Quarta-feira, Agosto 31, 2011

Dorama “My Name is Noda” ganha segunda temporada



Ano passado comentei sobre o dorama My Name is Noda (Noda to Mōshimasu. /野田ともうします。), baseado no mangá de Aya Tsuge. A série 4Koma da revista Kiss teve somente três episódio live action. Agora, ela volta para uma segunda temporada a partir de 6 de outubro, se entendi bem o Comic Natalie. My Name is Noda tem protagonista a caloura Noda, que anda sempre sem maquiagem, jeans e camiseta, e estuda Literatura Russa na fictícia Tokyo Heisei University. Queria poder dar uma olhada nessa série.

Character Design do Anime de Chihayafuru revelado



O Comic Natalie publicou hoje o character design do anime de Chihayafuru, baseadono mangá homônimo de Yuki Suetsugu. Háimagens de todas as personagens principais no post, é só clicar. A estréia é no dia 4 de outubro na NTV. Eu não consegui traduzir o nome dos dubladores, mas a La Ventana de Saouri 2.0 - que está fazendo 6 anos hoje - publicou. É só vocês irem lá checar.

Bronze Último Capítulo lançado com sessão de autógrafos no Japão



Tempos atrás noticiei aqui que novos gaiden com famoso mangá BL, Bronze – Zetsuai since 1989 (ブロンズ- Zetsuai since 1989), de Minami Okazaki, estava sendo publicado na revista Chorus. Agora, segundo o Comic Natalie, esses capítulos serão reunidos em um volume chamado Bronze Saishuushou (BRONZE 最終章). “最終章” pode ser traduzido como “final” ou “último capítulo”. O lançamento do volume é no diz 21 de setembro, e a sessão de autógrafos será na livraria Book Tower Fountain no dia 25 do mesmo mês, a partir das 11h. O volume será em tamanho A5 e é possível fazer reservas por telefone a partir do dia do lançamento. 120 pessoas receberão o convite.

Comentando Planeta dos Macacos: A Origem




Quando vi o anúncio de um novo filme revisitando a série Planeta dos Macacos, eu esperava o pior. Eu amo os três primeiros filmes, adoro a Dr.ª Zira e o Cornelius, o Dr. Zaius, a cena final com o grito do Charlton Heston no primeiro Planeta dos Macacos é uma das cenas mais lembradas do cinema. E eu não me importaria em rever com a dublagem brasileira que, naquela época, era, sim, a melhor do mundo. Enfim, para quem não lembra, e muitas vezes eu esqueço, deve ser alguma defesa que meu cérebro criou, o filme original teve um remake em 2001 feito por Tim Burton. Eu vi no cinema e é, definitivamente, um dos piores filmes que eu assisti na minha vida. Mas eis que os trailers e os comentários que eu lia aqui e ali, me fizeram desejar assistir esse novo Planeta dos Macacos. O medo continuava lá, mas foi, com certeza, um dos melhores filmes que assisti no cinema este ano. Na verdade, preciso ser justa, foi o melhor filme que vi no cinema este ano pelo conjunto de emoções que me despertou.

Planeta dos Macacos: A Origem me emocionou, o drama dos macacos e do pai do cientista - interpretado de forma excepcional por John Lithgow - me tocaram profundamente. Não houve como durante o filme não trazer a memória as discussões da semana passada sobre os rodeios e como os animais são usados das formas mais cruéis por nós humanos... os supostos racionais. Também, sempre que vejo certos animais – grandes símios, cetáceos, elefantes, etc. – não consigo não pensar em como é cômodo para os seres humanos negarem que estes animais tenham consciência, cultura, e capacidades que nós egoisticamente julgamos somente nossas. Imagina se admitirmos que eles têm características que julgamos humanas? Quantos genocídios já não teríamos provocado? E ainda que não tiverem, que direito temos de tratar os animais como tratamos? E, claro, não sei se foi intencional, algo planejado pelos realizadores do filme, mas durante a revolta dos macacos me pareceu muito clara a referência ao primeiro Spartacus. E, como meu marido (*milagre, ele foi comigo ao cinema outra vez*) pontuou, somos muito mais solidários com os revolucionários oprimidos.

O novo Planeta dos Macacos pontuou alto, também, em ficção científica. Ao contrário do original, onde Cesar é filho de Zira e Cornelius e nunca nos é explicado como os humanos involuíram e os símios se tornaram os seres racionais deste nosso planetinha, o novo filme explica de forma coerente o salto evolutivo dos chimpanzés, gorilas e orangotangos. A personagem de James Franco, o Dr. Will, está pesquisando uma droga cujo objetivo final é curar o Mal de Alzheimer, suas cobaias são chimpanzés. Ainda que Will seja ético e boa gente, ele não vê os chimpanzés como seus “iguais” no direito à vida e auto-determinação, são inferiores e podem, claro, ser utilizados como cobaia. Já seu chefe não tem pudor nenhum em relação ao uso dos animais, os donos do abrigo de símios (*na verdade, uma prisão*), também, não. Voltando ao ponto, as pesquisas de Will não conseguem curar o Alzheimer – e conseqüentemente o próprio pai do moço – mas são responsáveis pelo salto evolutivo dos macacos, a começar com Cesar, e por algo que também não estava no filme original e que foi uma sacada brilhante. Assistam! Esse filme merece ser visto. Foi a melhor ficção científica que me lembro de assistir talvez desde Gattaca.

Falando dos macacos, Cesar é uma personagem das mais interessantes. Acompanhamos seu crescimento, ele é adotado por Will e seu pai, sua tomada de consciência, sua crise e as torturas que sofre no abrigo de animais. Também é bem dolorosa a parte que ele percebe que, sim, embora Will negue, ele é um “animal de estimação”, não é de forma alguma um filho, como o cientista diz, porque ninguém jamais deixaria um filho em um abrigo como aquele. É esse estranhamento, e daí eu lembro dos textos das marxistas feministas – um escravo não é membro da classe social do senhor por pertencer a ele, da mesma forma que uma esposa não é igual a seu marido por estar casada com ele – que produz a identificação com seres que antes não lhe pareciam “iguais”. É notável as estratégias utilizadas por Cesar para conseguir subjugar o macho dominante do abrigo, sem destruí-lo, tornando-o um aliado. Ou como consegue mobilizar e fazer aliança com o orangotango e o gorila que estão no abrigo. Estratégias de liderança. E quando Cesar fala a primeira vez, que cena de arrepiar!

As seqüências da fuga e da revolta. O confronto com as forças de segurança, tudo foi muito bem feito. Cenas de batalha com efeitos especiais que foram de tirar o fôlego. Se eram atores representando alguns dos símios – Cesar é interpretado por Andy Serkis, o mesmo ator que fez o Gollum de Senhor dos Anéis – eles fizeram um trabalho de primeira. Aliás, há quem defenda que Andy Serkis receba uma indicação ao Oscar de Coadjuvante pelo menos. Eu apoio. O trabalho dele foi brilhante... outra vez.

Claro, que o filme tem problemas. Poderia apontar uma série deles. O primeiro, mais óbvio, é que ninguém manteria um funcionário depressivo e pouco produtivo por anos empregado. É isso que Will se torna depois do primeiro fracasso com a droga para o Alzheimer e a morte da mãe de Cesar. Segundo, é de onde vieram tantos gorilas e orangotangos no momento da revolta? Do zoológico? A coisa não ficou tão clara, afinal, no abrigo só havia um exemplar de cada um desses animais. Poderiam ter mostrado em detalhes, ou eu perdi? Só vi chimpanzés sendo libertados do zoológico e do laboratório, claro!

E, como não poderia deixar de ser, Planeta dos Macacos não preenche a Bechdel Rule. Temos uma personagem feminina com nome, a veterinária interpretada pela bela Freida Pinto, se eu forçar a barra, há ainda a mãe de Cesar “Olhos Brilhantes”. Peraí, não era assim que Zira chamava a personagem de Charlton Heston no primeiro Planeta dos Macacos? Acho que, sim. Há uma chimpanzé chamada Cornelia, outra referência ao filme original. Mas ela não tem função no filme, ou interage com outras fêmeas ou machos, mesmo. As fêmeas de chimpanzé que aparecem bajulando Rocket – o macho dominante do abrigo – não têm nome ou personalidade. A enfermeira, a passante no parque, a esposa e a filha do vizinho, a cientista do laboratório, não têm nome ou falas relevantes. Enfim, Planeta dos Macacos é um filme de homens ou machos. Se Freida Pinto, Caroline, não estivesse lá, faria diferença? Creio que, não... aliás, sua função é lembrar o quanto certas pesquisas são perigosas. Um papel clichê, em todo filme de ficção científica há semrpe alguém que desconfia da ciência ou lembra ao cientista que ele (*sempre é ele*), não pode "brincar" de deus. Não há mulheres entre os policiais na batalha contra os símios; não há fêmeas entre os macacos líderes... nem entre os liderados elas aparecem. Ou seja, mesmo o futuro será um lugar dos machos. Com as coisas que sabemos hoje, não custaria introduzir os bonobos que são sabidamente uma espécie matriarcal e tão – ou mais – inteligente que os chimpanzés. Mas para quê? Status quo garantido mesmo na ficção.

De resto, o filme pontua sua narrativa com referências a primeira nave para Marte. Trata-se da mesma do filme original. Somente por este detalhe é que sabemos que estamos em um futuro próximo, não no nosso presente. E é uma infelicidade perceber que em 2011 as previsões da ficção científica dos anos 1960 sobre conquista espacial fracassaram totalmente. Peguem a série Planeta dos Macacos original ou a série clássica de Jornada nas Estrelas e lamentem. Ninguém naquela época poderia imaginar que hoje estamos disputando não para ver quem chega primeiro à Júpiter, mas quem é mais fundamentalista em termos religiosos. Só temos a lamentar.

Enfim, quando termina Planeta dos Macacos: A Origem temos todos os elementos para um segundo filme. Tudo está solidamente estruturado, explicações científicas para a evolução dos símios e o colapso da humanidade estão dadas para a audiência. É tipo “se colar, colou”. Como o filme aparentemente fez sucesso nos EUA, e vai assim no resto do mundo, eu acredito que para 2013 ou 2014 teremos um novo remake do primeiro filme. Confesso que nunca desejei tão intensamente uma releitura de um filme original que eu goste muito como desejo um novo Planeta dos Macacos.

Terça-feira, Agosto 30, 2011

Fanbook de Gakuen Alice terá dedicatória de Karuho Shiina



Semana passada falei sobre o fanbook de Gakuen Alice (学園アリス), que vem numerado como volume 25.5, e que seria lançado com sessão de autógrafos. Pois bem, hoje, o Comic Natalie traz a capa do fanbook, que não é diferente do padrão dos volumes normais, e a informação de que 23 mangá-kas deixaram no livro suas notas de elogios. O título cita nominalmente Karuho Shiina, de Kimi ni Todoke (君に届け), mas assinam, também, Natsuki Takaya, Bisco Hatori, Kaori Yuki, ou seja, só gente boa. Há também entrevista com a autora do mangá, de Higuchi Tachibana, e ilustrações feitas por convidadas (Lista completa em japonês. Como estou correndo, não dá para traduzir.). Ou seja, material muito bom para se ter em casa. Se eu fosse fã da série, não deixaria de comprar. ^__^

Mangás de Fumiko Tanikawa lançadas com booklet especial



Fumiko Tanikawa é uma veterana com muitos mangás shoujo, josei e seinen na bagagem. Adoro o traço dela, com esse ar meio retrô, e essas orelhas grandes... É aquele tipo de arte que poucos mangá-kas ainda mantém, ela e Mitsuru Adachi são dois exemplos. Enfim, segundo o Comic Natalie, o volume dois do mangá Saya Saya to (清々と) foi lançado juntos no dia 29 de agosto. Algumas livrarias estarão distribuindo gratuitamente para quem comprar os dois volumes da série um booklet com uma entrevista da autora. Para quem quiser saber quais as livrarias, basta se informar no Twitter de Tanikawa... Claro que isso só é útil para quem está no Japão.

Anais da II Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos 2011



Para quem interessar, os Anais da II Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos já estão no ar. Meu trabalho se chama A temática da garota travestida nos mangás femininos japoneses: discutindo as fronteiras de gênero. Eu já comentei sobre ele aqui. São dezessete trabalhos ao todo. Para acessá-los, basta clicar aqui.

Segunda-feira, Agosto 29, 2011

Comentando Ōoku #6: E Yoshinaga de supera outra vez!



Terminei de ler o volume #6 de Ōoku (大奥) faz mais de duas semanas, mas, assim como no caso de Black Bird, atrasei a resenha. E não pensem que o volume é ruim, longe disso! Diria até que é um dos melhores até agora... o problema, é que acho todos os volumes excelentes. Mas é um daqueles volumes de despedida, quando várias personagens que aprendemos a gostar ou odiar terminam seus dias e a participação na história. Uma das coisas interessantes de Ōoku é que como existe uma marcação de tempo muito forte, é como se a série recomeçasse a cada ciclo, com a troca do elenco. Neste volume, temos a despedida de Tsunayoshi, Gyokuei, Emonnosuke e Yanagisawa.

Quando terminamos o último volume, a Shogun Tsunayoshi estava envelhecendo rápido e tinha perdido toda a sua popularidade, além disso, éramos apresentados a jovem O-Nobu, a futura Yoshimune. O volume #6 abre com a família de Yoshimune, sua mãe abdicando em favor da sábia filha mais velha. É o início da intriga pela sucessão. Quem sucederá Tsunayoshi, a irmã de Yoshimune ou a sobrinha da Shogun, filha do inimigo de Gyokuei? Tsunayoshi sabe o que é o correto, isto é, deixar o trono para a sobrinha, mas não quer desagradar o pai. Já Emonnosuke precisa tentar contornar a falta de fundos e administrar o Ōoku de forma competente.

Esse é um volume que oscila entre o Ōoku e o mundo exterior. Também é um volume que não segue o tempo de forma linear, já que alguns acontecimentos se sobrepõem. Eu, por exemplo, não consegui saber quantos anos Yoshimune tem no final do volume. E nem adianta buscar a cronologia oficial, porque Yoshinaga decidiu tomar algumas liberdades. De qualquer forma, a decisão de quem será sua sucessora acaba saindo um pouco das mãos de Tsunayoshi, pois a irmã mais velha de Yoshimune morre envenenada. Curioso é como todos lamentam a morte da irmã mais velha, mas não da do meio, que era vista como incompetente. Por conta dessas tragédias, é Yoshimune, ainda no início da adolescência, assume o governo da província. Tsunayoshi acaba tendo que escolher sua sobrinha.

Curiosamente, a sobrinha de Tsunayoshi talvez seja uma das personagens mais simpáticas e gentis que apareceram na série até agora. Uma mulher de 35 anos, sensata e boa governante, mas aparentando ser mais velha e com a saúde bem frágil. Só que, ao ser empurrada por seu dever de gerar um herdeiro, ela acaba abreviando sua vida. Foi uma participação muito rápida... Mas a braço direito da futura Shogun Ienobu não é tão cordial assim e acaba mexendo seus pauzinhos para que sua senhora, a pessoa a quem devota todo o seu ser, possa chegar ao trono. Pelo jeito, Manabe Akifusa, essa personagem tão devotada, será o centro das atenções no próximo volume junto com o concubino da Shogun, Sakyo, um dos homens mais lindos que Yoshinaga já desenhou neste mangá.

Esse foi um volume cheio de emoções e de discussões interessantes. Foi a primeira vez que Yoshinaga toca abertamente na questão do lesbianismo, seja através das dúvidas que a devoção absoluta de Manabe por Ienobu provocam, seja pela declaração de amor que Yanagisawa faz à Tsunayoshi em seu leito de morte. Aliás, Tsunayoshi, com todos os seus defeitos, é a personagem mais amada de toda a série. Outra questão que é trazida para o centro da discussão é que a razão da vida de homens e mulheres, aquilo que os une, não é o dever de procriar. Que tal obrigação só torna a vida de todos miserável. São Emonnosuke e Sakyo, ambos belos homens que em algum momento foram prostituídos, que levantam a questão. A morte de Ienobu e o longo definhar de Tsunayoshi provam que eles estão certos. Foi muito bom ver Fumi Yoshinaga trazer a questão para a série, já que, ainda hoje, a maternidade compulsória é algo que oprime as mulheres em praticamente todas as culturas. Por fim, há a questão do abuso sexual.

Uma das situações mais interessantes desse volume é o drama de Sakyo, um jovem que desde a adolescência foi violentado pela mãe, constrangido a ser seu amante depois da morte de seu pai. O rapaz era proibido de usar a tonsura, mantendo um corte de cabelo juvenil e era o pai de sua irmã e irmão caçulas. Oprimido por essa situação, ele desprezava as mulheres e acabou atraindo o ódio daquelas que cobiçavam seu corpo. Mas a idéia de se prostituir, de descer mais do que já tinha descido o desesperava. É então que encontra Manabe, a jovem o salva e ele se apaixona por ela, só que a conselheira não o deseja para si, mas para sua senhora... Enfim, já escrevi demais, o importante é que Fumi Yoshinaga mostra que em um mundo de mulheres, mas com padrões não muito diferentes daquele que era dominado pelos homens, esse tipo de violência – a pedofilia, o incesto, o estupro – poderiam, sim, ser praticados por mulheres. Sakyo é outra das personagens que deve ter papel central no volume #7.

E, sim, temos o desfecho de Tsunayoshi e Emonnosuke... Eu li e reli essa parte... Já tinha escrito na resenha passada que ele fazia amor com ela através dos homens que subiam ao leito da Shogun, pois bem, neste volume Tsunayoshi deseja a morte, e passa cada vez mais tempo no Ōoku. Depois de uma tentativa de assassinato frustrada por Akimoto, braço direito de Emonnosuke. Depois disso, Tsunayoshi decide se matar, mas Emonnosuke a impede e se declara. Bem, Tsunayoshi é uma personagem moralmente problemática e foi péssima governantes, mas acabei me apegando a ela de alguma forma. Já Emonnosuke, o “dark Arikoto”, era uma raposa, capaz de tudo pelo poder, mas sua inteligência, elegância e a devoção pela Shogun me conquistou. E, bem, a cena de amor dele com Tsunayoshi foi belíssima, as palavras que ele disse, a confissão de que a amava desde sempre, mas que não suportaria dividi-la, a felicidade de na velhice poder fazer amor pela primeira vez por amor, não para procriar... E tudo no traço de Yoshinaga que vai se tornando cada vez mais minimalista... E isso é o canto do cisne de Emonnosuke, pois ele morre na manhã seguinte... Depois disso, Tsunayoshi encontra alguma paz e faz o que é certo, escolhendo Ienobu como sua sucessora.

É isso, mais uma geração de Ōoku desapareceu. No próximo volume, acredito que somente no final dele, Yoshimune se tornará Shogun. Das personagens importantes desses últimos dois volumes, só duas sobreviveram, Yanagisawa, que se retirou da vida pública depois da morte de sua senhora, e Akimoto, que volta para a casa de sua irmã (*de quem havia fugido por amá-la da “forma errada”*). Ah, sim! Arikoto continua vivo e bem velhinho, ele faz uma breve aparição. Mas o volume #7 terá um elenco todo novo, a suspensão das impopulares leis de Tsunayoshi, e, segundo prometido no final, um grande escândalo sexual... Vamos esperar. Acho que a mestra da jovem Shogun filha de Ienobu terá um papel importante, afinal, ela é uma personagem histórica, e tem um discurso muito conservador defendendo que o direito de governo é dos homens, não das mulheres e que a velha ordem, agora tão distante, deve ser retomada. Será? O próximo volume só em dezembro... Que chato!

Yun Kouga faz sessão de autógrafos em Fukushima



Segundo o Comic Natalie, a mangá-ka Yun Kouga, de Loveless, estará no dia 18 de setembro em uma sessão de autógrafos na loja Animate de Fukushima. O objetivo é arrecadar fundos para a reconstrução da província que sofreu com o Tsunami e a tragédia nuclear. Para participar, é preciso comprar algum dos produtos listados na matéria, um deles é o volume #10 de Loveless, a partir do dia 27 de agosto em uma das lojas Animate da região. O evento será das 14h às 16h na Fukushima Animate.

Terceiro volume de Junketsu + Kareshi terá Drama CD



Não tenho certeza, mas acho que será o primeiro Drama CD de mangá da revista Aria. Enfim, segundo o Comic Natalie, o terceiro volume de Junketsu + Kareshi (純血+彼氏) sairá no diz 7 de novembro em duas versões, uma normal e outra em edição limitada com Drama CD. O CN dá o nome dos dubladores e explica que haverá uma ilustração especial. O preço será 1980 ienes.

Domingo, Agosto 28, 2011

Nova série de Nishi Keiko na revista Melody



Himitsu - The Top Secret (秘密-トップ・シークレット-) é a última série de Reiko Shimizu e se passa em um futuro próximo e trata de uma divisão da polícia de Tokyo que investiga e soluciona crimes vasculhando o cérebro das pessoas mortas. Tão interessante que conseguiu virar anime... Que terminou muito mal e não seguiu o mangá, claro. A edição da Melody, segundo o Comic Natalie, traz um booklet da série. E, observando o Mangaupdates, vi que finalmente as scanlations andaram, depois de anos... Além disso, a revista traz a nova série da conceituada Keiko Nishi, chamada Nakajima Nakajima (なかじまなかじま).

Ranking do New York Times



Bem, eis a lista dos mangás mais vendidos nos Estados Unidos na semana passada... Sem atraso desta vez, sem grandes mudanças em relação ao anterior, também. E só uma pergunta: o que fez com que o volume #5 de Black Bird voltasse ao top 10???? Se houvesse anime a caminho, sei lá... Mas assim, de graça?

1. Yu-Gi-Oh! GX #7
2. Blue Exorcist #3
3. Bakuman. #6
4. Bleach 3-in-1 Edition #2
5. Fullmetal Alchemist 3-in-1 Edition #2
6. Ai Ore Love Me! #2
7. Sakura-Hime Kaden #3
8. Black Bird #5
9. Naruto #48
10. Naruto 3-in-1 Edition #1

Ranking da Taiyosha



Atrasado, atrasado, atrasado, mas eis o ranking da Taiyosha. ^__^ Para variar, nenhum shoujo no top 10, no ranking da Oricon, tínhamos dois... Ah, mas um deles nem é shoujo para a Taiyosha... flat continua como seinen. De resto, o top 10 de shoujo é praticamente igual ao do Oricon, só muda um pouquinho a ordem. São poucas novidades em relação à semana passada. Otomen é uma das novidades. O primeiro colocado é o clássico de mais de 40 anos, Ouke no Monshou. No ranking da Oricon ainda aparecia Glass Mask. Em josei, continua quase tudo igual, só saiu um volume de Usagi Drop para entrar Career Kogitsune Kinnomachi. É isso. ^__^

SHOUJO
1. Ouke no Monshou #56
2. Tenshi 1/2 Hōteishiki #1
3. L-DK #7
4. Umimachi Diary #4 Kaerenai Futari
5. HapiMari~Happy Marriage!?~ #7
6. Otomen #13
7. Kaichou wa Maid-sama! #13
8. Monokuro Shōnen Shōjo #7
9. Issho ni Neyou yo #5
10. 9 Banme no Musashi~Red Scramble~ #2

JOSEI
1. Seito Shokun!~Kyoushi-hen~ #25
2. Seito Shokun!~Saishuu-shou Tabi-dachi~ #1
3. Usagi Drop #1
4. Usagi Drop #9
5. Usagi Drop #2
6. Usagi Drop #3
7. Usagi Drop #4
8. Career Kogitsune Kinnomachi #5
9. Usagi Drop #5
10. Usagi Drop #6

Mais uma série sobre Os Borgia



Não me surpreende que todo mundo queira se aproveitar do momento, enfim, mas assistindo ao trailer eu apostaria dinheiro (*se fosse de apostar*) e ganharia que a série com o Jeremy Irons deixará essa versão francesa no chinelo. enfim, a nova série Os Borgia é francesa e será falada em inglês. As poucas cenas me fizeram lembrar do quadrinho (*que eu odeio*) do Jodorowsky e do Manara que bebe sem pudor no pior da lenda negra sobre Alexandre VI sem nenhum senso crítico. Escatologia e sexo vendem, vocês sabem... fica parecendo "adulto". O responsável pela produção dizer que a fonte de inspiração é The Tudors só me traz baixas expectativas, também. E mais, acho muito absurdo que o texto da matéria coloque "Vamos torcer para que consigam fazer um trabalho melhor que a série americana.", como se a série americana fosse ruim ou que os franceses, por serem franceses, fossem fazer algo superior. Mas apesar do meu tom amargo - eu amo The Borgias - se o primeiro capítulo cair na rede, eu assisto. É dever de casa, afinal. Falando em Borgias, a versão espanhola de 2006 parece ser muito interessante. Beixei e passei os olhos e mesmo muito diferente da versão americana, especialmente no biotipo dos atores e atrizes, ela me parece muito mais promissora que essa nova versão francesa. Agradeço ao Anderson por ter me passado a notícia.

Tumblr do Shoujo Café: para quem não conhece ainda!



Acho que algumas pessoas já devem saber que ele ele existe, afinal, já uso faz um bom tempo para arquivar as respostas do Formspring. Só que de uns tempos para cá, descobri o quanto ele pode ser útil e divertido. Daí, decidi usá-lo para postar coisas que não ficariam bem aqui, como capas bonitas das revistas shoujo e josei, fotos, etc. Enfim, se quiser visitar ou seguir, eis o endereço.

Tem gente que é muito fã de Glass Mask...



Achei esta homenagem à Glass Mask ou Garasu no Kamen(ガラスの仮面) muito curiosa, para não dizer bizarra, mas tinha que postar. ^__^ Enfim, a foto veio daqui. Não sei quem é a moça tatuada, claro, mas só penso que, apesar de linda, essa tatuagem é imensa e definitiva.
P.S.: Quem comentou tem razão, o uso de "bizarra" foi exagerada. Mas o problema é que não curto grandes tatuagens, na verdade, não gosto de body modification d enenhum tipo. Acho que nunca levaria uma filha para furar orelha por questões ideológicas (*brinco em criaça é marca de gênero*) e por conta disso. Mas, claro, depois se a menina quisesse, seria com ela.

Sábado, Agosto 27, 2011

Comentando Black Bird #9: E eis que a história emperra...



Faz bem umas duas semanas que terminei de ler Black Bird (*e Ōoku, também*) e sei que já deveria ter resenhado, mas, além da correria, fiquei gripadíssima e fui empurrando com a barriga. Para ser sincera, o volume #9 foi um pouco decepcionante, especialmente levando-se em consideração como terminou o volume anterior. Acredito, inclusive, que não fui somente eu a achar que foi um volume frio, basta ver que, ao contrário de edições anteriores, esse volume de Black Bird não durou muito no top 10 americano. E, bem, agora a edição da VIZ está encostada na brasileira. Acho que a nossa vai passar a frente no volume #11. Mas vamos lá...

Quando terminamos o volume #8 a história tinha andado, o que quer dizer que, finalmente, Kyo e Misao fizeram amor. Uma cena que eu achei lindíssima e muito bem desenhada. Tudo foi impulsionado pela necessidade de salvar a vida do youkai, que tinha sido enfeitiçado pelo irritante do Raikoh (*Onde está o irmão malvadão do herói quando precisamos dele para executar alguém?*). Só que, como sabemos, Misao é a senka maiden e não se sabe o que pode acontecer com ela. Kyo evita tocá-la. Misao sofre (*na verdade, ela está subindo pelas paredes*) muito com a rejeição. Além disso, um clã misterioso diz que se ele soubesse qual o futuro de Misao, ele mesmo iria matá-la por piedade. Já os tengu da vila de Kyo exigem que ele mande sangue de Misao, já que a senka maiden pertence ao clã e eles querem poder aproveitar de seus benefícios. Kyo recusa e os dai-tengu temem por sua posição. Também se sabe que há um espião entre eles... Quem será? Misao começa a sofrer ataques de humanos possuídos por youkais e pessoas são feridas. A moça se sente culpada e teme pela vida das pessoas que ama, como seus pais e amigas.

Embora pareça que muita coisa acontece neste volume, eu realmente achei um dos mais parados, isto é, a história não anda, é o tipo do volume que não serve nem para transição. Vejam bem, não exijo, nem espero muita coerência de Kanoko Sakurakoji. Já comentei que a autora é iniciante e vive queimando boas idéias. Neste caso, acho contraditório que alguém possa “roubar” a senka maiden de Kyo, afinal, tudo indicava que aquele que deflorasse Misao (*daí as tentativas de estupro*), não poderia perdê-la. Esqueça tudo, a autora decidiu que não é assim... Mas também não sabemos como vai ser... Mistério? Não, acho que é problema de roteiro mesmo. ^__^

O outro ponto do volume é a angústia de Kyo. Ele tem medo de matar Misao, de ser a causa da sua destruição. Eu sei que algumas pessoas já identificaram um parentesco entre Black Bird e a saga Crepúsculo, mas realmente eu não percebo o caso deste mangá como uma apologia à abstinência sexual, tampouco como uma tentativa de esvaziar o caráter monstruoso que os youkai possuem. Sakurakoji tenta deixar claro através de Kyo que um youkai é um monstro, um ser perigoso, algo que não é humano e não pode ou deve se comportar como tal. Por conta disso, o fato de Kyo amar Misao, o coloca como uma aberração, um objeto de preocupação para o seu clã, afinal, ele tem um ponto fraco. Talvez, neste caso, a proximidade seja muito maior com os livros de Charlaine Harris que deram origem à série True Blood: vampiros não são humanos, não espere que eles se comportem como tal.

Apesar de toda a lenga-lenga em torno do perigo que Misao corre e de como o sexo pode levá-la à destruição, a autora apresenta a menina com um interesse sincero e saudável pelo sexo. Ela ama Kyo e gosta de fazer amor com ele. Há toda a trama política (*um tanto obscura*) e as dúvidas em relação ao futuro de Misao, mas acredito que, dentro de um volume fraco, o desenvolvimento da personagem foi a melhor parte. E é preciso compreender a pressão a qual a menina está submetida, já que ela não escolheu ser a senka maiden ou amar um youkai e, ao mesmo tempo, sabe que pode ser morta a qualquer momento (*pelo amado, talvez, quem sabe*) ou causar a morte de outros humanos. Enfim, a “lição” que Kyo quis dar em Misao para mostrar que ela não tinha culpa e ele, na verdade, é um monstro, não colou muito... Mas vocês tirem suas conclusões ao ler o volume.

De qualquer forma, além de não levar a lugar algum, o volume #9 é curto e termina com a chegada do pai do Kyo. Olha, não peguei nada além deste volume, mas desconfio que seja mais uma personagem mala sem alça. Aliás, ele parece uma personagem clichê: o sujeito de meia idade, irresponsável, largado (*vide barba por fazer*), talvez alcoólatra, mas de bom coração. Se for assim, poderíamos ficar sem ele. Vamos ver se ele enriquece em alguma coisa a trama. E há um longo e simpático gaiden no final. Sakurakoji é boa em histórias curtas, mas poderíamos ter ficado somente com a trama principal, afinal, aconteceu muito pouca coisa neste volume. E só consegui rir em uma parte: no dia seguinte, depois de um acordar muito terno, Misao descobre que toda a comunidade youkai já sabe que os dois transaram e começa a receber presentes... A menina não sabe onde se esconder. De resto, foi só angústia e lenga-lenga. Ponto positivo, a autora está desenhando cada vez melhor. Eu realmente gosto do desenvolvimento da arte de Black Bird, ainda que este volume especificamente tenha tido uma das capas menos interessantes. É isso! Mais uma dívida paga. ^__^

Revista Betsuhana com brinde do mangá de Marimo Ragawa



Marimo Ragawa retomou, depois do término do longuíssimo Shanimuni GO (しゃにむにGO), um mangá que estava parado desde os anos 1990 chamado Itsudemo Otenki Kibun (いつでもお天気気分). Ele é um dos principais mangás da revista Betsuhana. Segundo o Comic Natalie, quem comprar a edição atual da revista leva o Itsudemo Otenki Kibun 4 Seasons Postcard Album. Há fotos na capa e parece muito bonitinho. Já na próxima edição, há brinde de Glass Mask (ガラスの仮面), o Maya & Masumi Coupling Pocket Seal (マヤ & 真澄 の カップリング・ポケット・シール). Não sei do que se trata, se são stickers ou outra coisa qualquer... Só sei que, sendo de Glass Mask, eu queria. ^__^

Revista Pafu é cancelada...



Notícia triste do dia, a Revista Pafu encerrou sua publicação depois de 37 anos, segundo o Comic Natalie. Na primeira vez que postei alguma coisa sobre essa revista aqui, escrevi o seguinte “(...) a Pafu magazine é uma revista especializada no universo otome/fujoshi. Foi nela que surgiu pela primeira vez o termo "otome"". A Pafu era especializada em matérias sobre o universo dos animes e mangás, a última edição, por exemplo, foi sobre os livreiros dos mangás, além de trazer entrevistas e outras coisas de interesse, principalmente das mulheres... Pena... enfim...

Os 50 Animes mais lembrados da década de 1990



Essa pesquisa é de julho, mas eu só vi ontem, então decidi colocar aqui. Um site japonês fez uma pesquisa on line com 1624 pessoas para saber quais seriam os melhores animes da década de 1990. Se vocês olharem na página em japonês, verão que os últimos colocados recebem 4, 3 votos, mas, mesmo assim, acho que já estar na lista é um grande feito. Lá no finalzinho, por exemplo, encontro o divertido Tenshi ni Narumon, que tem uma das aberturas mais fofinhas da década, e o excelente shoujo Mizuiro Jidai, material que além de divertir é bem educativo. Voltando ao topo da lista, temos Evangelion em primeiro lugar, com uma vantagem bem consolidada, mas, logo atrás Card Captor Sakura. Aliás, temos quatro shoujo no top 10: Sakura, Sailor Moon, Utena e Ojamajo Do-Re-Mi. Veja que salvo por Utena, todos são mahou shoujo. Aliás, a maioria dos shoujo da lista são mahou shoujo, e haveria mais se levarmos em consideração os mahou shoujo “para garotos”. Eu fiquei contente em ver boa parte dos meus animes shoujo favoritos da década dentro da lista, como Karekano, Utena, Rayearth, Fushigi Yuugi, além, claro, de Escaflowne, que não poderia incluir como shoujo, mas é um dos meus favoritos de todos os tempos. Dos cinqüenta, onze animes são shoujo, ou seja, vieram diretamente de mangás para garotas. Antes de fechar, queria ressaltar que, apesar de ter ouvindo alguns fãs (homens) de Gundam dizendo que G Wing não fazia sucesso no Japão, que foram as americanas fãs de yaoi que fizeram a série decolar, que lá está G Wing em um confortável sétimo lugar, na frente, portanto, de todas as séries de Gundam da década... Aliás, acho que todas elas entraram na lista...

1. Neon Genesis Evangelion
2. Card Captor Sakura
3. Sailor Moon

4. Cowboy Bebop
5. Yu☆Yu☆Hakusho
6. Rurouni Kenshin
7. Gundam Wing
8. Slam Dunk
9. Shoujo Kakumei Utena
10. Ojamajo Do-Re-Mi

11. Slayers
12. Nadia, The Secret of Blue Water
13. Nadesico
14. Magic Knight Rayearth
15. Lost Universe
16. Pokemon
17. Mobile Fighter G Gundam
18. Macross 7
19. Trigun
20. Akazukin Chacha
21. Gundam X
22. Kareshi Kanojo no Jijou
23. GaoGaiGar
24. Detective Conan
25. Fushigi Yuugi
25. Mugen no Ryvius
27. Tenkuu no Escaflowne
28. Kingyo Chuuihou!
28. The Big-O
28. Blue Seed
31. Mobile Suit Victory Gundam
31. Dragon Quest: Dai no Daibōken
33. ∀ Gundam
34. Sorcerous Stabber Orphen
34. Uchū no Kishi Tekkaman Burēdo
36. Romeo no Aoi Sora
37. Excel Saga
38. Kero Kero Chime
39. Shippū! Iron Leaguer
39. Haō Taikei Ryū Knight
41. Brain Powered
41. Mahou Shoujo Pretty Sammy
43. Mizuiro Jidai
44. Tenshi ni Narumon
45. Cooking Papa

Sexta-feira, Agosto 26, 2011

Ranking do New York Times



Outra vez, fiquei duas semanas sem postar o ranking Americano de mangás. Talvez, alguém se pergunte o motivo para eu me preocupar em postar essas coisas, mas acredito que sabendo o que vende fora do Brasil, podemos inferir várias coisas:
1. Quais mangás possivelmente serão lançados em nosso país;
2. Se um título faz sucesso no Japão ou em países Ocidentais;
3. Saber se um título hit no Japão, também o é fora do país de origem;
4. Quais os shoujo mangá em evidência.
Apesar de estar por último, essa é uma preocupação fundamental, porque até pouco tempo vigorava por aqui a ladainha de que “shoujo mangá não vende” ou que “mulheres e meninas não lêem quadrinhos”. Isso era justificativa para não lançarem mangás shoujo ou de interesse do público feminino por aqui. Vendagens servem para desmontar essa falácia. Daí, enquanto publicarem os rankings eu postarei e estarei colocando aqui todos os que encontrar, como os franceses que, às vezes, encontro. Minha esperança é que, um dia, as editoras daqui tomem vergonha e publiquem suas vendas para que rankings locais possam ser possíveis. Queria muito saber o que vende de verdade aqui no Brasil.

Enfim, Nas duas semanas que não postei, os shoujo mangá são praticamente os mesmos: Sakura Hime, Otomen, Ai Ore e Koko ni Iru yo!. Este último, se bem me lembro, entrou e saiu do ranking de mais vendidos e já é material do selo autônomo da Kodansha. O título americano é I’m here!. Já Ai Ore, se Shinjo Mayu, melhorou no ranking e ontem o ANN confirmou que a VIZ licenciou toda a série nos EUA.

SEMANA7-13/08
1. Yu-Gi-Oh! GX #7
2. Blue Exorcist #3
3. Bakuman. #6
4. Ai Ore! Love Me! #2
5. Fullmetal Alchemist 3-in-1 Edition #2
6. Naruto #47
7. Bleach 3-in-1 Edition #2
8. Koko ni Iru yo! #2
9. Sakura-Hime Kaden #3
10. Otomen #11

SEMANA31/07-06/08
1. Yu-Gi-Oh! GX #7
2. Blue Exorcist #3
3. Bakuman. #6
4. Fullmetal Alchemist 3-in-1 Edition #2
5. Black Butler #6
6. Sakura-Hime Kaden #3
7. Ai Ore! Love Me! #2
8. Otomen #11
9. Naruto #51
10. Pokémon Adventures #14

Quinta-feira, Agosto 25, 2011

Ouran Host Club vai para o cinema em versão live action



Segundo o site do Oricon (*via ANN*), nesta quinta-feira, durante a Tokyo “Summer Party”, o elenco do dorama de Ouran Host Club (桜蘭高校ホスト部) anunciou que haverá um filme live action com estréia prevista para março de 2012. A distribuição será da Sony Pictures Entertainment e trata-se do primeiro projeto da empresa que passa da TV para os cinemas. Parece que o elenco principal está garantido, e eu fico muito feliz com isso. Enfim, o dorama de Ouran ainda nem chegou na metade e eu não esperava um anúncio tão cedo. Ou é o sucesso, ou uma estratégia de marketing que já estava prevista. De qualquer forma, eu aguardarei ansiosamente. O dorama de Ouran é uma das coisas que mais me alegram em termos de TV no momento. Aliás, se alguém souber de algum fansuber que já tenha colocado o episódio 5 para download, eu agradeço. Sei que já se pode assistir on line, mas isso eu só faço se não houver alternativa...
P.S.: Já saiu o episódio 5 em inglês. É só clicar aqui.

Ranking da Oricon



Saiu o ranking da Oricon e esta semana foi bem razoável para os shoujo mangá. Temos dois clássicos infinitos na lista, Ouke no Monshou e Glass Mask; Otomen (*que sai aqui pela Panini*) estreando em uma colocação modesta, o que mostra que a série continua vendendo bem, mas perdeu fôlego como grande título; Maid-sama se despedindo... Ah, sim! E flat no top 10. É isso! Lista completa no ANN.

9. Ouke no Monshou #56
10. flat #5
17. L-DK #7
20. Tenshi 1/2 Hōteishiki #1
23. Otomen #13
25. Happy Marriage!? #7
26. Umimachi Diary #4 Kaerenai Futari
27. Kaichou wa Maid-sama! #13
28. Monokuro Shōnen Shōjo #7
30. Glass no Kamen #47

Comentando Capitão América, o Primeiro Vingador



Finalmente, depois de muito protelar, estou escrevendo a resenha de Capitão América. E não foi por não ter gostado do filme, muito pelo contrário! Eu assisti o filme no dia 29 de julho, na estréia, em versão 3D legendada, quando estava em Recife. O problema é que eu não sirvo para ver filmes à noite. Resultado? Devo ter cochilado durante 1/3 do filme, mais ou menos. Só posso ir ao cinema de dia, e independe do quanto eu queira ver o filme, porque se estiver cansada, sei que vou cochilar mesmo. Mas eu consegui ir de novo na sexta-feira passada (*recorde total, fui ao cinema três vezes em uma semana*) para ver Capitão América e arrastei meu marido, que estava com muita má vontade (*ele é fã da personagem e estava com medo do filme ser ruim*), e acabou saindo feliz da vida da sessão. As explicações dele foram muito úteis para mim, já que eu não conhecia detalhes da personagem. Mas vamos lá...

A história do filme, vocês conhecem, Steve Rogers é um jovem franzino, que já teve todas as doenças possíveis e imagináveis, e é repetidamente recusado pelo recrutamento. O rapaz se sente deprimido, pois, afinal, estão no meio da II Grande Guerra e ele acredita que é seu dever lutar contra os nazistas. O jovem acaba sendo notado pelo Dr. Abraham Erskine (Stanley Tucci), que decide incluí-lo no projeto do super soldado. Enquanto isso, a Hidra – uma divisão especial das forças armadas nazistas – toma posse de um artefato mitológico e decide colocar em andamento a sua própria agenda de guerra. O chefe da Hidra Johann Schmidt (Hugo Weaving) foi a primeira cobaia do soro do super soldado e persegue o Dr. Erskine. Ele é o Caveira Vermelha, o vilão do filme. Enquanto isso, Rogers acaba sendo escolhido para os testes com o novo soro do super soldado e termina se tornando o Capitão América.

Capitão América é, antes de tudo, divertido. O diretor, Joe Johnston, consegue oferecer um filme que é efetivamente para “toda a família”, sem ofender a inteligência de ninguém. Até o seu caráter patriótico é aceitável dentro do contexto da guerra e a forma como a personagem do Capitão América é explorada pelo senador, mostra que mesmo do lado dos “bonzinhos” há gente muito canalha. Há toda uma série de referências, da primeira capa da revista do Capitão América, na qual o herói aparece esmurrando Hitler, até ao clássico Os Caçadores da Arca Perdida, o primeiro filme de Indiana Jones. Claro, que para quem conhece bem o herói ou o universo Marvel caçar as referências é muito mais fácil. Meu marido, por exemplo, ficou contente em ver a moto do herói (*sim, não foi inventada para vender brinquedos do filme*), com o escudo colocado “do jeito certo”. Uma amiga, Natania, que assistiu comigo o filme em Recife, identificou o Comando Selvagem, no grupo de soldados que ajudam o herói, e ficou na esperança de ver o Wolverine... Eu nem conhecia o grupo... Mas, mesmo para alguém que só conhece o mínimo, como eu, foi um filme muito divertido.

As cenas de ação do filme foram bem construídas e a parte em que o Capitão América é transformado em peça de propaganda foi muito bem bolada com o quadrinho sendo lido por crianças e soldados. Era assim mesmo durante a guerra. Aliás, há até referência aos seriados em preto & branco que passavam no cinema. Interessante a opção pela não-identidade secreta. Todos sabem quem é o Capitão América, todos o viram correndo na rua atrás do primeiro vilão (*o excelente Richard Armitage*). Esconder para quê? Aliás, e eu tenho que comentar isso, quando o Steve Rogers se torna o Capitão América e cresce, a calça encurta, mas não rasga. Fui acusada de depravada por ter percebido essas coisas, mas meu marido concordou comigo... E não é por querer fanservice, calça de tergal rasga, oras! Não era moleton! Mas, enfim, os efeitos especiais foram muito bons. Destaque para o Steve Rogers raquítico.

Se eu tivesse prestado atenção que Chris Evans tinha sido o Tocha Humana de Quarteto Fantástico, acho que teria torcido o nariz, já que o rapaz era o que de mais irritante havia naqueles dois filmes. Só que ele se apropriou totalmente do papel do Capitão América e tornou a personagem realmente convincente. A direção de atores deve ter pesado muito, mas o mérito foi do rapaz. Ele é bom. Muita gente ria de gargalhar na primeira sessão que vi – lotada e 3D – mas eu só consegui rir uma vez (*duas, se contar com o sujeito dizendo que o “Avenger” era “Aventura” atrás de mim*), graças a uma piadinha do Tommy Lee Jones (*mas não dou o spoiler*), que estava excelente como o Coronel, mas cheguei a ficar tocada com a atuação do Chris Evans em alguns momentos. Destaco a cena em que o herói, por conta do super soro, não consegue ficar bêbado... ainda que precise e mereça...

Outro destaque do filme é o sempre excelente, Stanley Tucci. Como eu gosto desse ator! O Hugo Weaving estava bem, e deve voltar no filme dos Vingadores, mas ele sempre me parece fazendo uma variação do Agente Smith. Fazer o quê? Mas uma das coisas curiosas foi a quantidade de atores ingleses no filme, fazendo inclusive norte americanos, e dois deles, homens de Jane Austen, por assim dizer, o Dominic Cooper (Willoughby) e o J.J.Feild (Mr. Tilney). Havia o Richard Armitage, que só aparece para morrer ou enfeitar a tela, ou as duas coisas. Desperdício de um excelente ator... O Dominic Cooper, que nunca me agradou, conseguiu me convencer como o pai do Tony Stark. A inspiração para a personagem era clara: Howard Hughes (*Não conhece? Veja O Aviador com o Leonardo Di Caprio*). Pena que ele só vá aparecer neste filme, porque a personagem ficou bem divertida. Já o Mr. Tilney, que faz um dos membros do Comando Selvagem chamado James Montgomery Falsworth, também tem lá suas ceninhas... O incrível é que eu não tinha visto o sujeito na primeira vez que assisti o filme... Foi aí que eu percebi o quanto eu tinha dormido! Como eu poderia não ver o Mr. Tilney?

Bem, há algumas inconsistências, especialmente em termos de tecnologia no filme. Já discutimos aqui em casa como o avião pode chegar tão rápido ao Ártico... Mas filme é filme... Relevemos... Foi legal ver o vilão fugindo em um avião, o Triebflügel, que era projeto secreto alemão na II Guerra, mas nunca foi construído. Meu marido vibrou do meu lado. Agora, a grande inconsistência era a agente Carter, interpretada por Hayley Atwell, cuja única função era ser a namoradinha do herói. Porque venhamos e convenhamos, ela estava em uma posição que seria ocupada por um homem durante a II Guerra e, como ninguém se preocupa em explicá-la (*Para quê, né?*), não sabemos o porquê dela estar lá. E colocá-la dando um soco em um soldado para mostrar “como é durona”, não torna a personagem mais interessante. Os americanos não sabem como escrever personagens femininas, especialmente nesse tipo de filme. A cereja do bolo foi a Agente Carter participando da ação, da invasão à fortaleza do Caveira Vermelha, sem capacete, maquiada e de cabelo arrumadinho. Primeiro, não a levariam, segundo, ela deveria estar usando o capacete que todos os caras estavam usando... Mas, enfim, ela só estava no filme para ser a namoradinha, entendem? E os diálogos dela com o Steve são bons, o problema é que ela é uma personagem rasa, um rascunho. E, claro, Capitão América não cumpre a Bechdel Rule, mas isso não torna o filme ruim, só mantém o padrão do mal tratamento dado às personagens femininas no cinema norte-americano atual.

É isso. Foi muito bom rever o filme. Confirmei que o 3D não fazia diferença e fui pela primeira vez ao cinema do Liberty Mall que ainda usa projetor das antigas. ^__^ Ouvir o clic-clic foi nostálgico, assim como os risquinhos na tela no início da projeção. Lá em Recife, cortaram a cena pós-créditos. Um desrespeito total, coisa de amador mesmo, e em sessão 3D... Já em Brasília, o problema é encontra ruma sala legendada. Agora cismaram que toda a humanidade é obrigada a assistir filmes (mal) dublados (*Vou acabar não vendo Lanterna Verde por conta das dificuldades*). Nem sequer as últimas sessões oferecem com legendas. Foi por conta disso que acabei no Liberty Mall. Voltando ao filme, a cena antes dos créditos tem mais cara de cena pós-créditos do que o trailer dos Vingadores, mas, enfim, eu estou doida para ver a equipe reunida. Não assistiu Capitão América ainda? Olha, não sabe o que está perdendo! O filme é legal, bem executado, e o Capitão América é lindão... Mas eu ainda prefiro o Thor. ^__^

Quarta-feira, Agosto 24, 2011

Nada do episódio 5 de Ouran Host Club...



Enquanto não lançam o episódio 5 do dorama de Ouran Host Club (桜蘭高校ホスト部) - nem o raw, porque eu já cansei de procurar - olha a capa da revista LaLa, ela coemora não somente o dorama, mas, também, o evento de 35 anos da revista. Linda né? Destaque para o dorama que está sendo uma delícia acompanhar. ^__^

Terça-feira, Agosto 23, 2011

Gakuen Alice chega ao volume #25 com sessão de autógrafos e FanBook



Gakuen Alice (学園アリス), de Higuchi Tachibana, é um dos grandes sucessos da Hana to Yume, hoje. E, para comemorar o volume #25, teremos sessão de autógrafos – e, se entendi bem o Comic Natalie, é o primeiro da autora – e o lançamento do FanBook com o nome de volume 25.5. Aliás, acho que agora virou mania numerar material especial dessa forma, digamos, criativa, não é? Enfim, para a sessão de autógrafos, serão distribuídos 150 convites para quem comprar os dois volumes na loja Tsutaya de Shibuya. O evento será no dia 2 de outubro, às 13h. O evento tem página, olha só. Ah, sim, Gakuen Alice é um dos mangás que foram interrompidos nos EUA com o fechamento da Tokyopop, infelizmente.

Hobbies que afastam os japoneses de uma mulher...



Um site japonês fez uma pesquisa com não sei quantos homens para descobrir quais hobbies femininos eles consideram mais desagradáveis e os fariam desistir de uma moça. Coisas como alcoolismo nem aparecem no top 9, beber demais parece não incomodar, mas alguns hobbies malditos são bem curiosos. No site original, há depoimentos de homens explicando porque odeiam o tal hobby, o Sankaku Complex (*Desaconselhável para Menores de 18 anos*), que eu raramente cito aqui, coloca tradução das “desculpas” em inglês. Vale a leitura. Achei engraçado, então, decidi comentar...

1. Ela gosta tanto de doramas coreanos que até viaja para a Coréia.
- Resumindo, ela é uma otaku, e isso incomoda... Fora que, segundos uns amigo@s meus, homens coreanos no geral são mais bonitos que os japoneses. Não estou concordando, mas acho que na cabeça dos caras pode ser um dos problemas...
2. Ela coleciona figures de animes.
- De novo, ela pode ser uma otaku e isso incomoda. Meu marido que coleciona figures se espanta com a falta de mulheres interessadas, deve ser por isso, muitos homens japoneses acham que isso não é coisa de “moça para casar”. Eu acho uma encucação louca...
3. Ela lê mangá e romances BL.
- Ela é otaku, neste caso muito especializada, uma fujoshi. O cara que comentou disse que ficaria horrorizado de imaginar (*é ele quem imagina, veja bem*) que ela poderia imaginá-lo estrelando esse tipo de material... Ri sozinha... Lembrou Genshiken.
4. Ela vive jogando games on line.
- Ela é otaku e isso é coisa de homem.
5. Seu hobby é observar as pessoas na rua.
- Um? Que mal há nisso? Pode render bom material de pesquisa.
6. Ele é groupie de um idol ou visual-kei.
- Ela é otaku e isso é coisa de homem, suponho.
7. Ela gosta de fazer modificações (Tunnar) carros e bicicletas.
- O cara que comenta diz textualmente: “Isso é coisa de homem”.
8. Ela gosta de karate, boxe e outras artes marciais.
- Mulher tem que ser frágil, parecer frágil e ser um alvo fácil. O cara que comentou diz que ela pode querer me bater se se aborrercer. O inverso é que é visto como normal. A angústia de Yawara faz sentido ...
9. Ela é viciada em jogos, como pachinko e corrida de cavalos.
- OK, também ficaria longe de um homem assim. :)

Enquanto isso, as japonesas continuam se divertindo, principalmente com suas amigas, e não querem namorar ou casar com esses bobocas, mas isso é tema para outro post que devo fazer mais tarde.

Segunda-feira, Agosto 22, 2011

Os 25 Mangás mais rentáveis do mercado americano



O ICV publicou a lista com os vinte cinco mangás mais rentáveis do mercado americano. Como seria de esperar, domínio da VIZ, com quinze títulos entre os vinte cinco. Três eram da Tokyopop, dois deles, shoujo, Fruits Basket há anos entre os mangás mais rentáveis dos EUA. Agora, com o fechamento da editora, vamos ver o que acontece com esses títulos. Hetalia em especial. Sete dos vinte cinco são shoujo mangá, mas vários títulos shounen têm grande apelo junto ao público feminino, como Black Butler. Vampiros continuam bem cotados nos EUA, vide a terceira colocação de Vampire Knight e Rosario + Vampire. One Piece aparece somente em 11º lugar, reforçando o que eu sempre digo, vende bem, mas não é um título arrasa-quarteirão como os japoneses e licenciadores esperavam. O mesmo vale para Bakuman. Não há nenhum josei, mas alguns seinen conseguem marcar presença discreta, vide K-On! e Hetalia.

1. Naruto - Viz Media
2. Bleach - Viz Media
3. Vampire Knight - Viz Media
4. Black Butler - Yen Press
5. Death Note - Viz Media
6. Blackbird - Viz Media
7. Rosario + Vampire - Viz Media
8. Fullmetal Alchemist - Viz Media
9. Dragonball & DBZ - Viz Media
10. Soul Eater - Yen Press
11. One Piece - Viz Media
12. Maximum Ride - Yen Press
13. Alice in the Country of Hearts - Tokyopop
14. Hetalia - Tokyopop
15. Yu-Gi-Oh! - Viz Media
16. Pandora Hearts - Yen Press
17. Bakuman - Viz Media
18. Fruits Basket - Tokyopop 19. Dengeki Daisy - Viz Media
20. D. Gray Man - Viz Media
21. Yotsuba! - Yen Press
22. Ouran High School - Viz Media 23. Shugo Chara - Del Rey Manga
24. K-On! - Yen Press
25. High School of the Dead - Yen Press

Detalhe é que essa lista sai nos EUA pelo menos duas vezes ao ano. Aqui no Brasil, NUNCA! Como saber o que vende, o que está em alta? Podemos inferir algumas coisas, como "Naruto vende", mas ir além disso só para quem tem fontes secretas (*e não pode revelá-las*) ou chute... E, bem, essas coisas não deveriam ser chutadas ou secretas. concordam comigo?

Kewpies de Anime e Mangá



Kewpies são bonequinhos gorduchos, bochechudos, que imitavam o ideal de criança que vigorou no final do século XIX e primeira metade do século XX. Tive um kewpie quando era criança, um boneco negro, o que, lá nos anos 1970, significava o mesmo molde do boneco branco, mas feito de plástico preto. Gostava muito dele. Enfim, os kewpie foram invenção de uma jovem e pioneira quadrinista chamada Rose O'Neill, que Trina Robbins defende que foi a inventora das histórias em quadrinhos nos Estados Unidos, antes mesmo do Garoto Amarelo. Controvérsias a parte, e depois dessa introdução contextualizadora, os bonequinhos e suas imitações pegaram. Ontem à tarde, alguém postou um link com imagens dos kewpies de Evangelion, na verdade, pendentes de celular. Vasculhando a página Strapya World descobri que há toda uma linha de animes de kewpies e, dentro dela, uma de garotas mágicas inclusive com a Angel, a Garota das Flores, que foi exibida aqui no Brasil. Muito legalzinho, alguns kewpies são bem simpáticos.

Filme de Koukou Debut em DVD no dia 16 de setembro



Graças ao informadíssimo Manoel Victor, fiquei sabendo que o filme live action de Koukou Debut (高校デビュー) sairá em DVD no Japão já no próximo mês. Isso quer dizer que pessoas que estão ansiosas para assistir, como eu, podem ter a esperança de que o arquivo vá cair na rede. Afinal, ninguém aqui acredita que vão lançar no Brasil... Provavelmente, nem nos EUA. De resto, os brindes com o DVD Duplo são um espetáculo. Vocês podem ver as fotos aqui. Outro filme que chega daqui a pouco é Paradise Kiss (パラダイスキス), o DVD sai no Japão em 16 de outubro. Já Maria-sama ga Miteru (マリア様がみてる), que saiu há muito mais tempo, continuo sem saber onde encontrar.

Domingo, Agosto 21, 2011

Ranking da Taiyosha



Antes que saia um novo ranking, eis os shoujo e josei mais vendidos da Taiyosha. No top 10 geral, nenhum shoujo, o ranking da Oricon estava diferente. O mangá flat foi colocado erroneamente como seinen, é shoujo. Em josei, hegemonia de Usagi Drop, mas os dois primeiros lugares são dos gaiden de Seito Shokun! Semana que vem, ou melhor, esta semana, se saírem vários Harlequin, o ranking muda com certeza. Em shoujo, Maido-sama em primeiro, alguns títulos resistem, como Spica e Suki Desu Suzuki-kun!!. Magnolia #2 aparece em uma colocação bem discreta, já HapiMari sempre fica muito bem colocado em sua primeira semana. Umimachi Diary chega ao final. Devo ir atrá de Koi dano Ai dano, que parece ser bem interessante. Quem aparece bem é o mangá de Nishi Keiko para a Nakayoshi, Koi to Gunkan, mas não há scanlations ainda.

SHOUJO
1. Kaichou Wa Maid-sama! #13
2. HapiMari~Happy Marriage!?~ #7
3. Umimachi Diary #4
4. L・DK #7
5. Koi dano Ai dano #3
6. Momoyama Kyo–dai #2
7. Koi to Gunkan #1
8. Suki Desu Suzuki-kun!! #12
9. Spica ~Umino Chika Shoki Tanpen-Shū~
10. Magnolia #2

JOSEI
1. Seito Shokun!~Kyoushi-hen~ #25
2. Seito Shokun!~Saishuu-shou Tabi-dachi~ #1
3. Usagi Drop #9
4. Usagi Drop #1 
5. Usagi Drop #2
6. Usagi Drop #3
7. Usagi Drop #5
8. Usagi Drop #4
9. Usagi Drop #6
10. Usagi Drop #8

Kamisama Hajimemashita #10 lançado com sessão de autógrafos no Japão



Eu estava lendo esta semana o volume #9 de Black Bird (ブラックバード) e li o free-talk da autora falando da emoção que foi a sua primeira sessão de autógrafos. Imagino que esses momentos de troca com as leitoras seja um momento muito especial para a maioria dos autores. Enfim, segundo o Comic Natalie, Julietta Suzuki estará no dia 01 de outubro em sua (acredito) primeira sessão de autógrafos para comemorar o lançamento do volume #10 de Kamisama Hajimemashita (神様はじめました). As reservas para o evento começam no dia 20 de agosto e podem ser feitas por telefone. Eu não sei qual é a livraria... não vou arriscar tentar traduzir isso. De qualquer forma, Kamisama Hajimemashita vive aparecendo nas listas de shoujo mais vendidos e foi uma surpresa descobrir que a autora é a mesma do simpático Karakuri Odette(カラクリオデット), sobre uma menina andróide. Foi um belo começo, imagino que ela tenha amadurecido mais. Vou tentar ler alguma coisa de Kamisama Hajimemashita.

P.S.: A resenha de Black Bird #9 sai hoje ou amanhã, podem esperar.

Novo anime de Kenshin será um remake



Se bem me lembro, não falei da nova animação de Rurouni Kenshin (るろうに剣心) aqui no blog, só do filme live-action para o cinema. Bem, eu gosto de Rurouni Kenshin, torço por uma reedição, acho que há toda uma geração que iria curtir muito essa série, mas gosto, assim, selecionando as partes, já que as embromações de mangá e anime shounen me deixam de saco cheio. Indo direto ao ponto, o Comic Natalie (*via ANN*), anunciou que o novo anime, que sai nos cinemas japoneses em dezembro no Japão, será um remake do primeiro arco da história, isto é, a saga de Shishio. O nome será Shin Kyoto-Hen. 新 (Shin) é novo em japonês. Parte da equipe técnica sera a mesma e o único dublador que será mudado é o da personagem Hajime Saitou. Os dubladores e equipe técnica estão no ANN, dêem uma olhada lá. De repente, enxugada a trama ganha um ritmo mais interessante.

Dorama que discute “Justiça Reparadora” ganha seqüência



Quase deixei de comentar, mas fui procurar a notícia no ANN. Já falei umas três vezes sobre Aishiteru ~Kaiyou~ (アイシテル~海容~) de Minoru Itou. É um mangá, e depois dorama, que mostra o drama de uma mãe cujo filho de 10 anos matou um coleguinha de escola. A tal “Justiça Repadadora” é aquela que busca a reconciliação entre vítimas e agressores. Segundo o ANN, a autora fez uma continuação do mangá com o nome de Aishiteru ~Kizuna~ (アイシテル~絆~) na mesma revista, a Be Love. O elenco será parcialmente mantido, Izumi Inamori continuará fazendo Satsuki, a mãe do assassino, Masaki Okada (Otomen, Mahō Tsukai ni Taisetsu na Koto) fará o filho caçula de Satsuki, Osamu Mukai (Honey and Clover, Nodame Cantabile) será Tomoya, agora um adulto, e Asami Mizukawa (Nodame Cantabile, Dark Water) será um novo personagem, Kana Suma.

Saint☆Oniisan entra em hiato no Japão



Saint☆Oniisan (聖☆おにいさん), de Hikaru Nakamura, é um mangá divertidíssimo que, em tempos menos conservadores, certamente viraria um anime muito legal. Enfim, segundo o site italiano Comicsblog (*mas o primeiro a noticiar foi o MangaNews francês*), a revista Morning 2 #49 anunciou que o mangá, que mostra as férias de dois jovens Buda e Jesus em Tokyo, vai entrar em recesso por tempo indeterminado. Nenhuma explicação foi dada... Cansaço? Doença? Gravidez? Enfim, a autora mantém outro mangá importante em andamento, Arakawa Under the Bridge (荒川アンダーザブリッジ), que virou dorama e anime. Já Saint☆Oniisan (聖☆おにいさん) foi vencedor de um dos prêmios do Tezuka Award em 2009 e indicado duas vezes ao Taisho Award.

Sábado, Agosto 20, 2011

Comentando O Rei Leão 3D



Acredito que há filmes que precisamos rever e outros que seria melhor não ver novamente. Pois bem, não sei há quantos anos não via O Rei Leão, mas hoje, graças a um convite do Michel do site Daiblog (*Muito obrigada! Dessa vez não furei!*), lá fui eu para a pré-estréia do filme em formato 3D no Pier 21, aqui em Brasília. A história do Rei Leão vocês conhecem: Simba é um leãozinho destemido que mora na savana e admira profundamente seu pai, o rei Mufasa. Só que a vida do jovem é destroçada quando seu tio malvadão, Scar, assassina o rei e faz com que o pobre Simba ache que ele é o responsável. Ele foge e é acolhido por outros dois párias, Timão e Pumba. Crescido, e depois de muita angústia, ele decide voltar para casa e retomar o que é seu.

Sem dúvida, O Rei Leão é uma das animações mais marcantes da Disney com cenários magníficos e uma preocupação em captar o movimento dos animais e traduzi-los em tela. Com o 3D, a novidade do momento, a coisa funcionou muito bem em alguns momentos, com a chuva caindo perto da audiência, folhas e aves saindo da tela, uma coisa bonita de se ver. Em outras seqüências, a coisa não deu muito certo, faltava volume e a cena fundamental da luta entre Scar e Simba ficou distorcida, a imagem meio borrada e muito diferente daquilo que eu me lembrava.

Foi bom poder relembrar de detalhes esquecidos, já que devia fazer mais de dez anos que não via Rei Leão. A cena de Simba percebendo que ele precisava crescer muito em todos os sentidos para se igualar ao seu pai, quando ele coloca sua patinha sobre a marca deixada pelo imponente Mufasa, é brilhante. Aliás, o pai de Simba é minha personagem favorita da película, com sua imponência e no original a voz de James Earl Jones. Sim, a última vez que assisti O Rei Leão foi com o som original, exatamente para apreciar essas coisas e a trilha sonora espetacular. Outra cena curiosa foi a do desfile das hienas, uma menção direta às paradas nazistas. Eu não me lembrava dela. E eu tenho certeza que é, também, referência a algum filme... ou desenho da Disney da época da guerra... Enfim, uma cena memorável.

Também foi interessante perceber como O Rei Leão bebe em uma série de mitologias e outras histórias para compor a sua. Eu não estou falando de plágio, mas de referências mesmo. Seja à peças clássicas ou ao mito do retorno do rei. Talvez, muitos dos que estão lendo essa resenha não conheçam o filme inglês Excalibur (*e eu espero que o suposto remake não saia*), mas é o mito, muito forte na Idade Média, o do Rei Pescador, de que a saúde da terra dependia da saúde do monarca. Quando Simba retorna para casa e derrota Scar, a terra que definhava volta à vida. É a mesma coisa em Excalibur, onde um Arthu ferido definha por anos junto com a terra. Simba não morreu, mas sua ausência, sua relutância em assumir o seu lugar, é como uma longa doença.

A sala estava cheia de crianças, algumas jovens demais para estar no cinema, ainda mais com óculos 3D. A menininha na minha frente, que mal deveria ter três anos, não somente não colocou os óculos, mas pedia que a mãe acendesse a luz. Pior é que a mãe e o pai ficaram acendendo o celular o tempo todo. Também não controlaram a entrada das pessoas e com mais de meia hora do início do filme, ainda havia gente entrando. Isso tudo e mais outras tantas coisas comprometeram a diversão, mas foi interessante observar que a cena da morte de Mufasa calou a todos. Continua sendo a cena mais poderosa do filme, a mais impressionante e, a meu ver, uma das melhores que a Disney já produziu. Terminam aí meus elogios; vamos aos problemas.

Eu realmente lembrava de uma dublagem nacional melhor para o Rei Leão, por isso, perguntei no Twitter se tinham redublado. Minha memória me traiu e achei muito abaixo do que me recordava, e, depois de ter ouvido a trilha sonora original tantas vezes (*estou escrevendo ouvindo as músicas de Rei Leão*), achei as músicas muito ruins. Meu marido, que nunca tinha assistido Rei Leão em protesto por conta do suposto plágio ao anime Kimba de Osamu Tezuka, detestou a trilha sonora e a dublagem. Obviamente, ele estava com muita má vontade, já que saiu dizendo que O Rei Leão é medíocre e absolutamente infantil. Concordo com o segundo ponto, é infantil, e isso faz com que continue se comunicando bem com o público certo, mas está longe de ser medíocre. Mas, sim, a dublagem não ajuda mesmo...

De resto, salvo por poucas cenas, algumas citadas acima, o filme me tocou muito pouco. Em 1994, achei uma obra bem mais interessante, embora O Rei Leão não figure entre meus top filmes da Disney. Vejo e revejo A Bela e a Fera e continuo tendo a mesma impressão de sempre. É infantil, poderia ser melhor, mas, ainda assim, me sinto bem satisfeita. O Rei Leão desde 1994 me incomodava por ser extremamente reacionário, como boa parte do encanto se foi, o filme se tornou muito, mas muito reacionário. E vou explicar isso.

O Rei Leão é a louvação da monarquia ou de uma ordem hierárquica na qual sangue e linhagem são muito mais importantes do que qualquer qualidade. Antes que alguém queira me lembrar o quanto Mufasa é virtuoso, deixe eu explicar. A coisa é tão bizarra, que um nada como Scar, que poderia e seria despedaçado pelas leoas ou qualquer macho que aparecesse no território, é aceito simplesmente por ser “da família real”. Se a Disney quisesse ser fiel em relação ao que acontece no Reino Animal – e o papo de Ciclo da Vida se remete a isso – teríamos mais machos no grupo e, claro, seria a força e capacidade reprodutiva que diria que fulano de tal é “o chefe”, não ter sangue do clã X. Mas ao humanizar as atitudes dos animais, tais questões como “Nala e Simba são irmãos” se perdem totalmente. Outra cena, talvez a que mais me incomodou nessa brincadeira de reis e servos, foi a em que o calau, Zazu, é obrigado por seu rei, Mufasa, a se deixar “caçar” pelo jovem Simba. Zazu era um funcionário real e se vê reduzido a brinquedo para o seu jovem amo. Pode parecer engraçado, já que Zazu é uma personagem cômica, mas é o tipo de cena que só serve para ilustrar – e acho que uma criança mais velha entenderia bem isso – que uns têm privilégios e outros, não. E que aqueles que têm privilégios podem humilhar e usar os que não têm.

A cena me deixou constrangida. Eu, se tivesse filhos, iria me obrigar a explicar que ninguém tem o direito de humilhar ninguém, muito menos por ter nascido rei. Aliás, quando as hienas falam em “não ter rei” ou Pumba e Timão louvam a liberdade, logo são reprovados. E, pelo menos nesse aspecto, até Scar recebe razão. Afinal, é preciso “ordem” e igualdade não é sinônimo de “ordem”, porque existe uma razão para tudo assentada na natureza, no ciclo da vida. Claro que, para fins dramáticos, qualquer coisa pode ser torcida para o bem da narrativa, como o caso da chefia do grupo. Mas o resultado é que ninguém tem o direito de escolha em O Rei Leão, tudo está previsto e tem que ocorrer conforme a tradição. Não é isso que Zazu diz para Simba e Nala? Eles não se casaram no final? Pois é... e ai de quem quiser fazer diferente, os vilões da história ilustram bem. Boa mensagem para as crianças, não é?

De resto, incomoda-me muito, e isso é antigo, que o vilão fosse homossexual. Scar não se reproduz e despreza as fêmeas, é extremamente afetado, falso, traiçoeiro e pérfido, ou seja, um estereótipo ambulante, carregado de vícios e de características que homens efeminados têm no senso comum. “Toda família tem um desses majestade. Na minha tem dois.”, diz Zazu em determinado momento. Só não vê quem não quer. É claro que a coisa pode ser equilibrada se pensarmos em Pumba e Timão como um casal gay, mas Scar é uma personagem muito estigmatizada e com a dublagem – seja a nossa ou a de Jeremy Irons – a coisa fica muito pesada. E as hienas todas são dubladas por atores negros, e tem cores escuras. Sinceramente? Isso sempre me incomodou e vai continuar. E, sim, antes que me esqueça, O Rei Leão não cumpre a Bechdel Rule. Há pelo menos quatro personagens femininas com nome (Nala e sua mãe, a mãe de Simba e a hiena-chefe), ainda que só lembre o nome de uma; há conversas entre elas em umas duas ocasiões, o assunto, porém, são seus machos (Simba ou Mufasa) e nada mais. De qualquer forma, é uma marca e tanto para a máedia dos filmes americanos, duas em três.

Enfim, é isso. Assistir O Rei Leão em 3D foi muito interessante, ainda que eu não veja melhora real em relação ao original. Observar que o filme continua se comunicando bem com seu público, também foi importante. Agora, perceber que o filme se tornou muito menor aos meus olhos do que tinha sido em 1994 foi triste. O Rei Leão continua sendo um espetáculo, mas, com certeza, uma das obras mais reacionárias que a Disney já criou. E eu realmente não me lembrava do primeiro ato do rei Leão ser tão longo... Ou seja, eu não me lembrava direito do Rei Leão e deveria ter ficado assim. E que pena que não pude ficar com o ingresso... Tão bonitinho e eu nem bati foto. :P
P.S.: Para quem interessar, O Rei Leão está em pré-venda em varios formatos. Basta clicar nos links da Cultura e do Submarino aqui no blog, ou procurar em outras lojas, como a Saraiva. Para quem é fã e para as novas gerações, vale muito a pena.

Sexta-feira, Agosto 19, 2011

CLAMP presenteia Maaya Sakamoto em seu Casamento



NO grupo CLAMP fez uma homenagemaos recém-casados, Maaya Sakamoto e Kenichi Suzumura. O desenho é este que está aqui no post e a fonte original é o ANN. Maaya Sakamoto é uma das vozes mais queridas do mundo dos animes e deu vida à várias personagens importantes como Haruhi Fujioka em Ouran Host Club, além de cantar a bela trilha de Escaflowne.

Figure de Lelouch VI Britannia em pré-venda no Japão



Não vejo Code Geass: Lelouch of the Rebellion (コードギアス 反逆のルルーシュ), nunca assisti um capítulo sequer, mas sei que a série é um sucesso, tem character design original da CLAMP, e que os mangás foram licenciados pela JBC. Agora, essa figure super detalhada da personagem – com direito à três rostos – está listada para lançamento em dezembro no Japão. O AmiAmi abriu pré-venda. A figure é da série R2. Como figures masculinas são raras, acho que muita gente vai querer essa na coleção. Está muito bonita mesmo. Agora uma dúvida, eu coloquei VI em letras maiúsculas, porque imagino que seja referente ao sexto rei ou imperador com esse nome, mas em todos os sites está vi, assim, minúsculo mesmo. Qual está correto?

Revista sobre Garotas Mágicas será lançada em setembro no Japão



Segundo o ANN, a editora japonesa Yosensha irá lançar uma revista spin-off da Otona Anime intitulada Bessatsu Otona Anime Mahō Shōjo Magazine. A descrição – e não há informação de periodicidade – a revista fará uma análise profunda dos animes com garotas mágicas (mahou shoujo) de Puella Magi Madoka Magica (魔法少女まどか☆マギカ), hit da última temporada, até Minky Momo (魔法のプリンセス ミンキーモモ). Acho que isso deve ser só no primeiro mundo, porque Minky Momo é dos anos 1980 e o gênero garota mágica em formato animação começou em 1966, com Mahou Tsukai Sally (魔法使いサリー). Ainda assim, me pergunto se uma revista tão especializada terá como durar... Ainda no primeiro número a revista trará entrevistas com personalidades que trabalharam em animes mahou shoujo: Aoi Yūki, Sakura Tange e Junko Iwao, Halko Momoi, Kunihiko Yuyama, Morio Asaka, Junichi Sato, e Minoru Ohno. O preço da revista é 1200 ienes e virá com dois pôsteres, um de Puella Magi Madoka Magica e outro de Minky Momo.

Comentando o filme Super 8



Ontem assisti Super 8, o novo filme de J.J. Abrams. Tinha gostado do trailer, sabia que haveria um E.T. no filme e que, apesar dos adolescentes, não seria bem um filme infanto-juvenil. Não houve engano, o Super 8 é um filme interessante, com um elenco bem afiado, com crianças que trabalham bem e são carismáticas, além dos efeitos interessantes. No entanto, é mais um filme sobre relacionamentos entre pais e filhos, feridas que precisam ser curadas, descoberta do primeiro amor e amizade do que um filme de ficção científica. A parte do E.T. ficou um tanto aquém do que poderia ser, mas, no geral, daria uma nota 8 ao filme... E não é para combinar com seu nome.

Super 8 começa com o velório da mãe do menino Joe Lamb, que passa a morar sozinho com seu pai policial. Os dois, cada um a seu modo, tentam lidar com a perda, mas, 4 meses depois, ainda estão bem traumatizados. Joe tem um grupo de amigos que estão fazendo um filme de zumbis para concorrer em um festival. Charles o roteirista-diretor consegue trazer para o “projeto” a menina Alice Dainard que, ao contrário dos outros “atores”, é realmente excelente atriz. Quando os garotos estavam filmando de madrugada em uma estação de trem acontece um terrível acidente. Alguma coisa muito estranha estava sendo levada naquele trem e fenômenos sobrenaturais começam a acontecer na cidade. A tensão aumenta ainda mais com a presença da Força Aérea que age de forma truculenta para tentar encobrir alguma coisa... Já Joe e Alice precisam enfrentar a resistência de seus pais para poderem ser amigos e, talvez, algo mais que isso...

Eu curti Super 8, lembrei um pouco daqueles filmes com adolescentes e crianças dos anos 1980... claro, que haveria mais tensão sexual ou romance vinte e poucos anos atrás, mas hoje preferem a violência aos beijos, ainda que inocentes. Mas Super 8 tem boas interpretações e uma trama de amizade (*entre garotos, já que Alice é um elemento de tensão*) com um mistério a resolver. Ao mesmo tempo, como a grana investida era alta, os efeitos especiais foram muito superiores à média dos filmes juvenis. Há, também, como já sinalizei, muito mais violência e suspense em Super 8 do que seria esperado em um filme infanto-juvenil, o que sinaliza que é uma produção para adultos ou que adultos podem assistir. Outra trama que corre paralela é a da relação entre pai e filho/a, já que as mães, salvo a de Charles, estão ausentes. E uma das questões é superar a ausência da mãe, e a necessidade de tocar a vida para frente. Acho que a estréia de Super 8 às vésperas do Dia dos Pais não foi à toa. É um filme que deve entrar na lista dos filmes para esta data, podem acreditar.

Os efeitos foram excelentes, o E.T. muito bem feito, mas ele ou ela (*sabe-se lá qual o sexo da criatura*) não era senão uma desculpa para a trama de amizade e restabelecimento dos saudáveis laços familiares. Dito isso, ainda que eu quisesse saber o que era a criatura e o que ela queria, tratava-se de uma trama secundária, de menor força que a dos relacionamentos humanos. Mas tirem suas conclusões. Meu oito é por causa disso. Super 8 não é um filme de ficção científica, mas se vende como tal. O fator ficção científica é somente uma desculpa, por assim dizer, ainda que prenda nossa atenção. Dentre os efeitos, achei o acidente de trem que detona toda a trama do extraterrestre muito, muito exagerada. E ninguém morrer ou se machucar gravemente ali foi muito absurdo. Fora que tive a impressão de ver o carro dos meninos muito avariado e, depois, ele aparece bonzinho para fugir... E houve aquele tom “E.T., o Extraterrestre” durante todo o filme e mais acentuadamente no final. Homenagem à Spielberg, com certeza, afinal, ele é o produtor executivo.

Um dos méritos de Super 8, e isso é importante ressaltar, é que todas as personagens são simpáticas. Elle Fanning é excelente e acho que, se não fizer besteira, vai muito longe. Nunca tinha visto filme com ela, ou não lembrava da menina, e fiquei impressionada. Curiosamente, ela me pareceu mais velha que os meninos, especialmente o que faz Joe Lamb, Joel Courtney, mas ele é mais de dois anos mais velho que ela (*meu marido não vai acreditar...*). A rigor, o filme é “de garotos”, já que Elle é meio que o elemento estranho no grupo e os personagens adultos importantes são todos homens. No entanto, o filme cumpre a Bechdel Rule pois tem duas personagens femininas com nome, pois além de Alice há a mãe e uma irmã de Charles. Tudo bem que a mãe do garoto é chamada o tempo inteiro de Sr.ª Kaznyk e eu não tenha ouvido em nenhum momento o nome da irmã de Charles (*apesar do nome da persoangem estar nos créditos*), mas as duas conversam entre si e não é sobre homem... Já a personagem de Elle Fanning só interage com os garotos e o pai, mas é, de longe, a atuação mais brilhante do filme a meu ver.

É isso, recomendo muito Super 8, acho que pode agradar tanto aos fãs de filmes centrados em relacionamentos, quanto aos de ficção científica e aventura. Fora, claro, aqueles que são admiradores do J.J. Abrams. Eu ainda preciso resenhar Capitão América, que eu assisti na estréia, em Recife, mas queria ver de novo... quem sabe eu consigo, mas, se não for o caso, farei uma resenha de qualquer jeito.

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