
Sexta-feira, Abril 30, 2010
Autora de Shoujo-ai faz dois lançamentos simultâneos

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Novo anime shoujo baseado em mangá da Ribon

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Lenda dos Heróis Galácticos tem Game On Line licenciado para o mundo inteiro

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Comentando Alice no País das Maravilhas
Alice foi meu primeiro filme 3D. E a primeira coisa a pontuar é que os óculos são muito incômodos, pois são padronizados. Eu tive que tirar meus óculos e ficar com o 3D. Meu grau é fraco, mas e quem não enxerga? De resto, ver os detalhes 3D é uma experiência e tanto. Algumas coisas parecem saltar da tela e se aproximarem. É algo que antes a gente só imaginava em ficção científica. Eu amei no geral, mas não quero que todo filme comece a usar recursos 3D. Cinema não é somente tecnologia.
Como nunca fui lá muito fã de Alice, não fiquei nem um pouco decepcionada ou chateada com as mudanças feitas. Aliás, a parte boa do filme, para mim, não se liga ao aspecto visual ou à personagens como o Chapeleiro Louco ou a rainha Vermelha, mas, sim, à discussão dos papéis de gênero. Alice, agora com 19 anos, está sendo empurrada para o casamento. As opções são casar ou ficar solteirona onerando a família. Veja bem, como moça aristocrata, ela tem pouquíssimas opções. Lembrei imediatamente do drama da Gwendolen de Daniel Deronda. A diferença é que tudo tem um tom de ironia e sarcasmo. Nada é sério.
Vendo o filme, entendi porque houve gente que se incomodou. Afinal, Alice não é passiva, não é fresca, não é histérica e se torna uma dragon slayer de espada na mão. Uma legítima heroína de ação. Meu marido a associou à Joanan D’Arc, eu não vi assim. Entendi que diretor e roteirista, Linda Woolverton, quiseram transformar Alice em alguém que reflete sobre a sociedade, que questiona os papéis impostos, e que vai à luta. Mensagem feminista e aprovada, pois temos uma heroína, que precisa encontrar coragem para cumprir uma missão, que toma as rédeas de sua vida e, detalhe, não tem um homem do seu lado, nem como companheiro, sidekick ou amante. Percebem porque alguns se ofenderam? Como assim sozinha? Como assim Alice guerreira? Ponto para a equipe que bolou o filme.
Houve quem reclamou de excessos de Johnny Depp, eu, de minha parte, achei a participação do Chapeleiro bem adequada e sem exageros. A Helena Borham Carter também me surpreendeu. Gosto muito dela, mas nos últimos tempos ela estava exagerada demais. Sempre um tom ou dois acima do necessário. Mas como sua Rainha Vermelha era galhofa, ela se soltou. O Valete também estava bem, e eu identifique de cara que a Lagarta Azul era o Alan Rickman. Estou boa de ouvido!
De resto, o filme ficou no regular para bom, uns 6,5 ou 7,0, talvez. Achei a atriz que faz a Alice, Mia Wasikowska, competente e já não tenho medo de vê-la como Jane Eyre. A discussão dos papéis de gênero ultrapassou as minhas expectativas. Agora, o final, a forma simplista de resolver a história é que foi o ponto fraco. Muito, muito, muito fraco. Alice poderia ter ficada no País das Maravilhas. Por que, não? Lá ela era respeitada, a salvadora, uma guerreira. E o mundo era tão mais legal e menos hipócrita. Mas ela volta e lhe dão um final fantasioso. O absurdo do filme está ali em um final infantilóide e simplista, com tudo se resolvendo de forma rápida e sem conflito.
P.S.: Linda Woolverton é roteirista de A Bela e a Fera e Mulan. Já entendi agora o motivo da discussão ter ficado tão boa e, ao mesmo tempo, por ser material Disney ter perdido a força no final. Espero que ela tenha mais coragem e/ou liberdade em outros materiais. Quem sabe?
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Edição brasileira de Razão & Sensibilidade da BBC mutilada
Já me informaram que Norte & Sul foi cortado, assim como Emma, que eu somente testei, também foi cortado. Eu estou decidida a não comprar mais nada da LogOn se essa SACANAGEM não acabar. Eu prefiro importar o DVD. aliás, já estou decidida a vender essa edição de Razão & Sensibilidade e comprar a inglesa ou americana. Consumidor brasileiro não é palhaço e não deveríamos engrossar o coro "pelo menos estão lançando". Meu dinheiro não é capim, eu trabalho duro para ganhá-lo.
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Quinta-feira, Abril 29, 2010
Comentando Daniel Deronda (BBC - 2002)

A história começa com Deronda na Alemanha e fascinado por uma jovem dama, Gwendolen Harleth, que ele avista na mesa de jogo. A moça perde, vende suas jóias e Deronda recupera seu colar e lhe envia de presente quando ela estava de partida para a Inglaterra. Eles não se falam, somente trocam olhares. Ela acredita que ele é um homem diferente dos demais; ele se apaixona, mas por ser filho adotivo, alguém sem passado, ele não toma a iniciativa. Em flashback sabemos que Daniel Deronda é um jovem da aristocracia inglesa, bem educado, de bom coração, mas que sente um grande vazio. Por conta disso, pede ao pai adotivo que lhe permita fazer uma viagem pela Europa e adie (*talvez para sempre*) sua ida para a universidade. Já Gwendolen Harleth é uma moça pertencente a uma família falida e que se vê empurrada para um casamento sem amor com o terrível Henleigh Mallinger Grandcourt, sobrinho e herdeiro de Sir Hugo Mallinger, o pai de Deronda.
Antes da sua partida para o Continente, porém, Deronda tinha impedido o suicídio de uma moça judia chamada Mirah Lapidoth. Ele a leva para a casa do seu melhor amigo, que tinha mãe e três irmãs, e se oferece para pagar suas despesas e ajudar a procurar por seus parentes. Mirah tinha sido seqüestrada pelo pai, deixando para trás mãe e irmão. O pai queria explorar seu talento como cantora, mas suas dívidas de jogo fazem com que ele explore a filha e pense em vendê-la para um nobre. Eis a razão de sua fuga. Deronda então mergulha na comunidade judaica de Londre se encontra o visionário Mordecai, que diz que esperava por ele. Deronda não sabe por qual motivo se sente atraído pelo lugar, pela gente, pelo sonho de Mordecai de construir um país para os judeus. Para complicar, seu melhor amigo se apaixona por Mirah e Deronda preocupa com o que possa acontecer entre eles. Ciúmes? Cuidado? O que seria?
Enquanto isso, Gwendolen sofre com os maus tratos do marido, lembra de Deronda e se sente culpada, pois sabendo que Grandcourt tinha concubina e filhos aceitou se casar com ele para não se tornar uma governanta. Deronda e Gwendolen vivem se encontrando, se olhando de longe, mas estão separados pelas convenções sociais. Só que para além disso, o rapaz se vê atormentado pela sua busca pelo sentido da vida e suas origens. E, na verdade, se vê dividido entre duas mulheres, a que está casada com outro e a moça judia.
Como escrevi no começo, decidi assistir Daniel Deronda por causa do fofo do Hugh Dancy. E a personagem Deronda tem um coração tão bom é tão disposto a ajudar o próximo que somado à carinha bonita do Hugh Dancy, eu não consegui não achá-lo adorável. Mas, obviamente, discordo da matéria que achei na página da BBC “Is this the new Mr Darcy?”, Daniel Deronda definitivamente não é Mr. Darcy, e quando olho para Hugh Dancy imagino o Momo de Kimi Wa Pet e não algo como o Colin Firth... Mas vamos ao que interessa!
Comecei a ver do capítulo 2 e assisti o 1 por último. Por conta disso, tirei uma série de conclusões a respeito da Gwendolen, interpretada por Romola Garai, a última Emma, que não procediam. Ela foi educada para ser fútil, era mimada, e, claro, tinha horizontes muito restritos como mulher no século XIX. Mas a sua inquietação me toca, porque é furto de uma profunda insatisfação. Ela não queria simplesmente casar e procriar, mas o que ela poderia fazer? Quando vi a série completa, senti mais solidariedade que desprezo. E, claro, o Deronda poderia ter disputado a moça com o primo. Como disse o pai do moço, não é o cavalo com melhor pedigree que é o melhor, mas aquele que ganha a corrida. Deronda refugou e Gwendolen não viu outra possibilidade senão o casamento, ainda mais com a mãe apoiando o pretendente e a possibilidade da miséria diante de si. A praga rogada pela concubina, a excelente atriz Greta Scacchi, passou a perseguir a moça que foi estuprada logo na noite de núpcias.
Mas Grandcourt tinha “psicopata” escrito na testa, aliás, o Hugh Bonneville me surpreendeu. Ele sempre faz papel de bonzinho ou bonachão e eu não imaginava que terrível vilão ele poderia ser. Ele me lembrava o Sr. De Montserrat só que pior. E ele encarna todo o poder patriarcal na sua atitude com as mulheres – ele vê Gwendolen como um cavalo a ser domado, e ela só descobriu isso depois do casamento – e com os subalternos. Ele queria uma reprodutora e a impetuosidade de Gwendolen só fez com que ele, um sádico, a desejasse por esposa.
No entanto, apesar de todos os sentimentos que o Grandcourt de Bonneville inspira só de olhar, acho que não ficou muito claro no início porque Sir Hugo Mallinger e Deronda o odiavam tanto. Se bem que só as leis inglesas, que obrigavam o velho a deixar tudo para o indigesto sobrinho e não seu filho adotivo, já bastaria. Mas Grandcourt entrou na minha listinha de grandes vilões e o Bonneville deveria ser escalado para fazer o sujeito “do mal” em outras produções. Se o Deronda irradiava bondade, ele tinha uma aura sinistra. E não era forçado, era dele. E com direito ao ator que fez o Mr. Collins (Pride & Prejudice, 1995) como seu braço direito, o sujeito que faz aquilo que ele não queria sujar as mãos fazendo. Memorável.
Outra personagem bem interessante, sob uma perspectiva feminista, claro, é a mãe do Deronda. Ele descobre sua origem no final. E isso o deixa feliz. Só que sua mãe, ao invés de uma mulher pobre e abandonada, talvez ex-concubina de Sir Hugo, era, na verdade, uma mulher que decidiu tomar sua vida nas mãos, tornar-se atriz e cantora, depois de ter sido obrigada pelo pai a se casar. Ela não escolheu o casamento, tampouco a maternidade e abriu mãe do filho. E, interessante, é que viúva pediu para o homem que a amava criar seu filho como se fosse seu, como um cavalheiro inglês, livrando-o de qualquer estigma. A bondade de Deronda veio do velho Lorde. Assim como ele diz que Deronda é tão bonzinho que as mulheres jogam os problemas no colo dele, o mesmo deveria acontecer com Sir Hugo. Encontrar a mãe, permitiu à Deronda entender o seu passado e, finalmente, descobrir o “sentido” da sua vida.
A mãe de Deronda enfrentou a vida, coisa que Gwendolen não conseguiu fazer. Mirah só pode enfrentar o mundo, porque tinha o apoio de Deronda. Não sei como é no livro, mas no seriado, a mulher mais notável é a mãe do herói. E veja que ainda hoje uma mulher dizer “Escolhi a carreira, não tinha vocação para mãe e não me arrependo,” não é algo que a maioria engula de bom grado. Mas ver Gwendolen tentando a volta por cima no final, depois de compreender como a sua vida era vazia, foi ótimo. Mas, de novo, ela só conseguiu isso por causa do amor do herói. Deronda era como um anjo da guarda e mesmo que a Gwendolen se jogasse em cima dele, ele não iria transgredir a moral e os bons costumes.
O aspecto mais notável de Daniel Deronda é a forma como a autora apresenta os judeus. Ao contrário dos preconceitos e do anti-judaísmo presente em muitos romances ingleses, o que temos é compreensão. Ela apresenta os judeus como gente como outra qualquer. Expõe os preconceitos – como a rejeição do pai de deronda quando ele decide assumir sua identidade – e os derruba. E, claro, Deronda é tão simpático que ao sabermos que ele é judeu, como acreditar em toda a sorte de absurdos que se diz sobre eles? Imagino a recepção do livro em 1874...
O que eu não gostei em Daniel Deronda, além das poucas pontas soltas (*A Lady e as meninas na casa de Sir Hugo. Quem eram elas? Parentes que precisavam de proteção?*), foi o misticismo. Preferia que o recorte realista se mantivesse, mas é um livro que apela para o sobrenatural. Mordecai, o sionista visionário, seduz Deronda com seu sonho. O herói sente um vazio enorme, encontrar sua origem judaica e isto lhe confere uma missão na vida. Fora, claro, que ele praticamente tropeçou na família de Mirah... Tudo muito mágico. Ele continua sendo bom, mas agora com um sentido, ajudar a criar condições para que os judeus tenham a sua terra. Esse viés, não empobrece, nem torna a obra ruim, mas não me agrada.
Enfim, mais um drama histórico recomendado. Eu realmente tomei simpatia pelo Hugh Dancy, mas não sei se vou engolir Dicionário de Cama ou Madame Bovary, as duas obras não em agradam. Fora isso, não lembro dele em Rei Arthur. Não vou dizer com quem Deronda fica no fim, embora vocês devam desconfiar. Só digo que, pelo menos na minissérie, ele parecia ambíguo em relação às duas moças, tanto Gwendolen, quanto Mirah, e que a escolha me pareceu mais uma acomodação. Dou uma nota 8,5.
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Filmes de ação americanos ainda retratam as mulheres como o sexo frágil

22 de abril, Washington (ANI): Apesar do crescimento no número de personagens femininas fortes e mesmo violentas nos filmes americanos, mulheres ainda são retratadas como sidekicks de personagens masculinos mais poderosos e elas também estão freqüentemente envolvidas em relações românticas com eles, aponta um novo estudo.
O trabalho de Katy Gilpatric, do departamento de Ciências Sociais da Universidade de Kaplan no EUA, aponta para a persistência dos estereótipos de gênero num quadro de violência do cinema americano contemporâneo. Eles têm o potencial para influenciar a jovem audiência e suas idéias sobre gênero e violência. Seu estudo foi publicado no jornal Sex Roles de Springer.
Teóricos de cinema acreditam que a personagem de ação tenente Ripley, representada por Sigourney Weaver no filme Alien de 1979, abriu o caminho para um novo tipo de representação feminina na cultura pop americana. E agora é comum ver personagens de ação femininas tomando parte em combates corpo-a-corpo, atirando com armas de fogo, e usando armamentos high-tech para destruir pessoas e propriedades – comportamentos que uma vez foram exclusivos de heróis de filmes de ação.
Ao fazer uma análise das personagens femininas nos filmes de ação americanos, o estudo de Katy Gilpatric explorou a forma como as heroínas são retratadas para ver se a realidade transcendia aos papéis de gênero, ou talvez, ou melhor, rearticula e representa os estereótipos de gênero sob um novo olhar. Ela levou em consideração os filmes de ação mais populares e lucrativos (um total de 112) lançados entre 1991 e 2005 representando personagens femininas de ação com foco nos estereótipos de gênero, demografia (Nota da tradutora: idade, etnia.) e quantidade e tipo de violência.
Mais de 58% das personagens femininas violentas era retratada em um papel submisso em relação ao herói do filme, e 42% estavam romanticamente envolvidas com ele. A média das personagens femininas violentas era jovem, branca, com ensino superior e não era casada. Essas mulheres envolvidas em tipos masculinos de violência (luta contra outros homens e estranhos na maior parte do tempo, freqüentemente usando armas e causando alto nível de destruição), ainda mantém estereótipos femininos graças ao seu papel submisso e envolvimento romântico com o homem protagonista.
“O debate continua sendo se as poucas heroínas de ação com as quais estamos familiarizadas, como Sarah Connor e Lara Croft, quebraram as barreiras de gênero nos filmes de ação. Esta pesquisa oferece evidência de que a maioria das personagens femininas de ação mostradas no cinema americano não são imagens que promovem o empoderamento; elas não exploram a sua feminilidade como fonte de poder, e elas não são uma espécie de ‘mulher pós-gênero’ operando fora dos limites tradicionais das restrições de gênero. Ao invés disso, “elas operam dentro de um conjunto de normas de gênero altamente construída socialmente, confiam na força e na liderança de uma personagem dominante masculina de ação, e terminem re-articulando os estereótipos de gênero,” concluiu Katy Gilpatric. (ANI)
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Revelado o elenco completo de Ōoku

E a cada notícia a minha ansiedade cresce, aliás, o volume #3 saiu este mês nos EUA. Quando é que o meu chega? Estou entrando em crise de abstinência de Fumi Yoshinaga... Daqui a pouco saio catando os yaoi que ela fez. ^_^ Pois bem, a data de lançamento de Ōoku é em 1 de outubro e, segundo o Comic Natalie, quem comprar o ingresso antecipado a partir de 1 de maio vai ganhar como brinde uma strap, daquelas de celular, com o “mon” – emblema – Tokugawa, neste caso, o da Shogun Yoshimune, ou o da família do Mizuno, o protagonista do primeiro volume e do filme. São somente 60 mil, então, será preciso correr.
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Ranking da Oricon

5. Gakuen Alice #21
12. Mei-chan no Shitsuji #12
17. Clover #23
18. Monokuro Shōnen Shōjo #3
20. Kyoku Yawaku #12
28. Hana to Akuma #7
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Quarta-feira, Abril 28, 2010
Várias revistas Josei proibidas para menores em Osaka

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Ranking da Tohan

1. Fullmetal Alchemist #25
2. Ookiku Furikabutte #14
3. XXXHolic #17
4. Ahiru no Sora #27
5. Gakuen Alice #21
6. Hayate no Gotoku! #23-24
7. Cross Game #17
8. Air Gear #28
9. Giant Killing #14
10. Zetman #14
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Shoujocast #20 no Ar: Um mergulho no mundo das adaptações – Parte 2

Como sempre esquecemos alguma coisa (*esquecemos Life, Nana*) quem quiser comentar o cast pode usar o espaço do blog. E-mails podem ser enviados para o shoujofan@gmail.com, mas prometo criar um especial para o cast. Para baixar o episódio, clique AQUI. Para assinar o nosso feed (*já é o novo*), clique aqui. Você pode ouvir o Shoujo Cast aqui no blog também, basta usar o player aí embaixo.
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Terça-feira, Abril 27, 2010
Elenco de Maria-sama ga Miteru Movie definido

O ANN postou o elenco de Maria-sama ga Miteru (マリア様がみてる), que é o que segue: Alice Hirose (Tsutako Takeshima), Nana Akiyama (Eriko Torii), Kaoru Hirata (Youko Mizuno), Haru (Sachiko Ogasawara), Honoka Miki (Yumi Fukuzawa), Karen Takizawa (Sei Satou), Rikako Sakata (Rei Hasekura), e Hitomi Miyake (Yoshino Shimako). Fotos das meninas na conferência de imprensa estão na página do Oricon. Mal posso esperar por este filme. Estréia no outono japonês.
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Jane Austen em promoção
Falando em Jane Austen, os DVDs das séries da BBC estão em pré-venda na Saraiva. Eu achava que somente a Cultura ia vender. Não tem Orgulho & Preconceito, e não achei Norte & Sul ou Emma, mas Razão & Sensibilidade e o box com Emma/Razão & Sensibilidade/Orgulho & Preconceito está lá. Aproveite, porque é satisfação garantida.
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Segunda-feira, Abril 26, 2010
Ranking da Taiyosha

SHOUJO
1. Gakuen Alice #21
2. Mei-chan no Shitsuji #12
3. Monochrome Shounenshoujo #3
4. Hana to Akuma #7
5. Kiyoku Yawaku #12
6. Asa ga Mata Kuru Kara
7. Clover #23
8. Seiyuu Ka-! #2
9. Ouran Host Club #16
10. Sakura Hime Kaden #4
JOSEI
1. Career Kogitsune Kinnomachi #3
2. Pokka Poka #18
3. Deka Wanko #5
4. Mama Wa Tenparist #3
5. Tama no Koshi ga Ii no
6. Saitou-san #11
7. Nodame Cantabile #23
8. Chihayafuru #8
9. Legend Academy #1
10. Oideyo Doubutsu Byouin! #8
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4º Concurso de Ilustração da Folha de São Paulo

desenhista: temos vaga
TERMINA NESTA sexta o período de inscrições para o 4º Concurso de Ilustração da Folha. Os candidatos podem se inscrever em cinco categorias: cartum; charge; ilustração; quadrinho; e caricatura. Serão selecionados três finalistas em cada categoria. Entre eles, será escolhido um vencedor geral, que terá um contrato de colaborador da Folha de S.Paulo por três meses. Assim começaram a trabalhar no jornal desenhistas hoje consagrados, como Fernando Gonsales, autor da tira Níquel Náusea e vencedor da primeira edição do concurso, realizada em 1985.
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Domingo, Abril 25, 2010
Nana sem data de retorno

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Buda de Osamu Tezuka ganha versão anime em 2011

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Nodame Cantabile #24 sai esta semana no Japão

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Sábado, Abril 24, 2010
‘Alice’ volta às livrarias em versões de luxo, mangá e até cordel

G1 lista 10 opções para se aventurar pelo ‘País das Maravilhas’.
Especialista aponta razões que fazem obra de Carroll se manter popular.
Caio Terreran Do G1, em São Paulo
Aos 145 anos, Alice está em todo lugar. De carona no blockbuster que Tim Burton preparou para a Disney, a história infantil criada em 1865 pelo escritor Lewis Carroll volta a marcar presença nas livrarias do país em um punhado de formatos e interpretações.
Destacados em nichos separados nas lojas, é possível encontrar desde a edição clássica do livro, que reúne as duas partes da história - “As aventuras de Alice no País das Maravilhas” e “Através do espelho” – e conta com as ilustrações originais de John Tenniel, até uma versão luxuosa renovada, com ilustrações de Luiz Zerbini e tradução do historiador Nicolau Sevcenko.
Há ainda edições especiais da obra para crianças, com páginas que “saltam” do livro, passando por guias visuais para acompanhar o filme de Burton, até versões em mangá e cordel de “Alice” (veja infográfico abaixo).
Mais que um conto de fadas
Com pitadas de surrealismo e nonsense, a saga da garota que despenca em um buraco no jardim e acorda em um mundo fantástico se mostra ainda hoje um tema contemporâneo e atraente, defende a professora de literatura da Universidade de São Paulo Maria dos Prazeres Mendes.
"'Alice no País das Maravilhas' é um clássico", categoriza Maria dos Prazeres, especializada em literatura infantil e juvenil. "[No livro] Carroll constrói uma linguagem inovadora, com marcas imensas de absurdo, que resgata a necessidade de uma adolescente em conhecer-se, adentrar a aventura da descoberta."
Para a professora, é partindo desse ponto comum a todos - a necessidade de se desvendar e entender - que a obra se mantém atraente para todas as gerações. "'Alice' não se equipara a contos de fadas. O efeito cômico, burlesco e popular, explicado em notas, continua atual e universal", garante.
Pop que remete ao clássico
O interesse dos leitores por "Alice" não é recente. Livrarias vêm observando crescimento na procura por livros da personagem desde o ano passado. “Foi a partir de setembro, bem antes de o filme ter data de lançamento ou mais informações divulgadas, que notamos um aumento na procura”, conta o responsável por compras da Livraria Cultura Rodrigo Cardoso.
“É interessante ver que hoje há um caminho inverso ao que era percorrido anteriormente: agora, em vez de um filme ‘vir’ do livro, é o livro que tem seu apelo ressuscitado pelo cinema. Enxergamos isso acontecendo até com gêneros: ‘Crepúsculo’, por exemplo, fez subir as vendas de ‘O morro dos ventos uivantes’”, revela Cardoso.
“O universo de partida é pop, mas leva o leitor, geralmente adolescente, a travar contato com obras clássicas e de qualidade”. Segundo Cardoso, desde o começo do ano toda filial da rede de livrarias montou um espaço apenas com livros baseados na mais famosa criação de Carroll.
Movimento semelhante foi feito na Livraria da Vila – que criou uma vitrine especial para “Alice” em sua unidade no bairro de Pinheiros (na zona oeste de São Paulo). “Como muitas editoras têm direitos sobre a história, foi grande o número de lançamentos que recebemos. Dar destaque foi a forma encontrada para contemplar tantas novidades”, diz o funcionário de marketing da empresa Júlio César Brugnari.
E o estoque, inclusive, já foi reforçado prevendo uma procura maior após a estreia do filme, adianta.
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Melhore Animes do Anos segundo a revista Animage

1. Higashi no Eden
2. Bakemonogatari
3. Rebuild of Evangelion 2.0 : You can [Not] Advance
4. Suzumiya Haruhi no Shoushitsu
5. K-ON!
6. Fullmetal Alchemist : Brotherhood
7. Summer Wars
8. Durarara!!
9. Macross Frontier ~Itsuwari no Utahime~
10. Darker than Black : Ryuusei no Gemini
11. To Aru Kagaku no Railgun
12. Kimi ni Todoke
13. Gintama
14. Hetalia Axis Powers
15. Tokyo Magnitude 8.0 [noitaminA]
16. Sengoku Basara
17. One Piece Film 10 : Strong World
18. Eve no Jikan
19. Saki
20. Baka to Test to Shoukanjuu
21. So-Ra-No-Wo-To
22. Phantom ~Requiem for the Phantom~
23. Cross Game
24. Kemono no Souja Erin
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Sai Jane Austen e entram as Brontë: novas adaptações a caminho

Quando leio essas matérias, toda aquela história de que a BBC estaria abandonando os dramas de época ao estilo “bonnet-and-breeches” seriam abandonados. O artigo fala da nova adaptação de Jane Eyre para o cinema, dirigida por Cary Fukunaga e com Mia Wasikowska, de Alice no País das Maravilhas de Tim Burton, como a protagonista. Haverá, também, outra versão do Morro dos Ventos Uivantes. Torço, porém, por alguma série para a TV de outras obras das irmãs Brontë e seguindo o estilo do último Jane Eyre com Ruth Wilson(*”Best Jane ever!”*) e Toby Stephens (*yummy*). São eles na foto.
Será que Kitty Bennet tinha tuberculose? Discutindo Orgulho & Preconceito

"Don't keep coughing so, Kitty, for Heaven's sake! Have a little compassion on my nerves. You tear them to pieces." (“Não tussa tanto, Kitty, pelo amor de Deus! Tenha um pouco de compaixão dos meus nervos. Você os faze m pedaços.”)Alguém levantou a hipótese de alergia, mas as demais passagens, para mim, derrubam essa possibilidade, ainda que não se trate de tuberculose:
"Kitty has no discretion in her coughs," said her father; "she times them ill." (“Kitty não tem discrição em sua tosse,” disse seu pai, “ela não tem senso de oportunidade.”) "I do not cough for my own amusement," replied Kitty fretfully." (“Eu não tusso por diversão,” respondeu Kitty irritada.)
As we went along, Kitty and I drew up the blinds, and pretended there was nobody in the coach; and I should have gone so all the way, if Kitty had not been sick; (...) (Conforme avançávamos, Kitty e eu fechamos as cortinas, e fingimos que não havia ninguém na carruagem; e eu teria continuado assim por todo o caminho, se Kitty não tivesse estado doente; (...))Tradução bem livre. De qualquer forma, da próxima vez que reler Orgulho & Preconceito, vou ficar atenta a esses detalhes. Kitty realmente me parece doente ou adoentada. E, claro, a insensibilidade dos pais – a mãe que preferia Lydia; o pai que preferia Elizabeth e Jane – poderia deixar a menina ficar doente sem lhe dar grande atenção. A imagem do post é a Kitty de Carey Mullingan, a nova estrela inglesa em ascensão, na versão de 2005 de Orgulho & Preconceito.
"A little sea-bathing would set me up forever." (Mrs. Bennet) "And my aunt Phillips is sure it would do me a great deal of good," added Kitty. (“Um pouco de banho de mar me consertaria para sempre.” – Mrs. Bennet “E minha tia Phillips tem certeza de que eles me fariam um grande bem,” acrescentou Kitty.)
Mary and Kitty have been very kind, and would have shared in every fatigue, I am sure; but I did not think it right for either of them. Kitty is slight and delicate; and Mary studies so much, that her hours of repose should not be broken in on. (Mary e Kitty têm sido muito gentis, e teriam partilhado todos os trabalhos, eu estou certa; mas eu não achei isso correto para nenhuma delas. Kitty é pequena e delicada; e Mary estuda tanto, que suas horas de descanso não deveriam ser interrompidas.)
"It may do very well for the others," replied Mr. Bingley; "but I am sure it will be too much for Kitty. Won't it, Kitty?" Kitty owned that she had rather stay at home. (“Isso pode fazer muito bem para os outros,” replicou Mr. Bingley; “mas eu tenho certeza de que seria demais para Kitty. Não seria, Kitty?” Kitty ficou em débito já que ela preferia ficar em casa.)
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Sexta-feira, Abril 23, 2010
Kodansha lança nova revista josei

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Ranking do New York Times

1. Rosario + Vampire season II #1
2. Naruto #47
3. Shinshi Doumei Cross #11
4. Yu-Gi-Oh! R #4
5. Dogs #3
6. Black Butler #1
7. Inuyasha #47
8. Vampire Knight #9
9. Soul Eater #2
10. Bleach #30
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Mei-chan no Shitsuji chega ao volume #12 com direito à light novel

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Quinta-feira, Abril 22, 2010
Artbook de Vampire Knight

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Cotton, mangá Yuri Kita Konno, ganha reedição

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Quarta-feira, Abril 21, 2010
Ranking da Oricon

9. Ouran High School Host Club #16
13. Sakura-Hime Kaden #4
19. Gakuen Prince #9
20. Stardust Wink #3
21. Kaichou wa Maid-sama! #9
22. Honey Bitter #6
30. Inochi #4
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Comentando O Clube de Leitura de Jane Austen
Na verdade, tanto o livro quanto o filme poderiam se chamar “Jane Austen ensina a salvar o seu casamento”. Nem o livro, nem o filme são excelentes, mas se você é fã de Jane Austen ou deseja algo leve que se coloque de forma consistente entre o drama e a comédia romântica, trata-se de uma boa escolha. Não sabe do que se trata? Segue a sinopse:
Seis meses. Seis livros. Seis membros.
O Clube de Leitura de Jane Austen leva a leitura dos clássicos a novos patamares de paixão nesta comédia romântica interpretada por um elenco de primeira. Quando cinco mulheres e um homem se reúnem para discutir a obra da famosa escritora inglesa, percebem que os problemas românticos de Emma, do Sr. Darcy e das irmãs Bennet não são muito diferentes dos seus próprios. Encontrando conforto, inteligência e sabedoria nas páginas das obras e entre os membros do clube, eles descobrem que, em assuntos do coração, tudo o que precisam fazer é perguntar: o que Jane faria?
Eu já cheguei a conclusão de que qualquer coisa que tenha a palavra Austen ou o nome de um de seus livros no título vende, ou, pelo menos, chama a atenção. Não poderia ser diferente com o livro de Karen Joy Fowler. Engraçado é que, pelo que pesquisei, The Jane Austen’s Book Club nunca foi publicado em português... O Brasil, às vezes, anda na contramão do mundo. O filme nem sei se estreou no cinema, deve ter sido na época que eu estava enrolada com a tese e nem me liguei muito. Mas, sempre que eu ia até a Livraria Cultura, lá estava o DVD do filme na prateleira dos livros em inglês de Jane Austen. Decidi me dar de presente de aniversário. Faz mais ou menos um mês que assisti e imediatamente decidi ler o livro, que se enquadra naquele gênero chamado de Chick Lit: subgênero da literatura de ficção feminina que discute questões importantes para as mulheres modernas normalmente de forma bem humorada e leve. Assim, na linha O Diabo Veste Prada e Bridget Jones. Por conta disso, a resenha precisava ser coletiva.
Acho que senti vontade de ler o livro quando assisti o documentário dos extras falando das adaptações e escolhas feitas pela roteirista e diretora. Estou interessada nesse tipo de discussão desde que li o livro A Arte da Adaptação de Linda Seger, aliás, adaptações é o tema do último Shoujocast (*Já escutou?*). Enfim, segundo a diretora e roteirista Robin Swicord, cada personagem do livro era uma protagonista de Austen, com algumas exceções. Jocelyn é Emma. É ago muito óbvio, basta ler o livro. Allegra é Marianne Dashwood, sem suas qualidades, eu diria. Sylvia é Anne Elliot, e uma personagem adorável (*mudaram no filme, comento depois*). Prudie é Fanny Price, e como não li até hoje Mansfield Park, tenho medo de ela ser tão mala sem alça quanto a personagem. Grigg, o único homem do grupo é Catherine Morland, a mais jovem e imaginativa das protagonistas de Austen. Já Bernardette, a mais velha, é uma mistura de várias personagens matronas de Austen, como Mrs. Jennings e Mrs. Gardiner, que eu tenha reconhecido. É uma das melhores personagens do livro.
Pois bem, o filme fez mudanças sérias e, a meu ver, muitas foram injustas. Não falo em tornar as personagens 10 anos mais jovens, embora os motivos sejam questionáveis. O que pesou a favor de Allegra, já que aos 20 você pode ser uma mimada inconseqüente e chata, mas aos 30 isso é ridículo. Eu falo de mudanças sérias, como tornar o Grigg um sujeito classe média alta, quando ele era o menos abastado de todos, até para combinar com Catherine Morland. Mas o pior foi transformar Prudie, chatíssima no filme, mais chata ainda no livro, em Anne Elliot. Não sei qual a semelhança entre a centrada, sofrida e altruísta protagonista de Persuasão e uma personagem depressiva que não dá valor ao que tem e acha que não merece ser amada. Ela não precisava de um clube de leitura, mas de um analista. Aliás, a maldade foi transformar o marido de Prudie, um homem gentil e apaixonadíssimo por ela em um egoísta só para justificar a vontade da desequilibrada de pular a cerca com um aluno adolescente.
Só para ilustrar, Prudie, a única que tem a mesma idade no livro e no filme, 28 anos, e é professora de francês. Explica-se no livro que ela nunca quis ser pesquisadora por preguiça, que é mais fácil lecionar, mas ela não se sente feliz com a profissão. O marido é esforçado, amoroso e ela o considera bonito e bom demais para si. E entra em parafuso quando ele compra passagens para Paris, para que os dois possam comemorar o aniversário de casamento. No filme, colocam o sujeito cancelando as passagens para acompanhar o chefe em uma viagem, e tratando a questão como bobagem, para mostrar o quanto ele era insensível com a esposa que desejava muito a viagem. Além disso, ele é viciado e games e deixa Prudie em segundo plano, fora que é burrinho que dói.
No livro, ela fica com raiva dele, porque acha “insensível” que ele compre as passagens, afinal, é melhor imaginar a França, fingir que sabe tudo sobre o país, do que se decepcionar com ele. Ein?! Pois é assim mesmo! No livro o homem é um santo e ela faz piada com ele não por ser burrinho, mas por não ser rico como um Mr. Darcy. Fora o desprezo que ela tem pela própria mãe, que é hippie, mas é gente muito boa. Enfim, a Prudie do livro é muito chata, muito pedante, muito recalcada. E eu achava que no filme ela era uma intragável. Nada!
A outra mala do grupo é Allegra, que vive pulando de amor em amor, voltando para a casa dos pais quando tem seu coração partido, é egoísta em relação ao drama da separação dos pais, às necessidades da mãe, e volta e meia se quebra praticando esportes radicais. É ela quem defende em certo momento do livro que Charlotte Lucas é gay. Allegra é lésbica militante, mas, para mim, suas qualidades são ultrapassadas pelos defeitos. Se Marianne tinha como grande virtude a devoção pela irmã e é isso que a redime aos meus olhos, Allegra não tem nada disso. Aliás, o final do caso dela com a picareta da Corinne é diferente do final do livro. E para melhor. Mas no filme, ela está saindo da adolescência e eu até consigo vê-la com alguma complacência.
Foram as duas chatas, todas as demais personagens são legais. Jocelyn é Emma, há quem não goste da única protagonista rica de Jane Austen, mas eu gosto. Jocelyn é mimada, também, como Emma, claro, mas se erra o faz tentando acertar, ajudar os outros. Ela foi superprotegida pelos pais e quer organizar o mundo do seu jeito. É criadora de cães da raça Rhodesian Ridgeback, porque eles reconhecem a hierarquia, apesar de ter gênio forte, e por serem matriarcais. É Jocelyn quem chama Grigg para o clube, pensando em fazer com que o rapaz se interesse por Sylvia, sua amiga que acabou de ser chutada pelo marido depois de mais de 20 anos de casamento. No livro, onde elas já passaram dos 50, são mais de 30 anos. Só que Grigg, leitor de ficção científica, aliás, eles se conhecem em um hotel quando ela foi para uma reunião de criadores de cães, e ele para uma convenção de ficção científica (*destaque para os hilários fãs de Buffy, foi a pequena parte que sobrou no filme*), não conhece Jane Austen, mas se apaixona por Jocelyn desde o primeiro momento, eu acho. Daí, aceita o desafio. O livro de Jocelyn é Emma, claro.
Grigg, aliás, é uma graça nas duas versões (*e o ator Hugh Dancy é um fofo*). No filme, ele mal tem 30, é ecologista e anda de bicicleta para cima e para baixo. Inteligente, apesar de não saber nada de Austen, e de bom coração, acaba ganhando a simpatia das mulheres do clube que, salvo pela própria Jocelyn, percebem por quem ele se interessa. A casa do sujeito no filme parece um parque de diversões. O livro dele é Abadia Northanger e ele lê inclusive os Mistérios de Udolpho o livro dentro do livro de Austen. As ávidas leitoras do clube, nunca tinham sequer se dado ao trabalho de procurar pela obra... As mulheres do clube ficam maravilhadas, aliás, ele está acostumado a conviver com mulheres mais velhas, porque tem três irmãs. No livro ele é menos empolgado e juvenil, afinal, já é um homem de mais de 40 anos. E isso não muda muito a personalidade dele, mas nos dá dois Griggs. A parte em que ele vira Mr. Darcy (*"Qualquer selvagem pode dançar!”*) foi cruelmente cortada do filme, como a maioria das tiradas mais inspiradas, como as memórias das personagens e elas é que dão muito mais cor à história.
É quando ele se mostra “menos bonzinho” com Jocelyn que ela percebe que o ama. A parte em que a irmã de Grigg, Cat, dá uma de cupido é muito boa. Grigg dá livros de Ursula K. Le Guin para Jocelyn e os dois só conseguem se entender depois que ela vence seus preconceitos. Primeira lição: Ficção científica também é coisa de mulher. Segunda e mais importante lição: quem ama lê os livros que o/a amado/a gosta. Eu preciso terminar de ler Duna, meu marido já leu alguns dos meus livros favoritos, como Os Pilares da Terra, eu não tenho sido justa.
Bernardette é a personagem mais sábia e, ao mesmo tempo, subestimada. E quem a subestima? Allegra e Prudie, as duas malas. Ela é autora da maioria das falas mais inteligentes e cheias de sabedoria. No livro, beirando os setenta, ela desistiu do espelho e tem uma aparência tétrica. No filme, ela é uma dondoca arrumadinha, mas a personalidade é a mesma. A melhor cena de Bernardette, sua conversa com o pretensioso e jovem escritor de romances de mistério é espetacular. Foi cortada do filme. A diretora considera Bernardette a narradora. No livro, isso não fica claro. Mas ela pode ser, também, uma representação da própria Austen. Eu amei a Bernardette. Ela é a tia meio maluca e cheia de sabedoria que quase todo mundo adoraria ter.
E, por fim, Sylvia, amiga de infância de Jocelyn e que foi abandonada pelo marido. É legal ver Sylvia dando a volta por cima e perdoando o marido arrependido porque quer e, não, por não poder viver sem ele. Ela é bem Anne Elliot, com a diferença, que foi a protagonista de Persuasão que rejeitou o Capitão Wentworth. Sylvia casou com o namorado de Jocelyn, elas trocaram os namorados, só que Jocelyn logo seguiu adiante, e nunca se casou. Sylvia não tem o mínimo interesse em repetir a dose com Grigg. É interessante que ela serve de ponto de equilíbrio para várias personagens, Allegra, Jocelyn, o próprio marido, Daniel, e consegue ver a vida com olhos favoráveis para seguir adiante. No filme, ela não é Anne Elliot, mas Fanny Price: doméstica, caseira, maternal.
O capítulo de Sylvia é ótimo. E, claro, Daniel acaba, por mero acaso, lendo Persuasão, porque vê na contra-capa que é um romance sobre “perdão”. No filme, colocam o marido de Prudie lendo, também, e ela se desculpando. Sylvia não precisa ser perdoada e é Daniel, que usando o exemplo da carta do Capitão Wentworth, escreve uma carta pedindo perdão. Terceira lição: Uma carta resolve tudo. Basta ler Jane Austen e aprender como fazer.
Enfim, acho que O Clube de Leitura se enquadraria naquela categoria filme/livro elitista escrito para mulheres brancas, ricas e na meia idade. Ainda assim, é legal. Eu realmente recomendo, mais a leitura, menos o filme, mas os dois são muito bons. Bernardette, Grigg, Sylvia, Daniel e Jocelyn fazem valer o filme. E ainda que eu deteste as mudanças feitas para favorecer Prudie, ela não estraga o filme. O filme está disponível em DVD e Blu-Ray no Braisl, o livro pode ser comprado em inglês em livrarias nacionais. E faz a gente querer reler Jane Austen, ler Jane Austen, discutir Jane Austen e montar um clube do livro. Ah, e não esqueça: quem ama lê os livros que o/a amado/a gosta. Isso é fundamental para manter a saúde de um relacionamento. ^_^
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