Domingo, Janeiro 31, 2010

Shoujocast #16 no ar: Sobre Filmes, Animes, Livros e Monstros que Plageiam Blogs



Depois de um bom tempo, eis mais um Shoujocast no ar. O programa de hoje fala de cinema, anime, livros e plágio na internet. Eu gravei de quinta para sexta-feira, mas só conseguir fazer o upload agora, no domingo. Eis o conteúdo do filme:

1. Falo do filme Onde Vivem os Monstros (*tem o livro no Submarino*) e comento em linhas gerais filmes que tinha resenhado aqui no blog, Sherlock Holmes, Amor sem Escalas, e Guerra ao Terror. Cometi um erro grosseiro e disse que Onde Vivem os Monstros não teve cópias dubladas. Havia cópias dubladas, mas a maioria aqui em Brasília era legendada, ao contrário do que foi feito com filmes que não eram prioritariamente infantis. Então, a crítica se mantém em certo sentido. Quem fazia Watson junto com o Basil Rathbone (Sherlock Holmes) era um ator chamado Nigel Bruce.
2. Comento sobre o primeiro capítulo de Nodame Cantabile Finale e faço umas apostas para 2010. Aqui cometi uma gafe, pois disse que Chihayafuru estava em evidência nos EUA, queria dizer Japão, claro.
3. Finalmente, falo do livro A Mulher do Viajante do Tempo, era para ter sido no último Shoujocast de 2009... que não foi gravado. :P Para quem não lembra, eu comentei o filme aqui. Aproveitei para falar do conto (*tem neste livro aqui, ou então, tente encotnrar o conto isolado no Estante Virtual*) que deu origem ao filme Yentl. Assim, não preciso fazer resenha escrita... Quer dizer, acho que não. ^_^
4. O outro assunto é o mal estar gerado pelo plágio e textos do Maximun Cosmo e Japan Pop Cuiabá... dentre outros. Tinha falado dele no blog.
5. Termino recomendando dois podcasts, o Monacast, que voltou, e o Matando Robôs Gigantes, que é bem simpático.

Acho que o som da música de fundo ficou baixo demais. Não estava me sentindo bem ontem... Na verdade estava muito mal mesmo (*febre, dor no corpo, dor de estômago*) e acho que me faltou um pouco de paciência para editar. Tentarei ser mais cuidadosa da próxima vez. Tentarei gravar o Shoujocast pelo menos a cada duas semanas. Como citei meu Formspring, para perguntar alguma coisa, siga o link. Comentários, aqui no blog, ou por e-mail. Para ouvir o programa use o player abaixo ou, se quiser baixar, clique aqui.

Uryuudou Yumebanashi vira peça de teatro



Pelo menos, foi isso que eu entendi lendo o Comic Natalie. Uryuudou Yumebanashi (雨柳堂夢咄) é um mangá de mistério e horror que começou em 1991 e já rendeu 12 volumes. Segundo o Comic Natalie, e eu não sei se é peça ou musical, entre os dias 22 e 28 fevereiro haverá encenações da peça e no dia 24 a autora, Akiko Hatsu, vai fazer uma sessão de autógrafos. No dia 3 de março, começarão as apresentações em Osaka.

A Orgia do Chocolate no Japão



Está chegando o Valentine's Day - Dia de São Valentim ou Dia dos Namorados - no Japão. O Japan Probe postou esse vídeo mostrando os chocolates que estão disponíveis por lá, ou em determinada rede de lojas, whatever. A questão é, para quem gosta de chocolate como eu, isso é uma deliciosa tortura só de se ver. Na verdade, como estou passando mal "da barriga" (*pode ser estômago, fígado, qualquer coisa aí por perto) desde sexta, não seria orgia, seria suicídio mesmo. :)

Revista Pafu traz várias mangá-kas em uma mesma edição



Segundo o Comic Natalie, a edição da revista Pafu que chegou ontem às lojas traz uma longa entrevista com Setona Mizushiro que fala de seus trabalhos com BL, além de suas novas séries Shitsuren Chocolatier (失恋ショコラティエ) e Kuro Bara Alice (黒薔薇アリス). A outra entrevista é com Bun Katsuta de Chikutaku Bonbon (ちくたくぼんぼん) e Uranbana (ウランバナ), há também uma mensagem de Nao Iwamoto que recentemente ganhou o 55º Shogakukan Award. Há um artigo escrito por Hiromu Arakawa de Fullmetal Alchemist (鋼の錬金術師). Só agora caiu a ficha que o mangá Hyakushou Kizoku (百姓貴族), que passou umas duas ou três semanas entre os shoujo mais vendidos é dela, também. Por fim, há matérias – acredito que dicas de como desenhar e colorir – além de entrevistas curtas com três outros mangá-kas: Kazue Katou, Asumiko Nakamura e Touya Mikanagi. Além disso, a capa é muito bonita mesmo.

Missión Tokyo e Editora Norma promovem concurso internacional de mangá



Passando ontem pelo Missión Tokyo, vi este anúncio que tem interesse para nós aqui, também, afinal, você pode participar mesmo morando no Brasil. As regras são bem simples e o vencedor do concurso publicará um volume oneshot de 160 páginas com possível continuação. O prazo de envio do material é 31 de agosto de 2010. Serão pré-selecionados 25 melhores trabalhos até 15 de setembro e depois será aberta uma votação popular na página do Missión Tokyo até 15 de outubro para selecionar os 5 finalistas. A escolha final caberá a um jurado da Editora Norma. Se interessou? Pegue as informações no Missión Tokyo e comece a trabalhar, porque há bastante tempo.

Sábado, Janeiro 30, 2010

Gokujō!! Mecha Mote Iinchō ganha segunda temporada animada



Segundo o ANN (*e vários outros sites, porque eu atrasei a notícia*), haverá segunda temporada do anime Gokujō!! Mecha Mote Iinchō (極上!!めちゃモテ委員長), baseado no mangá de Tomoko Nishimura, publicado na revista Ciao. Esta publicação é voltada para um público que oscila entre os 8-9 e 13 anos e é a revista shoujo com maior tiragem. Vários animes shoujo de sucesso vêm da Ciao. A série estréia em abril. Gokujō!! Mecha Mote Iinchō conta a história de Mimi Kitagami que é presidente do corpo de alunos. Tudo iria muito bem, se ela não tivesse que enfrentar três garotos encrenqueiros, e não estivesse apaixonada por um deles. O mangá tem 10 volumes até o momento, um oneshot publicado na revista Ciao Deluxe, um jogo para Nintendo DS e um card game lançado pela Tonami.

Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

Ranking do New York Times



Gente, alguém me explica o que está acontecendo? O primeiro volume de Vampire Knight saiu do 7º para o 4º lugar? O primeiro volume voltou ao ranking e veio para o top 5? Estranho mesmo... Mas todos os shoujo do top 10 são Vampire Knight e, apesar do volume #8 estar em 9º acho que ele não cai, não. Já One Piece parece que não conseguiu ainda o impulso que a VIZ esperava... Ainda... Quem sabe depois? E Full Metal Alchemist tomou o primeiro lugar. Com certeza, um ranking do New York Times bem curioso, esta semana foi a dança da cadeiras, nenhum título novo.

1. Fullmetal Alchemist #22
2. Yu-Gi-Oh! GX #4
3. Naruto #46
4. Vampire Knight #1
5. Maximum Ride #1
6. Vampire Knight #7
7. Death Note #1
8. Maximum Ride #2
9. Vampire Knight #8
10. One Piece #24

Evento para promover mangás une três editoras



Segundo o Comic Natalie, a Shodensha, a Softbank Creative e a Ohzora vão se unir para promover o lançamento quase simultâneo de quatro volumes da mangá-ka Sanazaki Harumo. Quando bati os olhos nas capas, imaginei que fossem todos Harlequin... enfim, deve ser tudo ao estilo Harlequin, sim. No dia 29 de janeiro sai Bara no Kishi (ばらの騎士) (Shodensha) baseado no libreto Der Rosenkavalier de Hugo von Hofmannsthal, no dia 1 de fevereiro sai Tsuki no Namida Wo Kimi ni (月の 涙を君に – Tears of the Moon) (Softbank Creative) baseado em um romance de Nora Roberts e Koi wa Yoruni Odoru (恋は夜に踊る) (Ohzora), já no dia 10 de fevereiro sai Romance no Rule (ロマンスのルール) (Ohzora). Espero ter acertado as transliterações, porque somente o Bara no Kishi estava registrado no Mangaupdates. Quem comprar os quatro volumes, pode enviar os cupons para concorrer à brindes: ilustrações especiais autografadas, cartões postais autorgrafados, cópias dos mangás autografados, essas coisas. O prazo para envio é dia 31 de março.

Saint Oniisan parodia propaganda famosa



Vi o videozinho no La Ventana de Saouri 2.0, mas a origem é o Japanator. Enfim, em mais uma daquelas investidas de propaganda - porque Saint Oniisan (聖☆おにいさん), de Hirako Nakamura, gera muita propaganda - pegaram um comercial famoso da marca Russk estrelado pelo grupo NewS (*se for o inverso, perdoem minha ignorância em relação às boybands japonesas*) e colocaram as personagens do mangá. Só reconheço Buda e Jesus, os outros não faço idéia... Mas enfim, para quem não sabe, Saint Oniisan sai na revista Morning e é um mangá que mostra os jovens Buda e Jesus tirando férias em Tokyo, escondendo sua identidade e tentando "se misturar". As colegiais confundem Jesus Cristo com Johnny Depp e ele mantém um blog. A série faz muito sucesso com as mulheres japonesas, mas não sei se vão transformar em anime. E, claro, Maomé não aparecerá para fazer uma visita, por motivos óbvios.

Morre autora de With the Light



O ANN deu a notinha dizendo do falecimento de Keiko Tobe, autora do premiado e elogiado mangá With the Light (Hikari to Tomo ni... - 与光同行) que trata do drama de uma família que tem um filho autista. O mangá começou em 2000, e como eu temia, está interrompido desde janeiro passado por causa da doença da autora, que não foi divulgada. São 14 volumes até o momento. With the Light é publicado pela Yen Press nos EUA em um formato gigante com mais de 500 páginas. Em 2004, o mangá recebeu um Prêmio de Excelência do Ministério da Cultura Japonês. No mesmo ano, o mangá virou dorama de grande sucesso. A autora só tinha 52 anos, muito pouco se pensamos na expectativa de vida das mulheres japonesas... :(

Episódio Extra de Nodame Cantabile em abril



Segundo o ANN, o primeiro volume do DVD de Nodame Cantabile: Finale (のだめカンタービレ フィナーレ) trará um episódio extra da série. Esta aprece ser a nova estratégia para alavancar as vendas de animes, um dos setores que vem balançando no Japão. Além do episódio extra, o DVD que sai em 7 de setembro virá com uma série de extras para atrair os fãs. Bem, quem quer vender precisa se mexer, não o inverso.

Página do filme de Ōoku no ar



Está prevista para outubro a estréia do filme live action de Ōoku (大奥), baseado no mangá de Fumi Yoishinaga. A página oficial do filme já está no ar. Parte do elenco também está confirmado, com Ninomiya Kazuya (Ryuusei no Kizuna) como Mizuno Yuunoshin e Shibasaki Kou (Galileo) como Tokugawa Yoshinume. Não sei exatamente o que pretendem fazer, mas parece que o filme vai se basear no volume #1 do mangá.

Notícias sobre o filme de Pride



Segundo o Comic Natalie, a edição atual da revista Chorus traz informações e entrevistas sobre o filme de Pride (プライド). As atrizes protagonistas – que estão na imagem – serão Rena Sasamoto como Shio Asami e Niizuma Seiko como Moe Midorikawa, duas cantoras que disputam entre si. A estréia do filme é dezembro de 2010 e haverá venda antecipada de ingressos a partir de outubro. Pride, infelizmente, não tem scanlations, apesar do sucesso de de ser obra de uma autora de peso, Yukari Ichijo.

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Curso de Mangá e Cultura Japonesa na PUCRS



Minha amiga Natania postou as informações no seu blog, o Gibiteca.com, e estou trazendo para cá. Se puderem, façam uma visitinha. E que está em Porto Alegre e arredores, talvez seja uma oportunidade bem interessante.
A partir 19 de março, 2010:

Durante quatro meses (março a junho), com aulas às sextas-feiras, das 14h30min às 16h25min, será ministrado pelo professor e ilustrador Marcos Pinto o Curso de mangá e Cultura Japonesa no Instituto de Cultura Japonesa, na PUC (Pontifícia Universidade Católica) em Porto Alegre/RS.

O curso é pioneiro em Universidades do Brasil, tendo sido instituído em 2001. O aluno irá aprender a criar e executar um trabalho (em Desenho de Imprensa, tal como Cartum, Caricatura, Charge ou Ilustração) no estilo mangá avaliável para fins de conclusão do Curso - passando por todas as etapas de produção, com metas a cumprir, prazos e/com qualidade em tempo real de produção, tendo a sua avaliação feita através deste trabalho e de tarefas práticas, visando uma abordagem objetiva e positiva das realidades de Mercado, com acompanhamento individual e permanente pelo professor.

Os alunos terão a oportunidade de ter uma introdução prática ao mangá, e o professor irá fornecer apostilas para as aulas. Ao final do curso, os trabalhos dos alunos serão publicados (com a sua permissão, e após terem sido devidamente registrados no nome de seus autores) em um um fanzine de conclusão e também em três websites interligados, tendo sido traduzidos para o Inglês e o Espanhol.

A primeira aula do curso será sobre Direito Autoral e Registro de Personagens, assunto pertinente ao currículo e programa do mesmo. O curso não tem pré-requisitos para admissão, e aceita alunos a partir de 12 (doze) anos.

Estrutura do curso:
- Character design
- Argumento e Roteiro
- Layout e Cenografia
- Figura Humana I (crianças)
- Figura Humana II (marculino)
- Figura Humana III (feminino)
- Perspectiva e Sombras
- Texturas
- Shonen e Shojo Mangá
- Desenho de Imprensa e Ilustração
- Materiais e Técnicas de Arte-final I (canetas)
- Materiais e Técnicas de Arte-final II (penas)
- Produção I (layout)
- Produção II (acabamento)
- Produção III letreiramento e balões)
- Letreiramento (manual e digital)
- Grafemas e Onomatopéias IV
- Paste-up e Graytones
- Encerramento

Marcos Pinto
É professor multilíngue (Inglês, Francês, Espanhol e Italiano), profissional na área das Artes Gráficas e ilustrador com mais de 29 anos de experiência (desde 1980) com trabalhos (em Ilustração para Literatura, Cartum e História em Quadrinhos dedicados ao público Infanto- Juvenil - quer publicados no Brasil, e também divulgados no Exterior, assim como trabalha como professor de crianças e jovens na área das Artes Gráficas desde 1984.

Informações pelo e-mail: marcosbnpinto@gmail.com

Inscrições:

PRÓ-REITORIA de EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
Prédio 40 da PUCRS - sala 201 (segundo andar) - Av. Ipiranga, 6681 - PORTO ALEGRE – RS.
Fone: (51) 3320-3583

Mangá usado para ensinar "justiça reparadora" para promotores em Taiwan



O site Universo Japonês (*que está nos favoritos*) publicou uma notícia interessante e eu trouxe para cá. Segundo este site, o Ministro da Justiça de Taiwan deu para todos os promotores – cerca de duas mil cópias – um mangá que narra um caso que foi chamado por ele de exemplo de “justiça reparadora”. Embora o Universo Japonês tenha dito que o nome do mangá é Love, sem maiores detalhes, pelo resumo (*mãe que tenta se reconciliar com a família do menino que seu filho, também uma criança, assassinou*) e por ter dorama só podia ser Aishiteru ~Kaiyou~ (アイシテル~海容~) de Minoru Itou, um josei mangá. A tal “justiça reparadora” implica em focar na reconciliação entre vítimas e réus, promovendo a cura e diminuindo confrentos. Não deixa de ser uma idéia simpática e humana.

Mais um anime da autora de Junjou Romantica



Junjou Romantica (純情ロマンチカ) anime foi um sucesso e outra obra de Shungiku Nakamura acabou se projetando nas vendas, também. Nada mais natural do que transformar a série em questão, Sekai Ichi Hatsukoi - Onodera Ritsu no Baai (世界一初恋 ~小野寺律の場合~) em série animada. É o que o ANN comentou que foi anunciado na revista Ciel. Sekai Ichi Hatsukoi é um BL mesmo, que sai em revista especializada, não um BL em revista shoujo mainstream e tem tudo para agradar as fãs de Junjou Romantica.

Kiyoku Yawaku chega ao fim na Cookie



Segundo o Comic Natalie, o mangá Kiyoku Yawaku (潔く柔く) de Ikuemi Ryou foi encerrado na edição 3 da Cookie. Kiyoku Yawaku sempre aparecia na lista dos shoujo mais vendidos e chegou a aparecer no top 10. Também entrou na lista dos melhores shoujo de 2009, nos títulos mais vendidos da Shueisha de 2008 e na lista dos 100 shoujo escolhidos pelas leitoras de uma revista feminina japonesa. Na mesma edição da Cookie há uma entrevista com Miho Obana de Kodomo no Omocha (こどものおもちゃ) e Honey Bitter, e da nova série de Fujisue Sakura , Private Times (プライベートタイムズ).

Mangá sobre restaurante e relação entre mãe e filha é lançado no Japão



Shokudo Katatsumuri (食堂かたつむり) de Ito Ogawa é um romance de sucesso que vendeu mais de 40 milhões de exemplares no Japão e virou filme live action. A versão mangá foi feita por Shiho Suzuki em 2008 para a finada revista josei Pianissimo, segundo o Comic Natalie. Encontrei o resumo da história no Tokyograph e parece muito interessante, vejam só: uma jovem mulher sofre uma decepção amorosa e perde a voz. Ela volta para a casa da sua animada mãe, apesar das duas nunca terem sido próximas. A moça é uma cozinheira talentosa e decide abrir um restaurante peculiar, pois só atende uma reserva por dia e oferece aos clientes ou cliente um tratamento todo especial. É um elogio ao movimento slow food, provavelmente. Eu queria dar uma olhada nisso.

Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

Ranking da Oricon



O ranking da Oricon veio com os mesmos três shoujo no top 10, mas Kimi ni Todoke vem em segundo, em primeiro lugar Tenjoh Tenge. A semana foi muito boa para os shoujo e 80% do ranking é ocupado por eles. Infelizmente, nenhum josei conseguiu aparecer. vamos ver semana que vem. O ranking completo está no ANN.

2. Kimi ni Todoke #10
7. Yami no Matsuei #12
10. Hoshi wa Utau #7
15. Suki-tte Ii na yo. #4
16. Love So Life #3
17. Nante Suteki ni Japanesque: Hitotsuma-hen #8
20. Kami-sama Hajimemashita #5
21. The Story of Saiunkoku #5

Ai... Ai... As capas que a Chiho Saito faz!



Passando pelo blog Bronze no Tenshi (ブロンズの天使 é o nome de um mangá da Chiho Saito) - ponto obrigatório para as fãs da autora de Shoujo Kakumei Utena (少女革命ウテナ), vi essas duas capas que ela fez. São novas. É a capa atual da Flowers, com imagem do seu mangá de patinação Ice Forest (アイス フォレスト), e a capa da Harmony DX, revista da Ohzora. Para esta editora, que eu saiba a Saito só faz as capas, ela não faz mangá Harlequin. Então, quem comprar uma revista dessas, não espere um mangá dela.

Ranking da Tohan



O ranking da Tohan difere muito do da Taiyosha esta semana, principalmente, porque Kimi ni Todoke continua mantendo o primeiro lugar apesar das estréias fortes. Vagabond só caiu uma posição e Fairy Tail mantém o quarto lugar. Dizem que é um bom shounen, mas como os títulos em publicação no Brasil tendem ao infinito, as editoras têm que segurar os licenciamentos desse gênero, eu suponho. Já Naruto despencou de terceiro para nono, foi uma queda grande, mas continua no top 10, ao contrário do que aconteceu no ranking da Taiyosha. Fora isso, temos três shoujo no top 10. Hoshi wa Utau, mangá de Natsuki Takaya, está longe de ser o mega sucesso Fruits Basket, mas freqüenta sempre o top 10 da Tohan por pelo menos uma semana. É possível que não esteja no top 10 da Oricon, mas entre os 30, com certeza estará.

1. Kimi ni Todoke #10
2. Tenjoh Tenge #21
3. Vagabond #32
4. Fairy Tail #19
5. Hayate no Gotoku #22
6. Diamond no Ace #19
7. Yami no Matsuei #12
8. Kami nomi zo Shiru Sekai #7
9. Naruto #49
10. Hoshi wa Utau #7

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Shinjo Mayu faz mais uma série de Gundam



Segundo o Comic Natalie, Shinjo Mayu vai produzir mais um mangá de Gundam (*ou será que ele atrasou?*) para a revista Monthly Gundam Ace. Trata-se de um one shot com o título de Kidou Senshi Gundam: Zeon Koukoku Younen Gakkou (ジオン公国幼年学校), algo como Gundam: Academia Juvenil do Principado de Zeon. A história segue a vida de cinco alunos animados pelo espírito de camaradagem, ciúmes, dever e a guerra. Pela imagem dos meninos cruzou somente uma palavra na minha cabeça e acho que vocês imaginam qual seja...

Sobre Plágio em Blogs de Anime e Mangá



Ontem o Lancaster do Maximun Cosmo me avisou de uma situação muito desagradável, textos dele (*e o Alexandre tem um estilo inconfundível para mim*) e do Japan Pop Cuiabá estavam sendo utilizados quase na íntegra, com poucas modificações (*todas cosméticas, daquelas que professora macaca velha sabe perceber*), e com outra autoria em um blog sobre cultura pop japonesa. No final, assim, bem discreto, vinha um "para maiores informações, visite". Bem escondidinho, lá no final, e só para o Lancaster. Não vou me prolongar, esse caso só mostra o quanto o mundinho dos fãs de anime é pequeno e, ao mesmo tempo imenso, pois muita gente não sabe identificar esse tipo de coisa.

Eu falo isso, porque já tive textos meus copiados na íntegra, especialmente os resumos do meu blog Historiativa. Um site muito importante como o Shoujo Manga Outline chegou a fechar para se reestruturar depois que copiaram vários dos textos de lá. Mas deixa para lá, o Gyabbo comenta bem o caso e recomendo que visitem o site para se inteirar sobre o assunto. Só com um pouco de pressão será possível minimizar essas práticas. E eu vejo potencial no site que fez essa bobagem, pelo menos, o visual dá de mil à zero neste meu blog aqui.

Comentando Guerra ao Terror



Prometo que não vou me estender, mas assisti Guerra ao Terror (The Hurt Locker), o elogiado filme sobre o dia-a-dia de uma equipe anti-bombas no Iraque, que foi direto para DVD (*lançamento pobre, nem legendas em inglês tem*) no Brasil, e precisava comentar. Acreditem, eu consegui cochilar (*assistir depois do almoço dá nisso*) exatamente na cena que diziam ser a mais eletrizante do filme, o tiroteio no deserto. Voltei várias vezes para poder ver a longa seqüência por completo e entender porque tanta ovação. Não achei isso tudo, não. A melhor cena, a mais eletrizante, a mais triste, e a mais carregada no dramalhão, é a cena do homem bomba involuntário ou arrependido. Se Guerra ao Terror é o primeiro filme a abordar seriamente a Invasão, ooops, Guerra do Iraque, realmente, o cinema não é mais aquele.

O filme mostra os soldados como seres humanos e adeptos daquelas brincadeiras de moleque, nos seus momentos de folga as protagonistas – salvo o sargento negro, mas ele tem suas recaídas – são como garotos crescidos. O coronel psiquiatra chega a dizer que a guerra deveria ser “divertida” ou algo assim... É sério isso? E quando sai com a equipe em missão, o sujeito parece um alien no meio da desgraceira toda. Foi explodido e eu não tive peninha, não. Mas o filme, em termos dramáticos é bem clichê, o que trabalha bem, acho que bem mesmo, é a câmera. Acredito que aí, no ritmo narrativo, nos ângulos, está a força do produto.

Agora veja o que um filme feito por uma mulher – a diretora e produtora Kathryn Bigelow – faz: não coloca uma mulher soldado em tela, nenhuma, e não questiona em nenhum momento os motivos daquela sangria desatada no Iraque. Nenhum questionamento sequer. Nenhuma crise de consciência. Nada! Ou seja, se for indicado ao Oscar de melhor filme ou direção será por qual motivo? Porque uma mulher conseguiu fazer “um filme de homem” ou porque conseguiu falar da Invasão do Iraque como se não houvesse nenhuma questão mais ampla envolvida salvo os dramas pessoais dos caras? Por que ninguém xinga Bush ou reclama do rodízio? E nem falo que não tenha maluco que goste de desarmar bombas e da adrenalina envolvida, há louco apra tudo.

Enfim, em Guerra ao Terror, uma diretora conseguiu mostrar que guerra é coisa de homem, mulheres são, no máximo, vítimas inocentes, histéricas, nunca agentes. E não estou pedindo uma soldado (*tem muita mulher no Exército americano*) personagem principal, bastava uma pingada aqui e ali, uma pilotando um helicóptero ou fazendo algum trabalho na base. Alguém já viu matéria mostrando as tropas no Iraque sem que apareça uma mulher pelo menos no grupo, salvo em patrulhamento de rua? Desde o início estava dado que seria um filme sobre “meninos”, mas se – e eu duvido, mas nunca se sabe – uma diretora conseguir ganhar um Oscar com um filme no qual as mulheres são invisíveis será realmente de matar.

Grandes Graphic Novels para adolescentes 2010



A American Library Association, que reúne bibliotecas de todo os EUA, elegeu os títulos de quadrinhos – “graphic novel” é só uma forma “cool” de chamar – recomendados para adolescentes. Segundo o ICV, nos anos anteriores a lista contava com 43 e 57 títulos, este ano, ela tem 73. É um bom salto, não é? Entre os dez primeiros temos três mangás: Children of the Sea, vol 1. De Daisuke Igarashi, Pluto (*todos os volumes lançados até agora nos EUA estão na lsita*) de Naoki Urasawa; e Ōoku vol. 1 de Fumi Yoshinaga. A VIZ foi a única editora com mais de um título no top 10, graças aos três mangás citados.

Abrindo o resto da lista que também está no ICV, encontramos outros mangás, como Otomen, por exemplo. Aliás, um dos problemas que vejo na lista é exatamente apontar certos títulos como para adolescentes. Um adolescente pode ler Ōoku, mas tenho certeza que o título não foi pensado para esta faixa etária, mais absurdo aprece, quando colocamos na mesma lista Otomen. Outro fator que deve estar afastando leitores de Ōoku – e eu tenho lido resenhas americanas sobre isso – é o uso do inglês arcaico e de todas as mesuras e honoríficos possíveis. Não é um título fácil de ler, e “adolescente” é gente de 13 até 19 anos.

E não pensem que se trata de subestimar a inteligência dos adolescentes. Simplesmente, concordo com o que o que meu melhor professor de literatura dizia, para ler certas coisas, e apreciar, é preciso ter experiência de vida (Ele falava isso de Machado de Assis, que obrigar um adolescente a ler este autor era empurrá-lo nos braços de Paulo Coelho.). Coisa que a gente só consegue com o tempo. E com outras leituras. Eu geralmente desconfio da veracidade ou da sanidade de um garoto (*só conheci garotos fazendo dessas presepadas, mas certamente há meninas no grupo, também*) de 15 anos que arrotam já ter lido – entendido, discutido e ensinado – Nietsche, Marx, Kant e outros medalhões. Tem algum erro nessa história...

Abertura e encerramento de Nodame Cantabile Finale



Estreou dia 14/01. Ainda não assisti. Minha ansiedade maior é sempre com o filme, mas devo começar a ver a temporada animada em breve. Por enquanto, um aperitivo.

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

Comentando Austrália: Leve dois filmes pelo preço de um



Eu tenho muitos filmes pendentes, muitos que não assisti nos últimos três anos. Um deles foi Austrália. Como o filme foi anunciado como um épico histórico achava que era o meu tipo de filme. Fora isso, ainda levaria o Hugh Jackman de bônus. Tá certo, ele vale o filme inteiro, vide o ruinzinho Kate & Leopold, para mim o filme onde ele está mais bonito. Mas voltando ao ponto, Australia é um filme curioso, porque você leva dois pelo preço de um. Vou dar o resumo da história e, depois, eu explico.

Em 1939, a esnobe Lady Sarah Ashley (Nicole Kidman) viaja para o norte da Austrália para pressionar seu marido a vender sua deficitária fazenda de gado. Chegando à Darwin, ela deve se encontrar com “Drover” (Hugh Jackman) que a levará até a fazenda, Faraway Downs. Os dois se desentendem o caminho todo, pois ele é um rústico australiano e ela uma dondoca mimada, ou assim parece. Chegando à fazenda, ela descobre que seu marido foi morto e é recebida pelo capataz, Neil Fletcher (David Wenham). Durante a noite, ela conhece o menino mestiço, Nullah, que denuncia os abusos e os roubos de Fletcher. Ele, na verdade, trabalhava para Lesley 'King' Carney (Bryan Brown), que quer monopolizar o negócio e comprar a fazenda de Sarah.

Após dispensar Fletcher, Sarah precisa de alguém para levar seu gado até Darwin, pois ela precisa vendê-lo para o exército. Para isso, ela precisa de Drover e seus homens, mas como o efetivo é pequeno, a própria Sarah e mesmo o pequeno Nullah precisam ajudar. A viagem é precária, mas suficiente não somente para que Sarah e Drover passem a se respeitar e se apaixonem, como também para que ela e Nullah desenvolvam um forte vínculo afetivo. Mas o menino pode ser levado a qualquer momento pelo governo, e Sarah não consegue conviver bem com a cultura aborígene e as necessidades de Nullah. A II Guerra chega, o relacionamento de Drover e Sarah entra em crise e Fletcher, agora herdeiro do “rei do gado”, leva adiante uma vingança contra ela fazendo o pequeno Nullah sofrer.

Vamos lá, Austrália parece querer beber em um gênero de cinema que praticamente morreu durante a II Guerra, o Southern movie. Se o Western era para homens, o Southern era para mulheres e tinha em protagonistas fortes (e mimadas) como Scarlett O’Hara e Julie Marsden (de Jezebel) sua principal atração. Na verdade, se bem me lembro, Austrália tentou se vender como um E o Vento Levou do século XXI, coisa que não se concretizou. A começar por uma escolha equivocada: por que colocar uma atriz australiana para fazer uma inglesa? Mas isso é problema menor, aliás, estou falando bobagem, já que a beldade sulista, Scarlett O'Hara era uma atriz inglesa. O problema é a falta de coesão e rumo firme do roteiro.

Na verdade, o filme não se decide. O início tenta emular aquelas comédias românticas antigas, com a mocinha e o mocinho cabeça dura se bicando o tempo inteiro, com piadinhas sem graça para mostrar o quanto ela não conhecia a Austrália e seu povo Só que o confronto pareceu artificial ao extremo, e Sarah parece mimada e não forte, a meu ver. Além disso, há uma desnecessária cena do Hugh Jackman tomando banho que, dado o início chatinho, nem valeu de fanservice, por conta da forçação da situação dos dois.

Quando Sarah chega na fazenda e toma pé na situação, o filme começou a parecer um pouco com Entre Dois Amores, mas Nicole Kidman não é Meryl Streep, de resto, a situação é muito parecida. A dondoca começa a mostrar que pode ser uma mulher forte. E, ao mesmo tempo, exploram o aspecto maternal de sua personalidade ao aproximá-la do menino. O elo entre os dois, a música Over the Rainbow de O Mágico de OZ, a magia dos aborígenes, tudo isso traz para a trama um caráter sobrenatural com algo de fábula. Afinal, o narrador é o menino, pelo menos na primeira parte do filme, que é a melhor.

A trama do menino foi muito bem amarrada, e explicaram de forma bem razoável a política de limpeza racial australiana que consistia em colocar crianças mestiças em colônias, normalmente nas mãos de religiosos, forçando-as à aculturação e treinando-as para trabalhos manuais. “Gerações roubadas” é o nome usado para essas crianças, e descobri recentemente que algo semelhante foi feito pelos ingleses no Canadá. De qualquer forma, o melhor filme sobre a questão é Geração Roubada (Rabbit-Proof Fence), Austrália é só um rascunho da questão.

A jornada de Drover, Sarah e mais quatro míseros vaqueiros (*uma idosa, a avó de Nullah, entre eles*) até Darwin levando 1500 cabeças de gado é a parte mais emocionante do filme e a mais bem articulada em termos de roteiro. No caminho, o vilão, Fletcher, prepara uma série de armadilhas para o grupo. A parte do estouro da boiada foi o ponto alto, o momento de maior tensão, com tudo o que uma boa seqüência de ação precisa ter. E é durante a viagem que fica evidente a química entre Kidman e Jackman, que o romance deslancha, ainda que não com as demonstrações que muita gente espera ver em um filme romântico. Tudo bem orquestrado. Sarah e Drover, cada um a sua maneira, passam a se respeitar, admirar e, em seguida, amar.

Depois de muitas agruras, eles chegam até Darwin, confrontam o vilão e vendem o gado para o exército. O capitão, que tinha uma quedinha por Sarah e desprezava Carney, fica enrolando para assinar o contrato com o vilão e torcendo por eles. Tudo encaixadinho, Drover e os outros homens reconhecem o valor de Sarah, pois depois de ter tocado a boiada pelo deserto. ela é um homem como outro qualquer. Tá, eles receberam no caminho uma ajuda fundamental do avô aborígene de Nullah, acusado injustamente de assassinato. E vamos caminhando para o final com o baile (onde o Hugh Jackman está lindo), Nullah assistindo O Mágico de OZ e a humilhação final de Fletcher. Poderia terminar ali, mas não acaba, e já tínhamos até então mais de 1 hora e meia, um clímax e tanto, a parte do estouro da boiada, a derrota dos vilões, o crescimento do menino, a mocinha e o mocinho reconhecendo o valor um do outro e se acertando. O que acontece então? Começa outro filme.

Então, o romance épico, que começou como comédia, ganha tons de filme de guerra. A Austrália está na iminência de ser atacada pelos japoneses e Fletcher se torna o grande vilão. Ao que parece Carney – que foi o marido horroroso da Meggy em Pássaros Feridos – era um capitalista truculento, mas ainda tinha princípios, já Fletcher não tem nenhum. Ele deseja a fazenda, quer se vingar de Sarah e, para isso, usa o menino, que é, na verdade seu filho.

O conflito racial, que poderia render um filme, daí, talvez, termos três filmes e não dois, é um dos eixos de Austrália. A política racista que discrimina e humilha os aborígenes, o desprezo pelos mestiços, a violência sexual contra as mulheres nativas, tudo está lá. Drover é discriminado simplesmente por manter relações de amizade com os aborígenes, e mesmo a guerra e sua miséria não é capaz de desmontar um sistema que prevaleceu oficialmente até 1973.

Nullah é capturado mandado para uma das missões, mas os padres parecem muito bonzinhos se comparados com os protestantes de Geração Roubada. Aliás, se não fosse a violência de tirá-los do lar e colocá-los – no caso de Nullah – bem no caminho dos japoneses, até que a missão não me pareceria tão ruim. O outro ponto é a relação de Nullah com King George, seu avô aborígene, acusado injustamente de assassinar o marido de Sarah. Mas não se trata de aversão da protagonista pelo velho, mas do medo de perder o menino para a cultura aborígene.

Nessa parte do filme, Sarah parece perder um pouco da força e da inteligência e se deixa chantagear por Fletcher. Se ela era uma "lady" com conexões na Inglaterra, por que não usa isso contra o vilão? Vê-la acuada e chantageada por causa de Nullah não me agradou. Em Darwin, o capitão tem a chance de tentar uma aproximação tímida, já que Drover teve medo de assumir o seu papel de marido e pai, e se enfiou em uma missão de seis meses nos cafundós australianos com uma imensa boiada. Sua fuga marca a virada da segunda parte do filme e seu retorno o final da história.

Austrália não é um filme ruim, está longe disso até, mas um roteiro mais enxuto, menos gente metendo a mão, renderia um filme mais coeso. Quase três horas de filme poderiam, também, se desdobrar em seis horas ou mais de uma excelente minissérie com um roteiro bem mais robusto. Fora isso, o filme oferece as belíssimas paisagens australianas e tem uma trilha sonora muito bonita, destaque para a música By the Boab Tree, que troca nos créditos. E Jackman e Kidman formam um belo casal, apesar dos clichês e da tentativa de revisitar os filmes da década de 1930 e 1940. Quando o filme estiver em promoção nas Americanas ou no Submarino, devo comprar.

Ah, aluguei Austrália em Blue Ray aqui no notebook novo, mas não senti grande diferença entre a imagem do DVD e a da nova mídia. É isso. O Shoujo Café vai acabar virando um blog de cinema, também.

Capas japonesas de True Blood



O Anderson me passou a dica e eu fui procurar no Amazon as capas japonesas de True Blood ou トゥルーブラッド, em japonês. Não consegui descobrir quem é o artista, ou se existem ilustrações internas (*é muito provável*), mas aí estão as capas dos primeiros três livros. Não gostei muito do Bill, entendo a estética dessas coisas, mas ele precisava ser mais muscular e adulto. Eric está interessante, mas também precisava de mais massa, por assim dizer. Godrik está como no livro, afinal, ele era um garoto de uns 16 anos, um bishounen típico, por assim dizer. Vou ficar de olho para quando as outras capas saírem. Os três primeiros livros são, respectivamente, Dead Until Dark (Morto até o Anoitecer), Living Dead in Dallas (Vampiros em Dallas) e Club Dead (*será que já tem nome no Brasil?*). Falando em True Blood, o próximo livro se chama Dead in the Family. Será que ela vai se livrar do mala do Jason? se bem que nos livros ele até que rendeu bem depois do livro #1...

Ranking da Taiyosha



Kimi ni Todoke continua no top 10 da Taiyosha, mas caiu para 5º lugar. Quero ver a colocação no Oricon e no da Tohan, porque no da Taiyosha a gente nunca pode confiar totalmente. Outro shoujo entre os dez mais é Yami Matsuei que saiu da geladeira e continua com muitos fãs, conseguiu o 8º lugar e deve ter sido fácil.

Em shoujo, praticamente todo mundo que estava semana passada se foi, ficou somente Kimitodo e Suki-tte Ii na yo. O novo mangá da autora de Fruits Basket, Hoshi no Utau vem em 3º. O bonitinho Love so Life consegue o 4º lugar. Kamisama Hajimemashita parece ser um interessante mangá sobrenatural, foi ler a sinopse e adivinhei a revista: Hana to Yume. Aliás, muita coisa esta semana é da Hana to Yume ou da Betsuhana. A surpresa, para mim, foi ver Natsume Yuujinchou fora do top 10 de shoujo. Caiu muito rápido.

Outros destaques são Nante Suteki ni Japanesque: Hitozumahen que parece não ter scanlations apesar de estar no volume 9! A sinopse no Mangaupdates me deixou curiosa, pois diz que a protagonista é uma princesa que fez voto de não se casar, porque perdeu o noivo, mas é azucrinada pelo pai e aí decide escolher um cara inofensivo para um casamento de fachada, mas, claro, as coisas não funcionam bem assim. Parece roteiro de romance Harlequin, mas pode funcionar. Akatsuki no Yona que também parece ser interessante, com uma princesa apaixonada por um plebeu e tendo que enfrentar a vida porque o mundo mudou... Mudou como? Mas não parece ter scanlations, também. Saiunkoku Monogatari aparece, também, e com duas temporadas de anime, é mais do que aceitável que seja um sucesso. Já "Bungaku Shoujo" to Shi ni Tagari no Douke é o erro da Taiyosha. Trata-se de um shounen e terá anime. Como tem “shoujo” no nome e história que normalmente a gente vê em mangá seinen, já viu... E para quem acha que estou falando bobagem, até Inuyasha já apareceu como shoujo na Taiyosha.

Josei, tem Chihayafuru ocupando 60% do ranking com facilidade. Gokusen final toma o primeiro lugar de Nodame Cantabile, mas não sei se isso dura. Ficam George Asakura com seu TekeTeke★Rendezvous e aparece um mangá de Noriko Hara, que não é Harlequin, mas deve ser na mesma linha. Ela é especializada nesse tipo de mangá. Pelo título e pela capa, a protagonista é uma comissária de vôo.

SHOUJO
1. Kimi ni Todoke #10
2. Yami no Matsuei #12
3. Hoshi wa Utau #7
4. Love so Life #3
5. Kamisama Hajimemashita #5
6. Nante Suteki ni Japanesque: Hitozumahen #9
7. Suki-tte Ii na yo #4
8. Saiunkoku Monogatari #5
9. Akatsuki no Yona #1
10. "Bungaku Shoujo" to Shi ni Tagari no Douke #1

JOSEI
1. Gogusen Kanketsuhen
2. Nodame Cantabile #23
3. Chihayafuru #7
4. Sora Kara Koi Ga Futtekita
5. TekeTeke★Rendezvous #1
6. Chihayafuru #1
7. Chihayafuru #4
8. Chihayafuru #3
9. Chihayafuru #4
10. Chihayafuru #2

Domingo, Janeiro 24, 2010

Mais um shoujo mangá de Evangelion



OK, OK... Eu realmente não tenho mais paciência com essas coisas, mas é obrigação comentar... Evangelion vai render mais uma série em mangá, de novo na revista Asuka, e, claro, por isso mesmo, um shoujo. A notícia está no AnimeNews.BIZ e o nome da série é Evangelion – Ikari Shinji Tantei Nikki ou Evangelion - Os Diários de Detetive de Shinji. A autora será Takumi Yoshimura e a estréia está rpevista para fevereiro. Outra notícia de Evangelion, é que o autor do mangá original, Yoshiuki Sadamoto , não termina o mangá, mas produziu bicicletas de EVA em tiragem limitada. O link é do AnimeNews.BIZ, mas vários sites noticiaram isso hoje. com várias fotos. Só estou postando apra matar dos coelhos - um deles shoujo - com uma cajadada só.

Me perguntaram no Formspring 1



Não sei quem já viu, mas eu coloquei um link para o formspring aqui no blog. Para quem não sabe, o formspring é como um cadenor de perguntas e respostas, ou um jogo da verdade... Essas coisas que o pessoal fazia no meu tempo de ginásio. Só que algumas perguntas são bem interessantes, então, decidi trazer algumas delas para cá. Dei respostas que poderiam ser posts, então, porque não usá-las como tal? A maioria das pessoas me pergunta anonimamente, se não houver autor/a é por causa disso. Lá vão três para começar:
Gostaria que você fizesse um lista .... com os 10 melhores shoujos que você assistiu em toda sua vida...

A pergunta é para anime, certo? Vou incluir josei, porque está tudo no mesmo saco. Lá vai:

1. Ace wo Nerae (*melhor anime shoujo de esportes, faz milagre com a animação limitada e tem uma trilha sonora ma-ra-vi-lho-sa*)
2. A Rosa de Versalhes (*é a Rosa de Versalhes, ainda que eu não goste de muitas mudanças.*)
3. Onii-sama E... (*os últimos episódios são uma ofensa ao mangá, mas é uma série brilhante por pelo menos 34 capítulos*)
4. Ouran Host Club (*melhor final aberto de anime que eu já vi. Diversão garantida*)
5. Honey & Clover (*excelente série, fiel ao mangá em quase tudo, grande trilha sonora, você ri, chora e pensa*)
6. Shoujo Kakumei Utena TV (*anime absolutamente pós-moderno, deixa a gente com um monte de dúvidas e nenhuma certeza, é rápido, engraçado, poético, e discute papéis de gênero como ninguém. Se Ouran é o melhor final aberto, Utena é o melhor final sem respostas prontas de todos os tempos. E a trilha sonora?*)
7. Hana Yori Dango (*grande novela, viciante, com personagens que fazem você torcer e odiar. Não acompanhou o mangá inteiro, porque foi feito quando ele estava na metade e no auge do sucesso, não gostei muito do final, até porque o mangá não tinha terminado ainda, mas é ótimo.*)
8. Honey, Honey (*um dos melhores animes que passou no Brasil. Leve, engraçado, alucinado, e com uma narrativa muito rápida.*)
9. Candy Candy (*novelão mexicano, sucesso em todo o mundo, só assistindo para entender porque Candy Candy é tão marcante*)
10. Escaflowne (*como não é shoujo, nem shounen, o roteiro patina, mas é um anime maravilhoso e com uma trilha sonora excepcional*)

Karekano não posso incluir, porque o anime se perde depois do capítulo 15. Basara não teve um anime à altura do mangá. Glass Mask eu adoro, mas não sei qual versão incluir, porque nenhuma consegue ser completa, porque o mangá não terminou ainda... Inferno! Haikara-san Ga Toru poderia estar aqui, mas só vi picado e em italiano, não seria justo retirar outro anime da lista.

Você é uma mulher adulta com uma profissão e que ama mangá. Como você lida com a opinião de algumas pessoas que relacionam o anime/mangá com um passatempo infantil ? by deboramiller

Normalmente, exatamente porque as pessoas me conhecem, conhecem meu trabalho, ou proque me consideram uma pessoa séria, dificilmente alguém se aproxima de mim com deboche ou reprovação. Normalmente, querem saber os motivos que me fizeram gostar de quadrinho ou de mangá, o que eu vejo neles e são muito respeitosas. A questão "do infantil" aparece muito menos do que o aspecto "violência" e "sexo" que muitos associam aos mangás. E isso, lamento ter que dizer, é muito culpa de certos fãs que acham que é cool dizer que gostam de mangá, porque eles são "adultos", e lêem "adulto" como o somatório de 3 coisas escatologia/sexo/violência. E, claro, é sempre necessário explicar que há mangás para o público masculino e que eles, em geral, são feitos por mulheres. Esse tipo de coisa mais atrai do que repele as pessoas.

Você acha que seria interessante se o Brasil fizesse novelas baseadas em mangas? Que tal uma versão brasileira de Hana Yori Dango? Acha que daria certo?

Acho que noss@s novelistas têm capacidade e qualidade suficientes para criar nossas próprias novelas. Eu realmente não gostaria de ver Hanadan em versão brasileira, mas não me importaria em ver uma novela adolescente nacional com ingredientes semelhantes.

Hagio Moto estrela documentário



Segundo o Comic Natalie, no dia 26 de janeiro a NHK vai exibir um documentário, se entendi bem, da sua série Modern Tokyo. Parecer que o foco é sempre em algum artista, cineasta, ou, no caso de Hagio Moto, mangá-ka. Nada mais justo, pois poucos mangá-kas vivos hoje tem uma carreira tão brilhante e ativa quanto a dessa mangá-ka, lembrada, entre outras coisas, por ter levado criado grandes obras de ficção científica em formato mangá, além de ser uma das fundadoras do yaoi/BL.

Primeira Graphic Novel do Crepúsculo em Março



Trata-se de notícia que deixei pendente durante a semana. O ANN (*e agora dezenas de outros sites*) anunciou que em 16 de março haverá o lançamento do primeiro dos dois volumes em formato HQ do livro O Crepúsculo (Twilight) de Stephenie Meyer. A própria autora supervisionou (*ou dizem*) o trabalho e a autora será Young Kim. O manhwa – porque efetivamente é isso que será – terá páginas coloridas, ainda que mantenha o padrão P&B. A primeira tiragem terá 350 mil cópias e duvido que não apareça nas grandes livrarias aqui do Brasil. Aposto, também, que alguém irá licenciar, pois a série é uma mina de ouro e vampiros vendem, vocês sabem.

No site da Entertainment Weekly há imagens do quadrinho e uma entrevista com Stephenie Meyer. Ainda segundo o ANN, em novembro passado houve um grande concurso de fanarts do Crepúsculo no Japão. Os juízes foram Yoshiyuki Sadamoto, autor do mangá de Evangelion, Hideo Kojima, criador do game Metal Gear, e Ryuji Gotsubo, que ilustrou as novelas da série Crepúsculo no Japão. A editora que vai lançar Twilight é a Yen Press, que também anunciou recentemente que vai lançar Gossip Girl em quadrinho.

Novo volume de KanoUso tem sessão de autógrafos



Segundo o Comic Natalie, o volume três do novo mangá de Aoki Kotomi, Kanojo wa Uso wo Aishisugiteru (カノジョは嘘を愛しすぎてると藤間麗) será lançado em 26 de fevereiro. Para comemorar e alavancar as vendas, será promovida uma sessão de autógrafos para os 150 que primeiro adquirirem o mangá. Não consegui entender em qual loja, mas poderão ser feitas comprar por telefone. A sessão de autógrafos de Aoki Kotomi será no dia 28 de fevereiro, 14 horas, na loja Hiroshima Fuchu. Outra sessão de autógrafos será a de Rei Toma, pois o terceiro volume do seu mangá Reimei no Arcana (黎明のアルカナ) também será lançado no mesmo dia, mas o encontro com os fãs será no dia 7 de março na Sapporo animate shop. Ambos os mangás são publicados na revista Cheese e o anúncio foi feito lá.

Ranking do New York Times



O ranking do New York Times esta semana apresenta poucas mudanças, que são Fullmetal Alchemist, One Piece #24 e Vampire Knight #1. Aliás, ainda não entendi porque o volume 1 de VK subiu, mas fico com muita curiosidade em ver o top 30 americano, pois certamente todos os volumes de VK devem estar lá. Yu-Gi-Oh! GX manteve o topo da lista e houve a dança das cadeiras, com VK #8 trocando de lugar com Naruto #46. Deve continuar assim. Quanto à One Piece, segundo entendi do post do ANN, a VIZ está tentando uma estratégia como a de Naruto para alavancar as vendas, que é jogar o máximo de volumes no mercado. Daí os volumes #24 e #25 de One piece terem saído praticamente juntos.

1. Yu-Gi-Oh! GX #4
2. Naruto #46
3. Vampire Knight #8
4. Fullmetal Alchemist #22
5. Maximum Ride #2
6. One Piece #24
7. Vampire Knight #1
8. Maximum Ride #1
9. One Piece #25
10. Bleach #29

Sábado, Janeiro 23, 2010

Comic Sylph vem com CD de bônus



Segundo o Comic Natalie, a edição da revista Comic Silph, da ASCII MediaWorks , que chegou às lojas ontem trouxe um CD com animação do mangá Dear Girl - Stories - Hibiki (Dear Girl~Stories~響) de Masaru Sawa e Saya Iwasaki. Se entendi bem, dentro do CD ainda vem um programa de rádio chamado Black Thunder (ブラック サンダー), fora as ilustrações especiais da série. Acho que nunca peguei nenhum mangá dessa revista para ler, mas as capas em geral são muito bonitas.

Produtos exclusivos das séries da Lala para começar bem o ano



Parece que tanto a Lala quanto a sua irmã Lala DX entram em 2010 com produtos exclusivos e novidades às leitoras. O primeiro produto é o Nyanko Sensei Manpuku☆Obento Set (ニャンコ先生 満腹☆お弁当セット), bento é a marmitinha japonesa, que terá, se entendi o Comic Natalie, dois modelos. Não é brinde e custará 1400 ienes com correio incluso, acredito que seja necessário enviar cupom que está nas edições da Lala e da Lala DX. Eles estarão à venda até 24 de março. Nyanko sensei é personagem do mangá Natsume Yuujinchou (夏目友人帳) de Yuki Midorikawa. Perece que ele é o mais popular da série que já teve duas temporadas de anime.

Posteriormente, serão lançadas canecas (mugs) de Ouran Koukou Host Club (桜蘭高校ホスト部) , Kiniro no Corda (金色のコルダ) , Kaichou wa Maid-sama! (会長はメイド様!) e Vampire Knight (ヴァンパイア騎士) . O preço não está definido, ou seja, não será brinde.

Para terminar, e de novo espero ter entendido, quem comprou o Pure Blood CD-Pack (ピュアブラッドCD-PACK) de Vampire Knight, agora pode enviar o cupon que havia no CD para ganhar o Earphone Oma to Kaname-san (イヤホンおまとめ枢様) . Isso mesmo, fone de ouvido de VK. Acho que eles poderão ser comprados, também por reembolso postas, até 10 de março. Não há imagem de nenhum dos produtos no Comic Natalie.

Novo mangá de Miki Aihara estréia na Cheese!



Já tínhamos comentado que Miki Aihara iria interromper Honey Hunt para começar um novo mangá, 5-ji kara 9-ji made (5時から9時まで). Segundo o Comic Natalie, das 5 às 9 fala de uma jovem que trabalha em uma escola de inglês, daí o horário do título e que parece amar o seu trabalho. Não deu para entender mais do que isso da sinopse e a capa da edição é Miki Aihara. Na próxima edição, quem estréia uma nova série é Ako Shimaki, na verdade, trata-se de uma continuação de Pin to Kona (ぴんとこな). Esta série fala do Kabuki - teatro tradicional japonês que excluiu as mulheres - e da vontade de um rapaz de fazer parte de uma companhia. Só que ele é pobre e sem conexões. A série terá como subtítulo "segunda temporada", para marcar o fato de ser uma continuação.

Leia Também:

Related Posts with Thumbnails