Segunda-feira, Junho 29, 2009

Dollfies de Berubara



Estava procurando uma boa imagem de André para o post anterior, acabei esbarrando nesta página. A dona é colecionadora de dolls e fã da Rosa de Versalhes. Não gosto muito desses olhos mortiços, mas como é Berubara, valia colocar aqui. Algumas fotos ficaram bem bonitas.

Entrevista com Riyoko Ikeda - Parte 8



Mais uma parte da entrevista com Riyoko Ikeda. Agora, falta somente o final da conversa que está no quarto volume. Aqui, ela fala das personagens masculinas ficcionais. Me decepciona dizendo que preferia o Girodel ao André, reclama do que fizeram com o Alain no anime. Eu também acho o Alain do anime muito diferente, mas não pelos mesmos motivos. Aliás, mesmo no mangá não fica claro para mim que Alain é quase 10 anos mais novo que Oscar e André, eles parecem ter a mesma idade.

A historinha da prostituta já era conhecida, mas acho muito desnecessária, afinal, ficou fora do mangá. E acredito que seja uma hiper-idealização romântica, como no caso de Fersen e suas amantes, acreditar que seja um “segredo” o fato de André, no final das contas, não ter permanecido virgem até seus 35, 36 anos. Eu também gosto do Girodel do mangá, mas nenhum dos homens da Ikeda supera o André. As leitoras sacaram isso antes dela, e embora ela não comente, duvido que não tenham sido as cartas a precipitar a sua decisão por ele.

Para as outras partes da entrevista, é só clicar: 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7. A imagem do post é um fanart e veio deste site aqui.
ENTREVISTADORA: Os outros homens que circulam Oscar, em contrapartida, são todos nascidos na sua fantasia.


RIYOKO IKEDA: Sim, André, no início não tinha a importância que assumiu no final da trama. Era um companheiro de Oscar desde o seu nascimento, mas não tinha planejado que se apaixonasse por ela. No fim do mangá, seu amor pode parecer puríssimo e absoluto, mas, na realidade, também André algo “escondido” em seu passado: quando se declarou para Oscar já tinha tido sua primeira experiência sexual com uma mulher, uma prostituta do Palais Royal! Porque escolhi uma figura semelhante para ser a iniciadora de André à sexualidade, explico sem problema: me impressionou descobrir que um grandioso herói como Napoleão Bonaparte conheceu pela primeira vez o amor com uma prostituta do palácio, e decidi utilizar aquele episódio com André, ainda que no mangá, no final das contas, este fato não tenha sido citado. Alguns anos depois da Rosa de Versalhes decidi contudo transpor ao mangá a vida do próprio Napoleão, na obra Eroica que eu sei que terá seu lançamento em breve na Itália.

Outro personagem da minha imaginação, e que é provavelmente o homem que mais amo neste mangá, é Girodel. É a encarnação da classe e do refinamento da verdadeira nobreza francesa, expressa, sobretudo no modo galante do seu consentimento em renunciar a Oscar. Quando decidi que seria André a amá-la, pensei que devia eliminá-lo de cena, porque um plebeu como André não teria nenhuma esperança de impedir o seu matrimônio com Oscar. Creio que de alguma maneira Girodel, ainda que não apareça muito no mangá, tenha sobrevivido à revolução.

Depois vem Alain, este rapaz de 26, 27 anos na época da Revolução, que esconde debaixo de uma carapaça rude, um coração sensível, secretamente apaixonado por Oscar. Recordo-me da raiva que senti quando me disseram que no final do anime o tinham retratado vestido de camponês e que cuidava de uma lavoura! Na realidade, Alain continuou a carreira militar, mantendo imutável o seu amor por Oscar. E é vestido de soldado que se torna uma das personagens principais de Eroica.


ENTREVISTADORA
: Quando escolheu entre estes personagens aquele teria seu amor por Oscar correspondido?


RIYOKO IKEDA
: Pensei que era chegado o momento de fazer Oscar se apaixonar, depois de retratar o amor impossível de Fersen e Maria Antonieta. Em torno dela orbitavam outras personagens masculinas que eu imaginei que poderiam ser possíveis candidatas ao seu amor, por exemplo, o Cavaleiro Negro. No final, porém, André me pareceu a escolha mais natural, porque tinha a vantagem sobre os outros de sempre ter estado próximo dela desde a infância e portanto a conhecia melhor que qualquer outro. Sinceramente, não me recordo, porém, qual foi a ocasião ou o momento preciso em que decidi optar por ele...

Como se constrói um vampiro ficcional...



Passando pelo site Suburban Vampire, vi link para uma entrevista do Vampire Festival [*em Nova Orleães... Onde mais?*] com a Tania Huff, autora da série de livros que deu origem ao seriado [*já cancelado*] Blood Ties. A série já foi cancelada, o primeiro livro, eu comprei e mal comecei, mas o vampiro que ela criou, Henry Fitzroy, interpretado por Kyle Schmid, é uma graça, sem ser mala ou vegetariano. Daí, achei que valia a pena traduzir a parte da entrevista na qual ela fala como criou seu vampiro e, claro, como qualquer autor ou autora que mereça o nome diz que leu outras pessoas e no que se inspirou, vamos lá:

VF: Toda escritora de ficção sobre vampires precisa calcular quais atributos tomará emprestado dos mitos e lendas. Para aqueles que não são familiares com a personagem Henry Fitzroy, quais são seus pontos fortes e fraquezas como vampiro?

TH:
Eu essencialmente mantive todo topoi (modelo) tradicional que eu pudesse justificar. Narcóticos podem tornar os sentidos mais apurados e a necessidade de sangue é essencialmente um vício então a Henry é forte e rápido, com a visão, olfato, e audição mais apuradas. Ele tem todas as habilidades do Príncipe das Trevas de controlar as mentes porque porque o terror mais primário tem efeito direto nas respostas do romboencéfalo [*WTF?! Não lembro disso nas aulas de biologia.*]... okay, com toda a honestidade, ele faz isso principalmente porque é sexy. [*Concordo*]


Porque personagens poderosas têm que possuir fraquezas igualmente poderosas ou eles se tornam chatos, e porque o campo eletromagnético da Terra muda quando o sol nasce, ele “dorme” durante o dia. Todos nós sabemos do perigo dos raios ultravioleta, então Henry entra em combustão e literalmente queima ao ser exposto à luz do sol. Uma estaca no coração vai matá-lo, mas isso mata qualquer um – ele sara muito rápido mas tudo o que é preciso é um ferimento tão crônico que o coração dele para de funcionar. Ele tem reflexo no espelho, porque eu não pude racionalizar nenhuma mudança na física [que explicasse].

E ele não vira um morcego, porque isso é... bem, é idiota. [*eu não acho*]. Apesar de ter Dracula se transformando emu ma multidão de morcegos em Dracula de Bram Stocker pelo menos lida bem com a questão da conservação de massa. [*mas que preocupação... então vampiros precisam respeitar as leis da física?*]



VF:
Henry é baseado no filho de Henrique VIII. Como você decidiu que pegaria uma personagem histórica da nobreza britânica e o transformaria em um vampiro que eventualmente aparece na Toronto dos dias de hoje?


TH:
Estava lendo um livro sobre os Tudors e eu esbarrei na descrição da morte de Henry Fitzroy. Ele estava perfeitamente saudável até os 17 anos e, então, subitamente, em poucos meses, tornou-se pálido e de aparência doentia e finalmente morreu. A patologia forense moderna sugere que ele provavelmente estava com tuberculose, mas isso certamente pareceu que ele encontrou com um vampiro para mim. (Uma das teorias da época é que ele tinha sido envenenado por Ana Bolena) [*Antonia Fraser não fala disso… E olha que ela comenta as várias acusações feitas contra Ana Bolena.*] Eu achei que poderia utilizá-lo, porque ele não é uma personagem histórica particularmente bem conhecida. Também, há uma boa razão para que muitos vampiros venham das classes sociais mais elevadas – é muito mais fácil sair de uma tumba do que cavar a sua saída quando você está sete palmos sob a terra. E quanto a aparecer no Canadá, bem, nós somos um dos países da Commonwealth. [*Ha! Há!*]

Ranking da Taiyosha



Saiu o ranking da Taiyosha e não há nenhum shoujo no top 10. daí, vamos esperar pelos outros, porque eu acredito que Skip Beat e Kyou, Koi wo Hajimemasu podem aparecer entre os dez da Oricon e da Tohan. No ranking de shoujo mudou muita coisa, embora mantenha-se o primeiro lugar. Somente as cartas fortes, como S.A. e Ouke no Monshou ficaram. Minha curiosidade fica com Silver Diamond, pois este mangá é novidade para mim e se manteve entre os dez, embora não apareça, por exemplo, entre os 30 da Oricon. Será que é erro da Taiyosha?

As estréias em shoujo mangá são nomes fortes: Kyou, Koi wo Hajimemasu, Switch Girl, Suki desu Suzuki-kun e Akuma to Love song. Strobe Edge, nunca li nada, mas está se tornando figurinha fácil. Já em josei, foi a dança das cadeiras, basicamente, saíram dois, entraram dois, embaralhou o resto. De diferente temos mais um volume de Mama wa Tenparist, que está em evidência no Japão, e de Watashitachi wa Hanshoku Shiteiru que fala das experiências da mangá-ka como mãe.

SHOUJO
1. Skip Beat! #22
2. Kyou, Koi wo Hajimemasu #6
3. Switch Girl!! #9
4. Strobe Edge #6
5. Suki desu Suzuki-kun!! #3
6. Akuma to Love Song #6
7. Silver Diamond #17
8. S.A. #17
9. Ojousama wa Oyomesama #6
10. Ouke no Monshou #54

JOSEI
1. Real Clothes #7
2. Cappuccino
3. Mama wa Tenparist #2
4. Hotaru no Hikari #14
5. Chihayafuru #5
6. Heavenly Kiss #4
7. Seito Shokun! Kyoushihen #18
8. Tenparist☆Babies
9. Watashitachi wa Hanshoku Shiteiru #9
10. Mama wa Tenparist #1

Domingo, Junho 28, 2009

Mais um robô gigante se torna realidade



Primeiro foi o Gundam, agora, a cidade de Kobe está construindo o Tetsujin 28 (鉄人28号 – Iron Man 28 – Homem de Ferro 28). O robô gigante tem como objetivo ajudar na revitalização da cidade de Kobe, duramente atingida por um terremoto em 1995. O robô será construído no Nagata Ward, um dos lugares mais atingidos pelo terremoto. Diferente do Gundam de Odaiba, o Tetsujin 28 será fixo e um memorial ao autor, Mitsuteru Yokoyama, que era nascido em Kobe. Yokoyama também é autor do Robô Gigante.

Tetsujin 28 foi criado em 1956, sendo talvez um dos primeiros grandes robôs dos mangás. O custo do projeto é de 135 milhões de ienes e parte do dinheiro virá da prefeitura, parte das vendas do “Tetsujin Curry”... É comida isso? Um... Agora estou torcendo por mais projetos, adoraria ver um dos robozões do Go Nagai virando realidade, de preferência Mazinger, claro! A fonte da notícia é o Kobe Shimbun.

Snoopy faz 60 anos com planos de estampar novos produtos



Só porque eu adoro os Peanuts. :) Aliás, eu gosto das crianças bem mais que do cachorro, é um conjunto de personagens cativante. A matéria estava na Folha de São Paulo.

Snoopy faz 60 anos com planos de estampar novos produtos

MARIANA IWAKURA
DA REPORTAGEM LOCAL

No dia 2 de outubro de 2010, Snoopy, Charlie Brown, Woodstock e os demais personagens da tira Peanuts completarão 60 anos de idade. Criados por Charles M. Schulz, as figuras estampam diversos produtos, mas o objetivo é aproveitar o momento e aumentar a divulgação da marca. Para isso, há um "style guide" com desenhos para a comemoração.

No Brasil, a divulgação prevê eventos como exposições em shoppings. Em março de 2010, estreia o espetáculo "Meu Amigo, Charlie Brown", baseado em musical da Broadway. Com os eventos, prevê-se aumento de 15% nas vendas dos produtos estampados com os personagens, segundo Peter Carrero, presidente da ITC Licensing, responsável pelas licenças no Brasil.

As categorias abertas para licenciamento são as de jeans, calçados, alimentos (biscoitos e cereais), brinquedos (quebra-cabeças e jogos), eletrônicos e acessórios para a casa. Os royalties são de cerca de 10%, exceto nas categorias de alimentos, em que oscilam de 3% a 4%.

Os personagens já decoram produtos tão diferentes quanto cangas e livros, mas o público principal da marca são mulheres que têm entre 18 e 45 anos de idade, diz Shawn Lawson Cummings, vice-presidente sênior de licenciamento internacional da United Media. A companhia distribui mundialmente os direitos de licença dos personagens.

Herança

Com o objetivo de aproximar a marca do público mais jovem, Snoopy e sua turma devem estampar, no ano que vem, um jogo para Nintendo Wii. A estratégia contempla também a venda, pela Warner Home Video, de filmes remasterizados e a distribuição on-line de vídeos curtos baseados nas tiras. "Quando se existe há 60 anos, é fácil ser visto como velho. Mas [a tira] tem uma herança muito rica", afirma Cummings.

Ranking do New York Times



Ultimamente tenho perdido noção do tempo, acho, pois fiquei três semanas sem postar o ranking do New York Times. Nas últimas três semanas, somente um shoujo entre os dez, Ouran Host Club que estreou em terceiro e permaneceu em sexto. Bleach fica com a primeira posição por duas semanas seguidas e os títulos da Del Rey e da Yen Press furam o bloqueio da VIZ. Vamos ver semana que vem. Os rankings estão na página do ANN.

Junho 14-20
1. Bleach #27
2. Naruto #43
3. Naruto #44
4. Rosario + Vampire #7
5. Naruto #42
6. Ouran High School Host Club #12
7. Negima! Magister Negi Magi #22
8. Tsubasa, RESERVoir CHRoNiCLE #21
9. The Melancholy of Haruhi Suzumiya #3
10. Fullmetal Alchemist #18

Junho 7-13
1. Bleach #27
2. Warriors: Tigerstar and Sasha #3
3. Rosario + Vampire #7
4. Naruto #43
5. Naruto #44
6. Ouran High School Host Club #12
7. Naruto #42
8. Yu-Gi-Oh! GX #3
9. Fullmetal Alchemist #18
10. One Piece #21

Maio 31-Junho 12
1. Bleach #27
2. Rosario + Vampire #7
3. Ouran High School Host Club #12
4. Naruto #43
5. Naruto #44
6. Fullmetal Alchemist #18
7. Negima! Magister Negi Magi #22
8. Naruto #42
9. Yu-Gi-Oh! GX #3
10. One Piece #21

Resultado da pesquisa sobre a minha história



Quem visita o meu blog sabe que coloquei uma enquete para saber um pouco da opinião das pessoas sobre a história que estou escrevendo. Ela se encerrou faz alguns dias, mas não tinha comentado. Espero que somente os leitores e leitoras tenham votado. Se for assim, tenho 22 leitores. Bate mais ou menos com os downloads dos três primeiros capítulos.

Houve quatro votos dizendo que não gostaram. Acho bem normal, até esperava mais. Não vejo o material que eu produzi até agora como nada excepcional, e acho que não agradaria a muita gente, por motivos diversos. De qualquer forma, se somente 19% não estão gostando, acho que está até bom demais. Ninguém votou em mais ou menos... Outro espanto. Os votos em estou gostando foram mais significativos e os cinco pedindo para melhorar são um estímulo. Ainda não peguei o capítulo cinco para escrever, espero fazer isso nesta semana.

Agora, os cinco votos em excelente... Realmente, pessoal, excelente não está. Precisaria melhorar muito para isso. Acho que o texto flui de forma bem desigual até. Queria mesmo que quem está lendo pudesse deixar opiniões aqui neste posts. Coisas que preciso melhorar, que gostaram mais ou menos até agora, suas personagens favoritas e as que acham que não ajudam em nada. Uma obra aberta tem essa vantagem, a gente pode redirecionar e corrigir. E, bem, não vou mentir dizendo que sei como tudo termina...

Palácio de Hello Kitty



Não pensem que eu sou fã de Hello Kitty, na verdade, tenho pouquíssima coisa dela por aqui, mesmo amando gatos. De qualquer forma, esta casa temática da Hello Kitty em Taiwan é um achado. Na página de onde tirei a foto do post há muitas outras da parte interna. Vale pela curiosidade.

Sábado, Junho 27, 2009

Entrevista com Riyoko Ikeda - Parte 7



Mais uma parte da entrevista com Riyoko Ikeda, destavez do volume 4. da edição italiana Como é enorme, cortei em duas partes, talvez três. Aqui ela fala de como começou a desenhar an sua cabeça a história da Rosa de Versalhes e dá suas impressões sobre personagens históricas. Concordo com ela em relação à Maria Antonieta, especialmente depois de ler a biografia escrita pela Antonia Fraser. Ela nunca foi notável como pessoa, mas estava muito longe de ser "a culpada' de toda a miséria dos franceses. Não vejo Jeanne como um monstro, mas uma personagem densa, consciente, que apostou alto (*como Ana Bolena*) e perdeu... ou, não! Então, acho muito ridículo quererem transformá-la em pobre coitada, como foi no filme com a Hillary Swank. O fiasco foi merecido.

Acho que ela julga com dureza o Fersen, e eu mesma - por conta da Antonia Fraser - tenho cá minhas dúvidas do caráter sexual da relação entre ele e a Rainha. O Fersen era de uma fidelidade extrema à rainha e isso nada tem a ver com pular de cama em cama. Afinal, eles não poderiam jamais ficar juntos como casal. No mais, Fersen deu tudo o que pode. Já a opinião dela sobre Luís XVI... Marido perfeito? Rico, importante, gentil, fiel, certo, e sem nenhum apetite sexual ou senso de oportunidade, já que procriar era o dever número 1 de um rei. Mas o que conta é ser rico e importante! Tá certo... Mas vamos lá! Para as outras partes da
entrevista, é só clicar: 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6.

ENTREVISTADORA: Que lembranças você tem das diversas personagens e o que pode contar sobre o seu nascimento?

RIYOKO IKEDA: A inspiração principal desta obra é a biografia de Maria Antonieta escrita por Stefan Zweig, que li quando estava no colégio. A rainha é uma pessoa que, ao longo da história, é julgada e apresentada de formas muito diferentes, mas neste livro é apresentada como uma mocinha simples e ingênua que se vê obrigada a assumir uma responsabilidade acima das suas capacidades; uma mulher que, apesar de ser chamada a exercer o papel de rainha da França, continua a escrever para a mãe cartas infantis, cheias de erros de ortografia e de gramática! Naquela época, eu não desenhava quadrinhos ainda, mas a inspiração para Berusaiyu no Bara nasce da leitura do livro de Zweig.

Maria Antonieta tornou-s euma figura histórica muito odiada pelos franceses, mas nos últimos tempos estão reavaliando o seu papel e personalidade. Muitos me perguntam o que penso realmente dela, mas eu respondo que leiam meu quadrinho, porque a represento como a percebo.

Que pessoa teria se tornado se não tivesse amado Fersen? Provavelmente, morreria sem ter experimentado o amor. Na sua vida não aparecem de fato outras pessoas que a tenham encantado, e depois do nascimento de seus filhos, sabemos que se tronou uma boa mãe de família. Ainda que a corte fosse normalmente tolerante com os amantes, se esperava que a rainha, como mãe do delfim, mantivesse a sua pureza, e Maria Antonieta, não obstante tudo o que insinuaram os numerosos panfletos difamatórios, não traiu esta expectativa.

ENTREVISTADORA: O seu interesse por Maria Antonieta superou o âmbito do mangá: por exemplo, gravou um disco com canções compostas pela rainha...

RIYOKO IKEDA: Maria Antonieta era uma grande amante dos espetáculos teatrais e da música; ela mesma atuava no pequeno teatro que mandou construir no Petit Trianon e compunha também árias, aquelas que eu cantei. Não a considero um gênio da música. Não a vejo como muito dotada artisticamente e é também fácil imaginar que estivesse circundada pelos melhores mestres; porque provavelmente as árias que deixou foram retocadas por estas pessoas e não consegui ser convencida de nenhuma forma de sua habilidade pessoal. A minha escolha de cantá-las se fez, sobretudo como uma forma de homenagem histórica.

ENTREVISTADORA: Que outras personagens da Rosa de Versalhes nasceram ao fim da sua primeira leitura de Zweig?

RIYOKO IKEDA: Todas aquelas que existiram realmente. Junto com Maria Antonieta, queria oferecer um papel central à Rosalie, mas também para Jeanne. Rosalie é a mulher que oferece uma assistência cheia da compaixão à rainha nos seus últimos dias de vida na prisão, e queria dar a esta figura tão sensível e cheia de misericórdia um papel mais importante, fazendo-a irmã de Jeanne e a filha secreta da Polignac.

As reações dos leitores à sua personagem são as mais variadas: muitos a amam por sua simplicidade, outros a odeiam porque vêem nela uma adversária espécie de sua adversária pelo amor de Oscar. [risos] [Nota da tradutora: Será que entendi direito? Ciúmes da Rosalie?!] Quis condensar este tipo de sentimento dos leitores, expressos através de muitas cartas que recebi, na figura de Carolina, personagem dos episódios especiais da Rosa de Versalhes.

Quanto à Jeanne é impulsionada por uma ânsia incontrolável por riqueza e poder. As suas razões, e as formas como se expressa apontam para uma natureza um tanto instável e extravagante que a tornam quase infantil: assim algumas vezes a vemos chorar pela morte da mãe, em outras, expulsa sua irmã de forma brutal. Em alguns filmes recentes ela foi apresentada com uma certa indulgência, mas eu tenho uma visão muito negativa dela, do seu caráter e papel histórico.

Rosalie e Jeanne são duas pessoas que realmente existiram e estavam presentes desde o primeiríssimo projeto do mangá – são então muito anteriores ao nascimento da figura de Oscar – em torno das quais construi episódios imaginários. Outras personagens foram desenhadas de forma muito fiel à realidade, com, por exemplo, Fersen. Uma coisa que omiti, e que faz com que tenha dele um julgamento muito mais severo daquele da maioria do público, é o fato de que quando estava em Versalhes, se encontrava com Maria Antonieta e lhe declarava todo o seu amor incorruptível, e em Paris mantinha encontros com um grande número de amantes. Alcançou a baixeza de organizar o plano de fuga da família real da casa de uma de suas mulheres! Ainda assim, é preciso enquadrar a prática na ótica da época: ter muitas amantes era comum para os nobres, e o próprio Fersen declarou várias vezes que a rainha era a única mulher com quem ele teria se casado. Eu creio na sinceridade deste seu sentimento, confirmado no fato de não ter se casado com nenhuma outra.

Como homem, do meu ponto de vista, é muito mais agradável Luís XVI: rico, importante, gentil, fiel... Que mais se pode desejar de um marido?! Os amores insaciáveis, como aquele entre Maria Antonieta e Fersen, depois de alguns anos perdem toda a sua intensidade deixando somente a monotonia da rotina cotidiana. Entendo que uma pessoa com a personalidade de Maria Antonieta poderia não ficar satisfeita com o seu consorte, mas para uma mulher normal creio que um homem como Luís XVI seria um marido ideal!

Continuam as comemorações dos 15 anos da revista Chorus



A edição de agosto da revista Chorus – lançada agora em 27 de junho – continua em clima de comemoração dos 15 anos da publicação. Como parte das celebrações ela traz a primeira parte de uma entrevista com Yukari Ichijou (Pride) e Makimura Satoru (Real Clothes). A continuação da conversa, se eu entendi bem o que está no Comic Natalie, sai não na Chorus, mas na edição 14 da revista You que chega às lojas em 1 de julho.

Prints21 No.91 homenageia Moyoco Anno



Moyoco Anno está em evidência este ano por conta dos seus 20 anos de carreira. A última homenagem é a edição 91 da revista japonesa Prints21. Segundo o Comic Natalie, a edição traz entrevista, imagens especiais dos trabalhos desta mangá-ka, além d ahomenagem de vários nomes do ramod e mangá e animação, dentre elas, o marido de Moyoco Anno, Hideaki Anno. Deve valer a pena. Será que aparecem scanlations por aí?

Youka Nitta de volta ao trabalho



Tempos atrás, noticiei no blog que Youka Nitta tinha admitido plágio (*essas histórias são tão cansativas*) e dito que não ia mais desenhar, por conta disso, seu maior sucesso, Haru o Daiteita (春を抱いていた) iria ficar incompleto. OK, eu coloquei lá que duvidava. Pois bem, agora o Missión Tokyo e o Divine Decision noticiaram que a página da Be-Boy anunciou que Nitta voltará a desenhar a série graças ao apoio dos fãs, por conta disso, a série de mais de 10 anos e 14 volumes terá um fim. E tem gente que ainda acredita que esses plágios realmente queimam o filme de alguém no Japão. Vide o caso de Yuki Suetsugu do premiado e muito bem vendido Chihayafuru.

Goong volta a ser publiciado na França



Goong é um dos manhwas mais famosos do mundo, talvez seja mesmo o mais famoso e é um quadrinho para garotas, um sunjeong manhwa. Por conta disso, os sites espanhóis, como o Missión Tokyo, noticiam a publicação do quadrinho na França, pela editora Samji, especializada em material coreano, e lamentam o que a série esteja suspensa na Espanha. Na França, Goong já havia sofrido cancelamento, também, em 2007, quando era publicado pela editora Soleil.

Respeito quem curte, mas vou ser muito franca, nunca me interessei por Goong e ainda não vi material – salvo Let’s Bible que é feito por coreanos no Japão – material coreano que me impressione. Legalzinho e o máximo, a impressão é de que ainda falta alguma coisa. Daí, até entendo os cancelamentos, se você tem pouco dinheiro e muito material, precisa escolher entre mangá e manhwa, o que você escolhe? Eu fico com mangá e parece que muita gente no mundo também. De qualquer forma, é muito ruim quando nossas séries favoritas são canceladas, e sei que muita gente ama Goong, ou quando as coleções ficam incompletas.

Senac São Paulo oferece curso de roteiro de História em Quadrinhos



Eu fiz este curso ano passado, é básico, mas para quem não sabe muita coisa e deseja começar, vale muito a pena. Eu aprendi uma série de coisas, além de conseguir uma boa bibliografia, livros que ainda nem terminei de ler. Como o curso é feito à distância, você não precisa estar em São Paulo e terá um diploma do SENAC. Para quem quiser mais informações, é só clicar aqui. Este é o blog do professor que deu a aula para a minha turma, não sei se será o mesmo.

"Je te aime!" Ama coisa nenhuma!



Outra excelente campanha sobre a violência contra as mulheres. Esta é francesa e foi legendada em espanhol, acho. Fácil de entender, já que tudo se diz em palavras simples e imagens violentas.

GIRL POWER: Um Olhar sobre o Shoujo Manga nos EUA



Esta matéria foi publicada no Nichi Bay Times e tenta passar em revista a evolução do mercado de shoujo mangá nos EUA. Apesar de esquemática e contraditória ao explicar o que é shoujo e josei, mesmo tendo deixado de falar de seinen (*é como se tudo fosse shounen*) e sendo muito pessimista (*se as editoras cancelarem os shoujo estarão sendo burras e eu duvido que cometam o mesmo erro que os comics cometeram ao alienarem o público feminino por quase meio século*), achei que valia a pena traduzir. Só cortei as explicações sobre os títulos sugeridos. Todos muito bons, por sinal.

GIRL POWER: Um Olhar sobre o Shoujo Manga nos EUA

Por EMILY SNODGRASS

Passei dentro qualquer uma das maiores livrarias nos dias de hoje, e você provavelmente encontrará prateleiras de mangás traduzidos para o inglês por inglês por meia dúzia de companhias. Onde uma vez havia uma estantezinha em um canto lá longe perto dos livros de ficção científica e de fantasia, agora há, em muitos casos, um corredor inteiro de opções. Nos últimos seis anos, a popularidade dos mangás nos EUA explodiu. Livrarias vendem volumes de mangá, bibliotecas estão montando coleções de mangá, e bancas de jornal estão vendendo antologias de mangá.

Mas que tipo de histórias, exatamente, você encontrará nessas revistas? Em sua maioria, os mangás licenciados nos Estados Unidos têm sido direcionados para os garotos. Nós recebemos shounen mangá cheiois de histórias com samurais heróicos, comédias de artes marciais, space operas com temática séria, e séries estreladas por adolescentes de cabelos espetados com poderes mágicos e que explodiam demônios em pedacinhos.

Isto tudo é muito bom e legal, mas e o público feminino? No meio dos anos 1990 as coisas começaram a mudar lentamente quando uma companhia sediada em São Francisco, VIZ Media, LLC arriscou-se no território do shoujo e josei mangá. Shoujo literalmente significa “garota”, e no Japão, há toda uma variedade de mangás criados para garotas em mente. Shoujo na verdade não é um gênero, mas uma audiência alvo que abrange uma ampla variedade de gêneros. As histórias vão do simples romance escolar idealizado, até o horror gótico, e inclui o espaço para dramas densos e estimulantes, também.

Da mesma forma, josei é um tipo de mangá criado para uma audiência feminina mais velha – mulheres no final da adolescência e na casa dos 20 – que são parte da força de trabalho ou estão em casa cuidando da família. As histórias abordam temas e conteúdos mais maduros, e se passam com freqüência ou em casa ou no local de trabalho. As tramas são realistas, mais complexas, e geralmente giram em torno de trabalho, amor, casamento, sexo, família e crianças.

O estilo do shoujo e do josei mangá diferem do shounen mangá tanto visualmente quanto nas temáticas. A arte geralmente é mais detalhada e delicada. As personagens são mais esguias e graciosas. As cenas são enriquecidas com brilho, flores e outros efeitos estilizados. As tramas se centram nas personagens e relacionamentos, e podem ser mais intrincadas, enquanto os cenários são tão amplos e variados quanto os dos shounen mangá. Dos corredores da mais comum das escolas até as colinas de um distante país europeu, o mundo do shoujo e do josei mangá é vasto e surpreendente. Há comédias, romances, tragédias, histórias de esporte, épicos de ficção científica, dramas trabalhistas, aventuras históricas e muito mais.

Com Four Shoujo Stories, de 1996, a VIZ testou experimentou a aceitação do shoujo mainstream nos EUA. Este volume incluía a história curta, They Were Eleven, uma ficção científica carregada de tensão e suspense de autoria de Hagio Moto, uma das mais influentes e respeitadas autoras do Japão. “Four Shoujo Stories” permitiu vislumbrar a complexidade e os plots que eram a marca registrada do shoujo e do josei mangá.

Entretanto, como os pontos de venda mais comuns para os quadrinhos nos EUA eram as comic shops, a VIZ tentou vender seus mangas ali, fazendo todo o possível para conformar os mangás ao estilo dos quadrinhos americanos. A maioria dos títulos lançados eram shounen, mas tanto para os shounen quanto os shoujo, eles seguiram a mesma estratégia, publicando mangás em capítulos, formato brochura para parecerem comics, e colorizando algumas das páginas preto e brancas. Muitos dos primeiros esforços da VIZ no terreno do shoujo manga vinham junto com material que não era shoujo na Animerica Extra, uma antologia que teve vida curta.

Infelizmente, os fãs do sexo masculino eram os principais freqüentadores das comic shop independentes dos Estados Unidos da época. Encontrar o público feminino lá era difícil.

No final dos anos 90, a Mixx (agora, Tokyopop) entrou em atividade, começando a MixxZine e a posterior Smile, visando especificamente o publico feminino adolescente, desta vez colocando o produto nas bancas de jornal ao invés das comic shops. O lançamento de Sailor Moon, um dos mais populares títulos de anime e mangá de todos os tempos, abriu o mundo do shoujo mangá para uma audiência mais ampla.

Sailor Moon fez um grande sucesso, mas não foi até a Tokyopop lançasse Fruits Basket, um conto bem humorado sobre uma garota vivendo com uma família que pode se transformar em vários animais do horóscopo chinês, que o shoujo mangá realmente conquistou o seu lugar no mercado americano.

Um fator fundamental que ajudou no sucesso de Fruits Basket foi que ao invés de ser serializada simplesmente em uma revista de mangá, a série e outros títulos que apareceram por esta época estavam começando a aparecer nas livrarias. O público médio feminino era muito mais propenso a entrar nas livrarias do que nas comic shop, e isto tornou os mangás mais acessíveis. Fruits Basket foi capaz de atrair um grande público, tanto masculino quanto feminino. Este apelo para ambos os públicos, ajudou o mangá a aparecer repetidamente na lista das 20 graphic novels mais vendidas.

Em junho de 2005, a VIZ lançou a Shojo beat, uma antologia que abrigava muitos títulos shoujo e alguns josei, também. Alguns títulos apareceram por um curto espaço de tempo na revista, antes que fossem retirados e publicados em volumes encadernados, abrindo espaço para novos títulos. A VIZ lançou o selo Shojo Beat no qual eles publicam muitos outros títulos que não apareceram na revista.

Subitamente, os Estados Unidos se tornaram um Mercado viável para os títulos shoujo. Em pouco tempo, a Tokyopop e a VIZ eram capazes de lançar um volume saudável de títulos shoujo junto com seus usuais shounen blockbusters. Outras editoras entraram no barco, também, e não temos um fluxo constante de séries da VIZ, Tokyopop, Dark Horse, CMX, Aurora, Del Rey, Vertical, DMP, Go! Comic, Yen Press, entre outras.

Por onde alguém interessado em explorer o mundo do shoujo e josei mangá pode começar?

Clássicos: “Swan” (by Kyoko Ariyoshi – CMX – January 1, 2005) e “From Eroica With Love” (by Yasuko Aoike – CMX – November 1, 2004)

Contemporâneos: “High School Debut” (by Kazune Kawahara – VIZ Media – January 1, 2008), “Boys Over Flowers” (by Yoko Kamio – VIZ Media – August 6, 2003) e “Honey and Clover” (by Chika Umino – VIZ Media – March 4, 2008)

Fantasia: “Red River” (by Chie Shinohara – VIZ Media – June 23, 2004) e “Basara” (by Yumi Tamura – VIZ Media – August 13, 2003)

Incomuns (Nada da história de amor tradicional): “Nodame Cantabile” (by Tomoko Ninomiya – Del Rey – April 26, 2005), “Skip Beat” (by Yoshiko Nakamura – VIZ Media – July 5, 2006), “Kitchen Princess” (by Natsumi Ando and Miyuki Kobayashi – Del Rey – January 30, 2007) e “Walkin’ Butterfly” (by Chihiro Tamaki – Aurora Publishing – August 22, 2007)

O que o futuro guarda para os shoujo mangpa nos EUA? O panorama é incerto. Com a recente crise econômica, as companhias americanas de manga estão reduzindo o número de títulos licenciados, se agarrando à sucessos garantidos e séries mainstreams de sólida popularidade. Infelizmente, para os fãs de shoujo isto significa que os títulos shounen já consagrados serão aqueles a sobreviver, com os títulos shoujo manos rentáveis sendo cancelados primeiro.

Em maio de 2009, a VIZ anunciou que sua revista Shojo Beat não seria mais vendida, com sua edição final chegando às lojas em julho. Em agosto, os assinantes receberão um exemplar grátis da Shonen Jump com informações sobre a restituição da assinatura e outras opções disponíveis. Felizmente, o selo Shojo Beat sobreviverá, mas agora ficamos sem uma revista especializada em shoujo mangá. No entanto, shoujo manga tem enfrentado obstáculos no passado e ainda sobreviveu, por isso espero que os fãs shoujo continuem a apoiar a indústria, comprando shoujo mangá e ajudando o gênero a sobreviver até que os ventos da economia mudem para melhor.

Sexta-feira, Junho 26, 2009

O Monacast ligou para mim



Eu sou ouvinte regular de três podcasts, como vocês devem ter percebido nos links do blog, o Rapaduracast, o Nerdcast e o Monacast. Descobri este último primeiro, gostei porque ele é feito por mulheres (Mafalda, Euba & cia), e tomei carinho por ele. Só que os últimos programas não tinham sido tão interessantes para mim. Daí, comecei a ouvir o da semana passada, sobre Liberação Sexual Feminina, o programa foi bem legal, mas discordei do que foi dito sobre Simone de Beauvoir e escrevi um comentário no blog. Não é que a Mafalda gostou e entrou em contato comigo? E eu fui a primeira ouvinte a falar por telefone com o Monacast.

Fiquei com vergonha, achei que tinha falado muito mal e nem queria mostrar para o Kamugin, mas ele disse que ficou OK, então, decidi comentar aqui. Fiquei muito feliz delas terem me ligado. Agora, preciso que um e-mail meu seja lido no Nerdcast (*já aconteceu isso no Rapaduracast depois do filme de Star Trek*), pois aí, sim, meus alunos e alunas ficarão sabendo. Afinal, muitos deles ouvem o programa e uma figura esta semana até soltou que Ulisses Guimarães não morreu, mas está no Acre... ^_^ Cara, que post mais bobo esse...

Ai Yazawa doente outra vez



Segundo a página de notícias da revista Cookie, Ai Yazawa adoeceu de repente e Nana terá sua publicação suspensa mais uma vez. Segundo a nota, a mangá-ka terá que ficar de repouso e não se sabe ainda quando ela retornará ao trabalho. Em 2007, Yazawa também esteve doente e teve que interromper o mangá. É, parece que a bruxa está solta, mais uma no “estaleiro”, como diria meu pai. A carga de trabalho desses mangá-kas é desumana. Enfim, espero que a Ai Yazawa se recupere logo. A notinha estava no Missión Tokyo e no Japan Pop Cuiabá.

Betsuhana fala do Dorama de Otomen



O Comic Natalie trouxe hoje a capa da edição 26 da Betsuhana, ela marca o retorno de Glass Mask (ガラスの仮面) às páginas da revista, além do lançamento do volume 44 da série que começou em 1976. Outra notícia dessa edição é que o mangá Amaterasu (アマテラス), também de Suzue Miuchi, ganahrá reedição pela Kadokawa Shoten. Os primeiros dois volumes, de um total de quatro, saem agora no dia 26 de agosto. Além disso, a revista traz informações sobre o dorama de Otomen (オトメン), focando no elenco, a foto do ator principal está na capa. A série estréia no dia primeiro de agosto, sábado, 23 horas. Agora, não sei porque Otomen tão tarde da noite.

Mercado de Anime nos EUA reage



Quem acompanha os cados do ICV sabe que asvendas no mercado de animes americano vinha em queda. Isso, a meu ver, pressionou as empesasa lançarem boxes com extras e presentinhos. Afinal, é esse tipo de coisa que o fã quer. Pois bem, os dados liberados pelo ICV para o primeiro quadrimestre de 2009 apontam para uma queda de apenas 2%, o que é muito bom, se levarmos em conta que a quda ano passado foi de 11% para o mesmo período. Hoje, a Funimation domina 40% do mercado americano.

Sobre o declínio da leitura no Japão



Eu não tive acesso à notícia original, mas um post do site Giappone-Italia. Pois bem, segundo o jornal japonês Yomiuri Shimbun, cerca de 20% dos alunos do ensino fundamental, médio e superior raramente lê livros pelo prazer da leitura, e cerca de 80% dos professores do colegial e do ensino superior acredita que o conhecimento da língua japonesa por parte dos estudantes diminuiu. Pesquisadores de um órgão nacional (National Institute for Educational Policy Research) entrevistaram "2120 alunos de quarta série do ensino fundamental até a o segundo ano da faculdade, e 259 professores de ensino primário, secundário e superior", diz o relatório. Em tudo isto, foi apurado que lendo menos, a compreensão de textos é mais difícil e a fluência do idioma é bem mais limitada. Isso causa muitos problemas para os alunos, não apenas na escola ou no trabalho. Muitos dos professores entrevistados atribuíram esta tendência à redução do hábito de leitura entre adultos, incluindo professores, com quem os estudantes estão em contato.

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Kimi wa Pet Kanzenban



O Missión Tokyo anunciou que Kimi Wa Pet de Yayoi (きみはペット) Ogawa terá edição kanzenban lançada no Japão. Trata-se de uma edição de luxo, com papel melhor, formato grande e páginas coloridas. Os primeiros tomos saem este mês e a edição terá o nome de Kimi wa Pet ~L'integrale~. Queria muito este mangá aqui no Brasil.

K-On Flashback



K-On (けいおん!) é uma das séries favoritas da temporada e, por isso mesmo, eu ainda acredito que muito material da série ainda será produzido. Pois bem, o ANN, anunciou que kakifly, o autor do mangá, vai produzir uma história flashback mostrando a amizade entre Mio Akiyama (*a favorita dos otakus*) e Ritsu Tainaka. A história fechada tem 16 páginas e foi publicada este mês na revista Manga Time Kirara Forward (*Página oficial 1 e 2*). Aliás, para quem não assistiu K-On ainda, eu recomendo. É uma série muito simpática.

Tokyopop promove concuro para celebrar Fruits Basket



Para comemorar o ultimo volume americano de Fruits Basket, a Tokyopop está fazendo um concurso cultural. Um detalhe importante é que as regras de participação não excluem estrangeiros, mas exigem que você faça a postagem dos EUA. Mas vamos lá, o concurso é bem legal e consiste em demonstrar o seu amor por Fruits Basket. A editora selecionará os trabalhos mais legais e vai montar um scrapbook (*uma espécie de caderno de colagens, recordações*) que será presenteado à Natsuki Takaya, a autora de Fruits Basket. Enfim, os seguintes trabalhos serão aceitos e cada concorrente somente poderá enviar um deles: uma carta para a autora; um fan art de Fruits Basket; um poema sobre a série de mangá; uma fanfic de Fruits Basket; ou uma foto sua com a sua coleção da série.

Todos os trabalhos devem ser enviados acompanhado deste formulário. Já as regras, estão aqui. E o endereço para o envio, que deve ser feito até 3 de julho é:

Fruits Basket Scrapbook Competition
TOKYOPOP Inc.
5900 Wilshire Blvd.
Suite 2000
Los Angeles, CA 90036

Se você é fã de Fruits Basket, acho que não perde nada em participar. Que tal pedir para um amigo ou amiga nos EUA postar o seu trabalho? O prazo é curto, mas ainda está em tempo.

Ranking da Oricon



Saiu o ranking da Oricon com nove shoujo e josei entre os trinta. No top 10, somente Skip Beat. De novo, o segundo shoujo melhor colocado é o clássico Ouke no Monshou. Mas o interessante é que dos nove, cinco são josei, o que torna esta semana bem singular, para dizer o mínimo. A lista completa traduzida está no ANN.

6. Skip Beat! #22 (Shoujo)
12. Ouke no Monshou #54 (Shoujo)
14. Hotaru no Hikari #14 (Josei)
20. Mama ha Tenparist #2 (Josei)
21. Chihayafuru #5 (Josei)
22. S.A #17 (Shoujo)
25. Ore-sama Teacher #5 (Josei)
28. Real Clothes #7 (Josei)
29. Nante Suteki ni Japanesque: Hitotsuma-hen #8 (Shoujo)

Quarta-feira, Junho 24, 2009

Relógios Hello Kitty Swarovski Edição Limitada



A Sanrio se juntou à Citzen para produzir um relógio com bateria solar gigante da Hello Kitty com bateria solar à venda no próximo mês por um preço de 300.000 ienes. O relógio tem 70 cm de diâmetro e pesa 10 quilos. Além deste relógio especial toda uma série de relógios comemorativos dos 35 anos da personagem, as três com cristais Swarovski, a Crash Hello Kitty, com somente 533 unidades, uma outra da Citizen, e outra da Vivitrix.

20 Anos de carreira de Moyoco Anno Celebrados



O Comic Natalie traz a notícia de que para celebrar os 20 anos de carreira, dois mangás de Moyoco Anno serão republicados. Happy Mania (ハッピーマニア), sua obra de estréia na Feel Young da Shodensha em 1998, receberá tratamento de luxo, ao estilo Bible. A série teve dorama e foi publicada nos Estados Unidos pela Tokyo Pop. A outra obra que será relançada é Chamaleon Army (カメレオン・アーミー) de 1999. Esta última, eu não conhecia e tem somente um volume.

Ranking da Tohan



Saiu o ranking da Tohan e como eu previa, o clássico Ouke no Monshou aparece entre os dez, fazendo dupla com Skip Beat que está em quarto. O infinito Hajime no Ippo - mangá de boxe - aparece entre os dez. Já vi muita gente pedindo a série, mas acho improvável que seja licenciada aqui. Aliás, não recomendaria nenhuma série infinita, como o próprio Ouke no Monshou ou mesmo Glass Mask. Ao que parece, os autores tem prazer em não fechar suas histórias. De resto, One Piece persiste, sendo o único sobrevivente da semana passada, e não acredito que saia do ranking na próxima semana, a não ser que estreie uma enxurrada de títulos de grande peso.

1. Ahiru no Sora #24
2. Air Gear #25
3. Hajime no Ippo #88
4. Skip Beat! #22
5. Diamond no Ace #16
6. One Piece #54
7. Kekkaishi #25
8. Major #72
9. Kaiouki
10. Ouke no Monshou #54

Terça-feira, Junho 23, 2009

Kyou, Koi wo Hajimemasu ganha especial na Sho Comi



Kyou, Koi wo Hajimemasu (今天、开始恋爱) de Minami Kanan é um dos grandes sucessos da revista Sho Comi atualmente. Segundo o Comic Natalie, a edição 14 da revista vai trazer um booklet com ilustrações exclusivas da série, além de ilustrações das personagens feitas por outras mangá-kas como Mami Shimizu, Satoko Kitamura e Satsuki Tokunaga. O Pro Shoujo Spain também publicou que a série começou a sair na Espanha este mês com o nome de Hoy comienza nuestro amor.

Mangás que terminam no Japão



Shiawase Kissa 3-chōme (幸福喫茶3丁目) é um mangá muito elogiado e sempre aparece entre os shoujo mais vendidos. Segundo o ANN, a edição atual da Hana to Yume anunciou que a série está terminando. Shiawase Kissa 3-chōme fala de uma menina, Uru Takamura, que decide se sustentar quando a mãe casa de novo. Com este objetivo, ela se emprega no Café Bonheur (*em francês, alegria*) que fica em na quadra três de uma vizinhança chamada Shiawase (*em japonês, alegria*). E lá ela forma um trio com o colega de trabalho Ichirō Nishikawa, e o confeiteiro Satsuki Shindō. A série começou a ser publicada em 2005 e tem, até o momento, 13 volumes.


Outra série que está se encerrando, segundo o Pro Shoujo Spain, é Bitou Lollipop (微糖ロリポップ) que é publicada na revista Cookie. A série fechará com sete volumes e conta a história de Madoka, uma adolescente cujos pais ganahram na loteria e decidem retomar os sonhos de juventude. Eles querem ser médicos e vão para a universidade estudar. Madoka então decide se sustentar e cuidar de sua vida para que eles aproveitem a nova liberdade. Semelhante, não? Pois bem, Shiawase Kissa 3-chōme tem scanlations, mas Bitou Lollipop, infelizmente, não.

E as saias começaram a descer...



Já fiz posts aqui sobre a questão das saias curtas nos uniformes das colegiais japonesas e lembro que a Aline, que esteve no Japão com uma bolsa de aperfeiçoamento, confirmou a coisa. Pois é, ultimamente saíram matérias falando desde a preferência pelas calças compridas (*ou imposição*) até as campanhas dos professores para que as meninas desçam as saias, por motivos de saúde (*atente para as fotos da matéira, a neve e as microssaias*), até por motivos "morais" que eu considero bem questionáveis. Mas eis que o Japanator, o Danny Choo e outros sites começaram a falar que a moda agora, em Osaka, em Nara e, brevemente talvez em Tokyo, são as saias longas. A influência? Uma delas é Maria-sama Ga Miteru. Será mesmo? E será que a moda veio apra ficaR?

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Hello Wars: Hello Kitty + Star Wars



Err... Mais uma coisinha de Hello Kitty. A gatinha e as personagens de Star Wars (Guerra nas Estrelas). São decalques de vinil com nomes como Luke Kitty, Storm Kitty, r2k2, Hans Kitty, e ChewKitty. O precinho é bem camarada, 1 dólar. Só nãoé da Sanrio ou da Lucas Filmes é coisa de fã, ao que aprece. Mas são umas fofuras. :D A página de Hello Wars é esta aqui. A informação estava no Craziest Gadgets.

Ranking da Taiyosha



Saiu o ranking da Taiyosha, deliciosamente recheado com clássicos do shoujo mangá. Temos em segundo no ranking de shoujo, Ouke no Monshou, mangá interminável, que começou lá em meados dos anos 70 e o mesmo vale para o divertidíssimo Eroica. Como pedir esses dois mangás quando as autoras nunca os terminam? Eroica, pelo menos, ainda é episódico. O único shoujo no top 10 é Skip Beat!, em sexto, mas acho que no ranking da Tohan será diferente. Pela primeira vez, que eu tenha visto, aparece Silver Diamond, publicado em uma revista shoujo especializada em BL, a Ichiraci, da editora Tosuisha. Em josei, a maioria dos nomes fortes persiste e só muda de lugar. Destaque para a estréia de Real Clothes, que teve dorama, e para Capuccino de Wataru Yoshimizu, autora de Marmalade Boy.

SHOUJO
1. Skip Beat! #22
2. Ouke no Monshou #54
3. S.A. #17
4. Oresama Teacher #5
5. Kirameki Gingachou Shoutengai #10
6. Silver Diamond #17
7. Orange Chocolate #1
8. Kairaishi Lin #8
9. Nante Suteki ni Japanesque: Hitozumahen #8
10. Eroica Yori Ai wo Komete #35

JOSEI
1. Hotaru no Hikari #14
2. Chihayafuru #5
3. Mama wa Tenparist #2
4. Real Clothes #7
5. Seito Shokun! Kyoushihen #18
6. Tenparist☆Babies
7. Cappuccino
8. Honya no Mori no Akari #5
9. Heavenly Kiss #4
10. Tonari no Kaibutsu-kun #1

Domingo, Junho 21, 2009

Best Selection na Alemanha



Já falamos da coleção Best Selection da Shogakukan que reúne as melhores obras curtas de grandes mangá-kas shoujo aqui no blog. Agora, o Pro Shoujo Spain avisa que a editora alemã Egmont licenciou vários desses tomos. O primeiro, de Shinju Mayu, saiu este mês. Em setembro será lançado o colume de Yuu Watase e em março o de Kaho Miyasaka. Eu realmente invejo, acho que seria um lançamento bem legal de se ter aqui no Brasil. Mas duvido que venha.

Site Oficial dos Pilares da Terra no Ar



Não tem quase nada no site ainda, só fotos da cidade cenográfica em construção, mas é maravilhoso ver que a série é uma realidade. Para quem não leu meu post sobre a minissérie, está aqui. Ah, o mapa das personagens, direto do site do Ken Follett. O elenco principal já está listado no site.

Filmes nacionais superam bilheterias de grandes produções americanas



Eu gosto de cinema, gosto muito mesmo. E fico feliz em ver o avanço do cinema nacional. Ver notícias como essa, dizendo que filmes nacionais superaram blockbusters americanos me deixa feliz, ainda que venha uma vozinha dizer "Ah, mas são filmes ruins! São da Globofilmes!". Oras, toda a indústria de diversão - e entram os mangás aí - produz muito lixo, muita coisa ruim que cai no gosto do público, e algumas poucas jóias. Por que com o cinema nacional tem que ser diferente? Por que um filme da Globofilmes, ainda que ruim, é pior do que ver um blockbuster americano igualmente ruim liderando? Se o lucro com esses filmes que parecem TV filmada resultarem em investimentos em bons filmes nacionais ou mais espaço para os bons filmes brasileiros na proporção, digamos de 1/15, eu fico feliz. Mas veja que o que vai na cabeça de muitos é isso aqui "O filme de público destruiu o cinema brasileiro". Você faz filme para quem? Quem é seu público? Ora bolas, está cheio de (supostos) filme de "arte" brasileiro muito ruim, mas aí, o diretor vem e diz que a culpa é do público, incapaz de compreender sua genialidade.

Falando de "Se eufosse você", o primeiro, porque o segundo não vi, é cheio de clichês de gênero, mas de forma nenhuma um filme ruim. Ruim é Olga, que se vendeu como filme sério e é uma desgraça do início ao fim; desgraça que eu assiti pagando no cinema. Aliás, eu considero a nova safra de cinema nacional acima da média. Há de tudo, desde a comédia romântica até o favela movie. Só falta a indústria voar com suas próprias asas. Cinema é diversão, ou pelo menos boa parte do cinema é, sim.

Entrevista com Riyoko Ikeda - Parte 6



Mais uma parte da entrevista com Riyoko Ikeda. Agora terminei o terceiro volume. Vocês podem perceber que Ikeda não gosta muito nem do filme, e muito menos do anime (*isso eu já sabia e não tiro a sua razão, apesar de gostar bastante da série animada*), mas cedeu porque o produtor era muito apaixonado pela série. Não entendi porque a rejeição de Jane Birkin, não a conhecia, mas vendo as fotos que encontrei na net, acho que ela realmente daria uma Oscar mais itneressante. Mas acho que o grande problema do filme não foi somente o fato dos atores e atrizes não compreenderem o que A Rosa de Versalhes era, mas, principalmente, porque o diretor não entendia. ainda tenho esperanças e ver um live novo da Rosa, desta vez respeitando as escolhas de cast da Ikeda. Quem sabe? Como disse, foi muito custoso traduzir algumas partes e tenho mesmo dúvidas se acertei. Qualquer dúvida ou correção, por favor, podem dizer por e-mail ou nos comentários do blog. Para as outras partes da entrevista, é só clicar: 1 - 2 - 3 - 4 - 5
ENTREVISTADORA: O que você tem a dizer do filme live action?

RIYOKO IKEDA: Na época, recebia continuamente pedidos para transformar A Rosa de Versalhes em filme ou anime, mas nenhuma me convenceu. [Nota da Entrevistadora: O anime conhecido na Itália como “Il Tulipano Nero” (La Seine no Hoshi) deveria ser na intenção dos produtores uma versão da história de Oscar, mas a recusa da autora, que impôs uma série de modificações, no último momento.] Porém, o produtor do filme Mataichiro Yamamoto convenceu-me da sua ilimitada paixão pelo meu quadrinho. E por causa da sua imensa paixão conseguiu persuadir o governo francês a permitir o uso de muitas das salas do palácio de Versailles para a realização do filme, privilégio sem precedentes na época. Mesmo os filmes posteriores que foram gravados em Versailles não conseguiram obter os mesmos privilégios que nos foram concedidos.

ENTREVISTADORA: Quem escolheu o elenco? Você ou o produtor?

RIYOKO IKEDA: Yamamoto era um fã de Rosalie, lhe agradavam as garotas simples [Nota da Tradutora: Ele usa e expressão idiomática “acqua & sapone”, será que acertei na tradução?], mas com charme feminino. (ri) Eu preferia as mulheres de aspecto mais andrógino, mas ele as queria mais sensuais. Além disso, mesmo atores e atrizes que pareciam perfeitos nos testes fotográficos se mostravam muitas vezes incapazes de interpretar talvez por não compreenderem que tipo de história era a Rosa de Versalhes e diziam as frases de forma muito artificial. O personagem que mais me satisfez foi, sem dúvida, o de Girodel, interpretado por Martin Potter. Ele tinha sido escalado para fazer o papel de André, mas eu exigi que recitasse as falas de Girodel, porque ele estava perfeito!

ENTREVISTADORA: E os outros personagens?

RIYOKO IKEDA: Eu encontrei somente com Jane Birkin e Dominique Sanda, que no final não apareceram no filme; dos outros, ninguém mais, porque seus papéis foram definidos depois que eu já havia retornado ao Japão. Dessa forma, nem André (Barry Stokes), nem Fersen (Jonas Bergström), nem Oscar (Catriola MacColl). Jane Birkin me agradava muito, mas foi rejeitada pelo diretor Jacques Demy que não gostava dos seus dentes. Demy também julgou Dominique Sanda muito grave e triste [Nota da tradutora: não sei se aqui ficaria melhor triste ou algum sinônimo, ou ainda morena.] para o seu papel. A sua proposta foi Natalie Delon, mas ela era um pouco madura para a personagem de Oscar. Pessoalmente, considero ainda que Birkin seria a melhor escolha para papel.

ENTREVISTADORA: O anime foi produzido pelo mesmo Mataichiro Yamamoto para promover o filme. Você o viu, e se sim, o que acha dele?

RIYOKO IKEDA: Para ser sincera, não assisti tudo. Sei, porém, que muitas pessoas conheceram o meu quadrinho somente graças ao anime; só por este motivo, um dia estou disposta a tentar assisti-lo outra vez e, por isso, comprei as fitas, mas, como disse, não consegui chegar até o fim!

ENTREVISTADORA: Quando um autor cria uma personagem imagina até como seria sua voz. O que você acha dos dubladores?

RIYOKO IKEDA: Me agrada a intérprete de Oscar menina, mas não gostei tanto da sua versão adulta. Na minha imaginação, Oscar tem uma voz mais profunda e reservada.

Final do WCS 2009 Brasil Comentada



Eu moro em Brasília, vocês que freqüentam o blog sabem, e estava em casa ontem, logo, não assisti a final do WCS. Mas contactei uma grande amiga (*que espero conehcer pessoalmente este ano, quando voltar a visitar São Paulo*) que assistiu o evento e pedi que fizesse um relato detalhado da final. A Mickey aceitou gentilmente. Então, segue o texto contando como foi e o que aconteceu na final do WCS Brasil 2009 que deu a vitória à dupla Renan e Geraldo, que encarnaram as personagens Brooke e Franky de One Piece. Quem quiser comentar o texto da Mickey, é só entrer em contato com ela no Twitter.

Teatro, dança, canto, bonecos gigantes, cenários que se transformam, tiros, fantasias e muito, muito papel picado passaram pelo palco do Espaço Hakka, localizado no bairro da Liberdade em São Paulo, entre o fim da tarde e a fria noite do sábado dia 20 de junho. Era a Etapa JBC Brasil do World Cosplay Summit, um espetáculo e tanto protagonizado por 14 das 15 duplas vencedoras de seletivas realizadas desde o ano passado de norte a sul do país.

O evento se iniciou dentro do horário previsto: para animar, primeiro algumas apresentações de animekê. Logo em seguida o público conheceu os apresentadores Caren Utino e Kendi Yamai e também o corpo de jurados que contava com figuras conhecidas no meio: Pablo Miyazawa, Sônia Luyten, Rafael Losso, Renata Takahashi, Laura Faermann, Arnaldo Oka, Marcelo Del Greco, Victor Kobayashi e Naoaki Uchiyama. Também foi apresentado o colorido desfile de Moda Harajuku e então, começou a parte que realmente fez com que todos estivessem ali.

As apresentações seguiram a ordem de realização das seletivas, começando por Gabriel Niemetz (Hyoga de Toalha) e Jéssica Campos (Pandy), que conquistaram em 2008 o campeonato mundial. A dupla apresentou uma bela encenação de 'A Viagem de Chihiro' fazendo diferença em não se fantasiar dos personagens mas, sim, manipular cenários e bonecos, incluindo uma Yubaba gigante, tão impressionante que causou a primeira grande onda de exaltação da platéia ao entrar no palco.

A segunda dupla era a de Alessandra Fernandes (Aino) e Petra Leão que entrou no palco como Kaneda do anime Akira montado em sua moto, uma nova onda de exaltação da platéia começou quando houve uma falha no áudio e a apresentação se reiniciou. Logo Alessandra surgiu como Tetsuo e por fim a dupla saiu aplaudida de pé por boa parte do público.

O primeiro número de dança da noite foi encenado pela dupla de Marah Suely e Paulo Roberto, animando a plátéia ao encarnar personagens de One Piece. Seguidos pela quarta dupla Caroline Baranzeli e Tiago Diemer apresentando Final Fantasy 10.

Para fechar o primeiro bloco de apresentações, a quinta dupla, Leandro Cardoso e Nathália Lélis, impressionou o público ao cantar AO VIVO a música tema de Mononoke Hime. Só prá esnobar, Leandro, como Ashitaka, também tocou um pouco de flauta.

Houve uma pequena pausa para exibir o trailer do documentário "Japão Pop no Brasil", que será exibido pela TV Cultura de São Paulo no próximo dia 02 de julho. Laura Faerman, a diretora do documentário subiu ao palco para falar a respeito.

Voltamos às apresentações com as irmãs Karime e Yasmine Cruz que levaram ao palco personagens de .hack//G.U. - Vol.1 Rebirth (ufa!). Seguidas pela dupla Elília Rocha e Ítalo Félix, interpretando Angewomon e Angemon respectivamente. Essa apresentação exaltou novamente a platéia não só pelas fantasias impressionantes como pela interpretação de Elília ao levar um golpe que doeu na platéia. Em seguida, Ariana Caiado e Bruna Ribeiro saíram de gigantes caixas de bonecas para interpretar personagens de Angelic Layer.

Os irmãos Maurício (Psy) e Mônica Somenzari, campeões do mundial em 2006, fizeram o que sabem fazer bem: usaram de muita coreografia e talco para efeitos em sua, muito aplaudida, apresentação de Final Fantasy.

A décima dupla (que, particularmente, ganhou minha simpatia e eu queria muito assistir) não pode comparecer. Na hora não deram maiores explicações mas, segundo o Cosplay Brasil, Allan Lustosa e Poliana Xenofonte perderam o vôo de Recife para São Paulo. Eles ganharam a seletiva Anime Pan Liga Nordeste interpretando Eternal Sailor Moon e Rainha Neherenia.

Foi dada uma nova pausa para que Júlio Moreno, da Editora JBC, desse o anúncio de dois novos títulos de mangás que serão lançados este ano: Ranma ½ de Rumiko Takahashi e DNA² de Masakazu Katsura. Especialmente Ranma ½ foi muito comemorado pela platéia. Júlio Moreno aproveitou prá dar umas alfinetadas em outras editoras, vender o próprio peixe e prometeu também que haverá outros lançamentos ainda este ano.

A 11ª dupla, Pedro Messias e Vivian Ribeiro, fez uma apresentação muito fofa de Astro Boy, seguidos pela 12ª dupla cuja classificação pela seletiva Mercado Mundo Mix foi um exercício de nervos já que Geraldo Cecílio (Juno) e Renan Aguiar (Mãozinha) tiveram que se reapresentar numa outra data devido a forte chuva que lavou São Paulo naquele dia e cancelou o evento. Eu mesma vi essa primeira apresentação deles dividindo um guarda-chuva com minha amiga de pé, em cima de uma cadeira. Naquele dia, mesmo sob chuva, a apresentação musical muito animada e divertida de One Piece já havia conquistado a platéia, não foi diferente na segunda vez e, na final, parte da platéia já cantava de cor a letra da música composta pela dupla e depois um coro gritava alucinado "Mãozinha! Mãozinha!".

Carolina Micheli e Tamires Fernandes levaram o anime 'Tengen Toppa Gurren Lagann' para o palco e exaltaram a platéia mostrando que têm muito jogo de corpo. Assim como Bruno de Castro (Phoenix) e Gabriela de Lima em sua performance de "Castlevania: Order of Ecclesia", outra cena de luta em que um golpe foi sentido até pela platéia.

A última dupla, eleita pelo público por votação on-line, Amanda Símola e Jeffrey Haiduk subiu ao palco sob o coro de "Jeff!! Jeff!!" para executar novamente sua incrível interpretação de Final Fantasy 6.

Depois de tantas apresentações impressionantes, uma pausa para a apuração dos votos dos jurados ao som da banda J-Squad, interpretando temas de animes e também a música tema do World Cosplay Summit, "Sekai No Choten E" que foi exclusivamente composta para a etapa brasileira do mundial, vou ficar devendo de quem seria a autoria dela.

Depois do show, hora do nervosismo, todos os cosplayers subiram ao palco, se deram as mãos e muito ansiosos começaram a gritar em coro "WCS!". De surpresa, anunciam que este ano há a premiação de um quarto lugar que é logo anunciado e muito comemorado, Amanda Símola e Jeffrey Haiduk. O terceiro lugar ficou com Maurício e Mônica Somenzari e, na hora de anunciar o segundo lugar, a platéia entra em total silêncio, quebrado pelo apresentador. Tal silêncio tinha um baita motivo, todo mundo queria saber como as duas duplas mais aplaudidas se encaixariam naquelas duas posições restantes. E, depois de muito suspense é anunciado o segundo lugar para Alessandra Fernandes e Petra Leão. Infelizmente, não foi um momento de grande alegria e comemoração. Para as duas foi impossível esconder a decepção em ficar em 2º lugar pelo segundo ano consecutivo. Confesso que fiquei um pouco triste por elas, que, ano passado fizeram uma performance encantadora de "A Princesa e o Cavaleiro", a mesma que as classificou para concorrer novamente neste ano.

Alheia a toda a tristeza do segundo lugar, a platéia já gritava pela dupla favorita que então foi anunciada: com 235 pontos, de um total de 250, Geraldo Cecílio e Renan Aguiar! Foi pura festa!

O palco foi liberado apenas para a imprensa. Compareceram equipes da TV Record, Bandeirantes, Play TV, MTV, uma equipe do programa CQC da Bandeirantes e outros aleatórios.

Acho impressionante hoje em dia descrever toda essa cobertura para um evento desse tipo, principalmente se olharmos para trás e lembrarmos de como foram os primórdios do cosplay no Brasil mas, também é muito gratificante acompanhar toda essa história. O show é muito bonito e espero que nunca deixe de lado o play.

Aproveito para agradecer à Valéria pelo convite para escrever este texto e peço desculpas se me prolonguei muito. É a primeira vez que escrevo para um blog e é bem diferente de dar opiniões enxeridas em fóruns por aí, né? Hehe. Mas, espero ter passado algo a mais para quem não pode estar lá. =)

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