
Eu decidi usar esse título não para comentar algo que tenha sido dito aqui para mim (*ou sobre mim*), mas por causa de um ataque sofrido pelo autor Walcyr Carrasco no twitter ontem. Para quem não sabe, ele é um dos mais bem sucedidos autores de novela da atualidade, responsável na Manchete por Xica da Silva, e na Globo por elevar os patamares do combalido horário das 18h da emissora. Não gosto das suas últimas novelas, dentre elas o mega sucesso espiritualista Alma Gêmea, mas ele é importante. Mas você não vê novela, certo? Pois bem, como começou a confusão chamada de #OtakusContraAGlobo no Twitter?
Surgiu um boato de que a próxima novela do autor, novela das sete já que ele parece caminhar a passos firmes para o horário nobre, teria seus primeiros capítulos gravados no Japão e que falaria da cultura japonesa. A novela nem escrita foi, se estrear será somente em 2011, mas o boato e as fotos de viagem do autor foram o suficiente para que uma horda de autodenominados otakus entrasse no Twipic (*fotos mais atacadas? Adivinhe? As que ele tirava fotos com lolitas. Lembra alguma coisa?*) do autor e em seu Twitter, o xingassem, e colocassem nos trending topics brasileiros, no dia da final do BBB10, este TT #OtakusContraAGlobo. Bonito, não? Sabe qual foi o resultado? O autor não nos conhecia, mas agora conhece: “Eu não pretendo falar sobre Otakus na minha próxima novela. Mas se fosse falar, agora estaria com uma péssima impressão depois das agressões!” Olha, depois do que fizeram com ele, se eu fosse o autor, eu falaria dos otakus, e não seria nada elogioso. Aliás, na novela atual, a péssima Tempos Modernos, há um otaku esterotipado, não vi escândalo por causa disso.
Os fãs de anime e mangá e moda de rua japonesa conseguiram se fazer conhecer da pior forma possível, da forma mais facista e mal educada possível. Mas, parece, que a falta do que fazer corrói os neurônios das pessoas. Houve tempo em que eu defendia o uso do termo “otaku” no Brasil, via nele a neutralidade, um sinônimo de “fã” de anime/mangá/cultura pop japonesa e era assim mesmo. De uns tempos para cá, porém, “otaku” passou a ter o mesmo significado que no Japão: FANÁTICO por alguma coisa, do tipo que não vê nada além de seu hobby. Com um temperinho brasileiro, claro.
No Japão, o termo se aplica a qualquer fanático, aqui somente aos fãs de cultura pop japonesa. Aqui no Brasil, além do fanatismo também agregamos uma típica falta de educação genuinamente nossa, com termos chulos, ofensas de toda sorte, e uma grosseria de envergonhar.
Volta e meia me perguntam se já fui discriminada por ser fã de mangá, anime, etc. eu respondo que não. Mas, talvez, chegue o dia que isso possa, sim, ser um problema, me tornar mal vista no meu trabalho, igreja e família. Não por minha causa, mas por conta dessa geração problemática de fãs que fazem essas coisas. Talvez, chegue o tempo em que tenhamos, assim como no Japão, que nos esconder. Mas tem gente que ama tanto o Japão que talvez isso seja a glória!
Senti muita, muita, muita vergonha. Mas o meu post não é o melhor sobre o caso. Visitem o Gyabo!!! e o Japan Pop Cuiabá que fizeram excelente cobertura, muito melhores que o meu post aqui.
Surgiu um boato de que a próxima novela do autor, novela das sete já que ele parece caminhar a passos firmes para o horário nobre, teria seus primeiros capítulos gravados no Japão e que falaria da cultura japonesa. A novela nem escrita foi, se estrear será somente em 2011, mas o boato e as fotos de viagem do autor foram o suficiente para que uma horda de autodenominados otakus entrasse no Twipic (*fotos mais atacadas? Adivinhe? As que ele tirava fotos com lolitas. Lembra alguma coisa?*) do autor e em seu Twitter, o xingassem, e colocassem nos trending topics brasileiros, no dia da final do BBB10, este TT #OtakusContraAGlobo. Bonito, não? Sabe qual foi o resultado? O autor não nos conhecia, mas agora conhece: “Eu não pretendo falar sobre Otakus na minha próxima novela. Mas se fosse falar, agora estaria com uma péssima impressão depois das agressões!” Olha, depois do que fizeram com ele, se eu fosse o autor, eu falaria dos otakus, e não seria nada elogioso. Aliás, na novela atual, a péssima Tempos Modernos, há um otaku esterotipado, não vi escândalo por causa disso.
Os fãs de anime e mangá e moda de rua japonesa conseguiram se fazer conhecer da pior forma possível, da forma mais facista e mal educada possível. Mas, parece, que a falta do que fazer corrói os neurônios das pessoas. Houve tempo em que eu defendia o uso do termo “otaku” no Brasil, via nele a neutralidade, um sinônimo de “fã” de anime/mangá/cultura pop japonesa e era assim mesmo. De uns tempos para cá, porém, “otaku” passou a ter o mesmo significado que no Japão: FANÁTICO por alguma coisa, do tipo que não vê nada além de seu hobby. Com um temperinho brasileiro, claro.
No Japão, o termo se aplica a qualquer fanático, aqui somente aos fãs de cultura pop japonesa. Aqui no Brasil, além do fanatismo também agregamos uma típica falta de educação genuinamente nossa, com termos chulos, ofensas de toda sorte, e uma grosseria de envergonhar.
Volta e meia me perguntam se já fui discriminada por ser fã de mangá, anime, etc. eu respondo que não. Mas, talvez, chegue o dia que isso possa, sim, ser um problema, me tornar mal vista no meu trabalho, igreja e família. Não por minha causa, mas por conta dessa geração problemática de fãs que fazem essas coisas. Talvez, chegue o tempo em que tenhamos, assim como no Japão, que nos esconder. Mas tem gente que ama tanto o Japão que talvez isso seja a glória!
Senti muita, muita, muita vergonha. Mas o meu post não é o melhor sobre o caso. Visitem o Gyabo!!! e o Japan Pop Cuiabá que fizeram excelente cobertura, muito melhores que o meu post aqui.






























