muito fácil conseguir o anime legendado em inglês, o diferencial, o que vai fazer com que muita gente gaste 70 dólares no produto são os brindes. A notícia estava no site do Crunchyroll. O mangá de Kimi ni Todoke sai no Brasil pela Panini. Já o anime, apesar do sucesso, não deve aparecer aqui no nosso país.

Ranking da Oricon



Desta vez atrasei todos os rankings da semana, bem, mas aí está o da Oricon. Já tivemos semanas melhores, mas está, se não se destaca pelo número de mangás femininos no top 30, pelo menos temos três shoujo entre os dez mais vendidos. Gakuen Babysitters parece ser um mangá bem simpático, Toshokan Sensō: Love & War já teve anime e tem a capa mais bonita da semana, Akagami no Shirayuki-hime me deixou confusa... Não teve anime este mangá? Devo estar confundindo... Yume no Shizuku, Kin no Torikago é o novo mangá de Chie Shinohara (*que sai na revista shoujo para mulheres de 30*) e Ao Haru Ride resiste. Hotarubi no Mori e é um volume único. É isso. Mais tarde posto o ranking da Taiyosha.

8. Gakuen Babysitters #4
9. Akagami no Shirayuki-hime #6
10. Toshokan Sensō: Love & War #8
13. Hotarubi no Mori e Keepsake Edition
16. Yume no Shizuku, Kin no Torikago #1
24. Ao Haru Ride #2

Sexta-feira, Setembro 16, 2011

Estréia novo mangá de Yumiko Igarashi



Yumiko Igarashi é famosa por ter sido responsável pelo mangá de Candy♥Candy (キャンディ♥キャンディ), uma das séries japonesas mais conhecidas no mundo inteiro. Agora, ela estréia na revista Princess Gold o mangá Bara no Josephine (薔薇のジョゼフィーヌ), que é uma biografia de Josefina, primeira esposa de Napoleão Bonaparte. O mangá teve como base a obra original de Kaoru Ochiai (*espero que o nome esteja correto*). Preciso olhar esse mangá, com certeza, mas eu não sei se ele vai ter o drama, a intriga política e o erotismo que marcaram a vida de Josefina. O Comic Natalie também informa que o mangá Kakan no Ryuu no Himegimi (花冠の竜の姫君), de Seika Nakayama, foi retomado nesta mesma edição.

Gozen 3-ji no Kikenchitai chega ao final na revista Feel Young



Segundo o Comic Natalie, o mangá Gozen 3-ji no Kikenchitai (午前3時の危険地帯), de Nemu Youko, chegou ao final na última Feel Young. Parece que haverá uma história extra na próxima edição. Como parece que o mangá faz sucesso, duvido que a autora não faça. Aliás, gosto bastante das ilustrações da Nemu Youko. Na mesma edição há material sobre o anime e mangá de Usagi Drop (うさぎドロップ). Uma das matérias é com a dupla Puffy AmiYumi responsável pelos temas do anime.

Revival de Ojamajo Doremi no Japão



Segundo o site Moetron, a Kodansha vai lançar uma nova light novel de Ojamajo Doremi (おジャ魔女どれみ), uma das melhores séries de mahou shoujo dos últimos tempos. Na verdade, várias séries... A novel chamada Ojamajo Doremi 16, mostra as meninas da série original no colegial. Segundo a nota, a Toei sinalizou que uma nova série, talvez com as meninas adolescentes, pode estrear na primavera de 2012. A ficha técnica da light novel é a seguinte: Izumi Todo (trabalho original), Midori Kuriyama (roteiro) e Yoshihiko Umakoshi (arte). Durante muito tempo houve boatos de que Ojamajo Doremi iria vir para o Brasil, mas o anime nunca apareceu por aqui... Não é surpresa...

Revista Kikan S traz Akiko Higashimura e Yumi Unita



Eu não conhecia a revista Kikan S, mas ela é especializada em entrevistas com mangá-kas e animadores, traz ilustrações exclusivas e um monte de outras coisas interessantes. Nesta edição, segundo o Comic Natalie, Akiko Higashimura fala da experiência de produzir o mangá Mama wa Temparist (ママはテンパリスト), que terminou recentemente. Além disso, há uma entrevista com Yumi Unita, que fala sobre o mangá Usagi Drop (うさぎドロップ) e como foi fazer o mangá, caracterizar as personagens e seu crescimento. Deve falar do anime, também. Enfim, parece um material interessante.

Be Love com brinde de Chihayafuru



Como o anime está para estrear, a ênfase da revista é toda em cima do seu principal título, Chihayafuru (ちはやふる). Segundo o Comic Natalie, junto com esta edição da revista temos um caderno com 54 páginas coloridas e material - acredito que os poemas do mangá - para memorização. Quem não conhece o mangá, mas for assistir ao anime, logo vai descobrir do que se trata. Tenho grandes expectativas em relação a esta série.

Quinta-feira, Setembro 15, 2011

Revista You se torna mensal



Segundo o Comic Natalie (*o ANN postou, também*), a revista You deixará de ser quinzenal e passará a ser mensal a partir de novembro. A data de lançamento da publicação da Shueisha será todo dia 15 do mês. A You é a mais antiga publicação josei e foi fundada em 1982. O anúncio foi feito hoje, no Japão. Espero que isso não aponte para uma crise da revista mas, somente, para uma acomodação.

CLAMP no Brasil? Não, não vem! Rebate Falso!



Segurem-se nas cadeiras... Aliás, esta semana está cheia de emoções e notícias interessantes... Tinha comentado que no Rio Comi Con haveria exposição de trabalhos originais do grupo CLAMP e a presença de Junko Mizuno. Bem, segundo o Omelete, a CLAMP estará no Rio de Janeiro entre 20 e 23 de outubro. Se for verdade (*Não é verdade, vide a ATUALIZAÇÃO no fim do post*), vejam só a vergonha! Nenhum evento sobre cultura pop trouxe um mangá-ka ao Brasil e o Comi Con do Rio traz logo o grupo CLAMP. Só espero que eles tenham estrutura para aguentar os talvez milhares de otakus que vão baixar neste evento.

Quando soube ontem da exposição, até pensei em ir, mas meu trabalho só permitiria estar lá por menos de dois dias. Seria caro demais, já esbanjei muito este ano com congressos fora de Brasília e as dívidas estão aqui para pagar. Só faria este sacrifício em poucos casos, tais como: apresentação do Takarazuka, show do Isao Sasaki, ou mangá-kas como Riyoko Ikeda, Chiho Saito ou Mitsuru Adachi. Agora, se você é fã da CLAMP e pode estar lá, não perca! Não perca mesmo, pois, se for verdade, é um evento único.
ATUALIZAÇÃO - 23h24: A CLAMP não vem; foi erro do Omelete. Obviamente, não dei print na página, mas o Twitter do evento desmentiu. Vejam aqui. É só a exposição mesmo. Ainda assim, se eu pudesse, iria ao evento. Ele deve ser muito interessante.

Exposição comemora o lançamento da nova Anekei Petit Comic



A Anekei Petit Comic surgiu com a proposta de ser uma revista shoujo para mulheres de 30 anos. Por conta disso, a livraria Book Express está promovendo uma exposição com a arte original de cinco séries da revista: Yume no Shizuku, Kin no Torikago (夢の雫、黄金の鳥籠) de Chie Shinohara, Extra Girl (エキストラ・ガール) de Michiyo Akaishi, Oshiri Ai – Shinsatsuchuu (おしり愛-診察中) de Rie Takada, Anata no Omocha Shinkon Hen (あなたのオモチャ新婚編) de Tomomi Nagae, e Boku dake no Butterfly (僕だけのバタフライ) de Miyuki Kitagawa. A mostra se estenderá até o dia 6 de outubro. Se entendi bem o Comic Natalie, os volumes vêm como uma senha que deve ser colocada em um formulário que está na página da revista, que deve ser remetido até o dia 14 de novembro. Quem for sorteado receberá uma réplica do marcador de página autografado por uma das autoras. Ao que parece cada volume vem com um marcador como brinde.

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