Terça-feira, Novembro 30, 2010

"Pula-Pirata" de Moyashimon



Lembram daquele brinquedo da Estrela chamado Pula-Pirata? Ele era sucesso nos anos 80 e eu nunca ganhei o meu, porque minah mãe implicava com binquedos com pontas (*"Vai que vocês brincando enfiam nos olhos um do outro?"*) e sempre tinha a "lenda urbana" de alguma criança que tinah ficado cega com o tal Pula-Pirata ou com Pega Varetas, enfim... No Japão, o terceiro volume dos DVDs do dorama de Moyashimon (もやしもん) em edição limitada virá com o Pula-Pirata com a bactéria Orize, a amarelinha que mais aparece. :) Uma graça, não é? Lançamento é 18 de fevereiro, segundo o Comic Natalie.

Primeira imagem do dorama de Deka Wanko



Já tinha comentado que Deka Wanko (デカワンコ), novo mangá de Kozueko Morimoto, autora de Gokusen (ごくせ), iria virar dorama. Agora, apareceu a primeira imagem da protagonista, uma policial que tem um gosto "alternativo" para roupas. A protagonista, Ichiko Hanamori será interpretada por Mikako Tabe. É a moça da foto. Parece que uma das atrações da série será o guarda-roupa usado pela atriz. Aposto que vai aparecer uma aprceria com alguma marca de roupas para lolita, como em Kuragehime. A estréia é em janeiro de 2011, na NTV, 21h, nos sábados. a informação veio do Tokyograph.

Algumas palavras sobre Mario Monicelli



Domingo e segunda foram dias de perdas para o cinema, Leslie Nielsen (*desculpem, mas nunca gostei de Corra que a Polícia vem aí*), Irvin Kershner (*diretor de O Império Contra Ataca, melhor filme da série Guerra nas Estrelas para mim*), e o grande Mario Monicelli. Quando vi a notícia, pensei assim “Poxa, ele já tinha 95 anos e 75 de carreira, viveu bem, produziu muito, deixou sua marca neste mundo.”, mas aí veio a confirmação de que tinha sido suicídio. Me bateu então uma profunda tristeza... Não tenho informações, estou especulando, mas com base no fato de que ele sofria de uma doença terminal e se atirou da janela do hospital, fico me perguntando se ele não estava sendo forçado a “se tratar”. É preciso saber passar pela vida e sair dela, e acho um desrespeito para com um doente terminal, especialmente um idoso, quando parentes submetem a pessoa a tratamentos inúteis e dolorosos, quando ela simplesmente só quer morrer em paz, aproveitar os últimos momentos. Mas, de novo repito, estou especulando, não sei se era esse o caso, mas acho triste que um homem de 95 anos se mate em um hospital. Chega disso, Monicelli me deu um dos meus filmes favoritos, O Incrível Exército Brancaleone (L’Armata Brancaleone) .

Quando dava aula para a 7ª série, sempre passava este filme que, mesmo antigo (1966), encantava os alunos e alunas desde a abertura com os fantoches. Era a senha para que começassem a cantarolar “Branca, Branca, Branca, Leone, Leone, Leone”. Brancaleone tem momentos espetaculares, nos leva ao riso e ao choro, e é inesquecível. Eu vi o filme pela primeira vez na faculdade e foi este filme que me fez gostar da sonoridade – por vezes cômica, por vezes romântica – da língua italiana. Não vi muita coisa de Monicelli, talvez aproveite para mergulhar na obra desse diretor que vai deixar saudade. (*Devo estar ficando mole... Ouvir a musiquinha me fez chorar...*)

Duas notícias relacionadas à Kuragehime...



Já tinha comentado sobre a exposição fotográfica (Jellyfish in Water ~ o mundo das água vivas ~) e as lojas vendendo roupas inspiradas na série, agora, o Comic Natalie traz mais detalhes e outras notícias. A primeira notícia é de alguns dias atrás, 26 de novembro,quando saiu o volume 6 do Menga. Pois bem, no dia 5 de março (*longe pra caramba*) será realizado um talk show com Akiko Higarashimura, o medidor será Takahiro Oomori, que aprece muito famoso no Japão. Somente 100 pessoas poderão assistir e isso será decidido em sorteio. Quem comprar o sexto volume do mangá e ou o Blu-ray ou o DVD de Kuragehime que sai em 28 de janeiro, poderá enviar o cupon (*imagino que seja algo para colar os comprovantes*) e concorrer a um dos convites. Parece que Takahiro Oomori não gosta de água-vivas. Enfim, eu também não gosto delas perto de mim... Queimadura de água-viva dói MUITO!

A outra notícia é sobre as lojas com coleções inspiradas em Kuragehime e, agora, que olhei o mangá até o volume 5 entendo o motivo desse link entre a série e moda lolita. Tsukimi vira estilista no mangá! ^_^ Por conta disso, haverá uma colaboração entre a marca BABY, THE STARS SHINE BRIGHT e sua divisão “especializada” ALICE and the PIRATES (*mais informações sobre a história da marca e como essa separação funciona, veja a Wikipedia e neste excelente site aqui*) com a série de Akiko Higashimura. Na página oficial da BABY, THE STARS SHINE BRIGHT há informações sobre a parceria e no Comic Natalie imagens das roupas. Duas das lojas da marca venderão as roupas e estarão exibindo material de Kuragehime entre 23 de novembro e 5 de dezembro. O design das roupas é da própria Akiko Higashimura e podem ser encomendadas também no site da marca.

Girls Jump! Edição especial da Super Jump reúne várias mangá-kas



Segundo o Comic Natalie, a revista Super Jump da Shueisha vai lançar uma edição especial somente com mulheres mangá-ka. Algumas delas têm sólida carreira publicando seinen, outras, como Kozueko Morimoto estarão debutando neste gênero. As autoras presentes na edição listadas pelo Comic Natalie são Kumiko Suekane de Blood+ A (ブラッド・プラス アダージョ); Kazumi Yamashita; Youko Nemu do josei Pen to Chocolate (ペンとチョコレート), acredito que é a primeira vez dela produzindo seinen, também; Ching Nakamura que publicou na Ikki e na Morning 2; Peco Watanabe que conheço por conta dos seus vários josei na Feel Young, Elegance Eve, entre outras; Natsuo Motomachi que parece produzir principalmente seinen one-shot; Haruko Kashiwagi que tem uma sólida carreira produzindo mangás seinen; Kozueko Morimoto de Gokusen (ごくせん), que finalmente vai fazer um seinen; Yukizo Saku, que tem mangás hentai no currículo; Machiko Kyou, dos josei Cocoon e Girls Bijutsu (ガールズ美術), que eu já comentei aqui; e Yumiko Shirai que está publicando Wombs na revista Ikki e publica mangás de forma independente.

Sakamichi no Apollo e Disk Union fazem promoção



Segundo o Comic Natalie, a rede Disk Union abriu uma nova loja em Tokyo, a Disk Union JAZZ TOKYO e, por conta disso, começou uma promoção em conjunto com o mangá Sakamichi no Apollon (坂道のアポロン), de Yuki Kodama. Esta série se passa nos anos 1960 e fala de música, amizade e descoberta do primeiro amor. E, claro, como é shoujo limítrofe com josei, sem colinha para ler os kanjis, não há scanlations da série scanlations... vamos esperar virar anime ou dorama. Mas vamos largar o mau humor de lado. Segundo o site japonês, serão lançadas “コラボバッグ”, Corabubags. “コラボ” é um diminutivo de Collaboration (*já que é mangá + loja*). As tais bolsas seriam porta LP... Mas será que vão lançar LP da série?! Devem ser CDs. De qualquer forma, coloquei imagem de duas capas no post, mas acho que se tratão de cartões postais especiais.

Mangá de estreante retrata a convivência com a “mãe” de Candy Candy



Bem, disse que não tinha entendido essa notícia direito e a Saouri veio em meu auxílio (*Muito, muito obrigada!*). Curiosamente, a notícia tinha saído no ANN bem antes do Comic Natalie. Então, vamos lá: Nanami Iagarashi, filho de Yumiko Igarashi, desenhista de Candy Candy (キャンディ・キャンディ), publicou um mangá auto-biográfico chamado Waga Yakara wa 『Otokonoko』 De Aru! (わが輩は『男の娘』である!) em que fala da sua convivência com a mãe e detalhes da sua vida pessoal. Segundo o ANN, ele é ex-membro do grupo de idols Johnny's Jr. e um dos cross-dressers mais famosos do Japão. Ainda segundo a matéria, “Otokonoko” (男の娘) é o termo usado para homens que se travestem, sem necessariamente ter conotação homossexual. Segundo o ANN, Nanami Igarashi conta no mangá como começou a se travestir, usando cosplays e cosméticos da namorada, sem que ela soubesse, e da descoberta da moça (*eles moram juntos até hoje*). O mangá traz dicas de maquiagem e outras coisinhas, também. O obi, sinto do mangá, traz elogios escritos pela mãe do rapaz, Yumiko Igarashi, além da capa onde aparece segurando o famoso vestido listrado que Candy Candy usa no mangá e na abertura do anime.

Segunda-feira, Novembro 29, 2010

Desejo “Boas Festas” com Nodame Cantabile e Chihayafuru



Segundo o Comic Natalie, será possível enviar cartões com mensagens de “Feliz Natal”, “Feliz Ano Novo” e “Boas Festas” de mangás da Kodansha como Nodame Cantabile (のだめカンタービレ), Chihayafuru (ちはやふる), Moyashimon (もやしもん), são cinco opções ao todo. Tudo isso usando o Mixi (ミクシィ). Segundo a Wikipedia, o Mixi é a maior rede social exclusivamente japonesa, oferecendo serviços on line e para celular. O preço dos cartões, não sei se todos eles ou somente um, é de 180 ienes. O mixi já fez parcerias anteriores com a Kodansha antes, usando praticamente os mesmos mangás.

Marvel transforma Emma de Jane Austen em quadrinhos



A Marvel já transformou, como muito sucesso, ao que parece, dois romances de Jane Austen em Comics, Orgulho & Preconceito (*claro*) e Razão & Sensibilidade. Eu comentei aqui no blog. Agora, em março de 2011, teremos Emma. Não sei em quantos volumes ainda. O texto fica por conta de Nancy Butler, responsável pelas duas adaptações anteriores. Já a arte tem como responsável Janet K. Lee. Eu gosto muito da arte de Sonny Liew, responsável por Razão & Sensibilidade, e quando aparecer o encadernado devo comprar. Odiei a arte de Hugo Petrus, que fez Orgulho & Preconceito. Tinha na Cultura e pude folhear. Lixo! Pela capinha de Emma feita pela Janet K. Lee não posso dizer muito, mas acho que não deve ser tão boa quanto a de Sonny Liew. A opção pelo traço muito estilizado é sempre melhor do que o “estilo” Hugo Petrus de desenhar (*mal*) as personagens austeniadas. Quando aparecer por aí, darei uma olhada nesse Emma, mas o que estou esperando mesmo são as versões mangá de Jane Austen. Meu Razão & Sensibilidade deve estar chegando esses dias.. Emma ainda não saiu encadernado :) Agradeço ao Flávio por ter me passado a notícia.

Domingo, Novembro 28, 2010

Ranking do New York Times



O ANN publicou o ranking americno de mangás mais vendidos. A boa surpresa é ver que Alice, o mangá shoujo da Tokyopop, saltou do sétimo lugar para o primeiro. Acho que não tinha visto ainda uma subida tão vertiginosa. O outro shoujo da lista é Black Bird, aparece em décimo lugar, mantendo a posição da semana anterior. Já Hetalia, que não é shoujo mas tem um público feminino fiel, manteve sua sexta posição.

1. Alice in the Country of Hearts #5
2. Naruto #49
3. Black Butler #3
4. Bakuman. #2
5. Negima! Magister Negi Magi #28
6. Hetalia - Axis Powers #1
7. Ninja Girls #4
8. Soul Eater #4
9. D.Gray-man #19
10. Black Bird #6

Ranking da Oricon



Esta semana foi muito fraca para os shoujo no ranking da Oricon, tão fraca que o mangá feminino mais bem colocado é um josei e ele ocupa a 22ª posição. Para Tokyo Alice, que estreou semana passada em 19º, cair três posições é um excelente desempenho. A série já teve dorama, mas o mangá continua. Vamos ver o que entra no ranking esta próxima semana, quais séries estreiam, se são materiais de peso, ou não.

22. Tokyo Alice #6
23. Ore-sama Teacher #9
24. Ōji to Majo to Himegimi to #2
29. Hiyokoi #3
30. Nante Suteki ni Japanesque: Hitotsuma-hen #10

Ranking da Tohan



Demorei a postar o ranking da Tohan esta semana por conta de alguns problemas, mas, principalmente, porque não há nenhum shoujo entre os mais vendidos. Ainda assim, o blog tem o compromisso de postar todos os rankings japoneses mais populares. Enfim, Oh Great! Emplaca dois de seus mangás no top 10, acho que é o último volume de Tenjou Tange. Já Negima, que deve ser um dos mangás com melhor vendagem no Brasil (*é chute, OK?*) aparece em segundo. O grande campeão é o simpático Detetive Conan de Gosho Aoyama. E Kindaichi, que eu escolhi para ilustrar o post, coloca dois volumes entre os dez. Nem sei mais qual é a a série atual do garoto detetive, mas suspeito que agora estejam lançando histórias completas em dois volumes. Eu cheguei a comprar alguns volumes da edição americana, que terminou sendo cancelada.

1. Detective Conan #70
2. Negima! #32
3. One Piece #60
4. Kindaichi Shounen no Jikenbo: Renkinjutsu Satsujin Jiken (1-2)
5. Air Gear #30
6. Tenjou Tenge #22
7. Fullmetal Alchemist #27
8. To Aru Majutsu no Index #7
9. Hayate no Gotoku! #26
10. One Piece Secret Pieces

Comentando Zucker do Studio Seasons



Ontem, finalmente, consegui colocar as mãos no meu volume de Zucker, na Livraria Cultura. Foi encomendado e acho que não vai aparecer nas bancas de Brasília ao mesmo tempo que em São Paulo. O quadrinho é feito pelas artistas do Studio Seasons (Montserrat, Simone Beatriz e Sylvia Feer) e foi publicado pela NewPop. O primeiro ponto a ressaltar é que fico muito feliz em ver um produto nacional de qualidade chegando às livrarias e bancas do Brasil. Lembro que logo que fundou sua editora o Júnior não levava muita fé na produção nacional. A mudança de postura talvez tenha relação com o profissionalismo das moças do Studio Seasons, mas outras obras, de artistas nacionais diferentes, estão por vir.

Zucker, a história principal deste volume único com arte de Simone Beatriz e roteiro da Montserrat, foi publicada em capítulos muito curtos dentro da revista NeoTokyo. Ler tudo compilado torna o material muito mais convincente do que em fragmentos de 3 páginas. Era muito pouco para curtir de verdade. Nesse quadrinho, a protagonista Dora sai de São Paulo para receber a herança da avó que morava no Rio Grande do Sul. Lá ela descobre que apesar de ter herdado a doceria Zucker, chamada de “alma da cidade”, ela teria que disputar o livro de receitas da avó com um chef famoso e arrogante. O livro está escondido na casa e a velha senhora deixou várias pistas, pequenas charadas. Além de Dora e do chef, as outras personagens são Edgar, o gerente, e o testamenteiro, seu tio, chamado Bento. Confesso que achei um pouco cansativo o uso excessivo de gírias regionais por parte do velho Bento. Uma vez ou outra, OK, mas ficou um pouquinho forçado em alguns momentos. Sei que o objetivo era criar um clima regional, valorizar a diversidade do Brasil, e isso é ótimo, espero que elas continuem investindo nessa linha, mas faltou, a meu ver, equilíbrio. De qualquer forma, sempre que aparece algo em gauchês, temos uma nota explicativa no rodapé. Ninguém fica boiando, não.

Em Zucker há todo um elemento de realismo fantástico que vai se revelando aos poucos. E é um dos trunfos de uma história que é bem simples, direta, sem grandes complicações. Quando terminei de ler desejei que fosse um pouco maior. E havia espaço para isso, acho que a história – leve, simpática, cheia de ternura e doce como os quitutes da avó de Dora – poderia render mais. Quem sabe elas continuam em uma side story futura? Aliás, um número maios de páginas valorizariam ainda mais o material. Eu compraria de qualquer forma, sou fã do Studio Seasons e mesmo que recebesse um exemplar de brinde, ainda assim iria comprar um outro, nem que fosse para dar de presente. Mas acho que o preço de capa (R$14) poderia ser um pouco mais baixo. Sei que tiragens e qualidade da encadernação, algo que a NewPop valoriza muito, fazem diferença, no entanto, acredito que o preço do material no formato em que Zucker saiu precise e possa ser repensado (*Parece que não é, veja o que o Júnior Fonseca escreveu nos comentários*). Fora isso, temos mangás originais na banca por preços muito mais atrativos. Não estamos mais na época de Holly Avenger. A competição deve ser duríssima, especialmente porque muita gente tem preconceito em relação ao material nacional.

A segunda história, Le Bal Masqué, estava no site do Seasons desde pelo menos 2006. Eu falei dele aqui. A arte é de Sylvia Feer e o roteiro da Montserrat. É uma história bem curta sobre uma moça brasileira que está tentando uma bolsa de estudos em um conservatório de dança na Suíça. Ela é pobre e só poderá continuar se ganhar o concurso, mas seu par se acidentou e tudo parece perdido. É uma história muito bem feitinha, o roteiro bem amarrado, o drama da personagem sincero. Só que poderia ter tido a sua arte atualizada. A Sylvia Feer hoje está desenhando muito melhor do que em 2004/2005, quando provavelmente Le Bal Masqué foi feito. Daí, há um desnível em termos de qualidade na arte. E não estou dizendo isso, porque prefiro a arte da Simone Beatriz (*não vou negar algo que é verdade*), mas porque Le Bal Masqué poderia impressionar muito mais, já que tem um roteiro vigoroso.

De resto, o volume traz propaganda dos próximos materiais do Seasons a serem publicados pela NewPop. Helena de Machado de Assis é o que eu mais espero, sai ano que vem e a arte é da Simone Beatriz. Acredito que o enfoque penda para o shoujo, como foi com Zucker e Le Bal Masqué. Oiran, para mim talvez o melhor material em estilo mangá que já começaram a sair aqui, deve sair encadernado pela NewPop e eu não vou perder. E Sete Dias em Alesh, com arte da Sylvia Feer, que assim como Oiran, foi interrompido no meio quando estava saindo no Brasil. A Prequel de Alesh está em publicação na NeoTokyo. Falando nisso, eu gostaria muito de ver as tirinhas que saíram na NeoTokyo sendo publicadas. Talvez, como bônus para engordar os volumes elas cairiam bem.

Para concluir, sinto-me muito feliz de poder ter em mãos um volume de quadrinho nacional em estilo mangá com qualidade de arte e roteiro. Espero que o trabalho do Studio Seasons possa se tornar mais e mais conhecido e que novos artistas nacionais possam ganhar espaço em nossas bancas e livrarias. Nesse sentido, a NewPop também está de parabéns, por abrir portas. Espero que elas continuem abertas por muito tempo. Para quem quiser saber mais sobre o Studio Seasons (*e vou criar uma tag para elas*) pode ler a entrevista que o grupo deu para o Shoujo Café (*1-2*) e acompanhar o Formspring do Studio Seasons que é ótimo para quem quer seguir carreira como quadrinista aqui no Brasil.

Comentando o filme Centurião



Uma das coisas mais legais que podem acontecer é quando você vai assistir a um filme sem esperar coisa alguma e sai plenamente satisfeita. Foi assim com Centurião (Centurion), só sabia que o filme se passava na época do Império Romano, que era inglês e muito violento. E eu até pensei que podia ser uma comédia involuntária, tipo A Última Legião, mas, na verdade, é um filme de ação com um roteiro simples, bem articulado, boas interpretações, e muitas cabeças espatifadas, membros decepados, mortos aos montes. O típico filme do gênero “para assistir com meu pai”. Sim, eu criei essa categoria desde que vi Sherlock Holmes sem janeiro. O tempo inteiro eu imaginava as reações e comentários dele. Saindo em DVD, compro só para levar para o Rio e assistirmos juntos. É um filme pipoca sincero e que, por não ter grandes pretensões, convence e empolga.

A história do filme é a seguinte: Bretanha, 117 d.C., os romanos lutam desesperadamente para submeter os pictos e ocupar toda a ilha, mas a tarefa se tornou um inferno e a ilha um cemitério para os legionários. Quintus Dias, protagonista do filme, tem sua guarnição massacrada e é levado como prisioneiro pelo inimigo, porque sabe a língua dos pictos. Mesmo depois de torturado, ele consegue fugir e acaba sendo salvo pela lendária 9ª Legião, que foi enviada, contra a vontade de seu general, o popular Titus Flavius Virilus, para massacrar os pictos e levar seu rei cativo para o governado romano. O problema é que a guerreira bárbara, chamada Etain, que o próprio governador enviou como rastreadora conduziu a Legião para uma armadilha. A Nona é massacrada, o general capturado, e um punhado de sobreviventes liderados por Quintus parte para o norte com o objetivo de resgatar seu comendante... Mas a missão não será nada fácil!

A primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi procurar informações na internet sobre a tal 9ª Legião. Ela foi personagem e deu título ao filme A Última Legião, ela é central em Centurião, e será central em outro filme que sai em 2011. Afinal, qual a origem dessa história da Nona ter desaparecido na Bretanha? Pois bem, pelo que descobri, a “lenda” a respeito da 9ª Legião tem como base o fato de o último registro sobre ela ter sido feito na Bretanha, no momento em que os romanos estão tendo muito problema com os pictos e outras tribos, até que recuam e constroem a Muralha de Adriano. No entanto, segundo a Wikipedia, oficiais da Nona aparecem em outros registros posteriores, seja em posições de comando, seja integrando outras legiões. Então, apesar da Nona ter sumido dos anais romanos, ela provavelmente não foi engolida pelas brumas do norte da Inglaterra. Mas isso importa no filme? Não, porque tudo foi muito bem amarradinho.

Assistindo Centurião, depois que passa o massacre da Nona, só pude lembrar de filmes tipo Os 12 Condenados, com os sujeitos metidos em uma missão impossível com a plena consciência de que não vão conseguir sair todos vivos dela. Fora isso, desde o primeiro momento não consegui escolher um lado. Quintus pode ser o herói, o sujeito honrado, fiel e destemido, mas os pictos têm todo o direito de lutar por sua terra e sua liberdade. Isso faz com que eles sejam igualmente simpáticos. Para se ter uma idéia, Etain é muda, porque teve sua língua arrancada pelos romanos. Quando menina, ela viu o seu povoado ser destruído, seu pai ser torturado e morto, sua mãe ser estuprada por vários sujeitos e depois assassinada, e, em seguida, ela mesma foi estuprada e mutilada. Alguém em sã consciência acha que ela não deveria odiar os romanos? Já o rei dos pictos, Gorlacon, era um agricultor e teve suas terras queimadas e esposa assassinada. É por causa disso que ele lidera a resistência que vai minando o poder romano. Já os romanos, tiram na moedinha (*sim, cara ou coroa*) para ver quem vai matar um inimigo desarmado. Ou seja, ninguém é bonzinho ou inocente. E isso fez com que o filme ganhasse pontos comigo.

Outro detalhe do filme é que ele é sujo. Os atores e atrizes – que fazem os bárbaros e os soldados – são cheios de cicatrizes, inclusive no rosto. Suas roupas são gastas, as condições da campanha são mostradas em toda a extensão da sua adversidade. Não existem sujeitos bonitinhos, arrumadinhos, são homens e mulheres marcados pela guerra. Eu gosto disso, os homens, especialmente, passam a virilidade necessária a legionários romanos e não parecem versões humanas do Ken, namorado da Barbie. Claro que a cena da taverna no início é colocada só para acentuar o quão machos eles são... mas a gente releva, já que mais adiante uma guerreira solitária vai ferrar com todos eles e em grande estilo! A única exceção na sujeira coletiva, embora ela tenha a sua cicatriz, também, é Imogen Poots, que faz Arianne. Seu cabelo é tão arrumadinho que ela parece que veio do salão. E ela é muito, muito bonita mesmo, ou está muito bonita no filme.

Um aspecto interessante de Centurião é o excesso de violência. E a censura é 16 anos. Confesso que estou cansada de ver filmes que deveriam ser violentos até como uma forma de serem didáticos, sendo limpos do sangue e absolutamente esterilizados, para conseguirem o selinho americano PG13. Ainda bem que Centurião é inglês, e não entrou nesse joguinho. Não é filme para criança, ou melhor dizendo, não é filme para criança assistir no cinema. Enfim, todo o excesso de violência é proposital, e usado como atrativo, mas condiz, a meu ver, com o que seria um campo de batalha de verdade. Esta semana passada, meu marido e eu estávamos discutindo batalhas medievais por causa de Ivanhoé. E uma das questões era o estrago que um machado de combate poderia causar. Enfim, Centurião mostra isso muito bem. Assistir as lutas e batalhas do filme, especialmente o massacre da Nona, me fez imaginar como seria a carnificina de verdade. Sei que vai ter moleque vendo aquilo e vibrando, achando que é videogame, mas achei a coisa toda muito didática. É sangue, urina, vômito, membros mutilados, crânios esfacelados, tortura, enfim, cardápio completo. Acho que a maioria das pessoas não curte muito isso, não acha “legal” estar no campo de batalha. As reações do público só reforçaram a minha opinião. Já o duelo de Etain com o general é emocionante, assim como o agora ou nunca dos sobreviventes contra os batedores pictos. Mas não vou comentar essa parte, porque seria um grande spoiler.

Falando agora do elenco. Uma das coisas interessantes foi ver algumas figuras dos seriados da BBC e filmes da ITV em Centurião, começando com David Morrissey, que fez o Coronel Brandon em Razão e Sensibilidade (2008), e JJ Feild, que foi o fofinho do Mr. Tilney em Northanger Abbey (2007). Aliás, vou chamar a personagem dele de Mr. Tilney quando comentar sobre ela. Já o ator que faz Quintus Dias, Michael Fassbender, será Mr. Rochester na versão de Jane Eyre que estréia ano que vem. Como gostei da atuação dele, estou mais curiosa ainda para vê-lo encarnando uma das minhas personagens favoritas da literatura, ainda que eu ache o sujeito muito novinho para o papel. Imogen Poots também estará em Jane Eyre fazendo uma Blanche Ingram morena (*isso é curioso, sempre colocam a personagem loura, e acho que a atriz é loura*). Já Dominic West, Titus Flavius Virilus, estava em O Sorriso de Monalisa. Era o professor canalha.

Talvez, pelo tom do meu texto vocês estejam achando que se trata de uma obra-prima, mas não é esse o ponto. Centurião é um filme barato, mas que usou muito bem os recursos. Não tem uma história brilhante, profunda, nada disso, mas convence colocando as peças nos seus devidos lugares. É um filme sobre sete sujeitos com uma missão impossível e pronto. Colocaram a história no século II d.C., mas poderiam deslocar para outro momento da história sem grandes problemas. Ou mesmo um ambiente de ficção científica. Etain é tão terrível quanto o Predador. Mas é a sinceridade o que conta mais. Detesto filmes que se vendem como mais do que são, como material profundo ou “a verdadeira história”, como foi o caso de Rei Arthur. Centurião é low profile e, exatamente por isso, me satisfez e convenceu. Achei o final do filme, os últimos sete minutos um pouco confusos e eles poderiam ter acabado com parte da minha boa impressão do filme, mas conseguiram salvar. Ali, foi o momento em que os romanos se mostraram mais vis, criando a lenda da 9ª Legião, e o herói se viu sozinho contra o mundo novamente. Mas, talvez a minha confusão no final tivesse como fonte o fato de estar um tanto enervada com o Mr. Tilney. E é melhor explicar.

Um dos pontos fracos do filme, talvez o único, seja o Mr. Tilney... Eu estou deixando o nome da personagem simpática de Jane Austen, porque “Thax”, ainda que apelido, não soa romano nem aqui, nem na Muralha de Adriano. Aliás, os nomes/apelidos dos caras eram um primor de nonsense, mas deixa para lá. Enfim, desde o início, Mr. Tilney é meio engraçadinho, e fui levada a pensar que ele era somente o babaca do grupo. Mas, depois, ele se mostra um traidor. O problema é que ele não precisava trair, afinal, por que os romanos iriam ficar com a consciência pesada por ele ter matado o filho do chefe picto? E isso, depois do massacre da Nona e de não conseguirem resgatar o general... Ou seja, ele não tinha parte no fiasco. Fora, claro, que eles seriam caçados de qualquer forma por invadirem o acampamento dos pictos. O assassinato do menino foi somente um pretexto capenga. Mas, a partir daí, Mr. Tilney começa a querer ferrar com todo o grupo, com seus companheiros de anos de campo de batalha. Com Quintus Dias, ele não tinha afinidade, mas e os outros seis? E tudo isso para encobrir um “crime” que nem a sensibilidade moderna teria consenso a respeito, quanto mais os romanos que passavam feito um trator em cima de tribos, povos e nações. E ele mata o legionário negro (*sim, é preciso cumprir cotas, temos o legionário negro e o cozinheiro árabe*) a troco de nada. Por que? Só para mostrar o queão vil era a personagem? Se há um vilão no filme, é o Mr. Tilney, mas é um vilão fraco, sem consistência, que destoa do realismo e do bom senso da trama.

Enfim, para um filme do qual não esperava nada, Centurião foi um bom divertimento. E que fique claro que ele não é risível em nenhum momento. Não consegui dar um sorriso e ninguém riu no cinema, as reações eram de apreensão, piedade e nojo (*estômagos sensíveis...*). Gostei de ver uma guerreira convincente como oponente dos valorosos romanos. Não é sempre que isso acontece. A personagem de Imogen Poots também é inteligente, corajosa, e ainda que não pegue em armas, salva a vida de Quintus e do que sobrou do seu grupo. O filme não cumpre a Bechdel Rule, porque apesar de ter quatro personagens femininas, duas delas com nomes (*Etain e Arianne*), elas não conversam entre si (*Etain não poderia mesmo*). De qualquer forma, em um filme que é masculino até a medula, ter mulheres com papéis importantes e decisivos para a trama é um bônus inesperado. Dou oito para Centurião, superou as minhas expectativas como filme pipoca, manteve a coerência histórica mínima necessária a esse tipo de produto, e foi muito melhor como divertimento do que, por exemplo, Gladiador, com sua chatice e erros históricos bem grosseiros.

Sábado, Novembro 27, 2010

Candy Candy ganha um final em dois romances escritos por Kyoko Mizuki



Segundo o Pro Shoujo Spain, Kyoko Mizuki, autora de Candy Candy (キャンディ・キャンディ), lançou um romance em duas partes (*1-2*), e 389 páginas ao todo, colocando um ponto final à história da órfã loura mais famosa do mundo dos mangás. Só explicando, Kyoko Mizuki foi a roteirista do mangá, enquanto Yumiko Igarashi a desenhista. O mangá começou em 1975 e foi o vencedor do 1º Kodansha Manga Award na categoria shoujo, em 1977. Muita gente só lembra da desenhista e ela ganhou muito dinheiro com a obra. Por conta disso, até hoje, as duas autoras brigam por direitos aos lucros do mangá (*que não pode ser republicado*), anime e produtos derivados da série. Kyoko Mizuki já era famosa como escritora antes do sucesso do mangá (*e do anime*) e, agora, ela deu sua palavra final sobre a história de Candy Candy. Os livros foram publicados em 1º de novembro no Japão. Segundo o Pro Shoujo Spain, a segunda parte do romance deve agradar aos fãs, porque trata da vida adulta da protagonista, chegando a acompanhá-la para além dos seus trinta anos. OK, eu queria poder ler isso.

Kimi ni Todoke na Alemanha



Segundo o Pro Shoujo Spain, a Tokyopop vai lançar Kimi ni Todoke (君に届け) na Alemanha. É o último dos grandes países da Europa a receber a série que já é publicada na França, na Itália e na Espanha, além, é claro de sair nos Estados Unidos. Não lembro se publiquei aqui, mas Otomen também chegou na Alemanha recentemente. Mas, voltando para Kimitodo, eu aposto que esse mangá sai no Brasil ano que vem. Duvido que não esteja licenciado. É a minha grande aposta, ainda que eu não tenha conseguido achar muita graça nele, é um sucesso de público e crítica. E tem outra temporada animada garantida para o ano que vem.

A abertura de Kuragehime pelo grupo Chatmonchy



Chatmonchy é o grupo de moças que canta a abertura de Kuragehime (海月姫), Kokodake no Hanashi. Quando o Flávio me enviou o link do Youtube não imaginava que o clipe fosse tão simpático. Adorei. A manina que vira super-herói ao estilo Anpan (*Parece, não aprecE?*) é uma graça. Vale a pena assistir. ^_^ Aliás, vale a pena assistir ao anime, também!

Sexta-feira, Novembro 26, 2010

Glass Mask retorna à Betsuhana



Segundo o Comic Natalie, Glass Mask (ガラスの仮面 - Garasu no Kamen) sai de mais um hiato, desta vez de curta duração, e volta às páginas da Betsuhana na edição que chegou às lojas japonesas hoje. Além disso, e eu posso acabar encomendando esta edição por conta do brinde, a Betsuhana veio com um calendário especial centrado no Mr. Darcy dos mangás, Hayame Masumi. Será que alguém consegue localizar esse material para download na net? Eu realmente não queria ter que ocupar espaço com mais uma lista telefônica... Agora, é torcer para que a Suzue Miuchi não me cisme de esticar Glass Mask para além do volume 50. Acho que tem gente que está esperando o fim da série para morrer em paz.

Butler Café ganha sobre trilhos no Japão



Da mesma forma que existem os maid café para atender o público otaku (*masculino, em sua maioria*), foram criados os butler café, estabelecimentos com rapazes bonitos vestidos de mordomos, para atender as otome, as meninas otaku. Pois bem, segundo o ANN, o Café Swallowtail, em Tokyo, começou a vender ingressos para o “Butler Express” em colaboração com a Agência the Kinki Nippon Tourist. O objetivo é um tour de um dia, com direito a almoço e serviço de chá, e atendimento exclusivo de 20 mordomos. O trem pode levar até 400 pessoas, e, se eu entendi bem, não irá sair com menos de 150. O valor da entrada é 18900 ienes (R$ 397,1). A primeira viagem é no dia 19 de dezembro. O Swallowtail fica em Ikeburu na chamada Otome Road, onde há muitas lojas focadas no público feminino otaku. Segundo o ANN, a Seibu Railway já tinha inaugurado um serviço semelhante com maids

Quinta-feira, Novembro 25, 2010

25 de novembro: Dia da Não-Violência contra as Mulheres



A violência de gênero é tão recorrente, tão recorrente, que nunca é demais repetir que ela existe, até porque tem gente que não lembra. Para se ter uma idéia, ontem uma menina de 15 anos foi morta à pancadas pelo pai em São Paulo. Motivo? Estava namorando escondido. Mas o delegado já mostrou para quem vai a simpatia: "Foi uma infelicidade. O pai não queria matar a filha, mas dar um corretivo". Alguém chuta a cabeça de uma pessoa (*mulheres são pessoas, eu acho*) por "infelicidade"? Acho que, não. E não concordo o papo de um pessoal no Twitter (*Eu sei que ainda vivemos em uma ressaca eleitoral, mas é preciso bom senso.*) associando esse tipo de coisa a São Paulo, por conta das últimas explosões de racismo e homofobia. Não, amiguinhos, pode acontecer e acontece em todo o lugar, não somente em São Paulo, não somente no Brasil. E homens não são naturalmente violentos, agressores de mulheres em potencial, a questão é muito mais profunda. Vivemos em uma sociedade desigual, patriarcal ainda, que glorifica a violência, que reforça que os homens (*marido, namorado, pai, irmão, etc.*) são os donos de "suas" mulheres, que sua honra depende da delas. Daí, a simpatia do delegado pelo pai agressor, daí a falta de auto-crítica, pois esse tipo de sociedade em que vivemos, assimétrica, que desqualifica o feminino, garante privilégios aos homens. alguém quer abrir mão de seus privilégios? A maioria, não. Violência contra as mulheres, as suas e as que não tem dono, faz parte desse conjunto d eprivilégios. Enquanto não refletirmos sobre isso, teremos que lembrar as Eloás e outras mortas, precisaremos de um 25 de novembro...

Quarta-feira, Novembro 24, 2010

Riyoko Ikeda no Festival Internacional de Angoulême



Boa notícia para os franceses, Riyoko Ikeda, mangá-ka criadora do clássico A Rosa de Versalhes (Versailles no Bara - ベルサイユのばら) e uma das autoras que revolucionaram o shoujo mangá, estará na França entre 27 e 30 de janeiro de 2011 para a 38ª edição do Festival International de Bande Dessinée d'Angoulême. Dentro do evento haverá uma exposição sobre Riyoko Ikeda e outra exposição intitulada “Manga Underground : point de vue de femme” (Mangá Underground: Ponto d eVista das Mulheres). Bem, queria poder estar na França para ver... Este ano Riyoko Ikeda esteve em um evento na Itália.

Fanarts de Harry Potter



Nesse link há excelentes fanarts de Harry Potter. Acho que já tinha visto alguns deles no Deviantart, mas não tenho certeza. Sempre que sai um filme novo, os excelentes fanarts de Harry Potter se multiplicam. O site é francês, mas basta clicar nos links.

Todas as referências cinematográficas da abertura de Kuragehime reveladas



Graças ao Diego (*muito obrigada*), agora tenho todas as referências cinematográficas que aparecem na abertura de Kuragehime – Princess Jellyfish (海月姫). A abertura começa com uma referência ao seriado Sexy and the City. Como nunca assisti um episódio completo dessa série, eu não tinha certeza... E nem a Lina ou a Tanko tinham a referência. Daí, não confirmamos no Shoujocast. Mas o mais difícil foi saber qual o filme da mulher jogando dados. Enfim, o Diego descobriu que se trata de uma referência ao filme japonês Onna Tobakushi (女赌博师), de 1967,que é protagonizado por uma mulher, jogadora profisisonal, que desafia e vence Yakuzas (mafiosos) que roubam no jogo. Como fez muito sucesso, a série teve várias continuações. Neste site, vocês podem ter uma visão geral da história. Ah, sim! E o filme com Bruce Lee não é Operação Dragão, mas, sim, O Jogo da Morte (*Lina me avisou do erro*) e não acredito que seja dupla referência à Kill Bill, trata-se do filme original mesmo. Então, por ordem de produção, as referências cinematográficas são:

Cantando na Chuva (Singin' in the Rain) – 1952

007 Contra o Satânico Dr. No (Dr. No) – 1962
Mary Poppins (Mary Poppins) – 1964
A Primeira Noite de um Homem (The Graduate) – 1967
Onna Tobakushi (女赌博师, The Woman Gambler; aka, Woman Gambling Expert) - 1967
O Imperador do Norte (Emperor of the North Pole) - 1973
Guerra nas Estrelas (Star Wars) – 1977
Contatos Imediatos do 3º Grau (Close Encounters of the Third Kind) – 1977
Jogo da Morte (Game of Death) – 1978
Kill Bill: Volume 1 (Kill Bill: Volume 1) - 2003
P.S.: Pela foto que a Lina postou no Twipic comparando os uniformes da Mayaya com o de Bruce Lee e de Uma Thurman não resta dúvida de que a referência é dupla. Kill Bill entrou na lista.

Propaganda da Pond's com atriz do Takarazuka vestida d e oficial nazista chama a tenção na internet



O site Japan Probe, que publica notícias variadas sobre o Japão em inglês, trouxe uma notinha com a propaganda da Pond’s usando atrizes – acho que todas otokoyaku – do Teatro Takarazuka. O motivo da atenção era a presença da atriz Rurika Miya com um uniforme nazista que é utilizado por sua personagem, o coronel Günter Hyman da Gestapo, na peça The Prisoners of Lilac Walls, que é sobre a resistência francesa. Parece que algumas pessoas na net ficaram chocadas sem entender que se trata de uma personagem e, não, de uma exaltação de símbolos nazistas. Obviamente, eu sei que é muito comum a presença de uniformes nazistas ou inspirados neles em mangás, animes, games, etc., mas acredito que isso ocorra muito mais pela beleza dos uniformes alemães (*não há como negar isso*) do que por qualquer afinidade ideológica.

No entanto, apesar do esvaziamento simbólico no Japão, é preciso lembrar que no Ocidente o significado dos símbolos nazistas continua muito vivo e carregado de toda a sua carga negativa. Falando nisso, uma matéria sobre a propaganda da Pond’s publicada no site Kotaku destaca que a Square Enix está retirando a suástica do jogo Call of Duty: Black Ops, além do constrangimento gerado por um programa de comédia no qual Adolf Hitler foi chamado de Tio Adolf por uma idol. Aliás, conheço um mangá shoujo dos anos 70, acho, no qual uma das personagens é um cientista louco chamado Hitler, que esse cientista usa um pijama com suásticas. E trata-se do próprio ditador.

Ranking da Taiyosha



Esta semana não temos nenhum shoujo no top 10 da Taiyosha, desconfio, pelo perfil da lista, que talvez isso se repita nos outros rankings. De qualquer forma, é uma semana de estréias, com permanência de metade do ranking, isto é, de Glass Mask para baixo. Das estréias, não li nada. Hiyokoi é a história de um garoto muito alto que namora uma garota bem baixinha... Sei que essa diferença de altura pode acontecer, mas acho as capas um tanto incômodas, não sei. Nante Suteki ni Japanesque: Hitozumahen é um mangá da veterana Michiyo Akaishi e sai na velocidade de um mísero volume por ano. Oresama Teacher parece ser mais um mangá com um professor pouco ortodoxo como protagonista, tipo Gokusen e GTO. Em josei metade do ranking é Kuragehime e Tokyo Alice mantém a ponta. Deka Wanko, novo mangá da autora de Gokusen e com dorama a caminho, é a estréia forte. Aposto que fica mais duas semanas na lista.

SHOUJO
1. Oresama Teacher #9
2. Ouji to Majou to Himegimi to #2
3. Ten no Shinwa Chi no Eien #5
4. Hiyokoi #3
5. Nante Suteki ni Japanesque: Hitozumahen #10
6. Garasu no Kamen #46
7. Limit #3
8. Mei-chan no Shitsuji #14
9. Oboreru Knife #11
10. pPoi! #30

JOSEI
1. Tokyo Alice #6
2. Career Kogitsune Kinnomachi #4
3. Deka Wanko #7
4. Honya no Mori no Akari #8
5. Kuragehime #4
6. Kuragehime #5
7. Kuragehime #2
8. Kuragehime #1 
9. Kuragehime #3 
10. Neko Shitsuji #1

Terça-feira, Novembro 23, 2010

Exposição de fotos de Água-Vivas em Shibuya celebra Kuragehime



O anime Kuragehime, baseado no mangá homônimo de Akiko Higashimura, está nas TVs japonesas e, por conta disso, uma exibição foi inaugurada hoje no Japão. Se entendi bem o Comic Natalie, duas lojas foram abertas em Shibuya para vender itens relacionados à série, como vestidos inspirados em águas-vivas, por tempo limitado. Por conta disso, teremos uma exposição de fotos chamada Jellyfish in Water ~ o mundo das água vivas ~ em uma delas. As lojas ficarão em funcionamento até o dia 5 de dezembro. Se você ainda não conhece Kuragehime, não sabe o que está perdendo, o anime é ótimo e foi tema do nosso último Shoujocast.

Comparando as versões de Ivanhoe de 1982 e 1997



Como não agüentei e acabei assistindo as versões de 1982 e 1997 de Ivanhoe, preciso comentar algumas coisas. Já disse que o livro tem duas personagens que eu adoro, Bois-Guilbert e Rebecca, e se falar mais deles do que das outras personagens, desculpem. Vamos lá:

Definitivamente, a adaptação de 1997 toma muitas liberdades em relação ao livro. Muitas mesmo! No entanto, ela consegue ser muito mais fiel às condições materiais do período, retratando uma Idade Média suja, na qual mesmo os ricos não eram lá tão limpinhos assim. Cabelos, roupas, unhas sujas, tudo parece bem real. Já s série de 1982 chega a ser caricata. Todo mundo é muito limpo, Sam Neill, que faz Bois-Guilbert, parece recém saído do banho sempre que está em tela... E, de fato, ele até toma banho em uma cena (*nada como o banho fanservice do Colin Firth em Orgulho & Preconceito, que fique claro*). Tudo é muito colorido, o que é até compreensível em material dos anos 40, 50, quando o pessoal estava comemorando a novidade que era o Technicolor, mas em 1982?! Os cabelos são totalmente anos 80, com Rowena com um cabelo ao estilo “As Panteras”. Mas, sim, o pior são os cavaleiros sempre limpinhos, penteados, barbeados, com roupas novas e riquíssimas em qualquer situação. Até os fora da lei são arrumadinhos. Robin Hood é tão alinhado que parece ter pulado de uma gravura de livro infantil.

A série de 1982 pode até recorrer com mais freqüência aos diálogos do livro, mas corta muita coisa, como a passagem na casa de Cedric, quando ele recebe Bois-Guilbert, o Peregrino e Isaac, o judeu. Já vai direto para o torneio com cavaleiros tão enfeitados que parecem umas árvores de Natal. Sem comparação com o torneio realmente emocionante de 1997 com quedas, ferimentos e morte. Um dos problemas da série de 1997 a meu ver é que as mulheres não cobrem a cabeça, além de ser o mais adequado na época, era moda mesmo naquele momento. A única que aparece devidamente arrumada ao estilo do século XII é Leonor da Aquitânia (*que não aparece nos livros*). E a série de 1982, embora se preocupe mais com isso, não é melhor no quesito figurino com seus vestidos hipercoloridos e mil véus diáfanos para Rebecca e com Rowena sempre de cabelo solto, escovado e visível. Aliás, morre a bela cena final em que Rebecca pede para ver os cabelos da mulher que é a amada de Ivanhoé. Se pediu para ver, é porque ela os mantinha cobertos quando as duas se viram antes.

Enfim, Ivanhoe, o protagonista, recebe um tratamento especial na série de 1997 e é isso que o torna interessante. Já disse que acho a personagem um chato de galocha, que passa boa parte da história ferido. Na série mais recente, ele é uma personagem ativa e isso para um herói é fundamental. É complicado ler/assistir um material em que todo o mundaréu de coadjuvantes (Ricardo/Cedric/Frei Tuck/Wamba/Robin Hood) e vilões (Bois-Guilbert/Testa de Boi/De Brace) são muito mais interessantes que o herói. A série de 1997 mostra um sujeito determinado, coloca ótimas cenas de batalha, um pouco mais de romance com Rowena e com Rebecca. E a cena em que ele enfrenta e se submete ao pai é excelente. O Ivanhoé de 1982 parece sempre estar declamando para a câmera, fazendo poses heróicas, com seus belos dentes brancos, cabelinho picotado e barba sempre feita. Mesmo a cena terna com Rebecca parece posada e é mesmo. De que adianta as palavras do livro, sem a emoção que o livro sugere? O ciúme de Rowena na série de 1997 incomodou muita gente, e eu entendo os motivos, já que Rebecca e a amada de Ivanhoe se respeitam e estimam, mas a cena final não foi lá muito respeitada na série de 1982. Eu até preferia a dignidade mostrada no livro, mas a Rowena humana de 1997 não foi tão ruim, fora que a moça que fez passa uma vitalidade que a bonequinha Barbie fashion de 1982 não consegue mostrar.

A série de 1997 transforma De Brace, que queria casar com Rowena à força e participa do seqüestro, em um cavalheiro. O sujeito é o mais limpinho, penteadinho, dentro dos limites de uma série realista na sujeira, tem uns olhos lindos e trata Rowena com muita cortesia. Eu até tive pena dele... Bem, ele não parece com a personagem do livro e tem muito destaque na minissérie. Já o De Brace de 1982 é um canalha de marca que tem "eu sou muito mau" escrito na testa. As falas do livro são utilizadas, mas sua maldade é tão over, e sua pinta de psicopata tão evidente que ele se tornou risível, exagerado. Já ambos os Testa de Boi (Front de Beauf) são bons, se equivalem, e convencem na maldade. Já o Príncipe João de 1997 é um achado. Que ator irônico! Cada cena dele é uma delícia de vilania e humor, a forma como ele olha, conspira, se move. Tudo perfeito. A cena dele com Leonor da Aquitânia no fim é um fechamento espetacular. Já o Cedric de 1982 é tão exagerado que parece piada, não convence com as frases do livro e beira o ridículo. O de 1997 já ganha dele só com sua presença em cena, não precisaria nem abrir a boca, mas ele fala e muito. O mesmo vale para o Wamba. Já Gurth nem aparece na série de 1982. Como conseguiram fazer isso, não sei até agora...

A Rebecca de Susan Lynch pode não ser tão bonita, mas deu muita dignidade (*depois da primeira seqüência em que dá em cima de Ivanhoe na cara dura*) à personagem. As falas do livro podem ter sido deixadas de lado, mas ela consegue dar vida à trágica judia e suas cenas com Ciarán Hinds são as melhores da série. Seus embates iniciais, com o templário a ameaçando, tentando abusar dela, o respeito que vão desenvolvendo um pelo outro e, por fim, o desespero da fogueira. Já a Rebecca de Olivia Hussey (*mais famosa por ter feito Julieta*) pode ser lindíssima, mas as cenas com Ivanhoe são fracas e as com o Bois-Guilbert de Sam Neill não aprecem muito emocionantes. E a culpa é dos três. Fora que ela entra em desespero quando levada para a fogueira. Isso contraria o livro que diz que Rebecca só se deixou desmontar emocionalmente quando Ivanhoé aparece, ferido, para lutar por sua vida. Ou seja, fidelidade ao texto do livro não torna a série de 1982 melhor que a adaptação mais ousada de 1997.


E, por fim, Bois-Guilbert. O vilão é o melhor do livro. Sua paixão por Rebecca e a tragédia que se segue é fonte das melhores cenas. Na série de 1997, eles exageram a rivalidade entre Bois-Guilbert e Ivanhoe, mas isso não pesa contra. Já em 1982, Bois-Guilbert é tão arrumadinho, tão limpinho, que não convence. Sam Neill é excelente ator, mas melhorou com a idade e com a experiência. Ele faz um Bois-Guilbert que parece estar posando para fotos. Já Ciarán Hinds é um turbilhão de emoções e me conquistou desde o primeiro momento. Seu Bois-Guilbert é tão apaixonado em todas as suas ações, as ruins e as nem tão ruins, que vai em um crescendo de contradições e angústia conforme toma consciência do seu amor por Rebecca e das bobagens que fez. Eu achava que o melhor papel dele era o Capitão Wentworth, me enganei, é Bois-Guilbert.

E que fique claro Ciarán Hinds não é bonito, ele é feio mesmo, já Sam Neill estava bonitinho demais em Ivanhoé, não parecia um cavaleiro experiente e testado em muitas batalhas. Mas Hinds passa força e intensidade impressionantes. A interação dele com Susan Lynch é perfeita. Podemos não ter o diálogo da pobre Rebecca imaginando que o Templário queria se casar com ela (*eu adoro esse diálogo*) e ele retrucando que jamais se casaria com uma judia, mas que como templário não se casaria com mulher nenhuma. Mas a Rebecca de Susan Lynch não é uma ingênua, ela sabe desde sempre o que Bois-Guilbert deseja. A cena em que ela sorri a primeira vez para ele, o rosto do sujeito se ilumina e ela prontamente recolhendo o sorriso., é brilhante Mais adiante, depois de tanta desgraça, Rebecca se desculpa com ele por não poder/conseguir amá-lo. Por mais absurdo que a coisa seja, essa Síndrome de Estocolmo, por assim dizer, afinal, ele a seqüestrou, ameaçou estuprá-la, tentou-a com um tour intelectual pela Europa (*sim, a Rebecca de 1997 é muito instruída e não somente uma curandeira*), e foi responsável por sua condenação à fogueira, ela compreende os sentimentos dele, e ainda que os rejeite, não vai desprezá-los por toda a trama. No fim das contas, é o relacionamento mais complexo e instigante da série, ainda que os momentos de Rebecca com Ivanhoé sejam bem ternos.

Ah, sim, mudaram a ordália final nas duas séries. Já tinha dito que o duelo da série de 1997 foi excelente, a melhor luta de toda a produção, mas preferia Bois-Guilbert morrendo com o leve toque de Ivanhoe, por “castigo de Deus”. Já na série de 1982, Bois-Guilbert se esforça muito para salvar Rebecca (*uso intenso dos diálogos do livro*), mas há, também o duelo. E, bem, Ivanho é estava muito ferido, não daria conta. A saída encontrada, com o vilão se deixando matar, não me convenceu. Ciarán Hinds pelo menos luta até o fim, sem abrir bracinhos para ser atingido no coração.

É isso, eu recomendo muito a série de 1997, a de 1982 é muito fiel aos textos do livro, mas é muito colorida, muito limpinha, e parece artificial em muitos momentos. E não tem o Ciarán Hinds que faz uma diferença danada.

Segunda-feira, Novembro 22, 2010

Ranking do New York Times



Eis o último ranking da semana passada (*o primeiro desta semana, o da Taiyosha, já saiu, mas eu estou sem tempo até... Enfim, talvez atrase*) , o do New York Times. Bem, Black Bird resistiu, aparece em décimo, e pode subir de novo. Está no top 10 faz seis semanas, sem anime para empurrar, que fique claro. Vide Hetalia, que não é shoujo, que fique claro, subiu de nono para sexto. E a grande estréia, com possibilidades de resistir por muitas semanas, é Alice a Tokyopop. Não li nada desse mangá, mas precisava dar uma olhadinha, porque não acredito que esteja indo tão bem só por ser Alice... Eu não sou particularmente fã de Alice no País das Maravilhas.

1. Naruto #49
2. Black Butler #3
3. Bakuman. #2
4. Negima! Magister Negi Magi #28
5. D.Gray-man #19
6. Hetalia - Axis Powers #1
7. Alice in the Country of Hearts #5
8. Soul Eater #4
9. Inuyasha #54
10. Black Bird #6

Terceiro OAV de Kyou, Koi wo Hajimemasu com a participação do grupo AKB48



Como não entendi direito o Comic Natalie, o Pro Shoujo Spain me ajudou. Será lançado no ano que vemo terceiro OAV – edição limitada, claro – do mangá Kyou, Koi wo Hajimemasu (今日、恋をはじめます), de Minami Kanan. As idols do conjunto AKB48, mas especificament da sua divisão French Kiss, irão cantar a música tema, o single If, e vão dublar o mangá digital que vem no DVD e gravarão um minidorama da série. Tudo bônus do DVD que sai no dia 19 de janeiro.

Primeira imagem de Mei-chan no Shitsuji do Takarazuka



Em agosto tinha comentado que o Teatro Takarazuka iria montar um espetáculo baseado em Mei-chan no Shitsuji (メイちゃんの執事). Pois bem, a primeira imagem já está disponível no site da Revue. Muito obrigada Igor, por ter me dado o toque. Sem você a parte do Takarazuka deste blog seria ainda mais pobre. :) Acredito que o espetáculo ajude as vendas do mangá que, depois do dorama, já são muito boas.

Novo mangá da autora de Akuma to Love Song



Segundo o Comic Natalie, a edição da Margaret que chegou às lojas no dia 20 de novembro trouxe uma nova série de Miyoshi Toumori, autora de Akuma to Love Song (悪魔とラブソング). Acredito que Hanbun Unreal (はんぶんアンリアル) não seja uma série regular, mas um oneshot, no entanto, não tenho certeza. Na mesma edição da revista duas séries se iniciam, Heart Beat!! (ハートビート!!) de Rin Mamiya, e Koi Ni Ichiban Chikai Shima (恋に一番近い島) de Suu Morishita . Já a série Break☆ Coffee (ブレイク☆カフェ), de Yukie Mori, se encerrou nesta edição. A autora iniciará, se entendi corretamente, uma nova série chamada Midori no Yamada-kun (みどりの山田くん) em abril.

Domingo, Novembro 21, 2010

Comentando Harry Potter e As Reliquías da Morte – Parte 1



Por fim começou o final da saga de Harry Potter no cinema e (*surpresa*) achei o filme muito bom. Na verdade, além das minhas expectativas, já que o livro 7 é um dos que menos gosto, junto com o livro 5. Ou seja, supondo-se que eu fosse a pessoa que entrasse pela primeira vez em contato com Harry Potter através do filme sete (*Algo que eu considero uma possibilidade bem absurda, afinal, quem iria começar a assistir pelo filme sete?), eu iria atrás do livro, com certeza. Aliás, foi o que aconteceu quando assisti ao filme 3. Dito isso, o filme sete passou a ser o segundo melhor filme da franquia para mim, com um ponto importante, ele pontua muito alto no quesito fidelidade aos livros, coisa que os filmes de 3-6 deixaram muito a desejar.

Para quem está por fora, no filme 7 de Harry Potter, Dumbledore, o mentor do protagonista está morto, Voldermort se revelou para o mundo bruxo e está tocando terror mesmo no mundo dos humanos (muggles – trouxas). Logo, ele derruba o ministro da magia, implanta um novo governo fascista que começa a caçar todo os que não são bruxos sangue-puro. Nesse contexto, Harry Potter é caçado por Voldermort e seus comparsas. Para vencer o vilão – e isso ao custo de sua própria vida – ele precisa recuperar e destruir os horcruxes, objetos onde Voldermort escondeu fragmentos de sua alma na ânsia de viver para sempre.

Vou começar com as críticas e elas são válidas exatamente porque temos o mesmo roteirista (Steve Kloves) e o mesmo diretor (David Yates) por três filmes (*5 - 6 - 7*), logo, certos buracos são imperdoáveis. Uma das minhas grandes reclamações em relação ao filme 6 tinha sido diluírem a batalha final no castelo e terem cortado os irmãos do Ron. Pois é, Bill (*e o ator é bem bonitinho*) cai de pára-quedas, casado com Fleur, e com o rosto marcado por Greyback e, pior, falando da batalha. Que é que foi isso? Erro de continuidade? Eu já sabia que, com tantas mudanças, seria difícil ajustar, mas, neste caso, chutaram qualquer coerência e com perda para quem assiste a série de filmes, que é o alvo principal da franquia. Quem leu os livros pode ter gostado, mas é preciso lembrar que a franquia de filmes não segue os livros MESMO. Outra coisa que incomodou foi não mostrarem o funeral de Dumbledore. Quando reclamei, lembro de alguém ter dito “Ah, vão começar o filme 7 com isso.”. Qual nada! Para mim foi um furo. E, claro, Neville apareceu muito, muito, muito pouco. E a Minerva nem deu as caras. Minha última crítica é ao ritmo, entre o início da busca e a fuga de Ron, o filme não conseguiu imprimir a distorção temporal. Passou muito tempo, mas essa sensação só conseguiu ser passada pelo filme depois que Ron sai de cena. E eu não gosto do Ron, todo mundo sabe disso, mas foi uma falha.

Neste último capítulo da história, o nível de violência é alto para os padrões da série, ainda que a cena Greyback/Herminone não tenha sido tão bem desenvolvida. Pelo tom do filme, pensei que teríamos um quase estupro... A cena da mesa dos Death Eaters (*Comensais da Morte*) com o Voldermort, a cara do Lúcios (*adoro o Jason Isaacs e ele passou o desespero necessário à situação da personagem*), do Draco (*aliás, mesmo com poucas falas o rosto do menino fala por si. Muito bom!*), a impassividade e imponência do Snape (*poucas participações do Alan Rickman, mas quando ele está em cana...*) e a execução... Foi uma seqüência primorosa. Aliás, a outra seqüência na mansão, quando Bellatrix (*Helena Bonham Carter me convenceu finalmente como a personagem*) tortura Hermione ou a passagem na casa de Bathilda, foram muito bem feitas. Nesse filme as cenas de ação não deixaram a desejar e foi colocada a tensão necessária. A sensação de impotência dos heróis contamina o filme e me provocou a angustia necessária. Quando li o livro o achei chato, depois, parei para refletir que o objetivo da autora não era que o livro fosse “chato”, mas mostrar o quanto eram frágeis as nossas protagonistas, como as chances deles eram limitadas.

Eu realmente não lembrava do ferimento do Ron e a coisa ficou bem impressionante, o braço arrebentado, o desespero do trio de amigos. Quando voltei para casa, fui pegar meu livro para confirmar, pois eu não lembrava da cena. Aliás, é bom ver o crescimento dos atores, coisa que eu acompanhei filme a filme. Não foi um crescimento por igual, mas é visível a memória. A cena da dança, que foi criada para o filme e tanta gente parece não gostar, é o tipo de atitude que reflete uma intimidade que somente amigos de verdade têm. Para mim, foi uma cena tocante, assim como Harry dizendo para o Ron “continue falando da bolinha”, conseguiu ser engraçada na medida certa. Espero que eles tenham futuro depois de Harry Poter. Já a menina que faz a Luna é como um raio de sol, como ela encarna bem a personagem. A cena dela com o pai na festa... Muito, muito boa a menina. E suas poucas cenas foram esplendidas. O filme sete também mostrou que é possível usar bem os elfos. Mas, de novo, cortaram o pobre do Dobby dos outros filmes, ele apareceu somente no dois – quando ele era um chaaaato – e o recolocarem foi mais uma concessão aos livros que não condiz com os encaminhamentos anteriores. Como a equipe é a mesma... enfim...

Não sei qual foi a minha cena favorita, pois dessa vez mesmo o humor, que é a parte fraca dos filmes, funcionou bem. Mas a seqüência dos vários Harry, com boa parte do elenco “do bem” participando, foi ótima, reuniu tensão e humor. A morte da Edwiges... Mesmo o detalhe da moto na rodovia, aquele tipo de cena que os americanos parecem adorar, não estragou o clima geral (*lembre do dragão no filme 4, aquela palhaçada toda e compare com o resultado*). Foi tudo ótimo. E depois o gêmeo sem orelha fazendo piada da sua situação... Outras partes excelentes foram a do ministério e a da recuperação da espada. Quando vi a corça e imaginei que o Snape estava em algum lugar... Mas, enfim, espero que tenhamos muito de Alan Rickman no próximo filme.

O que mais a falar aqui? Poderiam ter colocado um “To be continued”, acho que era muito importante, ainda que eu repita que não acho que alguém comece a assistir Harry Potter no cinema pelo fim. Poderiam também ter colocado um teaser, alguma coisinha que já se remetesse ao próximo filme. De resto, minha primeira sessão no sábado (*não vi na sexta, porque até terça-feira não tinham decidido se teria ou não sala legendada no Terraço ou no Embracine*) não estava cheia. Alguém ensaiou umas palmas, mais da metade do público era adulto e, triste, muita sujeira no chão depois da sessão. Gente porca não tem classe social, é um problema cultural geral. Eu vasculhei aqui e achei minha “resenha” do livro 6 e dos filmes 4 (*não sei porque não comentei o 5*) e 6 para quem quiser. É isso! Mal posso esperar pelo próximo filme.

Sábado, Novembro 20, 2010

Shoujocast #31 no Ar: Sobre Água-Vivas, Princesas e Relacionamentos Inter-Culturais



O Shoujocast dessa semana tem dois assuntos, o filme japonês Darling wa Gaikokujin! (ダーリンは外国人!) e o anime Kuragehime (海月姫). Agora nós somos um trio de apresentadoras! A Tanko vai sempre apresentar o programa comigo (Valéria) e a Lina Inverse. :) Se você quiser comentar, use o espaço do post, ou mande um e-mail para shoujocast@yahoo.com.br Para assinar o nosso feed, clique aqui. Se quiser baixar o programa, é só clicar neste link. É possível ouvir o Shoujocast no player abaixo, também:


Ah, quem quiser adquirir um dos artesanatos que a Lina faz, é só visitar o Inverse Craft. Ela faz coisas muito fofas, como esses chaveiros de Moyashimon que ela me deu de presente. ^_^ E visitem o site da Lina e o Blyme Yaoi, o site da Tanko. Eles valem a pena. E agora o Shoujocast está no Twitter, então, se quiser, pode nos seguir. Agradeço a quem fez doações para o projeto Gibiteca Escolar da Natania. Da última vez que conversamos, ela disse que tinha recebido 57 mangás e, acredito, boa parte deles veio dos ouvites do Shoujocast. E para quem quiser conhecer o trabalho da Natania, o blog dela se chama Gibiteca.com
P.S.: Eu cometi dois erros grosseiros no cast. O primeiro foi falar "home run teacher" ao invés de "home room teacher". O outro foi quando estava apresentando o anime Kuragehime e falei que o nome era "Princesa Água-Marinha". Foi deslize mesmo.

Prova para crianças no Paraná usa imagem pornográfica



Eu sei que esse tipo de matéria nada tem a ver com o conteúdo principal do Shoujo Café, no entanto, esse é o tipo de situação que me parece tão revoltante como educadora, que precisava comentar. Vejam bem, professores fizeram uma prova para crianças de seis anos, a prova passou por uma empresa de controle de qualidade. Mas, pensando bem, será que no meio do processo alguém não “sabotou” a coisa toda? Eu não sei, mas a postura da secretaria de educação, minimizando o fato, me parece muito suspeita. De qualquer forma, nesse caso, gostaria muito de ver alguém punido pela gracinha e, claro, se houve sabotagem em alguma instância, isso ajudaria a limpar a imagem dos professores que fizeram a prova, isso se não foram eles e elas os autores da façanha, que, por estar pequenininha, (*vejam aqui que dá para ver bem*) não importa, não é mesmo? De qualquer forma, é lamentável que esse tipo de coisa - colocarem uma charge pornográfica que faz piada com violência sexual contra animais e de gênero (*porque, afinal, não existem mulheres para aplacar o furor do fazendeiro solitário por perto*) e até infantil (*pois até o pinto foi estuprado*) em uma prova para crianças de seis anos - aconteça em uma prova feita, aparentemente, com tanto cuidado. As crianças podem até não entender tudo, mas planta-se a malícia e se faz a brincadeira de mau gosto com questões que não tem graça alguma. A matéria a seguir veio da Folha de São Paulo, já a charge eu encontrei na net em outro página.

Prova para crianças no PR usa imagem pornográfica

JOSÉ MASCHIO
DE LONDRINA

Avaliação aplicada na semana passada a 16 mil alunos da primeira série municipal do ensino fundamental em Curitiba usou uma imagem pornográfica. A Secretaria Municipal da Educação lamentou o erro. A prova, aplicada nos dias 11 e 12 para crianças de seis e sete anos, trazia um cartoon pornográfico com o título "Fazendeiro Solitário". A imagem foi copiada da internet e mostra galinhas com as cloacas violentadas, insinuando relação sexual entre as aves e o fazendeiro. Na imagem, o volume do pênis do fazendeiro é realçado em um macacão. Na ilustração apresentada aos alunos, esses detalhes não são perceptíveis, pois a reprodução na prova é pequena. "Foi um pequeno, mas gravíssimo erro. Vamos apurar a responsabilidade no fato", afirmou a superintendente de Gestão Educacional da secretaria, Merouji Cavet. Segundo ela, como a imagem apareceu com apenas quatro centímetros na prova de geografia, minimizou o erro. "A imagem ampliada, como está sendo divulgada, tem característica pornográfica, mas em quatro centímetros passou despercebida por alunos e até professores."

Sexta-feira, Novembro 19, 2010

Kaikan♥Phrase em nova versão para celulares



Kaikan♥Phrase (快感♥フレーズ) é um dos maiores sucessos de Shinjo Mayu de todos os tempos, teve anime inclusive e eu conehci a obra da autora através dele. Se entendi bem o Comic Natalie, uma novíssima edição do mangá começou a ser veiculada no diz 17 de novembro no Japão por Ustream. Não entendi bem se teremos um gaiden de Kaikan♥Phrase, ou todo o mangá será disponibilizado no celular com novas cenas. Aliás, isso parece claro no Comic Natalie, segundo a notícia teremos cenas de sexo em cores, coisa que estava no planejamento inicial da autora, mas que foi censurado pela Shogakukan. Revival, ou não, gaiden, ou não, acho que centrar a propaganda do mangá nessa máxima do “agora sem censura” é de uma pobreza sem tamanho. Esperava mais de Shinjo Mayu nessa sua nova fase de sua carreira, mas parece que é assim “old habits die hard”. Fora que sexo só tem graça com uma história que o justifique, pelo menos, essa é minha opinião.

Mais Quadrinhos de True Blood



Muito tempo atrás tinha falado da prequel de True Blood em quadrinhos. Agora, encontrei as capas das HQs que irão sair em 2011. Lembrando que são quadrinhos baseados na série de TV e, não, dos livros. As capas, inclusive, retratam as persoangens como na TV. Para as outras duas capas, clique aqui.

Mangá de Tomoko Yamashita terá Drama CD



Segundo o Comic Natalie, o mangá Don’t Cry Girl♡ (ドントクライ、ガール♡) e a autora é Tomoko Yamashita terá um drama CD. Se entendi bem, serão duas histórias uma chamada Don’t Cry Girl♡ e outra Don't Laugh,my Girl♥. Imagino que sejam duas partes da mesma história e com as mesmas personagens. O elenco de dubladores ainda não foi anunciado, mas junto com o Drama CD será dado um booklet com ilustrações especiais. Eu não sei por qual motivo, mas tenho muita curiosidade por este mangá... Pena que não tenha scanlations.

Quinta-feira, Novembro 18, 2010

Ranking da Oricon



Saiu o ranking da Oricon com os trinta mangás mais vendidos do mercado japonês. Neste ranking, o shoujo que está no top 10 é Mei-chan no Shitsuji. A série estreou na semana passada e subiu do 14º lugar para o 10º. Já os dois volumes de pPoi!, subiram três posições. Há um josei na lista, Tokyo Alice, que estreou esta semana. Não deve estar entre os trinta na semana que vem, acredito eu. ATASHIn'CHI não é shoujo ou josei, mas um quadrinho cômico, 4koma, acho. Mas como autoria é feminina e a temática ligada ao universo das mulheres japonesas, eu inclui aqui. Kyō, Koi wo Hajimemasu está se despedindo da lista esta semana, eu suponho. E Gakuen Babysitters e Ōkami-Heika no Hanayome já fizeram bonito. Glass Mask é uma incógnita, acho que sobrevive mais uma semana.

10. Mei-chan no Shitsuji #14
12. pPoi! #30
13. pPoi! #29
16. Glass no Kamen #46
19. Tokyo Alice #6
23. ATASHIn'CHI #16
24. Kyō, Koi wo Hajimemasu #10
26. Gakuen Babysitters #2
29. Ōkami-Heika no Hanayome #3

Comentando Definitely Dead



É possível demorar mais de um ano para terminar um livro bobo? É, sim, especialmente se o livro demora a engrenar e a gente tem muita coisa para fazer. Enfim, Definitely Dead, o sexto livro da série Sookie Stackhouse – Southern Vampire Mysteries, tem uma vários problemas, mas, ainda assim, depois que engrenou não consegui mais largar... o problema é que demora MUITO a engrenar. Ainda assim, no geral, o livro seis foi bem melhor que o cinco, porque ofereceu muito mais informação sobre a sociedade vampírica, tinha personagens mais interessantes e diálogos excelentes. O livro cinco centrou-se nos lobisomens e os lobisomens de Harris são muito pouco interessantes. Dou quase um sete para o livro. Para o livro cinco, que tem maior coesão, mas uma história fraca, daria menos.

O problema do livro seis é que sua primeira metade parece uma coletânea de acontecimentos sem conexão um com os outros, a seção de fotos para capa da romance Harlequin com Claude e Maria Starr comentando que está namorando com o Alcide; o casamento dos Bellefleur; o menino desaparecido; a namorada de Jason sofrendo um aborto espontâneo; e o Quinn... Ah, sim, eu não gostei dele no livro cinco, mas o cara é legal e Sookie o descreve como “tão atraente quanto o Eric”. Isso conta muitos pontos. ^_^ De qualquer forma, ele se torna o namorado da Sookie, já que ela está rompida com o Bill e o Eric é o Eric... pelo menos por enquanto.

Pois bem, o livro só começa a andar depois da página cem com o ataque que Quinn e Sookie sofrem. Uma das piadas do livro é que todas as vezes que os dois estão “se entendendo”, alguma coisa acontece. Enfim, eles não sabem o motivo do ataque. Sookie desconfia que é sua culpa. Os criminosos foram mordidos por lobisomens e Quinn vai cobrar satisfações da alcatéia de Shreveport. É o único momento do livro em que encontramos com o Alcide no livro seis. Depois disso, Sookie recebe uma visita do advogado-chefe, Mr. Cataliades, da Rainha da Louisiania, Sophie-Anne, que deseja que ela vá até Nova Orleans para reclamar a herança de sua prima Hadley. Essa trama depende de um pequeno conto, chamado “One Word Answer”, que explica a relação da Rainha com a prima desaparecida (*e agora morta*) de Sookie. O que descobrimos é que a mensageira, Gladiola, foi morta para que Sookie não recebesse a mensagem. Somos levados a acreditar que Bill tem alguma coisa com o caso, afinal, ele está se comportando de forma estranha.

Neste livro, Harris apresenta mais um dos Supes de sua série, os demônios. Enfim, não demônios, Cataliades e suas sobrinhas são meio-demônios. Bem, se há demônios, há anjos e a fada madrinha de Sookie, Claudine, diz que quer se tornar um anjo. Bem, um dos pontos fracos de Charlaine Harris é complicar demais. Ao invés de simplificar, ela complica ao criar tantos seres sobrenaturais. Antes nós tínhamos os shapeshifters que podiam se transformar em qualquer coisa, caso de Sam, mas escolhiam um animal em particular, e os lobisomens, que só podiam virar lobos. Para Harris, seres meio-lobo meio-homem são sujeitos mordidos por lobos. Depois, ela foi estabelecendo que shapeshifters podem virar qualquer coisa, “Weres” viram animais específicos, e os lobisomens são os Were que se acham superiores... Enfim, ela vai escrevendo e se confundindo... ou me confundindo... Sei lá! Anderson, me dá uma ajuda...

Enfim, em Nova Orleans, Sookie tem que esvaziar o apartamento da prima assassinada (*sim, leia o conto*), mas há muitos mistérios envolvendo o acontecimento e é isso que faz o livro andar. Amelia, a senhoria, é uma bruxa e lançou um feitiço sobre o apartamento para que as coisas ficassem exatamente como a morta deixou, sem saber que havia um Were (*o que o sujeito vira, não sei*) vampirizado lá dentro. O sujeito acorda e ataca Sookie e a senhoria. Ambas vão parar no hospital e a ação da polícia é bem engraçada. Sookie vai parar no hospital onde finalmente a traição de Bill é revelada (*graças a uma pressão do Eric*). Achei a história da traição do Bill muito clichê: ele foi contratado pela Rainha para investigar Sookie, seduzi-la, mas (*CLARO*) se apaixonou por ela. O problema é que Sookie não vai perdoar isso, ela não é a burrinha que vê nos abusos de Bill demonstrações de afeto. Então, já era. Claro, que quem leu meus comentários do livro três sabe que não acho a Sookie muito certinha e que a ruptura dela com o Bill por conta da Lorena (*a do livro é diferente da de TrueBlood*), muito forçada. Enfim, Sookie engole sua dor e continua vivendo e seu diálogo consigo mesma é um balsamo para quem estava com saudade da Sookie dos livros, como eu.

Depois disso, conhecemos a rainha da Lousiania, Sophie-Anne. Agora entendo as reclamações das pessoas em relação ao que é feito na série, transformaram a rainah em uma criaturinhah ridícula e vulgar. Aliás, todas as mulheres da série, fora a Pam, acabam sendo representadas assim. A Sophie-Anne dos livros é cheia de dignidade, inteligente, fria e elegante. Nasceu na Lotaríngia (*o miolo do antigo Império de Carlos Magno*) e comeu o pão que o diabo amassou, antes de ser vampirizada quando tinha cerca de 15 anos. Andre, o fiel escudeiro da rainha, é outro vampiro adolescente. Gostei bastante dele, aliás, ele é quem é o especialista em degustação de sangue e descobre algo sobre Sookie... Bem, parte do rolo do livro está ligado ao casamento entre o rei do Arkansas e com Sophie-Anne. A trama do presente roubado pela prima de Sookie, ex-amante da rainha, lembra muito a história das agulhas de diamante de Ana da Áustria em Os Três Mosqueteiros. Muito mesmo! ^_^

A batalha final no mosteiro resort da rainha é um dos pontos altos do livro. Não vou dar mais detalhes, afinal, já dei muitos spoilers. Aliás, um dado importante do livro é que alguns vampiros, os mais antigos, não conseguem entrar em mosteiros e igrejas. Espero que a Harris desenvolva isso mais adiante... Quem sabe? Eric aproveita a briga para dar um beijão na Sookie... Pena que ainda demore muito para os dois ficarem juntos. Sookie também descobre neste livro que tem sangue de fada, graças ao André, e que é por isso que tantos seres sobrenaturais vivem atrás dela. Quinn assegura que ele não se importa.

Também neste livro parece ter se resolvido a trama da Debbie Pelt, a ex-noiva psicopata do Alcides. Não sei por que, mas esta é uma das partes da série que me irrita. E parte da ação do livro está ligada ao caso. Se realmente tudo ficou resolvido, e eu me desculpo com vocês, porque só descobri recentemente que não escrevi uma linha sequer sobre o maravilhoso livro quatro, não vamos mais ver a Sookie culpada por ter atirado na mardita. ^_^ Agora só é necessário que o Eric se lembre do que aconteceu e onde colocou o corpo. O resgate promovido por Eric e Rasul (*outro vampiro interessante deste livro*) diluiu um pouco da minha má vontade em relação aos Pelt.

Bem, falemos um pouco do Quinn e da Sookie. O romance dos dois começa no livro cinco e no livro seis caminha pouco, quer dizer, nem sexo eles fazem... tentaram, mas sempre acontece alguma coisa. Não houve aquela lengalenga de indecisão do livro cinco. Aqui, Sookie está com Quinn e ponto final, ainda que tenha uma queda por Eric. Quinn é um Weretiger. E a autora se enrola, porque parece que ele é tigre, porque é tigre... Nos primeiros livros era questão de escolha. O Quinn é muito melhor que o Alcide, porque é bem humorado, emocionalmente equilibrado e inteligente. Isso conta bastante. Além de, segundo a Sookie, ser tão atraente quanto o Eric. É possível isso?

Vou emendar o livro sete direto. Tenho aqui em casa até o livro oito e gosto muito do humor da Harris, dos diálogos bem sacados. Estava com saudades., especialmente depois que o seriado de Trueblood desceu a ladeira e Sookie foi transformada em uma idiota irritante. A rainha aparece no livro sete e ela é uma personagem ótima, então, vale a pena continuar. Acho que ela vai mergulhar mais na política dos vampiros agora. Espero! Enfim, a maioria dos spoilers que li sobre o livro seis eram bem imprecisos, bom descobrir que não era bem assim. Só acho a cotação do livro no Amazon muito alta. O livro seis está longe de valer mais estrelas que o livro quatro, por exemplo. É isso. Talvez eu comente o livro quatro depois, afinal, é onde temos o Eric o tempo inteiro. Tenho até medo do que vão fazer com este livro na série de TV, afinal, o Alan Ball aprece não gostar nada do Eric...

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