Terça-feira, Agosto 31, 2010

Volume especial traz mestres do shoujo mangá dos anos 1950



Segundo o Comic Natalie, será lançado no Japão no dia 31 de agosto um livro intitulado Tokiwa-sou Power! (トキワ荘パワー!). O Tokiwa-sou é o prédio onde Osamu Tezuka reunião vários mangá-kas da geração dos anos 1950. A única mulher a residir no lugar foi Hideko Mizuno, autora de Honey Honey, que começou como assistente de Tezuka. Pois bem, esse volume especial traz trabalhos de vários dos mestres da época, além de artigos sobre o período, comparação entre os trabalhos de vários dos autores, etc., acredito, que deve ser indispensável na minha coleção. Para quem não sabe, pelo menos até 1966, a maioria absoluta dos mangá-kas era homem, depois, eles foram progressivamente substituídos por mulheres ou se fixando exclusivamente em revistas shounen e seinen. Poucos ficaram, alguns até hoje, como Mineo Maya. Segundo a notinha, o livro traz o seguinte material:

Osamu Tezuka – Ribon no Kish (リボンの騎士) (Fragmento) Utae Penny Yo (うたえペニーよ)
Fujio Akatsuka – Arano ni Yuuhiga Shizumu Toki ( 荒野に夕日がしずむとき)
ShotaTsunoda – Rumi-cha Oshieru (ルミちゃん教室)
Fujiko F. Fujio – Bara to Yubiwa (バラとゆびわ)
Hideko Mizuno – Futatsu no Taiyou (二つの太陽)
Tokuo Yokota – Mi-chan Futari (ミーちゃんふたり) Minnaicchatta「みんないっちゃった」
Asuka Izumi – Shotaru Ishinomori X Fujio Akatsuka (石ノ森章太郎×赤塚不二夫) Kietaiku Hoshi (きえていく星) Akaka to Kurokami (赤い火と黒かみ)
Tarou Minamoto – Epílogo

Domingo, Agosto 29, 2010

Yumeiro Pâtissière ganha seqüência



Segundo o Missión Tokyo, Yumeiro Pâtissière, anime baseado no mangá da Ribon, vai ganhar uma seqüência. A novidade interessante é que a série irá se passar vários anos depois da primeira história, com a protagonista, Ichigo, já adulta e convertida em chef profissional. Daí o nome da série Yumeiro Pâtissière Profissional (夢色 パティシエール プロフェッショナル). Eu não assisti nada da primeira temporada, mas, talvez, essa segunda série mereça uma olhadinha.

Nova entrevista do Studio Seasons no HQ&Cia



No dia 4 de setembro as artistas do Studio Seasons estarão novamente no programa HQ&Cia do AllTV, apresentado por César Freitas. Segundo o site do grupo, elas vão falar de Zucker, Mitsar e algumas boas novidades para os fãs do grupo. O horário do programa é 15h00 e é possível fazer perguntas ao vivo. O site do programa é este aqui. Espero não esquecer, eu sou meio lerda para lembrar dessas coisas.

Será que a Naoko Takeuchi viu isso?



Postaram em um site italiano essa foto linda da Penelope Cruz no último filme do Almodovar, Los abrazos rotos (2009). Olhem bem o vestido. Agora olhem essa imagem da Sailor Pluto feita pela Naoko Takeuchi. Eu acredito em coincidência, mas, também, acredito em plágio, porque eu não consideraria esse tipo de cópia uma homenagem. Mas o que vocês acham? Penelope Cruz estaria fazendo um cosplay da Sailor Pluto ou o pessoal que fez o figurino do filme simplesmente cismou de copiar esse vestido desenhado pela Naoko Takeuchi. Será que ela autorizou?

Ranking do New York Times



Saiu o ranking do New York Times com os mangás mais vendidos do mercado americano. Black Bird #5 continua muito bem colocado, descendo somente uma posição. Se eu terminar minha leitura amanhã, devo colocar uma resenha desse volume. O outro shoujo da lista, Vampire Knight #10, manteve a mesma posição da semana passada, isso depois de ter saído do top 10 e retornado. Eu acredito que Black Bird tem tudo para emplacar como o segundo shoujo mais rentável dos EUA, ficando somente atrás de VK.

1. Maximum Ride #3
2. Rosario + Vampire season II #2
3. Black Bird #5
4. Naruto #48
5. Negima! Magister Negi Magi #27
6. Fullmetal Alchemist #23
7. Bakuman. #1
8. D.Gray-man #18
9. Vampire Knight #10
10. Black Butler #2

Sábado, Agosto 28, 2010

Shoujocast #27 no Ar: Tudo o que você sempre quis saber sobre Hana Yori Dango - Parte 1



Como vocês já devem ter desconfiado, por causa do post "Você gosta de Hana Yori Dango?", nosso Shoujocast é sobre a série Hana Yori Dango. E será em duas partes! Nesse programa, a Lina Inverse, a Sahra (*nossa convidada*) e eu, Valéria Fernandes, falamos do mangá e do anime de Hana Yori Dango. O próximo programa será sobre as adaptações live action (*filmes, doramas chinês, japonês e coreano*), além de nossas especulações sobre a série. Se quiser comentar, use o espaço do post, ou mande um e-mail para shoujocast@yahoo.com.br Para assinar o nosso feed (*já é o novo*), clique aqui. Para baixar o programa, clique aqui, se quiser ouvir no próprio site, use o player abaixo.



E para quem não sabe, está rolando a nossa primeira PROMOÇÃO!!!! O Júnior Fonseca , da editora NewPOP, enviou dois exemplares (*mandou mais, só que um ficou comigo, outro com a Lina e um irá para uma gibiteca escolar*) do mangá Alice para que nós fizéssemos uma promoção. Se quiser participar do sorteio é só seguir as instruções: envie um e-mail para shoujocast@yahoo.com.br com o seu nome, idade, Cidade/Estado, Shoujo/Josei Mangá ou Anime Favorito, tema que gostaria de ver no Shoujocast, Shoujocast favorito até agora. É sua última chance, pois no primeiro programa de setembro, sai o resultado. Mas lembre-se: mande e-mail!

Os sites da Sahra são o HYD, que tem, também um fórum, mas segundo ela, está um pouco desatualizado. E a Sahra também tem uma rede social sobre Arashi, o grupo tem Twitter, também. Ah, quem quiser adquirir um dos artesanatos que a Lina faz, é só visitar o Inverse Craft. Ela faz coisas muito fofas, como esses chaveiros de Moyashimon que ela me deu de presente. ^_^ E visitem o site da Lina, também. Eu acho que vale a pena. ^_^ Ah, sim, por favor, responda a nossa enquete:


Alguns links que eu citei: Os personagens de mangá que fizeram você se apaixonar, Shoujo Mangá Mais Vendidos de todos os Tempos (Por Volume), Shoujo Mangá Mais Vendidos de todos os Tempos e Papel mais memorável de Oguri Shun. As imagens abaixo são as que a Sahra citou da perfect edition (*durante o programa eu errei e falei complete edition, desculpem!*) com o Doumyouji com dreads.


E só corrigindo mais uma coisinha logo na apresentação, eu falo em “Naoki” de Hot Gimmick, mas a persoangem se chama “Ryoki”. Os videozinhos aí embaixo são da abertura (*com direito ao brinquedinho da Bandai*) e os encerramentos (*aparece a cena da banheira com a escova que também foi vendida*) do anime e a abertura do desenho animado Tutubarão (*Eu confundi a letra um pouquinho...*). Quem ouvir a leitura dos comentários do Shoujocast anterior o programa vai entender. ^_^

Comentando Ōoku #4: É tão triste ter que dizer adeus!



Esta semana eu fui buscar meu volume #4 de Ōoku (大奥) na Livraria Cultura e, bem, depois de quatro meses de espera, simplesmente devorei tudo rapidinho. Acredito que foi o volume de Ōoku que li mais rápido, talvez por ansiedade, talvez por já estar acostumada com o estilo que a VIZ escolheu para a tradução, e de todos até agora, foi o único para o qual eu não daria nota dez, teria que ser nove. A humanidade das personagens, a capacidade de sentir as suas dores, tristezas, alegrias, continua tão intensa quanto no volume #1, Yoshinaga é brilhante nisso, mas faltou emoção em seqüências de batalha. Mas explicarei os motivos ao longo da resenha, mas aviso dos possíveis spoilers. Não poderei evitá-los.

Coloquei que é triste dizer adeus, porque neste volume ocorreu a despedida de mais duas personagens bem carismáticas, a shogun Iemitsu, que assumiu o poder no último volume, e o doce Arikoto. Eu esperava pelo menos mais um volume com os dois, ou que Arikoto permanecesse por mais algum tempo no Ōoku, mas não foi assim. Iemitsu assume que é mulher diante de todos os daimios, esse é o final do volume #3, mas o que terminou em um gancho fenomenal, emocionante mesmo, recomeçou já com a shogun aceita, sem discussões, e com um salto de tempo, pois a filha do barão que era criada como rapaz, já estava em vestes femininas prestando reverência à soberana. Acredito que aqui, Fumi Yoshinaga precisava estender a questão, mostrar o susto, as filhas criadas como filhos saindo das sombras. É minha primeira crítica.

Pensei, também, que Iemitsu assumiria como mulher e sem lamentar a velha ordem, mas me enganei. Ela se assume como mulher, mas continuando o reinado do pai. Ela é o pai, no fim das contas. E afirma que o domínio das mulheres é um interregno, até que a praga recue e os homens reassumam suas funções, por isso, os títulos devem permanecer no masculino. Bem, ela foi criada pela velha Kasuga, então, é difícil romper com tudo, está além das condições de produção da personagem. De fato, a praga recua, mas se os homens eram 1/5 da população, passam a ser ¼ e nada muda em relação à necessidade das mulheres se manterem ocupando os postos de mando, de fazerem todos os trabalhos pesados, ainda que não assumam os postos militares... Pelo menos, não nesse volume.

Arikoto vê Iemitsu se tornar uma governante sábia, forte, mas duríssima. É aquela lógica de que “uma rainha não pode ser perdoada pela fraqueza, mas pode ser perdoada pela sua maldade”. Um exemplo é quando ela dispensa 100 homens do Ōoku, mas, ao contrário do que faz a shogun Yoshimune no volume #1, ela não lhes dá um dote para que se casem ou o que seja, ela simplesmente envia todos eles para o distrito do prazer. Eles são engajados compulsoriamente na prostituição. Obviamente, tais práticas sempre existiram, mas as vítimas eram as mulheres. Iemitsu, no entanto, está pensando na necessidade de oferecer “boa semente” para as mulheres do povo que não podem ter um marido próprio, já que ela vira com os próprios olhos no volume passado, que os prostitutos eram em sua maioria velhos e sifilíticos.

Arikoto visivelmente lamenta, mas não tem como se opor, da mesma forma que se submete quando Iemitsu determina que o primeiro amante que uma shogun tomar no Ōoku seja executado no dia seguinte. Ela quer que isso seja feito em memória ao estupro que sofreu e é mostrado no volume #2. Essa regra absurda foi peça chave no primeiro volume da série e será no filme que vem por aí. No entanto, quando ela o chama para a sua cama de novo, e essa é uma das melhores cenas do mangá até agora, ele enfim coloca toda a sua frustração e ciúmes para fora. Iemitsu compreende, afinal, ele é o único homem que ela realmente ama, amou e amará e diz isso para ele, mas o dispensa de qualquer serviço sexual. Arikoto passa a ser o Supremo Camareiro e controlar oficialmente (*já o fazia de fato*) tudo o que acontece no Ōoku. Mais tarde, Iemitsu morre aos 27 anos, depois de várias tentativas frustradas de dar a luz ao filho homem que reinstalaria a velha ordem. É muito triste.

Antes de partir, ela pede que Arikoto eduque a próxima shogun, a menina Chiyo, como se fosse sua filha. E eu acredito que é a única coisa que o impede de se matar como fizeram os outros conselheiros. Iemitsu deixa para trás três meninas e os pais delas, inclusive o discípulo de Arikoto, Gyokuei, chamado pela shogun de O-Tama, pai de sua segunda filha, assume o hábito de monges budistas. Para se ter uma idéia, esse capítulo ocupa somente 45 páginas do volume.

Lady Chiyo, ou Lorde Ietsuna, é educada com todo o esmero por Arikoto, mas se torna uma jovem absolutamente desinteressada em relação ao exercício do poder, outros governam por ela. Quando ela tem 11 anos, há uma tentativa de revolta de um grupo de ronin, samurais sem mestre, cujos senhores não tiveram descendência e tiveram seus bens confiscados. Esses homens querem retomar o poder político. Aqui, é outro dos pontos que não foram bem explorados por Yoshinaga. Eu esperava que houvesse algum conflito, que a revolta gerasse alguma comoção dentro da história. Nada. Tudo é desbaratado de forma muito rápida. Talvez, porque ela tenha se baseado em uma tentativa frustrada de revolta da época, ela está compondo uma linha alternativa de História que usa ao máximo fatos e personagens reais. Mas não teria certeza. Faltou emoção e ação.

Voltando ao Ōoku, a primeira-ministro de Chiyo, chama a atenção de Arikoto para o desinteresse da menina, e ele percebe pela primeira vez que a garota, talvez, não consiga governar como sua mãe o fez. Só não percebe outra coisa, a mocinha está apaixonada por ele. Aos 14 anos, ela toma seu primeiro amante; Arikoto o aponta para ela, pois o rapaz voluntariou-se para morrer em troca de uma pensão para a esposa e as filhas. O ritual é cumprido. A menina, no entanto, preferia que fosse Arikoto e confessa isso para ele em um momento bem dramático desse capítulo, quando um grande incêndio destrói quase toda Edo (Tokyo) e o palácio. Ela só não o havia escolhido, porque sabia que ele teria que morrer. Arikoto percebe finalmente a enrascada, afirma sua devoção paternal, diz que é mais velho que o próprio pai da menina, lembra da mãe dela, a única mulher que amou, e, por fim, pede para ser dispensado do serviço no Ōoku.

Ietsuna, mostrando de novo sua índole bondosa, mas, também, sua falta de personalidade, aceita. Ele volta a ser um monge budista. Fiquei aliviada de não termos um encaminhamento incestuoso aqui, pois o Arikoto de Fumi Yoshinaga é uma das personagens mais dignas que já vi na ficção; qualquer ficção. Queria que ele prosseguisse na série, achei que era ele na capa do volume #6, mas me enganei. Ietsuna reina até os 41 anos, sem filhos, e passa o poder para a sua irmã. Está explicado agora a capa do volume, afinal, uma profecia dizia que o discípulo de Arikoto, Gyokuei, seria o pai do shogun. E eis que sua filha com Iemitsu assume o poder com o nome de Tsunayoshi.

Agora, sim, a temperatura do volume subiu: humor, perfídia, personagens interessantes sendo introduzidos, politicagem suja, tragédia. Tsunayoshi é apresentada no início do volume como uma ninfomaníaca que reclama o tempo inteiro da falta de “variedade” do seu harém, mas, também, como uma governante com mão de ferro que quer apagar a imagem de um shogunato fraco deixado por sua irmã. Seu marido é um príncipe de Kyoto muito pomposo e dado à fofocagens e intrigas. O concubino (*percebam o quanto essa palavra está carregada de um peso de gênero, não há masculino dela, soa mal aos ouvidos*) da shogun, o pai da sua filha, vive histérico temendo perder o seu posto de nº1 e quando o pai da shogun, Gyokuei, ou O-Tama, como é chamado no harém, manda que o sujeito use “a cabeça”. O que a criatura faz? Toma uma tigelona de gemas de ovo. Cabeça errada, eu suponho... Mas o que irrita a shogun é a subserviência do moço, que por ser de origem humilde, só falta se arrastar aos pés dela.

Enquanto isso, Tsunayoshi é instada pelo pai a produzir pelo menos mais um filho, que pode ser um menino, o restaurador da ordem. Ela reclama das regras do Ōoku, da opressão do lugar, de como ele é chato. Para fugir do tédio, ela recebe a sugestão de uma de suas conselheiras para sair do Ōoku, e propõe que ela peça a outra de suas conselheiras, Narisada, para assistir um espetáculo de Kabuki. Narisada, uma daquelas mulheres gordinhas simpáticas que Yoshinaga desenha muito bem, sabe que deve encher a casa de jovens bonitos, bem ao agrado da shogun. Pois bem, a família dessa nobre é bem feliz e singular, já que Narisada, que Tsunayoshi diz ver como uma mãe, é muito feliz no casamento com um marido bonitão e simpático. Além disso, teve somente um filho homem que irá assumir o domínio no lugar da mãe, por concessão da shogun. O rapaz também é muito feliz com a esposa.

A shogun, no entanto, não se interessa por nenhum dos rapazes bonitos, mas decide levar para a cama o marido de Narisada, que foi seu amante na juventude. Pelas regras do Ōoku, nenhum homem com mais de 35 anos poderia passar a noite com a shogun. A família de Narisada, que definha a olhos vistos, passa a ser visitada constantemente pela shogun, que usa do seu poder para obrigar o marido da conselheira a passar a noite com ela. Temendo pela saúde do sujeito, que parece cansado e doente pelo excesso de “esforço”, ela transfere seu interesse para o filho e leva o rapaz para o Ōoku. Não vou dar mais detalhes, mas o fim da família é muito triste. E sabe que estava tudo armado? A outra ministra, por sinal amante do pai da shogun Tsunayoshi, queria o lugar de Narisada, e consegue.

Enquanto isso, o marido pavão da shogun quer trazer de Kyoto um sujeito bonitão para ganhar a atenção da esposa. Sim, ele quer que a esposa fique grato a ele “pelo pequeno favor”. O-Tama duvida que possa sair de Kyoto alguém de longe parecido com seu antigo mestre, Arikoto, de quem todos guardam boas memórias. Mas eis que chega Emonnosuke, o jovem aristocrata, muito parecido na sua postura, beleza e maneiras com o antigo Supremo Camareiro. O-Tama e o concubino de Tsunayoshi temem perder seu espaço e influência, o marido da shogun vibra com a antecipação, mas eis que Emonnosuke tem uma agenda secreta...

Pois é, Emonnosuke é o “dark Arikoto”, por assim dizer, e sabe tudo sobre o Ōoku. Ele atrai a atenção da shogun primeiro por suas capacidades intelectuais, pois Tsunayoshi não pensava somente em sexo nas horas vagas, mas, também, em Confúcio e seus ensinamentos. Mas quando a shogun põe os olhos no rapaz, claro que deseja usufruir do corpinho dele, também. Só que Emonnosuke, raposa felpuda, como diria a Nazaré de Senhora do Destino, consegue levar a melhor sobre todo mundo – a shogun, O-Tama, o concubino, e o consorte – e termina Camareiro Chefe, o primeiro nesse cargo depois de Arikoto. Como? Bem, não vou contar, já dei spoilers demais. Acredito que Emonnosuke seja o homem idoso na capa do volume #6.

Outras curiosidades sobre Tsunayoshi é o fato dela ser mãe amorosíssima, e a cena dela com a filha é um dos momentos mais ternos do volume. Como foi nos outros volumes, Fumi Yoshinaga mostra a situação do povo comum, fala dos progressos tecnológicos que aconteceram para ajudar as mulheres nos trabalhos pesados, coloca esquema de máquinas agrícolas japonesas da época. Acredito que sejam mecanismos reais, dado o detalhismo.

Como estamos em um momento de transição, ela mostra, também, o esforço de algumas mulheres, no caso a da família camponesa que apareceu nos volumes 2 e 3, para conseguir sobreviver e aponta que a perda de poder dos homens não significou perda de privilégios, mas muito pelo contrário. Há uma cena, que deve se repetir em muitos lugares do mundo e até do Brasil, da mãe que deixa de alimentar a filha para dar a comida para o filho, porque ele é importante, ela é somente uma mulher. Só que junto com essa cena, mostra o conselho de uma aldeia, formado por muitas mulheres, quase nenhum homem, e liderado por um ancião. É preciso tomar uma decisão urgente, o ancião diz que as mulheres não poderiam decidir, que era algo muito importante que os pais e maridos deveriam opinar. As mulheres mandam o velho calar a boca, afinal, se elas trabalham duro, elas é que devem tomar as decisões sobre a produção, não os homens que, em muitos casos, nem existem no núcleo familiar. É mostrado, também, a “bondade” e alguns homens em servir o máximo de mulheres possíveis, para que todas possam procriar, ainda que não tenham maridos. Outra questão mostrada no volume é o abandono dos homens velhos das famílias camponesas pobres, afinal, eles não têm nenhuma serventia para a comunidade, já que não trabalham e tampouco podem procriar...

Enfim, já escrevi demais. Foi um excelente volume, mas as duas situações que descrevi poderiam ser melhor aproveitadas. Também a insistência em dizer que o equilíbrio entre homens e mulheres na população ocorreu em um tempo remoto, me incomoda. Não se passaram ainda 50 anos do início da praga, não há a possibilidade de um esquecimento tamanho. Esse fator temporal continua sendo o único defeito da série de Yoshinaga, mas Ōoku é, sem dúvida, o melhor que ela já fez até agora. Acredito que com o sucesso do filme, que deve ocorrer, tenhamos outros. A autora já anunciou que o mangá terá 12 volumes ou por volta disso. Ela poderia até esticar mais, pois assim, teríamos certas questões, como as que apontei nesse volume, trabalhadas com mais vagar. É isso. Próximo volume agora só em dezembro... ou janeiro para mim.

Quinta-feira, Agosto 26, 2010

Arata Kangatari de Yuu Watase vai virar anime



Arata Kangatari ~Engaku Kougatari~ (アラタ カンガタリ~革神語~) é o primeiro shounen mangá de Yuu watase e já chegou aos 7 volumes. Agora, segundo o Missión Tokyo, ele vai virar anime em 2011. O mangá sai na revista Shounen Sunday, que publica material de gente importante como Rumiko Takahashi e Mitsuru Adachi. Como é Yuu Watase, me obigarei a dar uma olhadinha. Espero que no embalo façam Fushigi Yuugi Genbu Kaiden (ふしぎ遊戯).

Mostra comemora o lançamento do 6º volume de Ōoku e do guia do filme



Já falei que o sexto volume de Ōoku (大奥) e guia do filme estão saindo esses dias no Japão, pois bem, para comemorar esse duplo lançamento haverá três exibições relacionadas com a série de Fumi Yoshinaga. A mostra vai focar tanto no filme quanto no mangá, se entendi bem o Comic Natalie. Elas estarão abertas em livrarias de estações de metrô. Em Akiba, na saída oeste da Estação de Yokohama, de 25 de agosto até 10 de março, em Fukuoka, de 14 de setembro até 13 outubro, Fujisawa, de 26 de setembro até 31 de outubro. Bem, espero que tenha entendido direito, mas serão 3 exposições e, claro, há toda uma expectativa em torno do lançamento do filme. Ah, e só para constrar, não é o monge Arikoto na capa do mangá, pois ele se retira da história no volume #4, que eu estou lendo agora.

Mail Online elogia novo filme de Colin Firth



O Mail Online fez uma matéria muito empolgada sobre o novo filme de Colin Firth chamado The King’s Speech, saudando o produto como uma majestosa chance de glória para “King Colin the Firth”. Na matéria eles fazem a ponte direta com o filme A Rainha que deu para Helen Mirren o oscar de melhor atriz interepretando Elizabeth II. Colin Firth está fazendo ao pai dela, George VI. Para quem não sabe, George VI, ou Albert, ou Bertie, não deveria ter sido rei, mas seu irmão, Eduardo VIII abdicou em uma das mais fantásticas histórias de amor que eu me lembro. Afinal, ele abriu mão do trono para casar com uma plebéia, americana, divorciada duas vezes, e simpatizante do nazismo, chamada Wallis Simpson. ^_^ O texto do jornal inglês chama Eduardo VIII de “egoísta”. Ele foi o único rei da Inglaterra a renunciar ao trono “por livre e espontânea vontade” (Rá! Rá!). Enfim, o pobre George era tímido, gaguejava quando tinha que falar em público e nem teria que fazer isso mesmo, já que ele não iria ser rei nem nada disso. Daí, o título do filme. Para resolver o problema do rei é contratado um terapeuta inglês chamado Lionel Logue. Esse papel é do brilhante Geoffrey Rush, o que me faz pensar que é mais fácil termos uma indicação para coadjuvante do que outra, ainda que merecida, para o Colin Firth. O papel da Rainha Elizabeth, a mãe da atual rainha, é repesentado por Helena Bonham-Carter. Gosto muito dela, mas ela anda exagerando. Queria que fosse a Jennifer Ehle , reprisando Darcy-Elizabeth, porque ela também está no elenco, mas não foi o caso.

Colin Firth fala da personagem no artigo: “Muitas pessoas não precisam falar em público, e algumas que são convocadas a fazê-lo sentem verdadeiro terror. É um medo irracional, como a claustrofobia. Nunca me ocorreu o tamanho do problema que ele teve que superar. Não somente, porque ele não foi preparado para isso (o trono); ele veio de uma família que só pode ser descrita como disfuncional. Ele foi educado de forma muito cruel, ele era muito solitário, seus pais eram distantes e ausentes. Ele foi espancado por ser canhoto. E ele gaguejava. Seu irmão era visto como muito charmoso e Bertie era considerado estúpido e sem o mínimo carisma. (...) independente de como alguém possa se sentir sobre a monarquia, eu acredito que existe muita coisa a ser admirada nesse homem como indivíduo. Há algo de muito admirável no fato dele ter enfrentado o seu pior medo.” Não tenho dúvidas que o Colin Firth tenha dado o melhor de si neste papel. Não sei se o filme terá a repercussão que eles esperam, muito menos se irá passar nos cinemas brasileiros, mas, independente disso, está na minha lista de filmes a assistir.

Poe no Ichizoku, clássico de Hagio Moto, será lançado na Itália



Poe no Ichizoku (ポーの一族), em português A Família Poe, foi o mangá que deu o Shogakukan Manga Award de 1976 para Hagio Moto, agora, só par ame obrigar a continuar comprando mangás italianos, a Ronin Manga vai lançar a série na Itália. Bem, cronologicamente, Poe no Ichizoku e Juuichinin Iru! (They Were Eleven! - 11人いる!) , que já saiu por lá, vem antes de Tooma no Shinzou (トーマの心臓). Eu acredito, então, que é questão de tempo para que a série apareça por lá, também. Não sei quantos volumes terá a série na Itália, já que Poe já foi republicado em vários formatos e será, com certeza, material para livraria por lá. Poe no Ichizoku é uma história de vampiros com toques shounen-ai. Como é de Hagio Moto, certamente vale a pena. Agradeço a Laura, uma colega da Itália, por ter me passado a informação. Eu tinha perdido essa notícia, também. Segundo ela, ainda não tem definição de data de lançamento, mas deve ser para outono europeu.

Ranking da Oricon



Saiu o ranking da Oricon, e, depois de semanas com muitos shoujo no top 30, agora tivemos uma queda. Strobe Edge resistiu, assim como Sakura-Hime Kaden, mas dos que estrearam, somente três conseguiram figurar entre os 30 mais. De qualquer forma, o mês de agosto foi um bom mês para os shoujo e josei.

12. Gakuen Alice #22
14. Strobe Edge #9
20. Monokuro Shōnen Shōjo #4
28. Sakura-Hime Kaden #6
30. Hana to Akuma #8

Ranking da Tohan



Saiu ontem o ranking da Tohan. Como eu tinha imaginado, Gakuen Alice conseguiu chegar ao top 10. Foi raspando, mas entrou. De resto, domínio dos shounen, alguns deles são publicados no Brasil.

1. Fullmetal Alchemist #26
2. Detective Conan #69
3. Fairy Tail #22
4. Hayate no Gotoku! #25
5. Negima! Magister Negi Magi #31
6. Kekkaishi #30
7. One Piece #59
8. Diamond no Ace #22
9. Seitokai Yakuindomo #4
10. Gakuen Alice #22

Sugar Sugar Rune é da Panini



A maioria dos sites importantes já deu a notícia (*Anime-Pró*JBOX*) de que Sugar Sugar Rune (シュガシュガルーン) de Moyoko Anno será lançado pela Panini. Como não tenho tido tempo, sei que estou atrasada., mas não há o que fazer, enquanto estiver com carga dobrada no trabalho, será assim mesmo. De qualquer forma, já tinha comentado em um post de 30 de julho que havia um boato correndo sobre esse licenciamento. Eu conheci Sugar Sugar Rune pelo anime e acho a série muito simpática. Em primeiro lugar, nunca vi nada que Moyoko Anno tenha feito que não possa ser considerado pelo menos como “bom”, Sugar Sugar Rune é o tipo de material da Moyoco Anno para o qual eu dou um B-, mas eu não sou bem o público alvo da série. De qualquer forma, este mangá é a estréia dela no Brasil e eu comprarei com certeza e recomendo. Em segundo lugar, a história de Chocolat e Vanilla é uma homenagem aos mahou shoujo clássicos, com duas bruxinhas vindas de outro mundo para a terra, onde vão precisar cumprir algumas tarefas para que se decida quem das duas será a nova rainha. Historinha simples e com o traço esquisito e charmoso da Moyoco Anno.

A série saiu na revista Nakayoshi a partir de 2003, teve 8 volumes e ganhou o Kodansha Manga Award na categoria infantil em 2005. O anime teve 51 episódios exibidos em 2005 e 2006 e foi um sucesso, seria ótimo vê-lo aqui no Brasil. É bom ver um mahou shoujo de qualidade no Brasil, já que não considero Tokyo Mew Mew (東京ミュウミュウ) um bom representante do gênero, é ótimo ver um shoujo mangá infantil chegando por aqui, e, claro, é Moyoko Anno. Agora, resta torcer para que venham mais materiais dela. Eu pediria em seguida o one shot seinen Sakuran. Teve filme para o cinema e é muito bom.

E só para constar, porque eu já li umas cretinices em sites por aí: Hideaki Anno e Moyoco Anno são casados desde 2002. Ela já era famosa antes, e o "Anno" do nome de ambos é coincidência. Moyoco Anno tem mais de 20 anos de carreira e a primeira série dela a virar dorama foi Happy Mania (ハッピー・マニア) em 1998. De lá para cá, houve anime, dorama e filme derivados de séries dessa autora, que é considerada uma das mais brilhantes de sua geração. Mas eu sei que vão investir nessa linha machista de argumentação, dizendo que ela é famosa por causa do "marido gênio", afinal, deve ser a inversão do ditado "por trás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher" que vigora em casos assim. Isso se não aparecer gente dizendo que ele é que cria as partes mais legais dos mangás dela. E haja saco para essas babaquices...

Quarta-feira, Agosto 25, 2010

Mais Nodame na revista Kiss



Eu já escrevi antes que acredito que ainda veremos muito material de Nodame (のだめ). Primeiro, porque a série não se esgotou mesmo, é um grande sucesso, um dos maiores dos josei mangá, em segundo lugar, porque acredito que a autora, Tomoko Ninomiya, vai ter dificuldade em se lançar em novos projetos, um sucesso como Nodame Cantabile nas costas deve assustar. Pois bem, se entendi direitinho o Comic Natalie, a edição da revista Kiss que chegou às lojas no dia 25 de agosto trouxe um guia para entender o gaiden de Nodame Cantabile, o Nodame Cantabile Encore Opera Hen(のだめカンタービレ アンコール オペラ編). Esse material talvez deve sair no volume #25 da série que está previsto para 13 de dezembro. Além disso, Ninomiya desenhou um booklet para o CD “Live in Vienna” do pianista chinês Lang Lang, que tocou piano no lugar da protagonista durante o seriado live action.

Ouran Host Club chega ao final em setembro



Notícia de segunda-feira, mas eu não tive tempo para postar antes, mas o importante é ficar registrado. Em junho tinha postado aqui no blog que faltavam somente três capítulos até o final de Ouran Host Club (桜蘭高校ホスト部), pois bem, o Comic Natalie anunciou (*e o ANN facilitou a minha vida*) que a edição atual da revista LaLa, confirmou o final do mangá de Bisco Hatori para o mês que vem. Teremos um capítulo de 52 páginas para nos despedir de Haruhi, Tamaki e o resto do elenco da série. A matéria do ANN destaca o sucesso de Ouran no Japão e nos Estados Unidos, além de falar do anime de 2006, que, na minha opinião, foi o melhor shoujo dos últimos tempos e o melhor a anime de final aberto que eu já assisti.

Para comemorar o fim da série a revista LaLa tinha lançado a campanha Host Club The☆Last☆Party (ホスト部 ザ☆ラスト☆パーティー), que daria prêmios para os fãs da série. O Host Club The☆Last☆Party inclui um concurso de fanarts, além d euma votação das melhores falas do mangá e das melhores ilustrações da série. Essas ilustrações foram compiladas em um volume, o Title Page Illustration Selection, e as melhores falas do mangá foram gravadas pelo elenco de dubladores do anime e estarão sendo vendidas (*acredito, eu*) a partir da edição de outubro da revista. Bem, presente mesmo seria ter uma nova temporada do anime, mas eu não me surpreenderia se me sacassem um dorama de Ouran, afinal, já adaptaram séries bem mais complicadas.

Hello Kitty Model Kit



Fazia tempo que não postava nada de Hello Kitty aqui no blog. Recentemente, vi de coturnos até serras elétricas, mas esses kits de montar são uma graça e não poderia deixar passar. Adoraria poder ter o trio de Jornada nas Estrelas (Star Trek), pelo menos. Agradeço á Olga por ter me passado o link. E se vocês visitarem a página verão muito mais imagens da gatinha estilizada.

Terça-feira, Agosto 24, 2010

Falece Satoshi Kon



A notícia foi divulgada agora pelo Twitter e confirmada por vários sites importantes, como o ANN. Pois bem, Satoshi Kon, competente diretor de filmes como Perfect Blue (*um dos meus filmes favoritos*), Millenium Actress, Tokyo Godfathers e Paprika, faleceu hoje. Ele só tinha 47 anso e as causas ainda não foram divulgadas. O diretor, ligado ao estúdio MadHouse estava trabalhando em um novo filme chamado Yume-Miru Kikai. Antes de ser diretor, Satoshi Kon tentou ser mangá-ka. Eu vi a notícia primeiro no site La Ventana de Saouri 2.0.
ATUALIZAÇÃO: Segundo o ANN, Satoshi Kon morreu de câncer no pâncreas. Que era essa maldição, eu já desconfiava, só precisava mesmo saber onde. Se não me engano, este tipo de câncer é um dos mais agressivos... :(

Ranking da Taiyosha


O ranking da Taiyosha saiu ontem e eu atrasei a publicação por absoluta falta de tempo. Pois bem, segundo a Taiyosha, não temos shoujo no top 10. Eu duvido muito que Gakuen Alice não apareça nos rankings da Tohan e da Oricon. Strobe Edge se segura em segundo lugar e temos muitas estréias entre os shoujo. Da semana passada, resistem também Sakura Hime Kaden e 7Seeds que parece se despedir. Já em josei, Kuragehime deve segurar fácil o primeiro lugar. Acho que temos a primeira aparição de Oideyo Doubutsu Byouin! no top 10, porque não me lembro de ter visto esse mangá de veterinário entre os mais vendidos antes. Deka Wanko também estréia em boa colocação. Saitou-san , que teve dorama, aparece em um modesto 10º lugar e temos um Harlequin, Kokoro no Subete wo . Kaze no Yukue, Kaze no Koi parece ser o típico lady’s comic, com uma capa bem clássica, e Reikan Koumuten Repair deve ser uma reedição. Amanhã coloco as capinhas, não estou com tempo para fazer a arrumação agora.

SHOUJO
1. Gakuen Alice #22
2. Strobe Edge #9
3. Monochrome Shounenshoujo #4
4. Hana to Akuma #8
5. Sakura Hime Kaden #6
6. Tadaima no Uta #2
7. Kairaishi Lin #11
8. Kaichou wa Maid-sama! #11
9. Tonari no Atashi #5
10. 7Seeds #18

JOSEI
1. Kuragehime #5
2. Kaze no Yukue, Kaze no Koi
3. Reikan Koumuten Repair
4. Deka Wanko #6
5. Hana ni Somu #1
6. Ishutaru no Musume ~Ono Otsuuden ~ #1
7. Kami wa Saibu ni Yadoru no yo #1
8. Oideyo Doubutsu Byouin! #9
9. Kokoro no Subete wo
10. Saitou-san #12

Segunda-feira, Agosto 23, 2010

Você gosta de Hana Yori Dango?



Você curte Hana Yori Dango? O Shoujo Cafe quer saber o motivo. Vale o mangá, o anime, o dorama japonês, coreano ou taiwanês. Se você quiser usar o twitter para registrar sua opinião, use a hashtag #Hanadan-br. É somente uma pesquisa, mas quem sabe a gente consegue trazer Hana Yori Dango para o Brasil um dia?

TI-TI-TI - A trama da moda



Eu estou mal e mal assistindo a novela. E, sim, estou gostando muito. Acho que fazia uns dez anos que não acompanhava uma novela das sete. As tramas fracas, as historinhas repetitivas do Lombardi, o trabalho, tudo isso me afastou. Mas Ti-Ti-Ti era uma das novelas que eu mais amei assistir na minha infância e as chamadas da nova trama me pegaram. Até refizeram a abertura original! Cláudia Raia está arrasando, todas as cenas dela são bárbaras. Eu não gargalhava com uma novela fazia muito tempo, parece até que o espírito da TV Pirata baixou ali. Adoro o Alexandre Borges e seu Jacques Leclair está uma graça. O núcleo da vila onde mora o Murilo Benício/Victor Valentim lembra as melhores novelas dos anos 80. Tem uns atores e atrizes meia boca, verdade, mas os ótimos atores seguram. Rafael Zulu é ótimo ator e lindo de se ver, adoro a personagem dele. E o núcleo da Giulia Gam é um presente. Todo mundo ali (*talvez não o carinha que vai fazer par com a Ísis Valverde, mas ele atrapalha pouco*) está trabalhando muito bem e eu nunca vi a homossexualidade tratada de forma tão humana e sensível em uma novela, mesmo a discussão da religião versos orientação sexual está sendo muito bem tratada. É ótimo sair da comédia rasgada para cenas tão bem conduzidas, com diálogos que me soam tão verdadeiros. Estou amando. E convém não esquecer de Macos Ricca e Cristiane Torloni. Eu recomendo. É a melhor novela no ar em muito tempo, eu acho. O único ponto baixo é a menina que faz a Valquíria. A garota é muito, muito fraca e atrapalha o rapz que faz o Luti, que também não é lá essas coisas. Aliás, é até difícil aturar aquela menina quando temos a Malu Mader no elenco para lembrar da outra Valquíria. É isso. Segue a matéria do Correio Braziliense.

TI-TI-TI - A trama da moda

Com muito humor e muitos trunfos, remake dá quase a mesma audiência da atual novela das oito

Márcio Maio

Ti-ti-ti já pode ser considerada um sucesso na faixa das sete horas. O remake de Maria Adelaide Amaral raríssimas vezes deixa o horário abaixo dos 30 pontos durante a semana e fica, geralmente, a três pontos de Passione, novela das oito, que costuma ter média de 33. Uma audiência que a antecessora Tempos modernos jamais sonhou conquistar. Alívio para a direção da emissora e também uma prova de que a disputa de egos entre o malandro Ariclenes Martins (Murilo Benício) e o afetado André Spina (Alexandre Borges) ainda dá muito pano para manga. Na pele dos personagens, os atores fazem valer com segurança toda a liberdade cômica que aquele horário proporciona.

Difícil mensurar qual dos dois aspirantes a ditador da moda se sai melhor. Mas é nítida a vantagem de Murilo Benício no que diz respeito às parcerias. Alexandre aparece, na maior parte das vezes, contracenando com Nicete Bruno, que vive Júlia, a mãe de Jacques, e com os adolescentes que encarnam os três filhos do costureiro, entre eles, o talentoso Davi Lucas. Mas o garoto interpreta um menino nerd e que fala difícil o tempo todo, destoando demais do ambiente descontraído da trama. Enquanto isso, Murilo consegue se destacar ao ter como “escada” os promissores Humberto Carrão, que dá vida ao batalhador Luti, e Rodrigo Lopez, o atrapalhado e divertido Chico. Isso sem contar que as cenas de Victor Valentim com Jaqueline, bem defendida por Cláudia Raia, chamam muito mais atenção que as dela com Leclair. Talvez por serem menos comuns e sempre carregadas de elementos que reforçam a farsa de Ariclenes. Ponto para Murilo.

Cláudia Raia mostra que sabe bem como trabalhar vários tons acima. Aliás sempre soube. Depois de dividir as atenções com Patrícia Pillar, que roubou a cena como a implacável vilã Flora de A favorita, em 2008, Cláudia não deixa espaço para que nenhuma outra personagem feminina se destaque mais que a dela em Ti-ti-ti. A atriz parece saber exatamente até onde pode e deve chegar em seus exageros, tanto em situações engraçadas da personagem como em dramas familiares envolvendo o interesseiro Breno (Tato Gabus) e a avoada Thaísa (Fernanda Souza).

Outro trunfo de Ti-ti-ti é a história de Marcela (Ísis Valverde) e do sofrido Julinho (André Arteche). Ísis começa a mostrar que, mais uma vez, deve chamar a atenção explorando conflitos românticos em um folhetim — a atriz estreou com elogios ao encarnar a ingênua Ana do Véu em Sinhá Moça, brilhou como a burra Rakelly de Beleza pura e se destacou na pele da inquieta Camila de Caminho das Índias. E André parece ter tirado a sorte grande ao ser escalado como o viúvo de Osmar (Gustavo Leão). Ele e Giulia Gam, que vive a religiosa Bruna, já começam a mostrar que a doença dela e o desenvolvimento de uma relação de afeto entre os dois prometem render boas pitadas dramáticas. Pelo menos enquanto Bruna não descobrir que Julinho e Osmar tinham uma relação amorosa.

Editor: José Carlos Vieira // tv.df@dabr.com.br

Domingo, Agosto 22, 2010

Eu choro mesmo, e daí? BBC News elege os 20 filmes mais emotivos, segundo os internautas.



Sei lá, achei a seleção um pouco fraca. Sei lá, tem gosto para tudo, mas Senhor dos Anéis – O Retorno do rei em primeiro lugar?! Queria o link original da BBC, mas não estava na matéria do Correio Braziliense. De qualquer forma, eu só me lembro de ter chorado com um desses filmes: A Vida é Bela. Vi no cinema e me desmanchei de chorar com os diálogos entre o Roberto Benigni e o filho, em especial aquele de usar pessoas para fazer botão e sabão. Eu sempre cito para os meus alunos e alunas em aula. Aliás, aquele ano foi um excelente ano para o cinema e para mim, se bem me lembro. ^_^

Eu choro mesmo, e daí? BBC News elege os 20 filmes mais emotivos, segundo os internautas.

Entre eles estão Toy story 3 e Um sonho de liberdade

Publicação: 22/08/2010 11:55

Foi numa noite dessas, à toa, que o cineasta André Miranda, com 21 anos na época, saiu de casa para ir ao cinema. Iria assistir Brilho eterno de uma mente sem lembranças, filme dirigido por Michel Gondry. Comprou o ingresso, pipoca e sentou-se na última fileira. No meio do filme, uma cena o tocou bastante (aquela em que a personagem de Kate Winslet retorna à infância). Naquele momento, todas as fraquezas e inseguranças, típicas de uma criança de 7 anos, ficariam expostas. “Sem dúvida, foi um dos filmes que mais me fez chorar”, confessa. Na verdade, nem ele sabe ao certo o que foi: o facho de luz entrando pela janela naquela cena, o som de Phone Call, de Jon Brion, ou o fora que tinha acabado de levar da namorada na época.

Mas a lista de filmes “emotivos” do cineasta, hoje com 26 anos, não termina nesse longa. Ele confessa que na hora de ir ao cinema troca a claquete pela caixinha de lenços. E.T, Amelie Poulan, Carruagens de fogo, A vida marinha com Steve Zissou e Os excêntricos Tenembauns são, para ele, motivo de olhos lacrimejantes. “Me emocionei muito na cena final de A vida marinha com Steve Zissou, em que o personagem do Bill Murray está sentado, segurando o prêmio que ele ganhou como documentarista. Nessa hora, vem um garotinho se senta ao lado dele. Então, ele fala para o menino: ‘Foi uma aventura’. Se levanta e começa a tocar Queen Bitch, do David Bowie”, relembra.

O site da BBC News resolveu fazer com que seu público masculino entrasse mais em contato com seu lado emocional e revelasse quais são os 20 filmes que mais os fizeram chorar. O resultado foi a curiosa lista que apontou Toy story 3, O senhor dos anéis – O retorno do rei, Um sonho de liberdade, Up e Um estranho no ninho como os cinco primeiro colocados. O top 20 ainda revela que os rapazes não resistem e se debulham em lágrimas em Babe, o porquinho atrapalhado, Rocky e Marley e eu.

“Sou um homem de 48 anos, ex-jogador de rugby e motoqueiro. Admito que Babe, o porquinho atrapalhado me fez chorar. No final, quando o agricultor diz: ‘Isso é tudo, porco’, as lágrimas brotaram”, revela um leitor ao site britânico. Outro diz: “Quando tinha 18 anos, mostraram O campeão para o nosso grupo de recrutas. A sala, cheia de fanfarronice masculina, logo acalmou e, apesar de escura, você podia ver os olhos brilhando. Ninguém ousou falar, com medo de mostrar a voz trêmula”.

Soluços

Ao contrário do brasiliense André, Hugo Fusco Lobo, 32 anos, conta nos dedos os filmes que o fizeram sucumbir em lágrimas. Entre romances, dramas, histórias reais e mais uma infinidade de gêneros que se misturam dentro seu gosto eclético, Hugo se lembra apenas de quatro filmes que o emocionaram de verdade. “Nunca cheguei a soluçar de tanto chorar”, defende-se. Mas ele confessa que os ‘snifs snifs’ foram inevitáveis em Invasões bárbaras, dirigido por Denys Arcand. “Assisti depois que meu pai havia falecido”, justifica.

Depois de muita relutância e de remoer as lembranças, Hugo, formado em ciência da computação, conseguiu juntar as outras três películas à sua tímida relação de filmes que já fizeram seus olhos marejar. Dogville, de Lars Von Trier, Cinema paradiso, escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore, e Um sonho de liberdade, o drama de Frank Darabont. “Não tenho vergonha, não, mas tento me controlar, se não, perco a história”, brinca.

O também cineasta Mauro Giuntinni é categórico ao dizer que o principal elemento que faz os espectadores se derreterem nas poltronas é o roteiro. “De alguma forma, a pessoa tem que se identificar com o personagem. Se não, ele não consegue se projetar naquela situação”, explica. “Não importa se o personagem é um desenho animado, mas sim o sentimento envolvido”, completa. A trilha sonora também colabora, e muito, para comover o público. Foi assim em Pearl Harbor, de Michael Bay, segundo André Miranda. Para o diretor, mesmo com um roteiro e atores medianos, o filme consegue cativar o públicos graças a ação de Hans Zimmer, que montou uma trilha sonora irreparável. “De todas as artes, a música é a que mais consegue emocionar. É um pouco mais difícil, por exemplo, chorar ao ver um quadro. Porém, é fácil ouvindo uma ópera, mesmo que não tenha letra”, destaca ele.

Veja a lista dos 20 filmes que mais fazem chorar, segundo a BBC de Londres, e vote.

Haja lágrimas

Os cinco primeiros na BBC

» 1- Senhor dos anéis — O retorno do rei
» 2 - Um sonho de liberdade
» 3 - Up — Altas aventuras
» 4 - Um estranho no ninho
» 5 - Marley e eu

Miyazaki planeja uma continuação de Porco Rosso



Ontem meu marido estava reassistindo Porco Rosso (Kurenai no Buta - 紅の豚) e comentando que é um dos melhores filmes do Miyazaki. Pois bem, abro hoje o ANN e vejo essa notícia: Miyazaki pensa em fazer uma continuação desse filme. Seria uma novidade, já que ele nunca fez continuações. O nome da possível continuação seria "Porco Rosso: The Last Sortie", conforme o diretor disse em entrevista para a edição de setembro da revista Cut. A continuação de Porco Roso se passaria durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). O original se passava entre as duas grandes guerras. O último filme da Ghibli, Karigurashi no Arrietty (借りぐらしのアリエッティ) conseguiu US$75 milhões até o ultimo fim de semana no Japão. Puxa! eu nem sabia que já tinha estreiado. Segundo a matéria, o departamento de publicações so estúdio Ghibli relançou o mangá shoujo Kokuriko-Zaka kara (コクリコ坂から) de Chizuru Takahashi and Tetsurō Sayama com a frase “Recomendado por Hayao Miyazaki” na sobrecapa. Infelizmente, não consegui mais informações sobre o mangá, a imagem da capa no Mangaupdates é muito bonita.

Confirmado o filme de de Paradise Kiss



Em maio do ano passado, comentei aqui uma notícia sobre um possível filme de Paradise Kiss a ser bancado pela Fox Internacional. Pois bem, hoje, o site francês Manga News anunciou que o filme de Paradise Kiss, baseado no mangá de Ai Yazawa, já tem até elenco, mas quem está colocando dinheiro não é a Fox, mas a Warner. No papel de Yukari teremos Kitagawa Keiko (Buzzer Beat, Mop Girl) e como Geroge, Mukai Osamu (Beck, Hotaru no Hikari). O diretor será Shinjô Takehiko (Boku no Hatsukoi wo Kimi ni Sasagu) e o roteirista é Bandô Kenji (Boku no Hatsukoi wo Kimi ni Sasagu). Paradise Kiss foi publicado no Brasil pela (finada) editora Conrad, foi o primeiro josei a aparecer por aqui e a primeira série de Ai Yazawa em língua portuguesa. Eu estou muito ansiosa por este filme. Agradeço ao Lancaster pelo toque. Eu ainda não tinha visto a notícia.

Sábado, Agosto 21, 2010

Ranking do New York Times



Só duas novidades no ranking americano esta semana, quer dizer, não são bem novidades, mas séries que voltaram para o top 10: Vampire Knight e Black Butler. De resto, houve uma dança das cadeiras, Black Bird subiu uma posição (*e meu volume está na Cultura esperando por mim... preciso ir lá no fim de semana*) e Skip Beat subiu duas! ^_^ Temos, portanto, três shoujo entre os dez mais vendidos.

1. Rosario + Vampire season II #2
2. Black Bird #5
3. Naruto #48
4. Bakuman. #1
5. Negima! Magister Negi Magi #27
6. Fullmetal Alchemist #23
7. D.Gray-man #18
8. Skip Beat! #21
9. Vampire Knight #10
10. Black Butler #2

Revista Otonafami vem com especial sobre filmes do Outono japonês, destaque para Ōoku



Segundo o Comic Natalie, a revista Otonafami da Enterbrain veio com um especial intitulado Aki no Mangakensaku Movie (秋の漫画原作ムービー), sobre mangás originais que estrearão no cinema em outubro. Se entendi bem, na entrevista com Fumi Yoshinaga ela afirma que Ōoku terá 12 volumes ao todo, isso significa que chegamos a metade do mangá. Há também uma matéria bem completa sobre o filme Kimi ni Todoke (君に届け), baseado no mangá de Karuho Shiina, que mais cedo ou mais tarde deve aparecer aqui no brasil. Nessa matéria, a autora fala do futuro do mangá. Além do especial sobre filmes, que ainda inclui The Last Message: Umizaru (THE LAST MESSAGE 海猿), há uma matéria sobre 33 mangás estrelados por animais, destaque para Jungle Taitei (ジャングル大帝 - Kimba - The White Lion) de Osamu Tezuka, Kumamagoto (くままごと) de Tenshin Kishima, Bono Bono (ぼのぼの) de Mikio Igarashi e Shirokuma Cafe (しろくまカフェ) de Aroha Higa.

Quinta-feira, Agosto 19, 2010

Mei-chan no Shitsuji vira peça do Takarazuka em 2011



Segundo o Comic Natalie (*via Tokyograph que me facilitou a vida), o Takarazuka vai encenar uma peça baseada no mangá Mei-chan no Shitsuji (メイちゃんの執事), de Riyo Miyagi. A protagonista será a otokoyaku Yuzuru Kurenai, uma das mais importantes da Star Troup. Akiko Kodama escrevará o roteiro e dirigirá o espetáculo. O título provisório do show é Mei-chan no Shitsuji ~Watakushi no Inochi ni Kaete Omamori Itashimasu~. A peça terá duas temporadas, 29 de janeiro à 8 de fevereiro em Takarazuka, e de 15-21 de fevereiro em Tokyo. Em 2009, Mei-chan no Shitsuji foi transformado em dorama com grande sucesso, alavancando as vendas do mangá. Eu realmente acredito que ainda teremos um anime dessa série.

Sexto Volume de Ōoku lançado junto com guia do filme



Segundo o Comic Natalie, o sexto volume de Ōoku (大奥), mangá de Fumi Yoshinaga, chega às lojas no dia 28 de agosto junto com um DVD guia (*acho que entendi corretamente*) para o filme, que estréia no da 1 de outubro. Pela descrição, o DVD vem com entrevistas com o elenco e equipe, destaque para Shibasaki Miura, que faz a Shogun Yoshimune, além de fotos, imagens e tudo mais que a gente espera de um material para colecionador. Ainda estou na dúvida sobre duas coisas: se além do DVD há um livro e por qual motivo Chica Umino, autora de Honey & Clover (ハチミツとクローバー/Hachimitsu to Kurōbā), parece estar envolvida com o material. Acredito que na capa do volume seis temos o Arikoto já idoso... Eu gosto tanto dele! Ah, como eu queria que todos os volumes já estivessem em uma língua que eu pudesse ler...

Hetalia em formato digital nos EUA



Segundo o ANN, a Tokyopop disponibilizou o primeiro volume de Hetalia Axis Power (ヘタリア Axis Powers ) para Zinio E-Publication Reader (*eles têm site em português*), o formato pode ser acessado por computadores que rodem Windows ou por computadores e telefones da Apple. Além do Zinio, a Tokypop ofereceu o Menga em formato digital via OverDrive para bibliotecas. Já o volume 1 em formato tradicional chega às lojas no dia 21 de setembro. Me pergunto se Hetalia chegará aqui no Brasil na mesma época... Outros mangás da editora já estavam disponíveis nesse formato, como Gravitation e Princess Ai.

Ranking da Tohan



E, por fim, vamos ao ranking da Tohan! Strobe Edge na mesma posição em que a aparece no ranking da Oricon, mas não temos 7Seeds. Eu gosto das capas desse shounen Amanchu. Talvez eu dê uma olhadinha nele. Algo me diz que a menina bonitinha não é para fazer fanservice (simplesmente).

1. Full Metal Alchemist #26
2. One Piece #59
3. Naruto #52
4. Strobe Edge #9
5. Bleach #46
6. Kateikyoushi Hitman Reborn! #30
7. Initial D #41
8. Gintama #35
9. Amanchu! #3
10. Bakuman。 #9

Quarta-feira, Agosto 18, 2010

Ranking do Oricon



Que surpreendente este ranking da Oricon. Eu sabia que Strobe Edge estaria entre os dez, mas não esperava que 7Seeds também chegasse no top 10. Também foi surpresa tantos shoujo entre os 30. Crash! Nem tinha aparecido no ranking da Taiyosha. Foi erro? Ele saiu depois e vendeu muito em poucos dias? Enfim, de qualquer forma, 70% do ranking de shoujo da Taiyosha está no top 30. Alem disso, temos Kuragehime, que eu esperava que estivesse melhor colocado, acredito que com o anime no ar a série vá deslanchar. É isso! Falta o ranking da Tohan. Prometo para amanhã.

4. Strobe Edge #9
10. 7SEEDS #18
12. Happy Marriage!? #4
13. Kaichou wa Maid-sama! #11
14. Tonari no Atashi #5
15. Kuragehime #5
16. Sakura-Hime Kaden #6
28. Crash! #8
29. Momo #5

Angel Sanctuary ganha reedição na Alemanha



Segundo o Pro Shoujo Spain, a editora alemã Carlsen iniciará a publicação no dia 23 de setembro de uma nova edição de Angel Sanctuary (天使禁猟区 - Tenshi Kinryouku) de Kaori Yuki. No novo formato, cada volume terá 400 páginas. Eles vão seguir a edição bunko japonesa. Aqui, no Brasil, Angel Sanctuary foi publicado pela Panini. Eu fico pensando se um dia chegaremos a ter reedições de mangá de shoujo de sucesso aqui no Brasil. Quando nem a CLAMP recebe esse tipo de atenção, imagino outras mangá-kas.

Strobe Edge chega ao final



Strobe Edge (ストロボエッジ), o único shoujo no top 10 da Tohan, da Taiyosha e, provalemtente da Oricon esta semana, chegou ao fim nesta última edição da revista Betsuma. O último capítulo, o de número 36, teve 46 páginas, segundo o JShoujo Corner, e a série terá um total de 10 volumes. Isso, claro, se não houver um gaiden, já que teremos light novels da série saindo no Japão por esses dias.

Terça-feira, Agosto 17, 2010

Kazune Kawahara, de Koukou Debut, ilustra livro infantil



Segundo o Comic Natalie, Kazune Kawahara de Koukou Debut (高校デビュー) e Aozora Yell(青空エール), ilustrou um livro infantil para o selo Kadokawa Bunko. O nome do livro é Clover Friends (クローバーフレンズ). Se entendi bem, o autor ou autora do livro é Eda★Aki. O Comic Natalie, coloca outras capas de lançamentos recentes. Acho que um é ilustrado por Takako Shimura e um lançamento futuro será ilustrado por um mangá-ka chamado Okama.

Segunda-feira, Agosto 16, 2010

Ranking da Taiyosha



Saiu o ranking da Taiyosha e no top 10 geral, somente um shoujo, Strobe Edge. Este mangá sempre aparece bem classificado e tem boas críticas, preciso tomar vergonha e ler alguma coisa dele. Acho que tenho o primeiro volume aqui em algum lugar. Como o ranking da Taiyosha anda meio doido, vide o caso de Himitsu, não confio muito na queda vertiginosa de Black Bird, que nem aparece entre os dez. No top 10 de shoujo, o segundo lugar é 7Seeds de Yumi Tamura, que é uma série de ficção científica. Kaicho Wa Maid-Sama! aparece em quarto lugar, Kanouso resiste e as estréias são poucas. Não esperava um outro volume de Sakura Hime Kaden tão cedo. Acho que estou perdida no tempo, sabe?

Em josei, Kuragehime, de Akiko Higashimura, estréia em primeiro. Eu acho que vamos vê-lo no top 10 da Tohan e da Oricon. O anime vem por aí e Kuragehime está em evidência. É bom ver um mangá da veterana Waki Yamato em segundo lugar. Ela é uma excelente mangá-ka e merecia ter seus mangás lançados no Ocidente. Gogo no Ocha wa Yousei no Niwa de resistiu da semana passada e o único outro mangá “não Harlequin” é Kami wa Saibu ni Yadoru no yo , que deve trazer as novas aventuras do passarinho falante de bigode. 60% do ranking é Harlequin e com algumas belas capas dessa vez. Royal Crisis, que tem uma das capas mais bonitas, é o terceiro volume de uma série. Semana que vem é certo que tenhamos mudanças em metade do ranking.

SHOUJO
1. Strobe Edge #9
2. 7Seeds #18
3. HapiMari #4 ~Happy Marriage!?~
4. Kaicho Wa Maid-Sama! #11
5. Tonari no Atashi #5
6. Sakura Hime Kaden #6
7. Koi dano Ai dano #1
8. Hyakunen Renbo #1
9. Kanojo wa Uso wo Aishisugiteru #4
10. MOMO #5

JOSEI
1. Kuragehime #5
2. Ishutaru no Musume ~Ono Otsuuden~ #1
3. Kami wa Saibu ni Yadoru no yo #1
4. Kokoro no Subete Wo
5. Gogo no Ocha wa Yousei no Niwa de #3
6. Hanasakeru Mori no Koibitotachi
7. Toraware no Hakusho Reijou
8. Itsuwari no Hanayome
9. Royal・Crisis
10. Kakuu no Koi

1ª Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos



O Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da UnB vai promover na universidade a 1ª Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos no dia 2 de setembro. Logo na apresentação do evento, eles situam o conceito de “romance gráfico” ou “graphic novel”, já que eu acho melhor no original, e explicam as resistências sobre o uso dos quadrinhos como literatura:
Apesar dessa concepção de romance gráfico ter seus problemas e não ser totalmente aceita nem pelos artistas, nem pela crítica literária, ela revela o surgimento de uma nova forma de narrativa que tem se aperfeiçoado e, hoje, representa um mercado editorial de grandes proporções. Dentro desse contexto, essa 1ª Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos se propõe a se debruçar sobre algumas dessas obras de grande repercussão, utilizando-se de elementos da crítica literária contemporânea para analisá-las e promover um debate que permita uma melhor compreensão de seu alcance no campo literário.
A programação está no site do evento. Eu gostaria muito de poder assistir as duas comunicações sobre Persepólis, só que uma é pela manhã e a outra a noite. Resultado, terei que escolher uma das duas. A da manhã parece ser mais interessante, só que é no meu horário de trabalho... Tsc... Tsc... Enfim, acho esse tipo de evento acadêmico muito relevante, mas tenho uma crítica: nenhum trabalho sobre mangá. Nenhum.

Domingo, Agosto 15, 2010

Ranking do New York Times



Saiu o ranking americano e esta semana temos sete estreantes. Dentre as novidades dois shoujo, o volume 5 de Black Bird, que dessa vez estreou somente em terceiro lugar, e Skip Beat! que no esforço entra em décimo. Rosario Vampire é um título forte nos EUA, o fator vampiro é uma carta forte por lá, mas o interessante é ver um OEL (Original English Language) em primeiro. E há ainda Labirinto em quarto, se não me engano é uma continuação do filme com o David Bowie. Acho que essa configuração vai estar bem diferente na semana que vem, Skip Beat! deve sumir, assim como outros títulos que aparecem entre os dez.

1. Warriors: Ravenpath's Path #3
2. Rosario + Vampire season II #2
3. Black Bird #5
4. Return to Labyrinth #4
5. Negima! #27
6. Bakuman. #1
7. Naruto #48
8. D.Gray-man #18
9. Fullmetal Alchemist #23
10. Skip Beat! #21

Comentando o filme A Jovem Rainha Vitória



Já deveria ter comentado A Jovem Rainha Vitória (The Young Victoria) faz um bom tempo. Assisti ao filme em casa, afinal, não havia previsão de estréia nos cinemas aqui do Brasil e fiquei muito surpresa quando ele estreou finalmente em junho, mas em circuito tão restrito que acabei não conseguindo ir ver no cinema. Porque eu queria, visualmente o filme ficou muito bom e o roteiro bem coeso, além das belas interpretações de Emily Blunt, Rupert Friend, Mark Strong e Paul Bettany, principalmente. Gosto de biopics, mas nos últimos tempos tinha visto uns realmente fracos, como A Duquesa, nesse sentido, A Jovem Rainha Vitória foi um presente.

Eu conhecia muito pouco da infância e juventude de Vitória, na verdade, conhecia quase nada. A Rainha Vitória que aparece nos livros de história raramente é a jovem cheia de vida, que gostava de dançar e cavalgar e disposta a ser rainha em todos os sentidos possíveis, a mulher dos livros de história é geralmente a senhora com grandes olhos tristes, uma cara parecida com a de um bulldog e o eterno luto pelo marido morto, que jogou uma nuvem cinza sobre o humor dos ingleses. Como pessoas não nascem velhas, o filme nos mostra uma outra Vitória. E foi bom ver somente um pedaço da sua vida, não toda ela. É essa tentativa de abraçar tudo que muitas vezes prejudica filmes biografia. Mas o título é injusto, pois deveria ser Vitória & Albert, já que os dois têm quase o mesmo peso no filme e é o romance dos dois – parte dele real, parte dele inventado – que alimenta o roteiro do filme.

Muito foi dito, especialmente nas resenhas aqui no Brasil, que Emily Blunt não se parecia com a Vitória original por ser bem magra e muito bonita. Por tudo o que li, e o filme me fez querer ler sobre a rainha Vitória, a crítica se aplica. Mas eu perguntaria “E daí?”. É cinema, afinal. Acho que me incomodou mais que ela fosse tão alta, pois a Vitória original era muito nanica. Só que, provavelmente, optaram por formar um par mais harmônico e eliminar qualquer "defeito" físico que Vitória pudesse ter. O seu tamanho diminuto só foi mostrado na cena da coroação, quando a câmera foca nos pés de Emily Blunt balançando, porque não chegavam ao chão. O trono era alto demais para ela. No entanto, foi somente ali, não se buscou criar a ilusão de que ela seria pequenina, especialmente do lado do garboso Príncipe Albert. Emily Blunt, que periga ser uma das melhores atrizes de sua geração, defendeu com força e altivez a sua Vitória, especialmente nos momentos de confronto antes de se tornar rainha, quando ainda era uma quase prisioneira do Palácio de Kensington. É a minha parte favorita do filme, talvez.

Sobre Albert, interpretado de forma encantadora por Rupert Friend, eu só sabia que era alemão e que Vitória tinha sido apaixonada por ele a ponto de cumprir um luto de 40 anos. Bem, comprei uma biografia dos dois chamada We Two: Victoria and Albert: Rulers, Partners, Rivals. O livro é ótimo e eu estou caminhando para a metade. Fiquei sabendo, portanto que o filme não mente ao mostrar que o jovem foi preparado cuidadosamente para ser “o marido ideal” para a jovem rainha, que era sua prima. O que o livro me diz, e que o filme não tem interesse em ressaltar, é que ele não causou boa impressão no primeiro encontro, que não estava na coroação de Vitória e que certamente ele não estava tão apaixonado por ela ao se casar, mas estava plenamente satisfeito por “ter vencido a corrida”, afinal, ele não tinha terras ou dinheiro para herdar. No filme, ele nem pensa nisso, afinal, está apaixonadíssimo pela prima.

O filme mostra o papel do rei Leopoldo da Bélgica como articulador do casamento. Tio de ambos por ser irmão da mãe de Vitória e do pai de Albert, ele deve ser um dos maiores alpinistas sociais da história da nobreza européia. A vida desse homem é que dava um filme e dos melhores! Caçula de uma família ducal falida, abriu caminho através da vida militar e do uso da sua beleza (*se os quadros não mentem...*) e inteligência, casou com a herdeira do trono inglês (*a prima de Vitória*), enviuvou (*e a autora do livro que eu comprei narra a agonia da Princesa Charlotte de tal forma que eu tomei horror aos médicos ingleses do século XIX... e olha que eu já tinha lido muita coisa de História Social da Medicina!*), e deu a volta por cima iniciando uma dinastia e costurando casamentos para seus sobrinhos. Um casou com a rainha de Portugal, outro com a rainha da Inglaterra. Foi Leopoldo quem guiou a educação do jovem príncipe Albert para que ele fosse perfeito (*bonito ele já era*), ilustrado, austero, casto, enfim, um "príncipe encantado" para a jovem Vitória.

O filme não mostra a jovem Rainha, coroada aos 18 anos, tendo outros interesses românticos antes de Albert, mas ela teve. Toda a narrativa tem o objetivo de reforçar a idéia de amor romântico, de almas gêmeas e tudo mais que a literatura desse tipo reforça a cada página. Mas, de novo, tudo se arruma de forma tão perfeita que eu não reclamo. Interpretações marcantes, um figurino que mereceu o Oscar, cenários requintados. Quem não acredita que Vitória e Albert eram realmente o casal mais apaixonado do mundo?

Mas eis que o filme tem um vilão, Sir John Conroy, Mark Strong fazendo de novo o papel de “malvado” (*Kick-Ass, Robin Hood, Sherlock Holmes*). E ele é mau, além de alpinista social, como Leopoldo, e como secretário da mãe da menina Vitória, ele a manipula, desvia verbas, consegue enriquecer e almeja se tornar regente da Inglaterra em nome da futura rainha. E ele está igualzinho o quadro de Conroy que tem no meu livro, assim como Paul Bettany ficou idêntico ao Lord Melbourne dos quadros. Eu não sabia nada sobre o Kensington System, que é citado no filme, mas fui ler sobre ele e realmente Conroy e a mãe de Vitória tentaram o máximo para isolá-la e torná-la medrosa (*ela não podia dormir sozinha no seu quarto, ela não podia subir escadas sozinha, ela raramente saia, quase não via outras crianças, etc.*) e incapaz (*humilhando-a, ridicularizando-a, impedindo-a de expressar seus pensamentos, etc.*). E tudo isso está muito bem documentado. E perderam! A única ajuda de Vitória era a governanta, Lehzen, que Conroy não teve forças para demitir, pois ela era apoiada pelos reis da Inglaterra e da Bélgica. Leopoldo nunca deixou de ter algum poder sobre a irmã e a usou isso em favor da menina, pelo menos neste caso.

Os confrontos entre Mark Strong e Emily Blunt são das melhores cenas do filme. Conroy quer dobrar a princesa, ele e a mãe da jovem chegam a colocar sua vida em risco, quando ela adoece gravemente, para que ela assine um documento se declarando incapaz de exercer o cargo e pedindo que ambos administrem o reino até que ela tenha 25 anos, mas ela resistiu. Pensei que era invenção do filme, um exagero dramático mesmo, mas não era, não. Os dois ambiciosos por pouco não mataram a "galinha dos ovos de ouro". Quando Vitória é coroada,, ela se vinga proibindo sua mãe de vê-la sem requerer audiência, isolando-a em uma ala distante do palácio, e fazendo o possível para se livrar de Sir John Conroy, a quem odeia. O filme mostra bem esse processo, mas ele resiste e usa da influência sobre a mãe da Rainha para permanecer nas proximidades do poder. Lorde Melbourne, o primeiro ministro, tem medo de que o homem possa fazer um escândalo e manchar a honra da Rainha de alguma forma. Cabe à Albert, no filme pelo menos, pressioná-lo de forma mais efetiva. Não gosto que escalem Mark Strong somente para vilão, mas ele arrasou de novo. E eu esqueci de incluí-lo entre os meus "galãs" no último Shoujocast. Preciso lembrar de falar dele nos comentários.

Por fim, o filme comete algumas imprecisões sérias, ou, pelo menos, para mim foram. Ele coloca a teimosia da rainha em relação a escalação das suas damas de companhia (*a chamada Bedchamber Crisis*) e a sua impopularidade subseqüente. Mas tudo sem entrar em muitos detalhes. O filme não mostra uma maldade cometida pela jovem rainha, pois Vitória permitiu que seu médico incompetente, Sir James Clark (*dentro do contexto da época, ser médico inglês parece ser sinônimo de incompetente*), e sua fiel governanta, a Baronesa Lehzen, disseminassem um boato sobre uma dama da corte, Lady Flora Hastings. A dama, que era de uma família muito poderosa, servia a mãe de Vitória e era próxima de John Conroy. Lady Flora passava mal com freqüência e sua barriga começou a inchar visivelmente, consultado, o médico de Vitória diagnosticou que ela estava grávida, provavelmente de Conroy. A jovem dama era solteira, passou por um humilhante teste de virgindade, e acabou morrendo pouco depois de câncer no fígado. Isso manchou a reputação da Rainha, da Baronesa Lehzen, e do médico. Esse incidente deveria estar no filme, afinal, Vitória não era santa e uma frase que é creditada a sua governanta é que “ela perdoava a maldade em uma rainha, mas, não, a fraqueza”. Vitória não podia ser fraca, mas, com certeza, foi má em vários momentos de sua vida.

O filme não coloca esse incidente e mexe em outros. Albert e Lehzen vão brigar pelo poder, até aí, OK, mas a demissão da governanta está ligada a um incidente gravíssimo e, não, a questão menor inventada pelo filme. Victoria manteve Sir James Clark como médico real e Lehzen passou a gerenciar o berçário da jovem princesa Vitória, a primeira filha do casal. Albert queria que ele fosse demitido, provavelmente por causa do caso de Lady Flora, no que ele tinha toda a razão, e criticava a forma como a criança era cuidada. A Vitória real, parece não ter querido ser uma mãe modelo, se recusou a amamentar, quando isso já estava se tornando regra entre os costumes burgueses (*a mãe da Rainha a amamentou vinte anos antes, quando era novidade*), tampouco engravidar tantas vezes. Ela passava muito pouco tempo no berçário, e muito mais tempo no gabinete.

A menina termina por adoecer, o médico queria administrar calamel – um “remédio” a base de mercúrio (*médicos ingleses*) – Albert tentou intervir, Vitória se impôs usando do fato de ser rainha e defendeu Lehzen e o médico. A criança quase morreu e Albert pediu a demissão dos dois dizendo que ela poderia até recusar, mas que se a menina morresse, a culpa seria toda dela. Vitória recuou, e Lehzen teve que ir embora. O Príncipe venceu. O filme sobre Victoria & Albert, que eu assisti no SBT muitos anos atrás (*nem sei qual é o filme*) mostrou essa passagem, até porque é das poucas coisas que eu me lembro dele, mas A Jovem Rainha Vitória omite o fato dramático. E ainda deforma o incidente do tiro que não acertou Albert. Ele realmente se jogou na frente da esposa grávida, foi corajoso e galante, mas não sofreu nenhum ferimento. O drama inventado no filme não existe e tem muito menos impacto, por assim dizer.

As imprecisões, a romantização e uma certa santificação de Vitória não estragam o filme. Ele também tem um forte viés patriarcal disfarçado, pois colcoa o jovem Albert na função de corrigir moralmente as poucas “falhas” que a esposa possuía, como sua teimosia, e isso está presente no trailer. O livro que eu estou lendo, aponta para essa “missão” e "direito" que o Príncipe se atribui, mas mostra uma Vitória bem mais perceptiva do processo e resistente, ainda que apaixonada. A película mostra como Albert vai afastando as pessoas mais próximas de Vitória, primeiro Lehzen, depois Lord Melbourne, o “primeiro” primeiro-ministro da rainha, e que se comportava quase que como seu pai. Afasta até o vilão Conroy! Ao não omitir essa questão, é possível, sim, fazer uma leitura feminista do filme, pois na sua proposta deproposta de exaltação do romance, dá ao jovem Albert a razão em seus atos de "proteção". Ele sabe o que é certo para Vitória, porque a ama. Assim, dentro do filme, e talvez na vida real, ele se tornou a figura mais importante na vida da Rainha. O filme é bem fiel ao mostrar o processo, sempre ressaltando que essas pessoas não eram boa influência para a jovem rainha.

Bem, já escrevi demais. A Jovem Rainha Vitória é muito bom e, coisa rara, contempla a Bechdel Rule. Muito bonito. Historicamente bem preciso até chegar nos seus últimos 15 minutos, quando toma algumas liberdades. Ele merecia ter estreado no cinema com destaque, mereceu o Oscar que ganhou e merecia outras indicações, mas filmes sobre reis e rainhas não são muito populares na Academia, salvo para os prêmios de “melhor figurino” e “direção de arte”. E raras vezes eu vi um casal tão bonito na tela. A Jovem Rainha Vitória é uma pequena jóia, mas deveria se chamar Victoria & Albert para fazer justiça ao que vemos na tela.

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