Quinta-feira, Setembro 30, 2010

A Guerra dos Tronos chega à TV



Ainda não li nada dos livros, mas tinha visto alguns sites que eu gosto, e que falam de filmes de época e de fantasia, elogiando os livros e falando da série que está por vir. Daí, a matéria da Época acabou me estimulando a comprar o livro. Fiz isso ontem quando passei na Saraiva para buscar o DVD da Bela e a Fera. Vamos ver se é legal. Já falei muitas vezes que não gosto de Sr. dos Anéis, nem os filmes, que assisti no cinema, nem o livro, que foi um dos poucos livros que comprei e vendi (*eu não gosto, mas muita gente gosta*), entretanto, a matéria desmente o parentesco, ainda que a influência de um Tolkien deva estar em todo material de fantasia... Se a influência for o Cornwell, que me desperta alguma má vontade (*graças a alguns fãs dele que ficavam comparando Brumas de Avalon e a saga de Arthur dele para dizer que o primeiro, “coisa de mulherzinha”, era lixo*), não vai fazer grande diferença, já que não fui além das primeiras páginas do primeiro livro sobre o Rei Arthur escrito por este autor. Enfim, vamos ver se esse Guerra dos Tronos consegue me fisgar. Se for só um desfile de meninos poderosos (*ou não*), continuo com As Brumas de Avalon, que eu consigo ler e reler sem me cansar, ainda que não consiga me empolgar com outros materiais da autora. Segue o artigo da Época.

O renovador da literatura fantástica

Alberto Cairo

Em alguns gêneros literários é impossível que um autor novo comece a fazer sucesso sem ser obrigado a enfrentar comparações com grandes autores do passado. Nos épicos de fantasia, esse papel é cumprido por J.R.R. Tolkien. Desde a publicação da primeira parte da trilogia O Senhor dos Anéis, em 1954, o escritor britânico tem gerado inúmeros imitadores de qualidade desigual, todos respeitando uma fórmula que mistura ambientes medievais, lendários objetos mágicos e criaturas como elfos e dragões. O imitador mais bem-sucedido ganha a duvidosa honra de ser chamado pelos fãs e pela crítica de “novo J.R.R. Tolkien”, até que surja um imitador melhor.

Por isso, a primeira impressão causada pelo escritor americano George R.R. Martin – ainda mais com esse R. R. – não poderia ser diferente. Lançado em 1996, seu livro A Guerra dos Tronos (Leya, 591 páginas, R$ 49,90, tradução de Jorge Candeias), primeiro volume da saga de fantasia As crônicas de gelo e fogo, foi divulgado como “o novo Senhor dos Anéis”. A idéia era conquistar o leitor conservador, que trocaria qualquer vestígio de originalidade por uma boa imitação de Tolkien.

No caso de Martin, porém, a impressão é errada. Quem espera um clone da odisséia do hobbit Frodo para destruir o anel e vencer o vilão Sauron deve procurar outra leitura. Na obra de Martin não há heróis nem vilões arquetípicos, como na obra de Tolkien. Pelo contrário: em As crônicas de gelo e fogo, o autor propõe uma redefinição da fantasia épica, aproximando-a dos romances históricos de aventura ao estilo de Bernard Cornwell (As crônicas saxônicas). A fantasia de tom histórico conquistou 7 milhões de leitores e renderá um seriado de TV no canal americano HBO, a estrear em 2011 (leia o quadro abaixo).

Redefinir padrões é uma das especialidades de Martin. Mesmo sendo um desconhecido no mercado brasileiro, o autor tem uma carreira literária longa e respeitável. Em seu primeiro romance, Dying of the light (A morte da luz, de 1977, sem tradução para o português), Martin escreveu uma aventura espacial de ritmo endiabrado e personagens memoráveis que se afastava da linguagem juvenil popularizada por filmes como Guerra nas estrelas. Outro de seus sucessos, Fevre dream (O sonho de Fevre, de 1982, também inédito no Brasil), é uma das mais originais histórias de vampiros desde o Drácula de Bram Stoker. Nesses e em outros livros de menor sucesso, Martin especializou-se em render homenagem a obras clássicas dos gêneros que escolhia, quebrando ao mesmo tempo suas convenções.

A qualidade de seus trabalhos e seu ritmo acelerado de produção despertaram o interesse da televisão. De 1983 até meados dos anos 1990, Martin deu uma pausa aos romances e assumiu um trabalho fixo de roteirista de seriados televisivos como Além da imaginação e A Bela e a Fera. Seu estilo se tornou mais direto e visual, mas nunca desleixado.

A mudança provocada pela passagem por Hollywood é evidente nas Crônicas de gelo e fogo: ao contrário de Tolkien, um sisudo professor de filologia, Martin dá mais peso à ação do que às longas descrições de ambientes que se tornaram uma marca de O Senhor dos Anéis. Sua prioridade é divertir, sem abrir mão da qualidade. A trama de A guerra dos tronos avança sem trégua, e muitos capítulos acabam em ganchos para o próximo, o que torna difícil interromper a leitura. Além disso, os pontos de vista mudam constantemente. Há mais de 100 personagens – um elenco de fazer inveja às novelas de televisão –, o narrador mostra o ponto de vista de oito deles. Para não se perder, o leitor pode recorrer ao detalhado apêndice nas páginas finais do volume, que lista todos os personagens de acordo com as casas de que fazem parte.

Em A guerra dos tronos, Martin usa a multidão de personagens para descrever um conflito épico entre famílias. O livro narra a decadência do continente imaginário Westeros, cujo domínio é disputado por diversos clãs da nobreza. A guerra dos tronos começa quando Eddard, da tradicional família Stark, é chamado pelo rei Robert Baratheon para ser seu principal conselheiro, o que desencadeia a inveja de grupos rivais. A partir desse momento, as lutas encarniçadas dentro da alta sociedade se transformam no principal motor de uma aventura na qual se sucedem traições, assassinatos e filhos bastardos. Há também conspirações complexas vagamente inspiradas em fatos históricos: Martin não esconde ter usado como fonte a Guerra das Rosas, um conflito dinástico entre as famílias York e Lancaster pelo trono da Inglaterra do século XV.

Como os bons romances históricos, a fantasia de Martin foge do maniqueísmo. Seus personagens são imprevisíveis: os que parecem bonzinhos no início da saga mostram seu lado ruim ao longo da história, enquanto os vilões, embora sejam majoritariamente impiedosos, conseguem despertar no leitor uma desconfortável empatia. As forças que os movem são as mesmas que motivam a humanidade desde o começo dos tempos: ambição, sede de poder, luxúria e medo.

Diante da exacerbação dos elementos humanos, os fantásticos ficam em segundo plano. Há feiticeiros, dragões e outras criaturas mágicas em Westeros, mas Martin lhes dá um papel inesperado: em A guerra dos tronos, eles ficam à margem dos conflitos familiares, que assumem um papel central na narrativa. Nos livros seguintes, gradualmente, a fantasia ganha mais espaço, embora a intriga familiar nunca perca sua importância. A abordagem faz com que os personagens despertem mais empatia que os heróis de Tolkien, que são quase joguetes à mercê de poderes sobrenaturais. Essa característica já influenciou uma nova geração de autores de fantasia, como o canadense Steven Erikson e o irlandês Paul Kearney. A consagração definitiva veio quando eles foram saudados como “os novos George R.R. Martin”.

Ranking da Oricon



Uma semana surpreendentemente boa essa no ranking da Oricon! Eu não postei ainda o ranking da Tohan, mas ele estava como o da Taiyosha com somente dois shoujo. Mas ao abrir veja que todo o ranking de shoujo da Taiyosha, mais Five que deve ter saído depois (*é um título que sempre aparece*), flat, que para a Taiyosha não existe como shoujo, e o josei Chihayafuru, estão no top 30. Muito bom mesmo” E até que Switch Girl! Não estreou tão mal, afinal, conseguiu entrar no top 30. Enfim, mais tarde traduzo o ranking da Tohan.

1. Kimi ni Todoke #12
6. Hana Zakari no Kimitachi e After School
9. Kyoku Yawaku #13
10. Koibana! Koiseyo Hanabi #9
11. flat #4
12. Otomen #11
13. Switch Girl!! #13
19. Chihayafuru #10
20. Psychic Detective Yakumo #3
25. Five #14
27. Hoshi wa Utau #9
29. Berry Berry #3

Quarta-feira, Setembro 29, 2010

Mangá-kas famosos homenageiam Glass Mask



Semana passada (*sim, tenho umas coisas pendentes aqui*) foi lançado o fanbook de Glass Mask, clássico de Suzue Miuchi. Eu já sabia do fanbook e, inclusive, encomendei com a Fonomag, o que eu não sabia é que ele traz a homenagem que dezoito mangá-kas, homens e mulheres, fizeram a Garakame. Pois bem, segundo o Comic Natalie, a lista dos participantes são Yasuko Aoike, Hiroyuki Asada, Ichiha, Ayumi Uno, Emura, Aki Katsu, Kouji Kumeta, Fusako Kuramochi, Miwa Sakai, Ryouko Sugihara, Akira Tachibana, Makoto Tateno, Shinobu Nishimura, Hikaru Ninomiya, Saki Hiwatari, Satoru Makimura, Mineo Maya e Tamami Momose.

Box de Itazura na Kiss lançado para comemorar os 50 anos da autora



Tada Kaoru, autora de Itazura na Kiss (イタズラなKiss), faleceu antes de poder concluir sua série. Pois bem, segundo o Comic Natalie, se Kaoru Tada estivesse viva, estaria completando 50 anos hoje, 29 de setembro. Por conta disso, o box do anime foi lançado com várias ilustrações originais da autora, inclusive a capa do DVD. Só achei curioso que demorassem tanto a lançar o anime. Seré que é um lançamento especial? As reproduções das ilustrações estão no site.

Ranking da Taiyosha



O ranking da Taiyosha já estava traduzido aqui desde segunda-feira, mas, primeiro, houve um bug no blogger e eu não cosneguia postar coisa alguma, depois, fiquei sem tempo para nada que não fosse trabalho. Daí, atrasei a postagem. Temos outra semana com um shoujo liderando o ranking, desta vez é Kimi ni Todoke. E, claro, não é para menos, já que o filme estreou no sábado. Falando nisso, já ouviu o Shoujocast sobre estréias nos cinemas japoneseses? Pois é, não perca! Voltando para o top 10 geral, Hanakimi ainda consegue aparecer em 10º.

Em shoujo, temos algumas estréias e manutenções. Switch Girl!!!, assim como Otomen, não conseguiu estrear com a força de quase sempre. Vamos ver semana que vem. Kiyoku Yawaku é o último volume (acho) e Koibana deve ser o penúltimo, pois acredito que ainda não deu tempo para compilar o final do mangá... Ou deu? Em josei, sumiram os Harlequin e isso abriu caminho para o retorno de Kuragehime e outro volume de Chihayafuru. De resto, não houve estréias significativas. É semana de manutenção.

SHOUJO
  1. Kimi ni todoke #12
  2. Hanazakari no Kimitacho E – After School
  3. Kiyoku Yawaku #13
  4. Otomen #11
  5. Shinrei Tantei Yakumo #3
  6. Oki ni Mesu Mama? Sekai de Ichiban Daikirai Special Edition
  7. Koibana! - Koiseyo Hanabi #9
  8. Switch Girl #13
  9. Hoshi wa Utau #9
  10. Berry Berry #3

JOSEI
  1. Chihayafuru #10
  2. Do Da Dancin'! Venetia Kokusai-Hen #8
  3. Happy! #33
  4. Uramesha #13
  5. Harukeshi Kawa o Wataru
  6. Shi to Kanojo to Boku Meguru #3
  7. Chihayafuru #9
  8. Barairo no Seisen #3
  9. Kuragehime #5
  10. Gyakuunmei no Hito #1

Domingo, Setembro 26, 2010

Shoujocast #28 no Ar: Breve nos Cinemas! Ou não! Mas a gente comenta assim mesmo!



Depois de alguns problemas técnicos, eis o nosso novo Shoujocast! Trata-se de um programa de emergência (*ouça e você vai entender*). Enfim, neste programa a Lina e eu, Valéria Fernandes, comentamos os shoujo e josei que vão estrear no cinema nos próximos meses. Comentamos no programa: Ōoku, Paradise Kiss, Maria-sama Ga Miteru, Usagi Drop, Koukou Debut e Paradise Kiss. Ainda temos no programa o momento dorama com a Lina. E, claro, sorteamos os mangás de Alice da NewPop. Se você enviou o e-mail, veja quem ganhou e siga as instruções, OK? :) em breve teremos outras promoções. Aguarde! Se quiser comentar, use o espaço do post, ou mande um e-mail para shoujocast@yahoo.com.br Para assinar o NOVO FEED (*esqueça o velho, porque a gente não consegue contar quantas pessoas estão assinando*), clique neste link. Para baixar o programa, clique aqui, se quiser ouvir no próprio site, use o player abaixo:


Para as primeiras imagens do filme de Paradise Kiss é só clicar em 1 e 2, para Usagi Drop está aqui e Koukou Debut está aqui. Para ouvir o podcast dos galãs é só clicar aqui. Vale a pena, viu? :) Ah, quem quiser adquirir um dos artesanatos que a Lina faz, é só visitar o Inverse Craft. Ela faz coisas muito fofas, como esses chaveiros de Moyashimon que ela me deu de presente. ^_^ E visitem o site da Lina, também. Eu acho que vale a pena. ^_^ Ah, sim, por favor, responda a nossa enquete (*ignorem Pride, por favor!*):



Seguem abaixo os trailers de Kimi ni Todoke, Ōoku e Maria-sama Ga Miteru:



Ranking do New York Times



Saiu o ranking do New York Times e temos dois shoujo no top 10, Alice da Tokyopop e Black Bird que voltou para os dez mais depois de passar uma semana for a. Yess! Será que a série está indo bem assim no Brasil? Eu realmente gostaria de saber. Ah, sim, e destaque para o shounen de Yuu Watase, Arata: The Legend, que também está aparecendo entre os dez mais vendidos. Yuu Watase é muito querida nos EUA e acredito que por aqui, também. Já era hora de Fushigi Yuugi Genbu Kaiden por aqui.

1. Bleach #32
2. Maximum Ride #3
3. Alice in the Country of Hearts #4
4. Dogs #4
5. Naruto #48
6. Inuyasha #52
7. Arata: The Legend #3
8. Black Bird #5
9. Tegami Bachi: Letter Bee #3
10. Bakuman. #1

Sábado, Setembro 25, 2010

Mangá baseado em dorama de Ueno Juri estréia na revista Dessert



Ueno Juri, que encantou como Nodame, vai estrelar um dorama sobre Gou, uma personagem histórica do Japão, filha do daimio Azai Nagamasa, que se casou com uma das irmãs de Oda Nobunaga. Olhando a Wikipedia, descobri que ela foi a mãe do Shogun Iemitsu... Bem, é o Shogun que morre no início do segundo volume de Ōoku desencadeando toda a desgraceira que resulta na sucessão feminina. Olha só... ^_^ Agora, segundo o Comic Natalie, Gou Himetachi no Sengoku (江 姫たちの戦国) terá série regular na revista Dessert com roteiro de Kumiko Tabuchi e arte de Kaori Akatsuki. A estréia é na edição de novembro, que saiu ontem (*sim, sim... não me peçam para explicar isso!*) Já a estréia do dorama está prevista para 2011 na NHK. Se entendi bem, a série terá filmagens em locações históricas ligadas ao período em que viveu Oda Nobunaga. Eu não tenho informações sobre o mangá, infelizmente, para dar maiores detalhes, mas assuntando por aí, descobri que será uma série longa, que dura um ano inteiro. O Dramma’s Inn fez uma materiazinha sobre a estréia com maiores informações sobre o elenco.

Sexta-feira, Setembro 24, 2010

Literatura para jovens adultos não é mais somente para os "Jovens"



Uma colega postou o link para essa notícia no Twitter. Não vou dizer que concordo com essa ovação toda à literatura para jovens adultos, como se ela fosse mais profunda e tudo mais, de qualquer forma, ela é atraente e, como o artigo bem salienta, o cinema ajuda. Foi depois que assisti o terceiro filme de Harry Potter que decidi ler os livros e, sim, eu sou fã e li toda a série. O que não me torna fã de literatura para jovens adultos como um todo. Só lobotomizada eu encararia, por exemplo, a série Crepúsculo. De qualquer forma, se está dando lucro, o mercado agradece, e se está formando leitores, os professores, como eu, também agradecem. Quem quiser ler a matéria em inglês, ela está aqui.

Literatura para jovens adultos não é mais para os "Jovens"

Publicado em 22 de setembro de 2010:
Maggi Normile

Dez anos atrás seria considerado imaturo e tolo para um adulto ler um romance direcionado para adolescentes. Entretanto, em 2010 isso é completamente natural encontrar uma mãe lendo a saga “Crepúsculo” ou um executivo pegando o metrô enquanto lê “Harry Potter”. Vá a qualquer livraria e não verá somente crianças lendo com atenção na seção para jovens adultos. Nas universidades você pode encontrar disciplinas inteiras devotadas à literatura para jovens adultos.

Nos últimos anos, graças à J.K. Rowlind e sua série Harry potter, a literatura para jovens adultos ganhou força entre os leitores adultos. Enquanto algumas pessoas podem não fazer idéia de quem sejam Stephenie Meyer, Suzanne Collins, Scott Westerfeld, Libba Bray, ou Rick Riordan, para aqueles que lêem livros para jovens adultos, eles são apenas alguns dos autores importantes que qualquer fã do gênero precisa ler. Segundo o Los angeles Times, a venda de títulos adultos em capa dura patinou nos 17,8% na primeira metade de 2009 em comparação com o mesmo período de 2008, enquanto os títulos para jovens adultos cresceram em 30,7%.

Traci D. Haley, 31, é a moderadora de uma comunidade online popular a yalitlovers, que hospeda um blog popular e um livejournal. Gabando-se de ter mais de 1300 membros e crescendo dia a dia, a comunidade não é somente para adolescentes de 14 e 15 anos. Na realidade, muitos de seus membros têm 30, 40 e mesmo 50 anos. Haley explica o que a atrai na literatura para jovens adultos. “Para atrair adolescentes, especialmente os leitores relutantes, que freqüente são descritos hoje como jovens adultos,” ela diz, “escritores tem que ir ‘direto ao assunto’. Livros para jovens adultos são muito mais concretos e cheios de retórica do que aqueles para os adultos. Eles vão direto à ação. Eles freqüentemente também tocam mais em temas espinhosos do que os livros para adultos porque essas questões são aquelas que os adolescentes querem ler sobre.” A antiga funcionária de uma biblioteca para adolescentes também aponta algumas idéias preconceituosas que alguns têm sobre livros para jovens adultos. “Eu não tenho como dizer quantas vezes eu recomendei um romance para jovens adultos, somente para receber um olhar condescendentes de um adulto e então o deboche ‘Este é um livro INFANTIL.’ Muitos adultos acreditam nisso, porque o material é para “adolescentes” [Nota: ela usa “kids”, não lembro de similar em língua portuguesa.], isos significa que não tem roteiro, que eles não vão conseguir se identificar com as personagens, e que a qualidade da leitura será muito baixa.”

Megan R., 26, é membro da yalitlovers e diz que, para ela,, “Autores de livros para jovens adultos tem mais imaginação do que autores adultos” enquanto Christine Bennett, 33, outro membro da yalitllovers, diz que gostam do gênero porque “Eu acredito que as emoções das personagens parecem mais sinceras e honestas conforme eles tentam amadurecer e resolver os problemas que aparecem.” Lizzie Skurnick, 36, que resenha ficção adulta para publicações como a Publishers Weekly e Time Magazine, parece concordar, dizendo que livros para jovens adultos são “mais vibrantes” do que muitos títulos adultos, “com melhores roteiros, melhores caracterizações, e uma melhor construção do mundo.” Lev Grossman, um critic literário da Time Magazine explica de forma simples: “Eu acredito que a ficção para jovens adultos é uma das poucas áreas da literatura na qual a narrativa realmente mostra sua força.”

Uma das razões para o crescimento da popularidade da literatura para jovens adultos é a indústria cinematográfica, graças aos filmes de “Harry Potter” e “Crepúsculo” que estouraram nas bilheterias. Nós também vimos "Percy Jackson & The Olympians" e "Sisterhood of the Traveling Pants" na tela grande, e parece que "The Hunger Games" de Suzanne Collins e "Uglies" de Scott Westerfeld também atraíram a atenção dos figurões de Hollywood. Muitas pessoas que nunc aprestaram atenção ou não sabem nada sobre literatura para jovens adultos estão indo ao cinema e tomando contato com ela, descobrindo então que a histórias para jovens adultos não é imatura ou simplista.

O gênero é tão popular que mesmo autores adultos muito conhecidos como James Patterson e John Grisham estão escrevendo agora literatura para jovens adultos, enquanto você pode encontrar recomendações de autores como Stephen King na capa de alguns livros para jovens adultos incluindo a série "The Hunger Games" de Suzanne Collins. Com uma gama de temas para escolher incluindo romance, fantasia, mistério, ficção histórica, ficção realista, ficção científica e humor, a literatura para jovens adultos é uma força que não pode ser ignorada.

YALitLovers Community, Livejournal.com
Susan Carpenter, Young Adult Literature Comes of Age, Los Angeles Times

Pamela Paul, The Kids' Books Are All Right, New York Times

Ranking da Taiyosha



O ranking da Taiyosha saiu atrasado e eu deixei aqui aberto até ter tempo e boa vontade para traduzir. Primeira coisa, cadê flat? Deveria estar em shoujo, mas a Taiyosha colocou em seinen e ele ocupa o primeiro posto. Assim sendo, temos dois shoujo - flat em segundo e Hanakimi em nono - e um josei - Chihayafuru em primeiro - no top 10. procurei, procurei e agora estou certa de que flat chegou lá sem dorama ou anime, é mérito. Mesmo caso para Chihayafuru, com a diferença deste mangá ter ganho vários prêmios. Eu fui procurar citações à flat aqui no blog (*sei que deixei muita coisa passar, achando que era seinen*) e encontrei a série listada como um dos melhores shoujo de 2009 pelo guia Kono Manga ga Sugoi! . Errar é humano, mas não vou mais bobear em relação a esta série.

Comentando os rankings de shoujo e josei, a primeira coisa a se notar é que é uma semana de estréias, não de manutenção. As novidades começam com o gaiden de Hanakimi e a edição especial de Oki ni Mesu Mama? Sekai de Ichiban Daikirai, este último da mesma autora de Berry Berry, Banri Hidaka. Ela aparece duas vezes no ranking de shoujo, portante. No geral o top 10 de shoujo concorda com Oricon, salvo pela visível ausência de Bokura ga Ita. Já em josei, temos séries regulares e one-shots, a maioria da revista Kiss e da sua spin-off Kiss+. O último volume de Happy! também marca presença, assim como outros títulos da Be Love, como o já citado Chihayafuru. Dois Harlequin fecham a fatura.

SHOUJO
1. Hanazakari no Kimitachi E After School
2. Oki ni Mesu Mama? Sekai de Ichiban Daikirai Special Edition
3. Otomen #11
4. Berry Berry #3
5. Hoshi wa Utau #9
6. Ouran Host Club #17
7. Gakuen Ouji #10
8. Kamisama Hajimemashita #7
9. 1+1 #10
10. Stardust★Wink #4

JOSEI
1. Chihayafuru #10
2. Do Da Dancin'! Venetia Kokusai-Hen #8
3. Happy! #33
4. Shi to Kanojo to Boku Meguru #3
5. Shikatsushi - Joou no Houigaku #1
6. Barairo no Seisen #3
7. Harukeshi Kawa o Wataru
8. Ningyohime no Yuuwaku
9. Shoukoujo #2
10. Mahou ga Toketa Asa ni

Quinta-feira, Setembro 23, 2010

Genshiken está de volta na revista Afternoon



De todos os mangás que falam dos otakus, Genshiken – The Society for the Study of Modern Visual Culture (げんしけん) é o mais simpático. Eu conheci pelo anime, mas o mangá é ótimo, também, ainda que um pouco diferente. Agora, a última edição da Afternoon, anunciou que a série vai voltar às páginas da revista com o nome de Genshiken Nidaime, ou Genshiken II. Agora, segundo o ANN, a série terá como protagonista Oguie, a fã hardcore de yaoi, que é a nova presidente do clube. Bem, espero que o pessoal que já se formou volte a aparecer. Genshiken é uma das séries que eu adoraria ver no Brasil, seja no formato anime, que me fez chorar de tanto rir várias vezes, seja no formato mangá.

Muito Além do Mangá... Comentando Aya de Yopougon



Eu não costumo ler quadrinho europeu, é muito raro pegar alguma coisa e acho que conto nos dedos de uma das mãos quantos eu li. Quando minha amiga Natania me mostrou Aya de Yopougon, dizendo que era um quadrinho “africano”, não sei muita bola. Falei que era material feito na França blá-blá-blá... Má vontade minha. Depois, decidi procurar informações e, bem, decidi comprar um volume para ter a tal HQ africana em casa. Acho que parte da minha implicância era porque a autora, Marguerite Abouet, só escrevia, e não era como no caso da Marjane Satrapi que faz tudo em Persepolis. A arte era do francês Clément Oubrerie. Mas, enfim, depois de ler o volume lançado pela L&PM, me convenci de que o produto é africano, ainda que feito na França.

Apesar da autora negar, Aya de Yopougon é visivelmente um quadrinho autobiográfico, no estilo de Persepolis, que Abouet diz ter lhe servido de inspiração para fazer o seu, e tantos outras HQs feitas por mulheres no Ocidente. A autora também se propõe a fazer uma história que mostre uma África para além da miséria, e foca nas relações humanas, além de colocar a ação em 1978, antes, portanto, da guerra civil pavorosa que banhou de sangue a Costa do Marfim nos anos 90. No Amazon, alguém compara a série de Abouet com os livros de Jane Austen... Menos, eu diria, mas entendo os motivos, em Aya de Yopougon a autora fala somente do seu grupo social. Só que a minah crítica é a seguinte, Austen só fala da gentry - pequena nobreza proprietária de terras - porque é o que ela conhece; Marguerite Abouet só fala de sua classe média marfinesa, porque ela quer, para não mostrar misérias africanas. Isso, a meu ver, tira o impacto, e, por isso, ela perde fácil tanto para Austen, quanto para Marjane Satrapi. Queria ver o mundo maior pelos olhos de Aya. Será que acontece nos outros álbuns? Mas vamos aos pontos positivos austenianos do quadrinho.

Aya de Yopougon se centra no dia-a-dia de três amigas adolescentes. A protagonista, que dá nome à série, é uma moça séria, inteligente, e que quer ser médica. Ninguém a incentiva, até porque, ela é mulher e deveria pensar em se casar. Suas amigas, Bintou e Adjoua , só querem curtir a vida e conseguir um marido rico. Por conta disso, as duas vivem se metendo em rolos. As famílias que aparecem na série devem ser todas classe média para os padrões da Costa do Marfim da época, como deve ter sido a própria família da autora, já que têm telefone, carro até, mas o bairro d e Yopougon onde moram me lembra um pouco aqueles lugares pobres do Brasil. Ainda que a autora queira mostrar uma outra África, há coisas que saltam aos olhos.

Em Aya de Yopougon, vemos as famílias estendidas. Tanto Aya como suas amigas têm primos ou primas do interior morando com elas. A prima de Aya, Felicité, trabalha e seu salário sustenta sua família na aldeia. Segundo ela, isso é péssimo, porque seu pai aproveita para fazer mais filhos. Não conheço quase nada de Costa do Marfim, mas a impressão é que a autora tenta mostrar que houve uma bolha de crescimento econômico no país no final dos anos 1970 e Aya e as demais personagens se aproveitam dela. O pai de Aya, por exemplo, trabalha na maior fábrica de cerveja da Costa do Marfim, e o volume abre com a primeira propaganda de televisão feita no país, foi exatamente da tal bebida.

Aya tem humor e drama, mas o ponto forte são as questões de gênero. Aya, além de pressionada a não sonhar com um futuro profissional, tem que fugir do assédio sexual dos rapazes na rua. Um deles, aliás, bem violento, tenta bater na moça quando ela não lhe dá atenção na rua. As amigas de Aya, querem ter uma vida sexual livre, promíscua até, mas pagam alto preço por isso, apanham dos pais adúlteros, são presas em casa e vigiadas. Enquanto isso, seus irmãos fazem as mesmas coisas... mas eles podem, desde que não apareça uma moça na porta dizendo “toma que o filho é seu”, porque aí a casa cai.

Demorou um pouquinho para que eu me acostumasse com o ritmo de Aya de Yopougon. Definitivamente, não é tão engraçado e dramático quanto Persepolis, talvez a preocupação da autora em não falar diretamente de política, de mostrar misérias, e não fazer pontes com o macro e se focar nas relações interpessoais tenha parte nisso. Mas a autora é muito crítica das relações sociais, da hipocrisia dos mais velhos e dos ricos. O caso da gravidez de Adjoua coloca isso em evidência, ao falar de aborto, mostrar o medo do escândalo que o suposto pai da criança, um homem muito rico tem, e do desprezo que a família do rapaz sente por gente de Yopougon. A mãe de Aya, que é curandeira nas horas vagas, repreende a filha por “saber demais” e a submete a um exame de virgindade, quando ela pergunta se o “problema” da amiga não seria gravidez. Só que é exatamente por saber demais que Aya não entra em uma fria como essas.

Achei a tradução do volume um tanto irregular, pois insere gírias muito modernas, nada a ver com aquelas dos anos 70, ao mesmo tempo em que se esforça por manter o vocabulário típico da Costa do Marfim. Aliás, esse é um dos charmes do quadrinho, a forma como as palavras típicas se mesclam no texto. Obviamente, isso deveria ficar mais evidente em francês. E exatamente por isso, por saber que não terei condições de trafegar entre o francês padrão e o marfinês, que eu não devo arriscar comprar outros volumes da série no original caso a L&PM não lançar todos os volumes. Até agora, pelo que vi na página da Gallimard, são seis volumes ao todo. Aya está saindo nos EUA, também.

Gostei da história que foi contada neste volume, das discussões sobre papéis de gênero e das histórias paralelas a da protagonista. Já Aya, apesar de ser um pouco chatinha em alguns momentos, é bem crível e torço para que alcance seu sonho. Quando terminei, queria poder continuar e saber como terminaria o rolo do filho de Adjoua. O que falta um pouco na história, talvez, é olhar além de Yopougon, mas essa é a proposta da autora. Ela não quer mostrar miséria e não deve querer falar de política, também. Não concordo com a autora quando ela diz que escrever quadrinhos é “mais fácil”, simplesmente, não é a mesma coisa que escrever um livro. Aliás, um dos problemas de Abouet é não ter conseguido vender nenhum de seus livros. Aya foi uma vitória pessoal para ela, mas a arte de Clément Oubrerie, também em fazendo sua primeira HQ, ajudou muito. Seus desenhos são bem dinâmicos e as personagens ficaram bem simpáticas.

Falando um pouco mais dos extras do volume, depois da história temos vocabulário (*é assustadora a quantidade de sinônimos para "bunda" naquele país*), receitas e curiosidades sobre a Costa do Marfim, sua cultura e seu povo. Se o leitor quiser, pode arriscar fazer a sopa de amendoim. Agora, o problema é o preço,R$38 por menos de 200 páginas. Deveria ser muito menos, mas, aqui no Brasil, livros são muito caros. E isso, claro, prejudica as vendagens de um material como Aya de Yopougon que foi ganhou em 2006 o prêmio do Festival Internacional de quadrinhos de Angoulême na categoria “melhor álbum de estréia”. Aya vendeu mais de 300 mil cópias e foi traduzida para pelo menos 12 linguas. Pelo que li, assim como Persepolis, vai virar filme. Resta saber se será animado ou com atores e atrizes de verdade.

Ranking da Oricon



Realmente, nada mal! O ranking da Oricon até que foi bem favorável. Apesar da diferença de colocação de Ouran Host Club entre os rankings da Tohan e da Oricon, temos dez shoujo e dois josei no top 30, com três mangás femininos no top 10 e ocupando três das cinco primeiras posições. A força de Hanakimi é muito grande, flat, que comentei quando falei do ranking da Tohan é uma baita surpresa, e Chihayafuru está pedindo um dorama ou um anime... e deve receber. Bokura ga Ita deve estar se despedindo essa semana, mas fez bonito e ficou um bom tempo no top 30. Otomen estreou em décimo segundo lugar, e fiquei bem triste em saber que o título parece não ir muito bem no Brasil. Bem, o pessoal não sabe o que está perdendo.

Para quem não sabe qual é o segundo josei, temos lá no final Do Da Dancin'! Venetia Kokusai-Hen. Segundo a Taiyosha, que eu não traduzi ainda e saiu atrasado, Chihayafuru e Do Da Dancin'! ocupam o primeiro e o segundo lugar no top 10 de josei, mas o primeiro é um título top, que deve atrair gente que nem lê mangá josei, já o segundo é um título josei bem sucedido e amado, e temos muitos volumes vendidos os separando. É isso, mais tarde traduzo o ranking da Taiyosha.

1. Chihayafuru #10
3. flat #4
5. Hana Zakari no Kimitachi e After School
12. Otomen #11
13. Oki ni Mesu Mama? Sekai de Ichiban Daikirai Special Edition
14. Ouran High School Host Club #17
16. Berry Berry #3
17. Gakuen Ouji #10
19. Hoshi wa Utau #9
23. Stardust Wink #4
24. Do Da Dancin'! Venetia Kokusai-Hen #8
27. Bokura ga Ita #14

Quarta-feira, Setembro 22, 2010

Ranking da Tohan



Até ontem, não havia saído o ranking da Taiyosha, mas o da Tohan saiu certinho. E, olha que surpresa! Chihayafuru, um josei, em primeiro lugar. Sempre que aparece alguma coisa desse mangá, eu sempre pontuo que devem fazer dorama ou anime muito breve, mas ainda não tem, e está aparecendo no topo da lista. Palmas para a autora, Yuki Suetsugu, que deu uma volta por cima fenomenal. A surpresa dois, flat, assim tudo minúsculo, é shoujo. E está na frente de Gantz que tem filme badalado a caminho! Eu não sabia que flat era shoujo, acho que estava confundindo com My Girl que é seinen e, talvez, tenha deixado alguma notícia passar (*olhando o Comic Natalie, vi que deixei passar várias*), mas sai na mesma revista de Boku to Kanojo XXX, a Comic Blade Avarus (*aliás, é o mangá em destaque na abertura*). Eu acho que me lembro do anúncio de um dorama dessa série, mas deixei passar... Alguém pode confirmar isso? Se não tiver dorama, o feito é notável! De qualquer forma, assim como Usagi no Drops, é mais uma série sobre a relação entre um jovem adulto e uma criança que, de repente, apareceu na sua vida. Esse mangás sobre rapazes que precisam cuidar de criancinhas, sejam seus parentes, ou não, estão em evidência no Japão, assim como mangás sobre maternidade.

Para completar, ainda que a surpresa tenha sido menor, Temos o gaiden de Hanakimi aparecendo em 7º lugar. Hanakimi continua muito popular, e eu continuo sonhando com a possibildiade de um anime. Quem sabe? E Ouran Host Club parece se despedir depois de fazer bonito. Aliás, da semana passada só sobraram dois mangás: Angel Heart e Ouran. Não é, portanto, uma semana de manutenção, é semana de estréias importantes mesmo. Pontos para Ouran.

1. Chihayafuru #10
2. flat #4
3. Gantz #29
4. Hajime no Ippo #93
5. Angel Heart #33
6. Liar Game #13
7. Hanazakari no Kimitachi E After School
8. Kaiouki #45
9. Ouran Host Club #17
10. Area no Kishi #22

Terça-feira, Setembro 21, 2010

15 livros inesquecíveis: Quais são os seus?



Alguém postou essa "brincadeira" lá no Facebook e eu decidi participar, também. Só que me obriguei a só colocar romances, nada de livros teóricos ou coisas assim, nem biografias, e coloquei um mangá que, para mim, está no mesmo nível de um romance. Não é fácil fazer essas listas e nao consegui não colocar mais de um livro de Jane Austen... Poderia ter feito o mesmo com as coletâneas de contos de Sherlock Holmes, claro, mas só abri exceção para Austen. E 15 é muito pouco, com certeza, fui injusta com muitos dos meus favoritos.

As regras: Não demore muito para pensar sobre isso. Quinze livros que você leu que vão sempre estar com você. Liste os primeiros quinze que você lembra em não mais do que quinze minutos. Eles não tem que estar em ordem de importância.
1. As Aventuras de Sherlock Holmes – Arthur Conan Doyle
2. Jane Eyre – Charlotte Brönte
3. Little Women – Louisa May Alcott
4. Os Pilares da Terra – Ken Follet
5. Orgulho e Preconceito – Jane Austen
6. Emma – Jane Austen
7. Persuasão – Jane Austen
8. Razão e Sensibilidade – Jane Austen
9. Senhora – José de Alencar
10. As Brumas de Avalon – Marion Zimmer Bradley
11. O Nome da Rosa – Umberto Eco
12. Os Três Mosqueteiros – Alexandre Dumas
13. Tristão Isolda
14. Um Ianque na Corte do Rei Arthur – Mark Twain
15. A Rosa de Versalhes – Riyoko Ikeda

Entrevista com Hagio Moto - Parte 2



Fiquei dois dias sem postar no blog, mas vou tentar colocar as coisas em dia hoje. pois bem, segue a segunda parte da entrevista com a Hagio Moto. Eu já sabia, por outra entrevista (*parte dela está on line na página do The Comics Journal #269 edição especial de shoujo mangá), que ela tinha sérios problemas com a mãe, que mesmo depois de ser super premiada e ter seu trabalho reconhecido, ela continuava dizendo para os vizinhos e conehcidos que a Hagio Moto era professora de artes, proque tinha vergonha de dizer que ela era uma mangá-ka... e, talvez, a melhor do Japão. Enfim, eu só não tinha idéia de como a Hagio Moto deixou isso aparecer em sua obra, até porque faltam scanlations. Ela realmente trouxe isso de forma muito violenta. Eu só não sei se Leo-kun é Hagio Moto tentando agradar a mãe, ou seu único irmão que era o menino perfeito e terminou tendo problemas psiquiátricos (*ela falou do irmão na outra entrevista, o irmão dela era tão pressionado para ser o melhor, o primeiro sempre, que não tinha espaço para respirar*). Hagio Moto realmente faz terapia através de suas obras. A primeira parte da entrevista está aqui. Como ela é muito longa, devo postar pelo menos umas sete outras partes. Para a entrevista completa em inglês, este é o link. Eu realmente acho que, agora, Hagio Moto vai começar a ser publicada nos EUA. Acredito que não demora nada, nada e teremos uma edição americana do Coração de Thomas ou de uma das obras de ficção científica da autora.

Iguana Girl (Iguana no Musume) - 1994, história curta

Moto Hagio: Esta é uma história chamada Iguana Girl, também incluída nesse volume. Nesta história, uma garota tem uma mãe que pensa sua filha se parece com uma iguana. Para todos os demais, a menina parece normal, mas para a sua mãe, ela se parece com uma iguana; ela não consegue ver a filha de outra forma. Mas sem ter certeza de que se era ou não uma iguana, a garota cresce acreditando que ela é uma iguana.

Na realidade, eu tenho um problema com a minha própria mãe. Eu realmente queria tentar entender minha mãe e que ela pudesse me entender, mas havia uma insuperável distância entre nós. Por exemplo, minha mãe acredita que ser uma quadrinista é trabalho muito vulgar. Ela era contra eu me tornar uma mangá-ka, e quando eu me tornei uma artista, ela continuou dizendo para que eu largasse o trabalho.

Ao longo da minha carreira, minha mãe sempre me repreendeu, dizendo-me que “Parasse de fazer esse trabalho horrível.”. Eu tinha pensado por muito tempo sobre criar uma história que pudesse expressar essa falta de compreensão entre mãe e filha. Mas a única história em que eu pude pensar era sobre mim falando coisas ruins sobre a minha mãe (risos).

Um dia me ocorreu que minha mãe me vê assim, porque ela não via sua própria filha como um ser humano. Então, eu fiz a filha como uma iguana. E para o restante da história, por favor, comprem A Drunken Dream and Other Stories no stand da Fantagraphics! (sorri e levanta o livro)

A Cruel God Reigns (Zankokuna Kami ga Shihai suru) - 1992 -2001, 17 volumes

Moto Hagio: Esta é a história mais longa que eu escrevi até hoje. Chovia por nove anos. O herói da história era um garoto cuja mãe se casa com um inglês rico. Mas é revelado que o inglês rico é um pedófilo e abusador. Ele abusa sexualmente do herói, Jeremy, e o menino é incapaz de contar para qualquer um sobre isso. Finalmente, Jeremy termina matando seu padrasto. Ele faz isso danificando os freios do carro do seu padrasto, mas, infelizmente, sua mãe estava no carro, e ela morre, também.

Jeremy está em um tamanho estado de desespero, que ela começa falar sozinho. Ian, o filho biológico do inglês, não sabe nada sobre o abuso sexual, mas ele ouve Jeremy falando sozinho no funeral, então ele suspeita que Jeremy matou seu pai. Ele confronta Jeremy e tenta fazê-lo confessar para as autoridades. A história a partir daí é sobre como Jeremy pode pagar pelo crime de ter matado seu padrasto e sua mãe. É muito complicado. (sorri) Esta edição, tem 17 volumes.

Zankokuna Kami ga Shihai suru foi o vencedor do primeiro Osamu Tezuka Cultural Prize Award for Excellence em 1997.

Other World Barbara (Barbara Ikai) - 2003 - 2005, 4 volumes

Moto Hagio: Um dia, uma garota mata seus pais e come seus corações. Ela cai em um coma profundo, e boa parte da história se passa dentro deste estado de coma. No seu coma, ela está sonhando com o futuro. Há um especialista que pode entrar no sonho das pessoas, então eles fazem com que ele entre nos sonhos da moça para que possam tentar descobrir o que a levou a matar seus pais. Quando ele entra no seu sonho, ele descobre que enquanto ela está tendo este sonho sobre o futuro, ela está efetivamente construindo o futuro. É um pouquinho complicado. (faz pausa) Bem, na verdade é realmente complicado. (risos)

Other World Barbara recebeu o the Japan SF Grand Prize em 2006. [Nota da Tradutora: É um prêmio para literatura de ficção científica.]

Leo (Reo-kun) - 2007, 1 volume

Moto Hagio: Esta é uma história muito bonita que é segura para as crianças (risos). É sobre um gato chamado Leo que vive com sua mãe humana e tenta aprecer uma criança humana. Nessa tentativa de parecer mais humano, Leo vai para a escola, ele vai a restaurantes e tenta jantar neles, mas porque ele é um gato, na escola, ele apenas corre e brinca ao invés de estudar. No restaurante, ele quer comer um “rat parfait”. É uma história muito engraçada!

Anywhere But Here (2006) e Sphinx – história curta

Moto Hagio: Além de Leo, eu tambpem estou fazendo uma série de histórias curtas. Cada uma delas é independente. A imagem que vocês vêem aqui é de uma história chamada Sphinx, que também dá nome ao segundo volume da coletânea. Está história em particular é sobre Édipo. Uma das histórias do primeiro volume, se chama The Willow Tree. Ela está incluída em A Drunken Dream, que está disponível no stand da Fantagraphics, e nas melhores livrarias do país! (todos riem) E esta foi uma visão geral muito rápida dos meus 40 anos de carreira.

Sábado, Setembro 18, 2010

Ranking do New York Times



Que ranking interessantíssimo pelo menos para os shoujo, pois é, apareceram dois mangás que nunca deram as caras no ranking do New York Times. Exemplo é o shoujo “maduro” (*por ter situações sexuais, que fique claro*), Butterflies, Flowers. O mangá está na metade, já que faltam mais 4 volumes, e ele apareceu no ranking e muito bem colocado. Surpresa para mim. Quer dizer que está crescendo em popularidade. Outro que nunca apareceu é o shoujo com enredo sobrenatural, Rasetsu. Nunca apareceu e estreou em um 5º lugar. Faltam dois volumes para o final. Será que os outros dois aparecem? Eu nunca li nenhum pedacinho desse mangá, baixei as scanlations de dois volumes para dar uma olhada... Quando, eu não sei. Enfim, Alice in the Country of Hearts conseguiu se manter firme no topo, ainda que tenha trocado o 2º lugar pelo 3º. Black Bird se foi, mas nada o impede de subir outra vez.

1. Bleach #32
2. Maximum Ride #3
3. Alice in the Country of Hearts #4
4. Butterflies, Flowers #4
5. Rasetsu #6
6. The Legend Of Zelda #10
7. Bakuman. #1
8. Shaman King #30
9. Tegami Bachi: Letter Bee #3
10. Naruto #48

Protagonistas do filme de Koukou Debut revelados



Segundo o Comic Natalie (*via Tokyograph*), os protagonistas do filme baseado no mangá de Koukou Debut (高校デビュー) serão : Junpei Mizobata, no papel de Yoh Komiyama, e Ito Ono, que só tem 15 anos e fará sua estréia como Haruma Nagashima. O mangá de Kazune Kawahara teve 13 volumes e conta a história de uma garota que, depois de ter se dedicado intensamente ao softball no ginásio, decide que se empenhará no colegial em encontrar o amor de sua vida. Só que Haruma, apesar de esforçada, não tem jeito para “atrair os rapazes” e, depois de muita resistência, consegue um treinador, Yoh, que é um sujeito que diz o que pensa, mas que tem muita sensibilidade para avaliar as mulheres. Obviamente, não preciso dizer que, apesar da cláusula de não se apaixonar pelo treinador não será respeitada. O Comic Natalie, colocou um recado da autora, um longo e emocionado agradecimento... mas eu não tenho condições de traduzir tudo, então, só posso comentar mesmo.Koukou Debut é uma série bem legal e merecia ser lançada no Brasil. O filme será lançado em 2011.

Tokiwa-sou Power! ganha página oficial



O Tokiwa-sou Power! (トキワ荘パワー!) é um volume especial coletânea com autores que produziam shoujo nos anos 1950 sob a direção de Osamu Tezuka. Destaque para a única mulher entre eles, Hideko Mizuno. Agora, segundo o Masters of Manga, foi aberto um site especial para promover a coletânea. Ele traz Hideko Mizuno desenhando, wallpapers especiais e outras coisinhas. Eu encomendei o meu volume com a Fonomag. acho que vale a pena ter isso em casa.

Sexta-feira, Setembro 17, 2010

Entrevista com Hagio Moto - Parte 1



O Deb manga Blog transcreveu a entrevista dada por Hagio Moto no Comic-Con. como ela é imensa, mais de 9 páginas, vou partir em vários pedaços, como fiz com a entrevista da Riyoko Ikeda que traduzi aqui. Para a entrevista completa em inglês, este é o link.

REFLETORES DO COMIC-CON SOBRE MOTO HAGIO

Matt Thorn:
Olá, ei sou Matt Thorn, e eu vou traduzir. A Hagio-sensei falará sobre sua carreira, e então ela responderá as perguntas da audiência.


Moto Hagio:
Obrigada pela apresentação. Eu sou Moto Hagio. Eu quero fazer uma pequena introdução sobre a minha carreira, e conversar um pouco sobre meus últimos 40 anos como mangá-ka.


A Família Poe (Poe no Ichizoku) - 1972-1976, 5 volumes


Moto Hagio:
Eu debutei aos 20 anos, como artista de shoujo mangá. Originalmente, eu estava apenas fazendo histórias curtas. Minha primeira série longa foi uma história sobre vampiros, ela se chamava A Família Poe (Poe no Ichizoku). Ela foi serializada entre 1972 e 1976. Esta história era sobre dois garotos que se tornavam vampiros antes de chegaram à idade adulta. A história começa na Inglaterra em 1970. Então ela volta ao século XVIII para mostrar o pano de fundo sobre como Edgar Poe, um dos protagonistas, se tornou um vampire. Então a história retorna para o presente, ou, melhor dizendo, 1970, quando a história foi publicada pela primeira vez.
Poe no Ichizoku ganhou o Shogakukan Manga Award em 1976.

O Coração de Thomas (Thomas no Shinzou) - 1973-1975, 3 volumes


Moto Hagio:
Depois que terminei Poe no Ichizoku, o editor me perguntou se eu estava pronto para fazer outra série longa. A minha segunda série foi Thomas no Shinzou. (pausa) Ela era muito impopular.
Tão logo Thomas no Shinzou começou, o editor me disse, “Termine isso rápido.” Então, o milagre aconteceu. Poe no Ichizoku foi publicado em volumes encadernados. Foi o primeiro shoujo mangá da Shogakukan a ser publicado nesse novo (na época) formato, o tankoubon. A primeira tiragam foi de 30 mil cópias; e tudo foi vendido em um só dia. (aplausos) O editor então disse, “Bem, talvez você possa continuar a história por um pouco mais de tempo.” (todos riem) Thomas no Shinzou foi adaptado como filme e peça de teatro.

They Were 11 (Juichinin Iru!) 1975 - 1976, 1 volume


Moto Hagio: Então a minha séria longa consecutiva foi They Were 11. Era uma história de cicção científica. Ela falava de 10 rapazes que fazem o exame de admissão à academia espacial. Parte do teste era entrar em uma nave espacial e usá-la para ganahr experiência. Quando eles entram na nave, é a primeira vez que eles se vêem cara a cara. Mas quando eles retiram seus capacetes e fazem a contagem dos presentes, percebem que eles são 11. É uma história de mistério/suspense: quem é a 11ª pessoa? They Were 11 foi publicada pela VIZ Media na coleção Four Shojo Stories, que foi compilada e editada por Matt Thorn. They Were 11 ganhou Shogakukan Manga Award de shounen manga em 1976. [Nota da Tradutora: Apesar de tecnicamente ser shoujo, já que saiu em uma antologia shoujo, a Betsucomi, e ser catalogada como tal. Takemiya Keiko é considerada a primeira shoujo mangá-ka a publicar shounen.]

Marginal (Maajinaru) - 1985-1987, 5 volumes

Moto Hagio:
Desde o ginásio, eu sempre li muita ficção científica americana; Arthur C. Clarke, Robert A. Heinlein e assim por diante.
Marginal era uma história de ficção científica que se passava mil anos no futuro. Ela se passava na Terra e os oceanos haviam sido poluídos. Não havia mais mulheres no planeta, somente homens. Há apenas uma mulher que dá a luz a todos os homens do planeta. Mas, a coisa se mostra muito mais complicada do que isso – há muitas coisas acontecendo por trás dos panos. Eu li muitos contos de ficção científica onde os homens tinham desaparecido e só haviam sobrado as mulheres, então eu queria imaginar uma história que fosse o inverso. Mas a minha primeira motivação era que eu realmente gostava de desenhar caras bonitos! (risos)

Hanshin - 1984, história curta

Moto Hagio:
Esta é uma história curta que eu chamei de Hanshin – ela é bem curtinha, somente 16 páginas. É uma história sobre duas irmãs siamesas. Uma é feia e muito inteligente. A outra é muito bonita e cabeça de vento. A garota feia tem o coração mais forte e ela está basicamente mantendo a mais fraca viva, a irmã mais bonita. Conforme elas ficam mais velhas, os médicos contam para seus pais, que se as meninas não forem separadas, ambas vão morrer. A questão é, qual garota sobreviverá? O resto desta história, você pode conferir em A Drunken Dream and Other Stories,que está disponível no stand da Fantagraphics e nas melhores livrarias. (todos riem)

Welcome to NHK! no Brasil pela Panini



Esta semana alguém me perguntou no Formspring se eu compraria o mangá de Welcome to NHK! (NHK ni Youkoso! – 歡迎加入NHK!), eu não me mostrei lá muito estimulada. Claro, que deveria ser alguém que já tinha a notícia, mas eu estou muito atarefada e tenho sabido das coisas com algum atraso. Pois bem, eu fiz uma matéria gigante sobre o anime de Welcome to NHK para a NeoTokyo tempos atrás. Este foi um dos animes que acompanhei religiosamente, coisa rara, do início até o fim para ver se as personagens iriam ou não tomar vergonha na cara... Saia o episódio, eu baixava e assistia. Gosto da série, mas quando olhei o mangá, um derivado, já que tudo começou com light novel, eu não me empolguei. Não sei se vou comprar o quadrinho. Possivelmente, irei, mas acho que a escolha não foi muito interessante. Eu traria Genshiken (げんしけん) primeiro, como uma sensibilização, pois lá, sim, o mangá é tão bom quanto a série de TV, tão dinâmico e divertido quanto. Fora, claro, que as personagens não são tão doentias... Mas, quem sabe, se NHK fizer sucesso, teremos Genshiken? De qualquer forma, desejo boa sorte para a Panini.

Welcome to NHK! tem 8 volumes e saiu na revista Shounen Ace, o anime eu não chamaria de shounen, mas de seinen sem pensar duas vezes, mas o mangá saiu primeiro. É uma série bem atual protagonizada por Tatsuhimo Sato, um hikikomori, isto é, um sujeito que tem fobia social e vive em seu apartamento quase que isolado do mundo, criando fantasmas para culpar pelos seus problemas. Ele acaba fazendo “amizade” com uma moça muito misteriosa e um vizinho viciado em internet e que sonha em produzir jogos eróticos. Temas como bullying, suicídio, pedofilia, desemprego, toda a sorte de vícios doentios da cultura otaku, tradição que obriga os sujeitos a se conformarem, foram tratados com maestria no anime. Espero que também estejam presentes no mangá. Eu vi a notinha no Anime-Pró.

Pesquisador quer saber o perfil e os gostos “mangáticos” do público brasileiro



Um amigo me enviou um e-mail ontem falando da pesquisa que ele está fazendo para o seu TCC, pois bem, ele pediu que eu usasse o espaço do Shoujo Café para conseguir aumentar ainda mais a sua base de pesquisa, então, vou colocar a descrição que ele me mandou:
(...) estou promovendo uma pesquisa para pegar algo do perfil e dos gostos “mangáticos” do leitor brasileiro de mangá, com o objetivo de embasar meu trabalho de conclusão do curso de Publishing, da FGV. Nele, temos noção de todo o processo de produção do livro, da preparação de originais até seu acondicionamento na estante da livraria, passando por formação de catálogo, produção gráfica, marketing, etc. No final, apresentamos um projeto, que pode — ou não — ser vendido ao mercado. No meu caso (solitário), é um selo de mangá. (...) Então, por que não uma pesquisa informal? Deixo com vocês as respostas.
Bem, eu não comentei com ele, mas Nodame nós sabemos que estaria no nicho do “josei mangá”, mas entendi o objetivo, que é oferecer um mangá infantil, um voltado para o público feminino e outro para o público masculino. Eu não sei se Nodame seria a melhor escolha, mas a idéia da pesquisa é ótimo. Aliás, acho que o curso enfocado no último Globo Universidade (*um dos melhores programas da TV brasileira para mim*) é exatamente o de Publishing, ou algo próximo. O vídeo deve estar na página do programa agora. Enfim, para quem quiser ajudar na pesquisa, o link do formulário é esta aqui.

Epiccon agitará Brasília no final de semana



O Epiccon - Comics Festival - vai agitar a cidade de Brasília no sábado e no domingo. Ao que parece, a página deles é muito profissional e me convenceu, pode ser o melhor evento do ano por aqui. O foco, claro, é em comics, mas teremos espaço para os fãs de anime e mangá. Entre os convidados estão Érica Awano (*que fazia tempo que não aparecia por aqui*), André Vianco (*o grande autor brasileiro de livros de vampiros*), Zé do Caixão (*dispensa apresentações*), Mike Deodato. A lista completa está aqui. Toda a programação está no ar, assim como instruções de como e onde comprar os ingressos. E o evento será no Pavilhão do Parque da Cidade. É a primeira vez que vejo um evento pop ocupando essse espaço desde que cheguei aqui.

Quinta-feira, Setembro 16, 2010

Dois volumes de Glass Mask prontos para lançamento no Japão



Na verdade, a Hakusensha está fazendo uma propaganda danada para o lançamento dos dois novos volumes de Glass Mask (ガラスの仮面 - Garasu no Kamen). O #45 sai no dia 30 de setembro e o #46 será publicado no dia 29 de outubro. Bem, os anúncios dos volumes contaram com a participação das atrizes Mitsuura Yasuko, Okubo Kayoko e Matsuko Deluxe. Eu não as conheço, mas pela caracterização, apostaria que são comediantes. Vocês podem ver as imagens deles caracterizadas como Maya, Ayumi, e a Tuskikage-sensei no Comic Natalie. A editora também abriu várias páginas de Glass Mask, se eu entendi bem, um é para um “teste de conhecimentos obre o mangá”, com direito à brindes, como um imenso buquê de rosas púrpuras, outro para anunciar um fanbook, que eu vou encomendar. Há ainda a identidade no Twitter do Masumi, o Murasaki no Bara no Hito. Acho que é isso, mas gostaria mesmo é que a autora terminasse logo o mangá.

Mangá sobre colegiais no final da II Grande Guerra ganha coleção de ilustrações especiais



Eu não conhecia o mangá Cocoon, de Machiko Kyou, mas, segundo o Comic Natalie, ele se passa em Okinawa, no final da II Guerra e tem como portagonistas um grupo de colegiais. Trata-se de um mangá josei one-shot da revista Elegance Eve, da Akita Shoten, e o traço é bem alternativo e simpático. Sabe que só de olhar eu desconfio que deve ser um mangá interessante. Parece as ilustrações serão vendidas em vários formatos, como cartões postais e posters, em coleção completa ou individualmente. O Comic Natalie tem as imagens aqui. Haverá evento de lançamento do mangé encadernado e dos cartões postais.

Ōoku: cenas do filme para matar nossa curiosidade



O filme de Ōoku está para estrear e alguém postou no Twitter o link para um preview feito, provavelmente, para a TV japonesa. Quem faz a introdução é o protagonista, Ninomiya Kazunari. Infelizmente, não temos legenda, mas pouco importa, cada cena que eu vejo desse filme me deixa com mais vontade de assisti-lo. E eu aposto que,s e for sucesso no Japão, teremos mais. Como a estrutura do mangá é um pouco episódica, dá para fazer uma série de filmes sem problema. A história do Arikoto e da Iemitsu merece ser filmada, também.

Mangá Happy! ganha continuação



Happy (ハッピー!), de Nobuko Hama, era um mangá sobre casamento, filhos e cachorro que sempre aparecia no top 10 de josei. Teve inclusive dorama, segundo o Comic Natalie, e foi publicado pela revista Be Love desde o ano de 1995, encerrando sua jornada, se entendi bem, com 33 volumes (*o Mangaupdates não está atualizado*). Apesar do sucesso no Japão, a série não tem scanlations, claro! Agora, segundo o site, a autora vai estrear uma continuação da série com o nome de Happy! Happy ♪(ハッピー!ハッピー♪), pela capa da Be Love, teremos dois cachorros – apostaria em um macho e uma fêmea – ao invés de um mascote só. ^_^ As capinhas de Happy sempre são muito felizes, esse é o tipo de josei mangá que deve ser bem para donas de casa e família mesmo.

Ranking do Oricon



Como era basicamente uma semana de manutenção, imaginei que poderia ser pior, mas olha que até que o ranking da Oricon foi bem positivo para os shoujo. Ouran manteve o topo da lista, Ōoku não entrou no top 10, mas está bem posicionado. E o destaque, a meu ver, é para o estreante Otogimoyou Ayanishiki Futatabi que perdeu somente uma posição. Eu realmente queria dar uma olhada nesse mangá, ele sai na Melody, a mesma revista de Ōoku. A capa é bem simpática, mas resumo eu não achei nenhum.

1. Ouran Host Club #17
8. Bokura ga Ita #14
13. Ōoku #6
16. Otogimoyou Ayanishiki Futatabi #1
22. Toshokan Sensō: Love & War #6
27. Seishun Kōryaku-pon #2

Quarta-feira, Setembro 15, 2010

Ranking da Tohan



Saiu o ranking da Tohan e três shoujo da semana passada se mantém firmes no top 10. Ouran Host Club conseguiu subir da terceira colocação para o primeiro lugar. Bokura ga Ita caiu para o sexto lugar em sua terceira semana no ranking. Já Ōoku foi de primeiro para o décimo lugar e deve estar se despedindo. Imagino que esse top 10 esteja um pouco diferente na Oricon. Ultimamente, o ranking mais favorável aos shoujo é o da Tohan, talvez porque faça a coleta de dados antes da Oricon e seja muito mais preciso que o bandalhado ranking da Taiyosha.

1. Ouran Host Club #17
2. Nurarihyon no Mago #12
3. Angel Heart #33
4. Mayoi Neko Overrun! #2
5. Sket Dance #15
6. Bokura ga Ita #14
7. Medaka Box #6
8. Hanma Baki #25
9. Psyren #13
10. Ōoku #6

Ranking da Taiyosha



Eis o ranking da Taiyosha desta semana. Como tem acontecido sempre, Ōoku continua aparecendo como seinen. O único shoujo no top 10 é Ouran Host Club, que ocupa o segundo lugar geral. Já em shoujo, aconteceu uma dança das cadeiras e as novidades são os dois mangás da revista Petit Comics, Majo wa Nido Aegu e Saa Himitsu wo Hajimeyou . Em josei, houve uma mudança nos Harlequin e só sobrou Kiken na Boss: High Heel o Haita Boss. Isso é raro. Enfim, metade do top 10 é formado por Harlequin, mas temos o retorno de Kuragehime e estréia de Natsuyuki Rendez-vous e Vanity League.

SHOUJO
1. Ouran Host Club #17
2. Bokura ga Ita #14
3. Otogimoyou Ayanishiki Futatabi #1
4. Toshokan Sensou: Love & War #6
5. Seishun Kouryakuhon #2
6. Mikado no Shihou #2
7. Majo wa Nido Aegu #4
8. Saa Himitsu wo Hajimeyou #5
9. Tenkuu Seiryuu ~ Innocent Dragon #8
10. Mei-chan no Shitsuji #13

JOSEI
1. M-shiki Princess #1
2. Vanity League #3
3. Honjitsu no Neko #8
4. Mahou ga Toketa Asa ni
5. Kuragehime #5
6. Ningyohime no Yuuwaku
7. Megami no Musuko III
8. Romance Wa Senri ni Notte
9. Natsuyuki Rendez-vous #2
10. Kiken na Boss: High Heel o Haita Boss

Terça-feira, Setembro 14, 2010

Novo volume de Hanakimi sera lançado esta semana



Segundo o Comic Natalie, um novo volume de Hanazakari no Kimitachi E (花ざかりの君たちへ) chegará às lojas japonesas no dia 17 de setembro. Ele não será numerado e vem com o subtítulo em inglês “After School”. São seis capítulos ao todo reunindo gaiden que foram lançados entre 2008 e 2010. O último capítulo da seqüência mostra a formatura das personagens. Não entendi direito, mas a nota falava também de um DVD de extras do dorama chamado Dorama GO! (ドラマでGO!), mas não parece que será um extra do volume, ou nada foi dito de uma edição limitada com o DVD... ou então, eu não consegui entender direito. Sempre que vejo uma matéria sobre Hanakimi eu imagino que possa ser o anime da série... Sonhar não custa nada, não é?

Segunda-feira, Setembro 13, 2010

Colin Firth faz 50 anos e é eleito o homem mais bonito pelas leitoras do Jornal Telegraph



Eu não tenho porque discordar, então, apesar de não ter feito um post no aniversário do Colin Firth, que foi no dia 10, não poderia deixar essa notinha passar. Aliás, ele esteve no top 10 em uma pesquisa semelhante no ano passado. Apesar de não ter encontrado no site jornal uma lista completa, a matéria comentava alguns dos homens da lista:

1. Colin Firth
2. Rupert Everett
3. Clive Owen
4. Russell Brand
5. Daniel Craig
9. Sean Connery
11. David Beckham
12. Orlando Bloom

Enfim, até o primeiro ministro da Inglaterra, David Cameron, ficou no top 30. Ao todo, foram 1500 mulheres votando. Sally Allen, a Wizard Jeans, a responsável pela pesquisa comentou o resultado dizendo: “Um perfil bonito pode ter caído do céu, mas estar bonito no momento é um processo muito mais realista, se preocupar com o visual e fazer o máximo de sua atratividade natural, disse Sally Allen, da Wizard Jeans, responsável pela pesquisa. Eu ouvi meninas falando da aparência do Colin Firth quando provavelmente se referiam à sua imagem e a sua conduta. E isso é algo no qual você pode trabalhar. Mas é muito improvável que muitos homens seriam capazes de recriar o momento mágico quando Mr. Darcy saiu do lago, pingando de molhado - e, ainda assim, absolutamente perfeito e sexy – fazendo com que toas as mulheres que estavam assistindo a cena tivessem que respirar fundo.” Ou seja, o Colin Firth pode até tentar reclamar, mas é Mr. Darcy que continua garantindo para ele esse espaço no imaginário das inglesas e de muitas outras mulheres pelo mundo a fora.

Grandes nomes da literatura brasileira ganham versões de suas obras mixadas com elementos pop



Estava demorando! E, apesar de não ter gostado de Orgulho & Preconceito, & Zumbis (*ouça o Shoujocast e saiba os motivos*), eu acho muito válido que os autores e autoras (*viva!*) nacionais comecem a se arriscar nesta área. É um filão popular e nós aqui no brasil precisamos de literatura popular. A escolha foi bem curiosa e um dos meus clássicos favoritos, Senhora, está na roda. Realmente não senti vontade de ler nenhum, não tenho muita inclinação a investir meu dinheiro em outro material desse tipo, mas vai que Escrava Isaura conseguiu se tornar um bom livro com a entrada dos vampiros na história? ^_^ A matéria saiu no Jornal O Globo, olhem os comentários, para o povo que passa por lá, os autores desses livros estão matando a literatura nacional. Não é apra tanto, né?
Mashups’ – Grandes nomes da literatura brasileira ganham versões de suas obras mixadas com elementos pop

Lívia Brandão

RIO - Jane Austen tem passado por um intenso revival pop. A escritora inglesa, morta há quase dois séculos, jamais deixou de vender (muitos) livros, mas agora sua obra conta com a forcinha de artifícios modernos para se recriar. Foi ela que deu início à febre mundial de paródias literárias, que renderam uma versão em que a autora é uma vampira bicentenária ("Jane Austen - a vampira", do selo Lua de Papel da Leya Brasil) e até um filmete intitulado "Jane Austen's fight club" (assista aqui), em que a personagem Elizabeth Bennet comanda um clube da luta como o criado por Chuck Palahniuk e filmado por David Fincher em 1999.

Seguindo os mesmos princípios, os americanos Seth Grahame-Smith e Ben H. Winter foram responsáveis pela inusitada mistura de "Orgulho e preconceito" e "Razão e sensibilidade" com zumbis e monstros marinhos (Editora Intrínseca). Esses mashups literários, um tipo de renovação pouco ortodoxa de grandes clássicos, inspiraram versões brasileiras que se apoiam em cânones da nossa literatura e acabam de chegar às prateleiras. Aqui, é Machado de Assis a nossa Jane Austen de bigodes. Se estivesse vivo, o Bruxo do Cosme Velho veria Bentinho e Capitu em meio a ETs, Simão Bacamarte investigando mutantes e Brás Cubas vivendo como um zumbi sanguinário.

Em "Memórias desmortas de Brás Cubas" (Tarja), Pedro Vieira buscou atualizar a trajetória do defunto autor que, por suas mãos, tornou-se um morto-vivo. Já "Dom Casmurro e os discos voadores" e "O alienista caçador de mutantes" (Lua de Papel) inserem sci-fi em meio às tramas originais, fazendo com que os escritores Natalia Klein e Lucio Manfredi se tornassem co-autores de Machado.

- Eu só não gostaria de encontrá-lo na rua - brinca Natalia, que se viu às voltas com a árdua tarefa de macular um dos seus livros preferidos fazendo referência a elementos hoje corriqueiros como Facebook, Twitter e disque-pizza, mas que jamais fariam parte do universo de Machado de Assis. Assim como miolos, sangue e terror.

- "Memórias póstumas de Brás Cubas" era a escolha mais óbvia para escrever um livro deste tipo. Machado deu a deixa para uma história de zumbis ao criar um personagem que se autodenomina defunto autor - justifica Vieira - Em "Memórias desmortas", o famoso emplastro de Brás Cubas foi o responsável por sua "zumbificação", e ele esbarra em outros personagens machadianos, que são devidamente devorados e transformados em mortos-vivos.

Mas não pense o leitor que a brincadeira para em Machado: Outros dois lançamentos da Lua de Papel são "A escrava Isaura e o vampiro", em que Jovane Nunes emprestou o apelo pop dos bebedores de sangue de dentes afiados à trama de Bernardo Guimarães, e "Senhora, a bruxa", uma "parceria" de Angélica Lopes e José de Alencar.

- "Senhora" é quase um folhetim. Por ser centrado numa história de vingança, poder e sedução, achei natural representá-lo por meio de bruxas - conta Angélica, que usou sua experiência com livros adolescentes e roteiros de novelas para adicionar ao cotidiano da senhora Aurélia as magias das bruxas-irmãs Blair, inspiradas por filmes como "Bruxas de Salém". E não são só as feiticeiras a revirar o mundo da protagonista: os quatro parentes da protagonista Aurélia que morrem no original reaparecem agora como fantasmas.

Alvo principal é o público jovem

Engana-se quem pensa que pegar uma história pronta e adicionar a ela novos elementos é um exercício fácil. Os autores da coleção da Lua de Papel tiveram apenas dois meses para se debruçar sobre as obras - todas de domínio público - e alterar estrutura e linguagem. O objetivo? Fazer de cada clássico uma obra mais palatável ao público jovem, alvo maior da moda dos mashups literários.

- Dei uma rejuvenescida na história - confessa Natalia, autora do blog Adorável Psicose. - Quando li "O alienista" pela primeira vez, tive que recorrer ao dicionário para descobrir o significado de algumas palavras. Muitas eram comuns entre os leitores da época em que ele foi escrito, mas caíram em desuso. Achei melhor remover esses "obstáculos" para não afastar o leitor jovem, já que a proposta é justamente atraí-lo. Para Angélica, a maior dificuldade neste sentido foi lidar com as descrições minuciosas de José de Alencar:

- "Senhora" é muito detalhista. Tentei deixar o andamento mais ágil, mas respeitei os momentos-chave e as características principais de cada personagem. Alguns até cresceram.
Já Vieira coloca a culpa pelas alterações estilísticas no personagem-título de "Memórias desmortas".

- Na trama, que se passa em 2010, o próprio Brás Cubas se preocupa com a aceitação livro entre os adolescentes, forçados a ler suas "Memórias póstumas" nas aulas de literatura. Por isso, ele tenta adaptar sua própria linguagem, cogitando até o uso do "miguxês" (o dialeto em que se "iXcReVi aXxXim", usado na internet). Como até o Brás Cubas zumbi tem pudores, ele logo descarta a ideia, mas também não usa uma mesóclise sequer.

Tanta deturpação é alvo fácil para críticas. Quem se desvia das prováveis pedras a serem atiradas pelos defensores da literatura tradicional é Pedro Almeida, editor da Lua de Papel, que rechaça o rótulo de descartável de sua nova coleção.

- Na escola, os adolescentes têm que ler livros escritos para adultos há um século ou mais. Isso cria uma barreira entre eles e os autores. Revisitar um clássico através de um mashup ou de uma paródia é um meio de criar interesse e estebelecer um novo contato com o autor - justifica Almeida, que prometeu três novos mashups para breve. - Serão clássicos recentes, de autores vivos ou mesmo mortos há pouco tempo... - despista. Pelo visto, a moda só está começando.

Betsuma dá DVD e Petit Fanbook do filme de Kimi ni Todoke



Acredito que um dos produtos mais esperados pelos fãs de shoujo este ano é o filme de Kimi ni Todoke (君に届け) e a Betsuma que chegou às lojas hoje vai aguçar ainda mais a ansiedade de muitos no Japão. Se entendi bem o Comic Natalie, além de um DVD com informações especiais, a edição ainda traz um petit fanbook (*eu suspeito que seja isso*) do filme. O DVD inclui entrevistas com a autora e o elenco e vídeos promocionais. Já no dia 24, às vésperas da estréia do filme, serão lançados o volume #12 do mangá e o Official Fanbook do filme que vem com cartões postais especialmente desenhados pela autora, Karuho Shiina.

Domingo, Setembro 12, 2010

Edição do mangá de Shinrei Tantei Yakumo Vem com brinde especial



Segundo o Comic Natalie, o volume #3 de Shinrei Tantei Yakumo (心霊探偵 八雲), mangá derivado de uma série de light novels e publicado pela revista Asuka, terá uma edição limitada com ilustrações especiais (*a que está no Comic Natalie é fanservice puro*) feitas pela desenhista, Suzuka Oda. Parece que há uma promoção e as ilustrações especiais vinham saindo desde maio... mas não tenho certeza sobre esta parte da matéria. Além disso, sairá uma nova light novel gaiden, e, se eu entendi bem, também vêm com ilustrações extras. Inclusive reedições. Enfim, o anime de Shinrei Tantei Yakumo está para estrear em outubro, e deve ser um dos shoujo anime de destaque da temporada.

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