Sábado, Fevereiro 28, 2009

Shoujocast #3 no Ar: De Vampiros, Mangás e da Busca pela Objetividade



Pessoal, chegamos ao terceiro podcast do Shoujo Café. Sem música dessa vez, porque não funcionou meeeesmo. :) Hoje falamos um pouquinho da cerimônia do Oscar; de alguns lançamentos internacionais (*por aqui não pintou nada*); de livros e seriados de vampiros, neste caso Blood Ties e Being Human, além do manual de RPG Vampiro – A Idade das Trevas; comento algumas conversinhas do Orkut, especialmente a história do ‘Não Recomendo essa série’ e da exigência de objetividade nas matérias da Neo Tokyo. E para fechar amenidades. Sabe por que a Sakura está aí em cima? Porque ela é a personagem favorita da CLAMP eleita pelos leitores da Newtype e ocupando primeiro e segundo lugar.

Desta vez, comentei no podcast uma série de coisas antes de colocar no blog (*embora quando der up neste tópico ao longo do dia vá parecer que foi diferente*), como foi sugerido. Espero que vocês gostem. Para mandar um e-mail ou comentar aqui. E agora os endereços das comunidades que citei: Tomodachi no Shoujo no Yahoo, Tomodachi no Shoujo no Orkut e Neo Tokyo no Orkut. Para baixar o podcast, clique AQUI, ou ouça no blog mesmo:

Os personagens mais populares dos mangás CLAMP



A revista japonesa Newtype fez uma votação com seus leitores apra saber quais eram as suas persoangens favoritas da CLAMP, que está completando 20 anos. No final, eles fizeram duas listas com 20 personagens, uma feminina e outra masculina. No top da lista feminina, em primeiro e segundo lugar temos Sakura Kinomoto. Bem que a JBC poderia relançar o mangá por aqui... Segue a lista, conforme publicad ano site da Henshin:

Categoria Feminina
1- Princesa Sakura de Tsubasa
2- Sakura Kinomoto de Sakura Card Captor
3- Yuko Ichihara de XXX Holic
4- Kobato Hanato de Kobato.
5- Chi de Chobits
6- Lucy Shidou de Guerreiras Mágicas de Rayearth
7- Hokuto Sumeragi de Tokyo Babylon
8- Marine Ryuzaki de Guerreiras Mágicas de Rayearth
9- Tomoyo Daidouji de Sakura Card Captor
10- Himawari Kunogi de XXX Holic
11- Misaki Suzuhara de Angelic Layer
12- Kohane Tsuyuri de XXX Holic
13- Rainha Karla de RG Veda
14- Arashi Kishu de X
15- Kotori Monou de X
16- Anne Hô-Ôji de Guerreiras Mágicas de Rayearth
17- Princesa Hinoto de X
18- Princesa Esmeralda de Guerreiras Mágicas de Rayearth
19- Atsura de RG Veda
20- Amewarashi de XXX Holic

Categoria Masculina
1- Kimihiro Watanuki de XXX Holic
2- Li Shoran de Tsubasa
3- Li Shoran de Sakura Card Captor
4- Shizuka Doumeki de XXX Holic
5- Kamui Shirou de X
6- Phi Fluorite de Tsubasa
7- Subaru Sumeragi de Tokyo Babylon
8- Ioryogi de Kobato.
9- Kurogane de Tsubasa
10- Yukito Tsukishiro de Sakura Card Captor
11- Seishirou Sakurazuka de Tokyo Babylon
12- Touya Kinomoto de Sakura Card Captor
13- Kiyokazu Fujimoto de Kobato.
14- Kerberos de Sakura Card Captor
15- Yue de Sakura Card Captor
16- Nokoru Imonoyama de Detectives Clamp
17- Rei Yasha de RG Veda
18- Kotarô Kobayashi de Angelic Layer
19- Kazahaya Kudo de Legal Drug
20- Fério de Guerreiras Mágicas de Rayearth

Capítulo 3: Sem Olhar Para Trás (Parte 10)


Esta é a décima parte do terceiro capítulo, a anterior está aqui. Já estamos nos encaminhando para o final do capítulo, como vocês podem notar. Para quem não sabe do que se trata, estou postando uma história que venho escrevendo faz algum tempo. O primeiro capítulo se chama Ecos do Passado e o segundo Sem Olhar para Trás. Agora falta uma parte somente para concluir o capítulo três. E a parte em que eu falo de família de bruxos e de nascer sem poderes, nada tem a ver com Harry Potter, eu não conhecia a série quando eu escrevi este capítulo em 1998. Eu simplesmente pensei em termos de "gens dominantes" e "gens recessivos", somado com matrilinearidade. Eu também não tinha lido nada sobre Wicca e bruxaria como religião. As idéias brotaram ou vieram de outras fontes ou leituras.
Ventos de Mudança
Capítulo 3: Sem Olhar Para Trás (Parte 10)

— Vamos, filho! A noiva espera por você! — O velho Conde de Dorsos urgia. Só que o rapaz estava tão bêbado que era difícil para ele levantar. — Eu avisei quanto à bebida!

— Um chá forte irá fazê-lo melhorar. — O Marquês De Mülle falou e pediu a um criado que fosse buscá-lo. — Aguarde alguns minutos, ele retomará logo. — Só que fazia parte do pedido que o chá demorasse um pouco a chegar. — Então, meu filho, — O Marquês começou usando sua voz mais gentil a tentar entabular uma conversa qualquer. — vejo que é um rapaz instruído... Gosta de música? Prefere harpa ou alaúde?

— Ala... Que?! — Perguntou Humberto que bêbado, mal era capaz de falar. — Isso se come?

De Mülle suspirou, resignado e continuou a falar com as paredes, fingindo interesse por aquele novo membro de sua família enquanto não vinha o tal chá.
XXX
Lívio se dirigiu aos estábulos. “Espero que surta o efeito desejado!”. Não havia ninguém por ali e o rapaz respirou fundo e se concentrou. Subitamente, a palha começou a pegar fogo. Lívio fazia parte de uma linhagem de bruxos. Durante a primeira infância, não manifestara nenhum poder mágico e sua mãe e avó acharam que como muitas vezes acontecia, ele, por ser homem, nascera um ser humano comum. Seu irmão mais velho não tinha nada do caráter mágico da família. Na verdade, a coisa não era bem assim. Ele tinha poderes, mas quando algo acontecia era sua irmã quem acabava ficando com o ônus e o bônus das travessuras ou acidentes.

Quando descobriu que carregava a herança funesta de sua família, escondera seus poderes. E sua irmã, apesar de toda a sua aparente insensibilidade, continuou protegendo o seu segredo. Como todos em sua casa o consideravam inofensivo e os olhares de sua mãe e avó estavam sobre sua irmã caçula, seu segredo estava salvo. Mal poderia supor que seria no mosteiro onde fora mandado para receber sua primeira educação que aprenderia a controlá-los. Graças à sua férrea disciplina, acidentes não aconteciam mais, só que o esforço era grande e sua saúde ficara prejudicada.

Geralmente não utilizava a sua magia, mas desejara ajudar Alda. “Fogo mágico! Não vai ser simples debelá-lo...” Depois de atear fogo aos três estábulos vazios, tratou de se retirar. No caminho, cruzou com diversos soldados e deu o alarme de fogo enquanto retornava à capela para trocar de roupa. “Está feito! Agora é com vocês!”

Encostou-se na parede na parede, pois estava tonto, enjoado e o sangue lhe brotava da testa e descia pelo seu nariz. Era o resultado do uso eventual de seus poderes e da poção mágica que tomara para esconder o seu traço, pois Lucília certamente sentiria o seu cheiro e não poderia contar com sua fidelidade em uma situação como essa. “Espero que tudo vá bem, pois se precisarem de mim...” Subiu com dificuldade até o coro e deixou-se ficar lá meio desmaiado até que seu mal estar se fosse.

Do grande salão, Richard, que já se tinha posto de sobreaviso, viu a fumaça e deu o alarme:

— Majestade, os estábulos estão em chamas!

— Chamas?! Mas como? — Surpreendeu-se e pensou no que Richard e Marc haviam dito. — Humberto vá atrás de sua noiva! — Disse levantando-se, mais furiosa ainda porque Humberto não se mexeu. — Agora, bêbado imbecil! Quero certeza de que ela nada tem a ver com isso! — Humberto obedeceu o mais rápido possível. — Acordem o Capitão Gaston! Eu quero o responsável por isso! Eu exijo o responsável! Richard... — Não adiantava chamá-lo, pois ele já havia desaparecido.
XXX
O contingente de soldados de guarda realmente diminuiu muito devido ao alarme de incêndio, só que oito ainda era um bom número. Erik mirou o ombro de um soldado com seu arco e atirou, acertando em cheio.

— Estamos sendo atacados! — Este também foi atingido, só que desta vez, por Alda.

— Eles estão ali! Escondidos na sombra da parede! — Calou-se porque Flecha, a águia de Alda, o atacou, atingindo seu rosto. Guilherme ao perceber o que ocorria começou a gritar a plenos pulmões, dando o alarme que os soldados não haviam conseguido:

— Eu sabia! Sabia que o resgate iria acontecer!

Alda e Erik saíram das sombras, com as espadas em punho, e partiram para uma luta corpo-a-corpo com os soldados que agora eram cinco. Com um pouco de habilidade, sorte e a ajuda de Flecha, conseguiram avançar. Enquanto Erik se livrava do último dos soldados, Alda subiu para soltar Guilherme:

— Pode cavalgar, Senhor? — Perguntou preocupada olhando para seus muitos ferimentos.

— Claro que sim, garoto! É preciso mais do que isso para me por fora de combate. — “Ele pensa que eu sou um rapaz!” — Mostre-me o caminho e, talvez, eu possa até derrubar uns soldadinhos! — Ele ria como se não sentisse dor alguma.

Alda rompeu as cordas que o prendiam.

— Senhor, talvez isso vá doer um pouco. Suas feridas estão abertas, mas o frio é grande, também. — Se não jogasse a capa sobre seus ombros para aquecê-lo, ele poderia congelar. — O tecido pode grud...

— Pode jogar a capa, menino. Acha que sou algum covarde ou que vá começar a choramingar como uma mulher? — Comentou com seu jeito expansivo e Alda torceu o nariz. — Levei mais de 200 chicotadas, rapaz, pode acreditar, isso não será nada em comparação!

Ele parecia ter uma força inesgotável, pois, a despeito de seu estado, andou com pouca dificuldade até o cavalo, cujas rédeas já eram seguras por Erik. Alda fez menção de ajudá-lo a subir, mas ele recusou e, com o rosto crispado pela dor, montou sozinho.

— Rápido! Os reforços estão chegando! Rápido! — Erik gritou esbaforido ao subir no cavalo, Alda fez o mesmo, logo em seguida. — Vamos, o portão principal ainda está aberto, pois há muitos convidados e alguns estão acampados lá fora.

— Os guardas que estão nos portões... Quantos são, Erik?

— Dois ou três, não mais do que isso. Antes que percebam o que está ocorrendo estaremos do lado de fora — Dali para o portão era rápido e quando os guardas dessem por si eles já teriam passado, apesar dos gritos do Capitão que se aproximava, ainda semivestido, amarrando os calções. Ele fora interrompido em um momento bem pouco propício, e gritava para que fechassem os portões.

— Idiotas! Fechem os portões! — Os guardas estavam tontos, pois não sabiam a que dar atenção, se ao fogo ou aos gritos do Capitão. Afinal, quem seria tolo o suficiente de invadir o castelo real? — Estão fugindo com o Príncipe Guilherme! Se ele escapar, suas cabeças vão rolar, eu juro. — Ele tropeçou nas próprias ceroulas e caiu no chão. Fechem os portões!

— Raios! Estão baixando os portões! — Erik gritou.

— Vamos passar! Apressem os cavalos! — O Príncipe Guilherme gritou e tomou a dianteira, surpreendendo Alda e Erik com sua disposição.

Eles apressaram os animais, seus corações pulsando acelerados. Alda se curvou sobre o dorso do animal e sentiu-se como se ela e a besta formassem um só corpo. “Vamos, rapaz! Mais rápido! Mais rápido!”

— Abaixem suas cabeças! — Alda falou quase sem fôlego. E foi por muito pouco, muito pouco mesmo, mas antes que os portões baixassem de todo, passaram. — Primeiro e segundo obstáculos vencidos! — Alda vibrou.

— Para aonde, agora? — Erik perguntou quando já estavam na estrada.

— Para o Castelo do Amanhecer, Erik. É para lá que vamos!

Novo mangá de Keiko Ichiguchi



Keiko Ichiguchi é a autora de 1945, primeiro mangá da editora New Pop a sair no Brasil. Ichiguchi é japonesa, mora na Europa e é de lá que ela faz as sua sobras que saem na Itália, na França e, também, no seu país natal. O site francês Manga News trouxe imagens de sua nova série. O nome em francês da série é L'incantation bleue e sairá na coleção Made in da editora Kana. Para quem não conhce a obra da Ichiguchi eu recomendo muito o 1945, pois a história é ótima e a New Pop publicou com grande qualidade.

Switch Girl na França



Switch Girl é um dos top shoujo mangá da Shueisha autualmente e sai na Margaret. A série foi licenciada na França e tem direito à site especial com degustação. O Pro Shoujo Spain postou o endereço. Até agora só soube de scanlations do primeiro capítulo, que eu baixei, mas a qualidade é tão sofrível, que a gente até fica desestimulada de ler. Eu acredito que as americanas estejam apostando no licenciamento, e eu apostaria também. A história parece um pouco com o início de Karekano: garota perfeita na escola, mas absolutamente desleixada em casa, um dos colegas descobre seu segredo, só que este colega é seu oposto; na escola faz gênero de nerd otaku e em casa é absolutamente maravilhoso... Por que ele faz isso?

No Império das Saias Curtas



O site 3yen trouxe uma matéria interessante sobre a campanha no distrito de Niigata, no Japão, para que as colegiais usem saias mais longas. Ao que parece, a cidade foi eleita como aquela onde as meninas usam as sais mais curtas, e há uma foto da medição das sais aqui. O mais bizarro é que pouco importa se é inverno ou verão, ou sua saúde, ou mesmo os ataques de tarados. E que fique bem claro que eu não estou dizendo que um tarado tem o direito de atacar uma mulher porque ela está usando a roupa X ou Y. Não existe argumento algum que justifique uma agressão sexual, mas, é claro, que se trata de uma exposição perigosa e que denota, a meu ver, uma necessidade de despertar a atenção.

Segundo uma menina entrevistada pelo jornal Asahi, ela pouco se preocupa com a saúde, ela se preocupa, sim, com o que as outras meninas dizem. Ela também acrescenta que não está nem aí para o que os homens possam fazer. Mais importante é sua imagem e ela faz parte do grupo das meninas que usam as saias curtas. Esta é sua tribo. Bom lembrar isso, porque a maioria das escolas japonesas exige um comprimento de saia, mas, assim como as meninas faziam no Brasil no meu tempo de ginásio e colégio, basta enrolar a saia no cós. Assim, passada a inspeção regulamentar, as meninas sobem as saias e os professores e professoras não sabem o que fazer... Para além de qualquer consideração moralista, é espantoso o quanto os japoneses parecem aderir aos modismos com todas as suas forças.

De qualquer forma, colocar a saúde depois da aparência é típico desta sociedade de consumo, na qual para essas meninas vale mais ser popular, já que é por seu look que serão valorizadas ao longo da vida. Junte a isso o fato de serem adolescentes e temos mistura explosiva, já que é necessário pertencer a um grupo. E quem pensava que as saias de anime e mangá eram ficção, pode acreditar que não são! Engraçado é que existem campanhas pelo uso da calça comprida exatamente por causa do mal estar das que não querem se enquadrar. Nenhum fenômeno tem mão única.

Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009

Estréia o novo mangá de Aoki Kotomi



Já tinha comentado sobre este mangá tempos atrás, porque a estréia dele atrasou mesmo, mas agora ele sai. Kanojo wa Uso wo Ashisugiteru (カノジョは嘘を愛しすぎてる) ou Kanouso, como já está sendo chamada, já está anunciada na página da revista Cheese! com detalhes da trama. Segundo o Pro Shoujo Spain, os protagonistas da história são Aki Ogasawara (25 anos), e componente da banda Crude Play, e Riko Koeda (16 anos), uma colegial que trabalha na loja de frutas de sua família. A moça se apaixona pelo rapaz sem saber nada sobre como é a sua vida na realidade. A tradução do título do mangá é "A ela lhe agradam as mentiras".

Como tenho muita má vontade com esta mangá-ka desde o seu hit Boku wa Imouto ni Koiwosuru (僕は妹に恋をする) e a série vai sair na Cheese!!, que tem um recorte sexual muito forte, eu não espero grandes coisas, mas nem preciso de bola de cristal para apostar que vai fazer muito sucesso e as scanlatiosn vão estar circulando uma semana depois do primeiro capítulo sair no Japão. Mas é isso, deixei claro a minha má vontade, porque é isso mesmo. Li o primeiro volume de Bokuimo e detestei, não me aventurei a ler Boku no Hatsukoi wo Kimi ni Sasagu (僕の初恋をキミに捧ぐ), o spin-off, que dizem ser muito diferente do mangá baixaria que lhe deu origem. Para quem é fã da Aoi Kotomi, é só correr atrás.

Novo mangá da autora de Walkin' Butterfly



Eu comentei sobre o mangá e o dorama de Walkin' Butterfly (ウォーキン・バタフライ) aqui, e comentei, também, que Chihiro Tamaki foi uma das convidades especiais do evento francês Japan Expo. Pois bem, o ANN noticiou que a autora vai iniciar uma nova série na revista de moda CUTiE. Ainda não há um nome anunciado, mas logo a autora deve falar alguma coisa no seu blog, já que o mangá estréia em abril. Walkin' Butterfly foi publicado pela Aurora - braço da Ohzora - nos EUA e tem 4 volumes. Graças a esta notícia soube que o último volume já foi publicado em janeiro, só que estranhamente não consegui localizar no Amazon ou na Barnes & Noble. eu tenho três volumes da série e acho bem simpática, ainda que não seja uma obra prima. Acredito que seria um bom josei para ser publicado no Brasil.

Edição Especial de Hot Gimmick nos EUA



Segundo o Pro Shoujo Spain, o primeiro Hot Gimmick (ホットギミック) de Miki Aihara na coleção VIZ Big chega às lojas em 17 de março. A primeira vez em que falei dessa coleção aqui, foi quando a VIZ lançou Rurouni Kenshin. Já tinha falado do lançamento no ano passado. A edição BIG é como uma edição kanzenban e reúne 3 volumes em um só, contando com mais de 550 páginas. O preço de capa é U$17,99 (*o preço médio dos volumes da VIZ oscila entre U$6,99 para o material da shojo Beat e 9,99, se não me engano*), quem comprar em pre-order ganha 32% de desconto.

Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

Good Morning Call na Cookie



Em dezembro, eu tinha comentado que Good Morning Kiss (グッドモーニング・キス), gaiden de Good Morning Call (グッドモーニング・コール), estava sendo publicado na revista bimestral Cookie Box e teria um especial na Cookie regular, a revista que publica Nana. Pois bem, segundo o Pro Shoujo Spain, o mangá passará a ser publicado na Cookie este ano. O mangá apareceu pela primeira vez na edição 3 da revista. No némero 5 e 6, teremos um capítulo de 80 páginas dividido em duas partes. Também no número 5 virá como brinde um guia do mangá, para que as leitoras entendam a história até o momento. Assim como acontece com mangás como Kira Kira 100% de Megumi Mizusawa , Good Morning Kiss não aparecerá todos os meses na revista.

Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

Hagio Moto de volta ao mangá



Quando vi a matéria no Pro Shoujo Spain, fiquei contente mas não tanto assim, afinal, é mais uma autora de ponta que deixa o shoujo e vai publicar seinen mangá, mais especificamente na revista Afternoon. Para quem não sabe, Hagio Moto é uma das autoras que revolucionou o shoujo mangá nos anos 70, como Takemiya Keiko e Riyoko Ikeda. Segundo a notícia, o novo mangá de Hagio Moto se chama Hishigawa-san to Neko, mas a veterana mangá-ka sóp irá desenhar, pois o roteiro é de Ako Tanaka. Assim como as meninas do Pro Shoujo Spain, eu espero que Hagio Moto se aposente em uma revista shoujo ou josei.

Capítulo 3: Sem Olhar Para Trás (Parte 9)


Esta é a nona parte do terceiro capítulo, a anterior está aqui. Já estamos nos encaminhando para o final do capítulo, como vocês podem notar. Para quem não sabe do que se trata, estou postando uma história que venho escrevendo faz algum tempo. O primeiro capítulo se chama Ecos do Passado e o segundo Sem Olhar para Trás. Disse que iria postar continuar postando direto até o final do capítulo 3 e fico sempre no aguardo dos comentários e sugestões de vocês, pois assim posso melhorar e mexer em coisas que não estejam funcionando. Estou mudando coisas em relação à versão original, que algumas poucas pessoas (*viu Aline? Obrigada por comentar.*) leram, mas, ainda assim, trata-se de um texto de mais de dez anos.
Ventos de Mudança
Capítulo 3: Sem Olhar Para Trás (Parte 9)

— Senhora, eu ajudarei a tirar...

— Não, não há necessidade. — Alda falou, tão logo se viu na câmara nupcial. — Obrigada, mas posso me trocar sozinha.

— Mas, Senhora...

— Onde está meu baú? — Perguntou, ignorando absolutamente a serviçal. — Ali está. Pode sair agora. Vamos! — Disse batendo palmas e avançando sobre a criada que foi recuando até a porta. — Saia! Se precisar de algo, chamarei. — Pensou um pouco. — E se Meu Senhor vier, bata na porta. — Ela ficou bem ereta e assumiu o seu ar mais arrogante. — Fui clara?

— Claríssima, Senhora. — A moça se curvou. — Com sua licença. — E saiu.

Tão logo se viu sozinha, Alda abriu o baú com a chave que pendia de uma corrente no seu pescoço. Dentro dele, além das roupas que usara em sua estadia na Corte, estava sua roupa de caça, trazida para uma emergência, e seu arco, aljava, espada e punhal, além do tinteiro, caneta e papel. Retirou a coroa e o vestido e os atirou sobre a cama. Este ato fez com que se sentisse mais leve, como se uma tonelada tivesse sido arrancada de seus ombros. Vestiu-se o mais rápido que pode e passou à parte mais dolorosa: seu cabelo.

Seu imenso e adorado cabelo, que jamais havia sido cortado, não combinaria com a vida que iria levar, além disso, lembra-la-ia, dia após dia, de tudo o que deixara para trás: seu pai, sua posição, sua segurança, sua riqueza... Não precisaria dele, como não precisaria de suas roupas caríssimas ou de suas jóias e criados. Além disso, sem seu cabelo poderia se disfarçar melhor, e passar por um rapaz sem muito esforço. “É preciso esse ardil para que o plano dê certo! Será como um rito de passagem. Cortá-lo é cortar o vínculo com o passado. A velha Alda desaparece hoje, como a santa da história que papai uma vez contou...”

Pegou uma tesoura e, diante do espelho, encostou-a na longa trança, sua mão tremeu e ela fechou os olhos. “Como eu posso fazer uma coisa como essa! Como!” Mas era preciso e, com mão firme agora, ela levou o trabalho adiante. Uma trança se foi. Era como se tivesse se mutilado, cortado uma parte do seu próprio corpo. Respirou fundo, precisava correr. “Falta uma!” A outra também se foi. Quase não reconheceu sua imagem no espelho. “Agora, pareço uma pobre ovelha tosquiada!” Pegou as tranças e colocou dentro da bolsa que pendia de sua cintura, respirou fundo, fechou os olhos e jurou no seu íntimo que não voltaria atrás, iria até o fim, fosse qual fosse o resultado, e, se não fizesse dessa forma, Deus deveria puni-la com o pior de todos os seus castigos. Recolheu meticulosamente todos os fios de cabelo que estavam visíveis. Não poderia deixar rastro.

Foi até a janela. Lá embaixo, não havia ninguém, pois a maioria da guarda estava concentrada onde o Príncipe Guilherme se encontrava preso. Ela assobiou e Flecha veio voando, trazendo nas garras uma escada de cordas.

— Muito bom, garota! Sabia que você e Erik estariam esperando por mim.

Amarrou a corda no pé da cama e puxou para ver se estava firme. “Perfeito!” Depois começou a descer, sem dificuldade, pois, em sua terra natal, tinha o costume de escalar as encostas íngremes e perigosas, diante das quais, aquela parede era brincadeira de criança. Alguns minutos depois chegou ao chão.
XXX
— Tudo certo Erik? Erik! — O rapaz demorou a responder, porque perdera a voz, tão chocado estava com o que ela fizera com seu cabelo.

— Eu... — Pigarreou e depois se aprumou. — Sim, tudo preparado. Eu selei três cavalos negros. Eles estão ali adiante. — Fez pausa. — Deus, eu ainda não acredito que você... Como pode fazer algo assim? — Ele estava chocado.

— Eu sei. Eu mesma quase não consegui. Mas como poderia me esconder com aquelas tranças enormes? — Fez pausa. — Era necessário e... ele crescerá de novo... um dia! — Ela sorriu rapidamente. — Mas você também fez alguma coisa com o seu cabelo...

— É tinta... Se vamos fingir que somos irmãos, nos disfarçar, seria melhor que meus cabelos fossem escuros como os seus. Acredito que lavando algumas vezes, eu voltarei ao normal. Mas você...

Alda respirou fundo e tentou retomar ao plano. Era preciso ter pressa:

— E a guarda, Erik?

— Contingente reduzido. Muitos estão bêbados. Só que o Príncipe Guilherme está bem guardado. — Fez pausa. — Cerca de vinte guardas. Mesmo que possamos atingir alguns, o alarme seria dado.

— Ele sabia que isso iria acontecer. — Olhou em torno. — E por falar em Lívio, onde ele está? Ele saiu do salão bem antes de mim! — Erik fez sinal de que não sabia.

— Eu estou aqui, Senhora! — Lívio saiu das sombras vestido de guarda. — Foi um pouco complicado conseguir estas roupas, entretanto... Deve ter sido bem mais difícil para você, com certeza. — Disse referindo-se ao cabelo da moça. “Mesmo assim, ainda me parece bela. Muito bela e corajosa. A mulher mais corajosa que já encontrei!”

— Seu rosto... — Ela retirou sua luva e tocou no rosto ferido do rapaz.

— Não foi nada. — Disse isso e virando um pouco o rosto, roçou os lábios na palma da mão da moça, desejando que ficassem assim por toda a eternidade. Ela retirou a mão rápido ao sentir o toque e ele voltou ao plano. — Eu lhes garanto que o grupo de vinte vai virar meia dúzia! E vocês poderão passar. Quem venceu um torneio tão disputado, não terá problemas com simples guardas, ainda mais com ajuda.

Erik balançou a cabeça. E Alda se lembrou de uma coisa:

— Um mago falou comigo... Bem, ele me deu uma poção que impede que leiam meus pensamentos. — Ela olhou para ele preocupada. — O mago disse que Sir Richard pode ler pensamentos... E você...

— Ele não pode ler meus pensamentos. — Ele não tinha tempo para explicar. — Eu não posso ler pensamentos, mas ninguém pode ler os meus, a não ser que me torture de verdade, a ponto de romper minha disciplina... Mas, se isso acontecesse, muito provavelmente eu estaria meio morto. — Viu que poderia alarmar Alda. — Mas ninguém fará isso comigo, fique tranqüila. — Fez menção de se retirar.

— Espere, por favor. — Alda se aproximou dele. — Obrigada pela ajuda... — Ela lhe deu um leve e rápido beijo no rosto, sobre o ferimento. — E pela gentileza, também.

— Não me agradeça. — Ele sentiu-se corar. — Eu só estou fazendo o que meu coração e consciência dizem que é certo.

— Por que não vem conosco então? — Perguntou. — As profecias falam de um cavaleiro estrangeiro... Pode ser que o cavaleiro seja você! — Ela queria sinceramente que isso fosse verdade.

— Não creio nisso e não podemos nos enganar. — Ele balançou a cabeça. — Esqueceu que eu não sou um cavaleiro? — Sorriso melancólico. — E, além disso, talvez eu seja mais útil onde estou agora, Senhora. — Beijou-lhe a mão. — Nos veremos de novo, eu sei. — Alda abriu a bolsa e retirou suas tranças.

— Entregue uma a meu pai. É mais um favor que me faz... E a outra...

— Com certeza será entregue, Senhora. — Ele tomou-as com cuidado e as beijou, como quem beija uma relíquia sagrada. — A outra será o meu tesouro, Senhora. — Erik que estava de lado e tomando conta, sentiu-se consumir de ciúmes.

— Meu nome é Alda. — Ela o interrompeu. — Não me chame mais de Senhora! — Ela pediu, pois queria ouvi-lo pronunciar seu nome... pelo menos uma vez.

— Alda... — Ele apertou os lábios, pois queria dizer outras coisas, muitas coisas, só que não havia tempo, nem era o lugar. Ele sabia que Erik estava se consumindo bem perto dele. O que ele sentia era tão evidente que era como se o olhar do outro moço o queimasse. — Façam sua parte e aguardem meu sinal. — Ele fez uma mesura rápida. — Adeus! “Adeus, meu amor!” Que Deus esteja com vocês! “E eu possa vê-la de novo!”

Hana Yori Dango Filipino



Será que teremos a versão americana? Mexicana? Não estou brincando, não! O Pro Shoujo Spain acabou de publicar que a emissora filipina ABS-CBN planeja uma versão de Hana Yori Dango. Ainda não existe confirmação, uns dizem que eles compraram a versão coreana, mas o que parece mais certo é que seja uma versão nacional mesmo. Vamos esperar. O Pro Shoujo Spain traz a foto de Sarah Geronimo, possível Tsukushi ou ShanCai, na versão local.

Remake de Mazinger



Mais um... Ou será que as outras séries de Mazinger Z (マジンガーZ) foram somente spin-off. Segundo o Moetron, o remake da série original terá 26 episódios. Mazinger é o rei dos robôs gigantes no Japão e a grande criação neste nicho do genial e louco do Go Nagai. Aqui no Brasil, como só vimos O Pirata do Espaço (Groizer X - グロイザーX) e, talvez, um ou outro material em VHS, o pessoal muitas vezes acha que é Groizer X "O Anime" de robô gigante, quando se trata d euma obra menor. De qualquer forma, eu não me empolgo muito com essa notícia, a maioria dos remakes que vi de séries legais são bem decepcionantes.

Anime ensina crianças a cozinhar



Cookin' Idol Ai! Mai! Main! (クッキンアイドル アイ!マイ!まいん!) é um anime educacional que está para estrear na NHK. Trata-se de uma série com o objetivo de ensinar as crianças - público alvo - a cozinhar. A pequena heroína, Main, ensinará as crianças a preparar pratos durante os episódios. O anime, que parece não te rmangá, estréia no dia 30 d emarço. Acredito que logo, logo, apareça uma série shoujo deste anime, ou um mangá m revista infantil. É ficar de olho. De qualquer forma, animes e mangás culinários não são novidade no Japão e há para todos os gostos. A notícia está no ANN.

Ranking da Tohan



Saiu o ranking da Tohan trazendo somente um shoujo, Skip Beat! A presença da série no top 10 não é surpresa, no ranking da Taiyosha ela aparecia em quarto lugar. No ranking há vários mangás publicados no Brasil, a maioria da JBC, que normalmente escolhe séries populares, temos XXXHolic, Negima e Inuyasha. A Panini se faz presente com Gantz. 40% do top 10 é publicado por aqui.

1. XXXHolic #14
2. Mahou Sensei Negima #25
3. Skip Beat! #21
4. Inuyasha #56
5. Diamond no Ace #14
6. Major #71
7. Strongest Disciple Kenichi #32
8. Gantz #25
9. Detroit Metal City #7
10. Dear Boys - Act II #30

Azumanga Daioh ganha nova edição para comemorar os 10 anos



Azumanga Daioh a série que acompanha três anos da vida escolar de um grupo de meninas, está fazendo 10 anos. O mangá, em formato 4koma (*tirinhas de quatro quadros*), foi compilado em quatro volumes e lançado em vários países, impulsionado pelo sucesso do anime. Aliás, uma das minhas séries preferidas. Pois bem, segundo o ANN, uma nova edição do mangá está à caminho, mas não se sabe ainda qual será o formato, se trará histórias extras (*imagine as meninas dez anos depois*) ou ilustrações especiais. Vamos esperar para ver... ou saber pela internet...

Character Design 3: Marina e Elaine



Eis mais duas personagens. Marina eu desenhei com mais cuidado, já Elaine foi mais rabisco mesmo e ficou com cabelo muito alto, acho eu. A arte final continua péssima, muito grosseira, mas é isso que consigo fazer agora. Já tinha postado Flora e Konrad. As duas personagens foram fisicamente descritas na história, então não preciso comentar muito. Elaine, até agora, teve pouca participação, daí, não me espanto dela ser pouco votada na enquete. Já Marina começa a história bem irritante, eu acho, mas o pessoal parece gostar dela, está mais votada que a Alda.

Qual a sua personagem favorita?

Alan
Flora
Alda
Marina
Konrad
Elaine
Haroldo
Guilherme






Terça-feira, Fevereiro 24, 2009

Shanimuni GO chega ao final



Shanimuni Go (しゃにむにGO) é um shoujo longevo e contínuo, começou em 1998 e freqüenta a cada volume lançado a lista dos masi vendidos. Agora, com 32 volumes lançados, a autora Marimo Ragawa, autora do premiado Aka-cha to Boku, fecha o mangá na Hana to Yume que chega às lojas em março. Shanimuni Go é um mangá de esportes, de tênis, masi especificamente, que sempre tem garotos na capa e que alguns chamam de Tenis no Oujisama shoujo. Não acho que proceda, mas o chato é que mesmo com muito sucesso no Japão, a série não tem scanlations. Tentei me informar e só encontrei menção de um capítulo vertido para o inglês. Realmente não dá para entender. Já raw, você baixa tudo sem problema. Talvez seja o traço que não é aquele shoujo mais padrão... As personagens não são longuilíneas, altas, são meio redondinhas e o protagonista poderia estar em um mangá shounen padrão sem nenhum problema.

Em linhas gerais, a história é a seguinte: Nobuhisa Ide é um corredor e vai muito bem nos campeonatos estudantis. Mas, um belo dia, ele se apaixona pelas pernas de uma menina. Sim, isso mesmo, são as pernas mais lindas que ele já viu. Hinako Takada, a dona das pernas, é uma menina que pratica tênis e tem um futuro brilhante pela frente. A menina promete ensiná-lo a jogar se ele for para a mesma escola que ela no colegial. E ele vai, se inscreve no clube de tênis (*E o treinador é a cara Freddy Mercury. ^_^*), começa a treinar e conhece os feras da escola, dentre eles Louis Takita, que se tornará o seu nêmesis. Só que ele não vê Hinako. Mais tarde, fica sabendo que a menina sofreu um acidente e está com uma perna inutilizada. Sua acarreira acabou. O garoto se debulha em lágrimas (*e sua cara fica muito cômica nessa hora*). Ao aparecer, Hinako não é mais a mesma, ela está depressiva e sem perspectiva, com o tempo e alguns conflitos, a aproximação com Ide lhe dá um novo objetivo. Se ela não pode mais jogar, vai ensiná-lo como prometeu. E ele um dia, talvez, derrotará Takita.

Obviamente, é um resumo fraco. Eu não li o mangá. Infelizmente, quando não se lê japonês, a gente depende de scanlations ou licenciamentos, e em ambos os casos, a coisa sempre é seletiva e, não raro, selecionam mais do mesmo. :P Segundo o Pro Shoujo Spain, outro mangá que termina na Hana To Yume é NG Life de Mizuho Kusanagi, outra série de peso da revista.

Vendagens das antologias japonesas em 2008



O Mangacast publicou as vendagens das antologias japonesas em 2008, a coleta dos dados foi feita entre outubro de 2007 e setembro de 2008, e os dados são oficiais da JMPA (Japan Magazine Publishers Association). Infelizmente, não é um quadro comparativo, mas não houve aumento significativo de vendas para nenhuma antologia, persistindo a queda lenta e constante para a maioria das revistas, com alguns casos desesperadores, como o da Ribon que vem em queda e se apóia pesadamente no carisma da Arina Tanemura e o da Judy, que junto com a Beth foi cancelada, como comentei no blog.

Uma pergunta que o pessoal do Mangacast comenta e que eu assino embaixo é “Precisamos de todas essas Margarets? (Margaret, Deluxe Margaret, Bessatsu Margaret, The Margaret)” Acho que não. Na maioria dos casos, elas dividem os leitores, disputando com elas mesmas. Mas a Margaret é da Shueisha, que não liberou dados gerais de vendagem, mas a Kodansha parece, segundo o ANN, estar enfrentando problemas e liberou informações sobre a queda em suas vendagens.

Abaixo estão as vendagens das revistas shoujo e josei. Não vi a Wings (shoujo de recorte BL e de fantasia). Na verdade, falta muita revista no bolo, como as shoujo de mistério e terror, como a Mistery Bonita, falta toda a tradicional família Princess que continua saindo sem problema, e em josei falta toda uma miríade de revistas para donas de casa, de terror, de mistério, além das de recorte erótico, como a Comic Amour, e as Harlequim. Para uma idéia do que falta em shoujo, em se tratando de revistas mensais, visite o Denka World ou o Shoujo Manga Outline. Ou seja, estou postando e avisando que é uma lista muuuuiiiito incompleta mesmo. Além disso, na lista do Mangacast não estão incluídas as revistas yaoi/bl. O Alexandre traduziu o post deles integralmente no Maximun Cosmo.

Shoujo
Ciao (Shogakukan) 930,834
NakaYoshi (Kodansha) 343,750
Ribon (Shueisha) 330,000
Bessatsu Margaret (Shueisha) 310,000
Hana to Yume (Hakusensha) 261,500
Shojo Comic (Shogakukan) 197,273
Cookie (Shueisha) 176,667
LaLa (Hakusensha) 173,750
Deluxe Margaret (Shueisha) 171,667
the Margaret (Shueisha) 167,084
Cheese! (Shogakukan) 133,000 #Teen Love
Margaret (Shueisha) 125,910
Bessatsu FRIEND (Kodansha) 113,417
BetsuComi (Shogakukan) 100,334
Bessatsu Hana to Yume (Hakusensha) 81,584
LaLa DX (Hakusensha) 77,667
Sylph (A-MW) 70,000
ASUKA (Kadokawa Shoten) 42,834

Josei
YOU (Shueisha) 188,334
BE・LOVE (Kodansha) 185,667
CHORUS (Shueisha) 160,417
Elegance EVE (Akita Shoten) 160,000
For Mrs. (Akita Shoten) 160,000
Kiss (Kodansha) 159,250
RenAi Hakushou Pastel (Ohzora) 150,000 #TL
the Dessert (Kodansha) 128,167
Dessert (Kodansha) 122,334
Office YOU (Shueisha) 115,000
Petit COMIC (Shogakukan) 111,250
Harmony Romance (Ohzora) 80,000
Young Love Comic aya (Ohzora) 80,000
BetsuFure 2009 (Kodansha) 76,500
GoKinjo no Warui Uwasa (Ohzora) 70,000
Silky (Hakusensha) 68,334
Comic B’s-LOG (enterbrain!) 50,000 ##BL
Shiawase na Kekkon (Ohzora) 50,000
FEEL YOUNG (Shodensha) 47,642
MELODY (Hakusensha) 46,867
Special AYA (Ohzora) 45,000
FLOWERS (Shogakukan) 43,334
Saikou no Ai to Kandou (Ohzora) 40,000
Hontou ni Kowai Yome・Oba (Ohzora) 40,000
CIEL (Kadokawa Shoten) 23,584

Primeiro a Tokyopop, agora a VIZ



A Tokyopop mergulhou em uma crise que eles eufemisticamente chama de reestruturação, agora, tanto o ICV, quanto o ANN, anunciam que a VIZ vai iniciar processo semelhante. Demissões dentro de um quadro de reestruturação. Não se trata de "crise", afinal, a VIZ é a maior do mercado e segundo o CEO da emrpesa o que acontece é que a "VIZ Media esta é processo de refinamento do seu foco e reestruturação para se ajustar às mudanças da indústria e às novas realidades do mercado financeiro.", ainda segundo ele, "a VIZ tem confiança de que com essas mudanças, a companhia terá mais resistência para enfrentar o atual clima econômico". Bem, vamos esperar. Eu compro dois mangás da VIZ em especial que não gostaria de ver atingidos, Anatolia story, que caminha para o final, e Honey & Clover, que está na metade. Além de Crimson Hero, que meu marido lê. Mas é a VIZ qeu tem na mão 80% das cartas fortes do mercado americano, como Naruto, Bleach e Vampire Knight, se a crise bateu lá, o fez de forma muito mais amena, mas capitalistas são assim mesmo, nada como uma boa desculpa para demitir gente e diminuir salários.

Slumdog Millionaire



Acabei de assistir Slumdog Millionaire, aqui em casa mesmo, baixando o arquivo da net. Bem, não sei pelos outros indicados, pois só assisti Dúvida, que não levou nada, mas eu gostei muito do filme. É um favela movie anglo-indiano e, em certos aspectos, me lembrou um pouco de Cidade de Deus, mas ainda melhor. Só que Zé Pequeno se redimiu no final... E não pensem que Zé Pequeno é o protagonista. Slumdog Millionaire ou, por aqui, Quem quer ser um milionário?, conta a história de Jamal, um adolescente morador de uma favela em Mumbai e que, apesar de ter pouquíssima educação formal, consegue chegar às finais do Show do Milhão (*Sim, tipo aquele do Sílvio Santos, trata-se de um formato inventado na tv americana, acho, e exportado para o mundo*). Ao fazer o que ninguém conseguiu até então, ele se torna suspeito para a emissora que pede para a polícia dar uma "prensa" no rapaz.

Jamal e Salim são irmãos, muçulmanos, que moram em uma favela infecta, mas, mesmo assim, são crianças normais, aprontam, riem, brincam, brigam, choram. A morte da mãe dos meninos, um dos pontos de virada do filme, está ligada aos conflitos religiosos da Índia e são óbvios os motivos pelos quais o filme foi muito criticado no país. Slumdog Millionaire mostra a miséria, mostra os conflitos religiosos, mostra a Índia que não quer se ver nas revistas e jornais internacionais. Ela não fala somente do gigante econômico, mostra outras facetas do país. E olha que nem saímos muito de Mumbai, ou seja, os interiores da Índia não são mostrados, e também não se falou em castas.

Pelo jeito, os call centers são realmente uma marca da Índia, porque Jamal, o protagonista, trabalha em um deles. Não como atendente, embora o rapazinho saiba inglês e seja mais esperto que a maioria dos atendentes, mas como chaiwalla, ou seja, o rapaz que serve o chá. Ele nunca se deixa abater mesmo no auge da adversidade, aprende por osmose, faz todas as pontes possíveis, e nunca se esquece. Possui, portanto, um tipo de inteligência que érara em qualquer lugar do mundo. Talvez seja esta capacidade, não de acumular informação, ser um receptáculo, mas de pegar esta informação e lhe dar vida e sentido, o que mais me agrada na personagem. Engraçado, que muita coisa que a Glória Perez colocou em Caminho das Índias aparece no filme, as pequenas expressões, o balançar de cabeça que dizem ser característicos dos indianos e que os atores da novela não conseguem fazer.

Enfim, mesmo mostrando a miséria, o filme dá esperança, porque Jamal faz de tudo para sobreviver, mas continua o sujeito de bom coração e apaixonado por sua Latika. Ele, o irmão Salim (*Zé Pequeno*) e a menina são os “Três Mosqueteiros”, três órfãos do ataque à favela (*slum*) que, por conta das armadilhas da vida (*e esta parte me lembrou Oliver Twist*), são separados. A partir daí, são encontros e desencontros, até que Jamal e sua amada Latika consigam ficar juntos e dancem na estação de trem. Jamal passa por muita coisa, comete pequenos crimes, mas não deseja ser criminoso e nunca esquece de sua Latika. Ah, a dancinha foi ótima e a música ganhou o Oscar! E com direito a beijo, que deve ter sido mais uma das coisas que fez com que os críticos indianos torcessem o nariz.

Foi uma pena que somente um diretor pudesse ser indicado, porque Slumdog tem uma co-diretora indiana, Loveleen Tandan. Não sei o quanto ela e o Danny Boyle cooperaram, mas fizeram um filme ao mesmo tempo cruel, realista e, sim, muito fofo. A narrativa, a fotografia, a música, tudo funciona muito bem. As crianças, ao contrário de muitos atores e atrizes infantis, trabalharam magnificamente, e o jovem protagonista, que é inglês, é muito simpático. Já Latika jovem é uma atriz de raízes portuguesas e beleza indiana. Todo o elenco foi bem escolhido, todos são muito talentosos. Se tiver a chance de assistir Slumdog Millionaire, não perca, e depois me diga se sentiu o mesmo encantamento e angústia.

Dito isso, eles mereceram o Oscar. Um filme simples, realista e humano, com uma delicadeza muito grande e uma história que nos prende do início ao fim. Poderia, claro, ser cruel, mas nos leva ao inferno e não nos larga lá. E mesmo Salim consegue ganhar um pouco da nossa simpatia, mesmo fazendo tudo o que fez. E, claro, eu não vou contar os malfeitos do Zé Pequeno indiano. Assista!

Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009

Game Brasileiro de Capoeira


Estava assistindo o jornal da Bandeirantes e vi a matéira sobre o game brasileiro Capoeira Legends. Não gravei a matéria, mas gostei do que vi, da dedicação dos caras e tudo mais. Segue a matéria do Globo sobre o game. E aqui a página oficial dos caras, onde se pode baixar a primeira fase do game. Eu fico muito feliz quando esses projetos nacionais ganham visibilidade.:)
Capoeira Legends: um marco na produção brasileira de games

Treze anos de obstinação. Seis anos de desenvolvimento. Um mergulho profundo na cultura brasileira. Estes são os ingredientes de uma saga que entra em uma nova etapa no momento da publicação deste post, quando acontece o lançamento oficial de Capoeira Legends – Path to Freedom, o primeiro game brasileiro para PC sobre o universo da arte marcial centenária. Eu tive o imenso prazer de visitar a Donsoft Entertainment há algumas semanas (confira o vídeo no final do post) para conhecer de perto os preparativos para o lançamento do jogo, um momento que acredito ser épico na produção brasileira de games.

Capoeira Legends não é um game qualquer: segundo André Cariús, CEO da produtora carioca responsável pela criação, o jogo, além de entreter, conta um pouco da história do Brasil e resgata o rico universo da capoeira brasileira. E para reproduzir as aventuras de personagens como Gunga Za e Mestre Vuê pelos arredores da cidade do Rio de Janeiro do século XIX, exaustivas pesquisas foram feitas ao longo de quatro anos. Toda a vegetação mostrada no game é uma cópia fiel da flora da mata atlântica da região. Os golpes de capoeira como a Queixada, a Armada e o Martelo foram desenvolvidos com uma riqueza de detalhes só encontrada em games de grandes produtoras internacionais. E tiveram de ser aprovados pelo Mestre Vuê, fundador da Escola de Capoeira Água de Beber, que deu consultoria ao projeto. A trilha sonora é toda original, gravada em sessões de capoeira e incrementada com sons da região da Serra da Estrela, incluindo cachoeiras e samples de canto de pássaros. Neste game Energia vira Axé e Magia é chamada de Mandinga.

Capoeira Legends é, na verdade, um universo de jogos em que Path to Freedom, o primeiro título, é dividido em 3 capítulos. O capítulo 1 acaba de ser lançado e neste game o jogador luta como Gunga Za, um jovem guerreiro cuja missão é defender o Mocambo da Estrela de fazendeiros e militares que buscam o poder a qualquer custo.

Os capítulos 2 e 3 também serão lançados ainda em 2009. O mais legal é que a Donsoft é uma empresa 100% brasileira e 100% independente, desde a criação até a distribuição. O jogo sai simultâneamente em versões para o mercado brasileiro (em português) e internacional (em inglês).

A ideia original do game surgiu em 1996, quando André ainda era adolescente. Fã de sagas como "Guerra nas Estrelas", ele queria fazer um game sobre o universo cultural brasileiro. Após anos de tentativas sem sucesso, ele investiu não somente na parte técnica, que já dominava, mas também em gestão de negócios. Finalmente um time coeso foi formado em 2001, quando a Donsoft iniciou oficialmente suas atividades. Em 2003 o foco em jogos culturais foi decidido e o projeto de Capoeira Legends iniciado. Segundo Guilherme Xavier, sócio e diretor de artes e design, a Donsoft escolheu um modelo societário diferenciado que valorizou, com o mesmo peso, trabalho e capital investidos pelos sócios, para que a empresa pudesse manter seu corpo de sócios e colaboradores não-sócios. O clima é contagiante e eu acho que o jogo tem tudo para emplacar e tornar-se um case histórico na produção brasileira de games. Reitero aqui a sugestão que fiz ao pessoal da Donsoft de lançarem versões para o Wii ou Wii Fit assim que for viável, seria muito bacana praticar os golpes de capoeira, fazer exercícios físicos e jogar ao mesmo tempo. Detalhe: atualmente todos os membros do projeto dedicam-se à prática da capoeira. São eles:

Presidente e Fundador: André Cariús
Diretor de Artes e Design: Guilherme Xavier
Diretor de Tecnologia: Alexandre Bandeira
Diretor Cultural e Científico: Jorge Ricardo Domingos Valardan
Designers: Alberto Renzo, Mário Azevedo, Marcus Feital, Leonardo Pereira e Gabriel di Stasio
Programadores: Vinícius Leite e Wellington de Oliveira
Lead Tester : Rômulo Silva
Consultoria de Capoeira: Mestre Vuê e Hugo Freitas

Desejo toda a sorte a esta equipe bacana e obstinada!

Entrevista com Matt Thorn no Pro Shoujo Spain



Sim, quando vi a chamada eu corri para lá. A entrevista ainda não foi feita, mas... Uau! Dianika e Deirdre conseguiram agendar uma entrevista com o homem. Absolutamente fantástico! Para quem não sabe, Matt Thorn é um antropólogo americano especialista em shoujo mangá, tradutor de mangá, fã da Hagio Moto (*imagens aí em cime do Coração de Tomás*) e que é professor na universidade japonesa Kyoto-Seika no curso de mangá. Ele antes respondia e-mails, e respondeu um dos meus, agora, ele está bem mais seletivo, seja porque ficam eprturbando ele, seja por excesso de trabalho. As meninas estão de parabéns e se você quiser, pode enviar uma pergunta. Duvido que elas não atendem por estar em português, elas são muito gentis, e se sua pergunta ficar de fora é porque elas devem receber muitas mesmo. Enfim, maiores informações, no Pro Shoujo Spain.

Anime ganha o Oscar de Melhor Animação Curta



Assistindo na TNT, a narração (Horror! Horror!) disse que o anime era francês, claro que por conta do nome que era "La Maison en Petits Cubes", título internacional de Tsumiki no Ie. Só que anunciado o prêmio sobe um japonês, Kunio Katou, para receber o prêmio e falar em um inglês acanhado, cheio de timidez, mas muito simpático. Foi a primeira animação curta metragem japonesa a vencer o Oscar e o primeiro anime a vencer desde A Viagem de Chihiro em 2003.

A vitória foi inesperada, porque o favorito era o curta que vinha junto com Wall-E e foi exibido nos cinemas. Mas maior surpresa foi o Japão vencer o Oscar d emelhor filme estrangeiro com "Okuribito" ("Departures"). Esta é a vitória que está sendo mais comentada e comemorada por lá segundo o Tokyograph. Primeiro, porque o Japão não vencia esta categoria desde 1956. E foi ainda mais surpresa, porque o favorito absoluto era Waltz with Bashir de Israel, a primeira animação a competir na categoria filme estrangeiro.

Ranking da Taiyosha



O ranking geral da Taiyosha vem esta semana com um shoujo no top 10, o sucesso Skip Beat em 4º lugar. Não é nenhuma surpresa e esta série não precisou do anime para enpurrá-la. Falando nisso, Mei-chan sumiu do ranking de shoujo desta semana e é quase tudo novidade. Destaque para Papillon – Hana to Chou de Miwa Ueda, autora de Peach Girl, e para a nova série de Kaori Yuki – uma das autoras favoritas da Panini do Brasil – Ningyou Kyuutei Gakudan. E como no país de One Piece os piratas-fake fazem sucesso, temos em 10º lugar um mangá chamado O Pirata e a Sereia (Kaizoku to Ningyo), queria saber do que se trata. Ah, Glass Mask finalmente saiu do ranking, depois de umas boas semanas.

Em josei, depois de muito tempo, não há nenhum Harlequin. Temos Real Clothes – que teve dorama ano passado – em primeiro, Pride resistindo depois de um número enorme de semanas. Seito Shokun! E Tokyo Alice se mantendo em boas colocações. Na verdade, muita gente fica, novidades são poucas, como Ice Age II e 30 Kon Miso-com que têm capas bonitas e um neko mangá com capa simpática em 10º lugar. Só para fechar: nenhuma das séries shoujo ou josei é publicada em nosso país.

SHOUJO
1. Skip Beat #21
2. Nousatsu Junkie #16
3. Oresama Teacher #4
4. Momogumi Plus Senki #6
5. Kirameki Gingachou Shoutengai #8
6. Ningyou Kyuutei Gakudan #1
7. Papillon - Hana to Chou #6
8. Suki-tte Ii na yo #2
9. Gakuen Ouji #6
10. Kaizoku to Ningyo #1

JOSEI
1. Real Clothes #6
2. Tokyo Alice #4
3. Seito Shokun! Kyoushihen #17
4. Career Kogitsune Kinnomachi #1
5. Watashi no Chi wa Ink de Deikiteiru no yo
6. Ice Age II #1
7. Piece of Cake #5
8. Pride #10
9. 30 Kon Miso-com #7
10. Neko-sama no Yuunari #4

Quantas eu acertei?



Acabei de ver a cerimônia, quer dizer, boa parte da cerimônia, porque houve dois momentos em que cochilei. Perdi, por exemplo, a homenagem aos mortos. Sempre tem, deve ter ocorrido. Esperava uma maior pulverização dos prêmios e não 8 estatuetas para Slumdog Millionaire, mas foi o que ocorreu. Já achava o Hugh Jackman um espetáculo, não sabia que era um espetáculo cantante. A entrega de alguns prêmios foi de emocionar, e amei o discurso do Sean Penn. Aliás, quando é que invertem a ordem? Porque todo mundo sabe que o mais importante vem por último e sempre abre com atriz coadjuvante e fecha com ator. Inverter poderia ajudar a enganar um pouquinho que a importância é a mesma, embora os salários sejam muito diferentes. Falando nisso, Slumdog tinha co-diretora indiana, mas o Oscar não aceita co-direção e ela não pode subir também. É uma pena. Os vídeos foram fracos, pensei que no de romance haveria homenagem aos romances marcantes do cinema. Segue abaixo minhas apostas e o que errei e acertei. Aqui tem a lista.

Melhor filme:
Quem Quer Ser um Milionário? [Acertei]

Melhor atriz:
Kate Winslet (O Leitor) [Acertei]

Melhor ator:
Sean Penn (Milk) [Acertei]

Melhor atriz coadjuvante:
Penelope Cruz (Vicky Cristina Barcelona) [Acertei]

Melhor ator coadjuvante: Robert Downey Jr. (Trovão Tropical) [Errei] -
Heath Ledger (Batman – O cavaleiro das trevas) [vencedor]

Melhor diretor: David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button) [Errei] -
Danny Boyle (Slumdog Millionaire) [vencedor]

Melhor roteiro original: Milk [Acertei]

Melhor roteiro adaptado: O Curioso Caso de Benjamin Button [Errei] -
Slumdog Millionaire [vencedor]

Melhor trilha sonora original:
A. R. Rahman (Slumdog Millionaire ) [Acertei]

Melhor canção original: Jai Ho (Quem Quer Ser um Milionário? -
Slumdog Millionaire [Acertei]

Melhor filme estrangeiro: Waltz With Bashir, de Ari Folman (Israel) [Errei] -
Departures de Yojiro Takita (Japão) [vencedor]

Melhor animação: Wall-E [Acertei]

Melhor direção de arte: O Curioso Caso de Benjamin Button [Acertei]

Melhor fotografia: O Curioso Caso de Benjamin Button [Errei] -
Slumdog Millionaire [vencedor]

Melhor edição: Batman - O Cavaleiro das Trevas [Errei] - Slumdog Millionaire [vencedor]

Melhor mixagem de som: Batman - O Cavaleiro das Trevas [Errei] -
Slumdog Millionaire [vencedor]

Melhor edição de som:
Batman - O Cavaleiro das Trevas [Acertei]

Melhores efeitos especiais: Homem de Ferro [Errei] -
O Curioso Caso de Benjamin Button [vencedor]

Melhor maquiagem:
O Curioso Caso de Benjamin Button [Acertei]

Melhor figurino: A Duquesa [Acertei]

Domingo, Fevereiro 22, 2009

Shoujo Kakumei Utena relançado no Japão



Segundo o site Okazu, a série de TV de Shoujo Kakumei Utena vai ser relançada em DVD no Japão. Trata-se de uma edição limitada com extras, um booklet, e comentários do Kunihiko Ikuhara. Deve valer cada centavinho e seria uma boa chance para lançarem a série por aqui, porque é exatamente o anime a versão mais interessante do universo de Utena.

Capítulo 3: Sem Olhar Para Trás (Parte 8)


Esta é a oitava parte do terceiro capítulo, a anterior está aqui. Já estamos nos encaminhando para o final do capítulo, como vocês podem notar. Para quem não sabe do que se trata, estou postando uma história que venho escrevendo faz algum tempo. O primeiro capítulo se chama Ecos do Passado e o segundo Sem Olhar para Trás. Disse que iria postar continuamente até o final do capítulo 3 e fico sempre esperando comentários e sugestões, pois assim posso melhorar e mexer em coisas que não estejam funcionando. Estou mudando coisas em relação à versão original, mas, ainda assim, trata-se de um texto de mais de dez anos.

Ventos de Mudança
Capítulo 3: Sem Olhar Para Trás (Parte 8)

O salão estava completamente enfeitado com flores belíssimas, algo que em pleno inverno não seria possível. “Mais mágica!”, Alda pensou. Se ela mesma tivesse poderes, teria sentido o cheiro da magia que impregnava o ar. Era essa uma das evidências, um dos traços deixados e cada ser que usava mágica tinha sua própria marca, seu próprio odor. Ao visualizar todo o salão, seu olhar encontrou o de Lívio inesperadamente. Nos olhos negros do rapaz, ela pode ver um misto admiração e de tristeza, notou também o ferimento em sua face. O que teria acontecido? Lívio leu a apreensão no rosto de Alda e na sua aura, também. Sim, ele podia discernir os sentimentos que habitavam as pessoas, sentimentos, mas não pensamentos. Ele sustentou o olhar, mas manteve seu rosto impassível, quase indiferente, tentando esconder a angústia que estava dentro de si. “Como eu quisera nunca ter deitado os olhos sobre ela! Agora eu teria bem menos com que me preocupar...”, suspirou.

Alda desviou seu olhar, deveria honrar a todos os convidados, sempre mantendo em seu rosto um sorriso modesto e parcimonioso. Além disso, deveria proteger Lívio, sabia bem que ele estava se arriscando muito ao ajudá-la. A Rainha mostrou-se satisfeita e interpretou aquilo como uma conseqüência direta da conversa que haviam tido. Richard, porém, do canto onde se encontrava, estava intrigado.

Ao concentrar seus poderes mentais na moça não conseguiu ler nada, havia um imenso vazio, como se não houvesse ninguém ali. “Há algo muito estranho acontecendo! Essa moça está imune aos meus poderes! Mas como? Não importa! Devo avisar a Rainha, precavê-la contra o perigo iminente.” Era o que pretendia fazer realmente, só que ao olhar para a direção do trono, avistou o noivo e seu pai e teve um pensamento perverso: “Pensando bem, se Dominique confia tanto em seus novos aliados permitirei que eles mesmos resolvam esta situação. Ela merece uma lição, para aprender a não subestimar os inimigos e desprezar seus aliados mais fiéis para agradar um bárbaro imbecil.” Simplesmente, cruzou seus braços e ficou observando a noiva e seu pai caminharem em direção a Rainha. “De Mülle sempre foi um idiota inofensivo, mas essa mocinha parece ser feita de outro material. Vejamos o que vai acontecer... serei somente um observador... pelo menos, por enquanto....”

Humberto De Dorsos também vestia seu mais belo traje, recoberto com as pedras preciosas que roubara e que lhe conferiam um ar pesado, deselegante e exagerado para os padrões daquela Corte. Ao seu lado, seu velho pai vestia-se com igual “luxo”. Quando avistou a noiva, ele se sentiu invadir por uma estranha excitação, uma espécie de luxúria. Antevia a noite de núpcias e a vingança que prometera, conhecia o efeito aterrador que possuía sobre as mulheres, ainda mais, sobre as donzelas. Ao mesmo tempo, porém, pensava que se fosse gentil poderia, quem sabe, conquistar-lhe senão o amor, pelo menos o respeito, e que poderia até ter uma vida feliz, uma família. Afinal, não é para isso que as pessoas se casam? No entanto, seus bons pensamentos foram interrompidos por um comentário grosseiro de seu pai que só não foi entendido pelos outros porque estava em sua língua materna:

— “Cadeiras estreitas!”

— “O que?!” — Perguntou surpreendido, pois fora tirado de seus sonhos.

— “Ela não serve para parir filhos, tem quadris muito estreitos e retos. Com certeza, morrerá de parto.” — Falou como se fosse uma informação óbvia e banal.

— “Agora, não, pai!” — Interrompeu contrariado. — “Estou prestes a me casar e não pretendo pensar em ficar viúvo. Não quero ouvir falar de morte.” — Ele não dizia isso por estava horrorizado com a idéia, ou porque fosse lamentar a morte de Alda que, aliás, não era o tipo de mulher que o atraísse, mas, sim, porque era supersticioso e achava de mau agouro falar em morte no dia de seu casamento.

— “Só estou pensando no seu bem. Ela pode não servir para lhe dar filhos, mas vai servir para lhe dar riquezas. E depois que ela morrer, você se casa com outra qualquer que seja mais bonita e que possa gerar os seus herdeiros. E para isso que elas servem, quando não para uma coisa, pelo menos para a outra.

Quando De Mülle estava próximo o suficiente, Humberto desceu de onde estava e tomou Alda pelo braço, sem nem mesmo cumprimentar o sogro. O Marquês fingiu que não se importava e foi para o lugar que lhe havia sido designado.
XXX
— Isto é um ultraje! — O Conde De Sayers resmungou entre dentes. — Louis deveria se envergonhar! Eu jamais permitiria que uma filha minha se casasse com um homem como esse. Ele é um...

— São ordens da Rainha, pai. — Konrad interveio também em voz baixa. Apesar de sentir o mesmo que seu pai, achava que sua crítica era pouco apropriada. — Antes de tudo devemos obediência à Realeza.

— Obediência tem limites, meu filho. Um dia aprenderá que a autoridade não se baseia somente no sangue. — Fez pausa. — O sangue, na verdade, nos traz responsabilidades dobradas, pois devemos ser esteio e exemplo para toda a comunidade. Quanto mais alto se está, meu filho, maior a queda. Não é a Coroa que faz o Rei, mas, sim, a cabeça que a sustenta. Nobreza de sangue só é válida quando acompanhada por nobreza de espírito. — Olhou bem nos olhos do rapaz. — Lembre-se disso.

— Tem uma forma muito perigosa de pensar, caro Conde. — Richard interveio de repente. — Deveria guardar suas idéias “extravagantes” para si mesmo ou pode por em risco o Senhor e sua Casa.

— E o Senhor, Sir Richard, deve guardar seus conselhos para si mesmo, pois pelo que me consta, não os requisitei. — O comentário fez com que Konrad empalidecesse. Como seu pai poderia ser tão rude quando Sir Richard só queria ajudá-lo?

— Tio, por favor! — Flora interveio com sua voz mais doce. — Sir Richard não fez por mal!

— Agradeço sua defesa, Senhora, mas o Conde tem razão. — Falou em tom falsamente humilde. — Eu é que devo desculpas por minha intromissão em assuntos que não me dizem respeito, mesmo que movido por excesso de zelo, com sua licença. — Disse isso e se afastou. Konrad o seguiu sem pedir licença a seu pai e o Conde ficou lamentando o fato de nunca conseguir se controlar quando Richard aparecia.

— Estamos aqui hoje para, em nome de Deus, unir estas duas criaturas... — Começou o sacerdote, um dos bispos que permanecera fiel á Rainha. Alda fingia atenção, mas o que ia em sua cabeça era a dúvida de se aquele casamento seria ou não válido, afinal, estavam sob interdito, logo nenhuma cerimônia religiosa poderia ser feita e os sacerdotes que não obedecessem, estariam excomungados. “Tudo não passa de uma farsa! Uma grande farsa! E hoje devo agir como a melhor de todas as atrizes.” A cerimônia seguiu conforme a regra e Alda se ouviu dizendo “sim” mecanicamente e ouviu o mesmo de Humberto De Dorsos.

Quase ao seu lado, um coração estava pesado e lamentava não poder impedir aquela cerimônia. O Marquês De Mülle temia que qualquer que fosse o plano de sua filha, ele poderia não ser bem sucedido e então sua vida estaria desgraçada para sempre. Após a cerimônia, todos se dirigiram para o grande salão, onde um banquete os esperava. Humberto pôs-se a beber como se nada mais importasse no mundo.

— Beba, também, Minha Esposa, vejo que não provou do vinho!

— Eu não bebo á noite, Meu Senhor, pois o vinho me dá pesadelos.

— Pesadelos!? Ora, mulher, quem disse que dormiremos esta noite! — Disse com um olhar lascivo e aproveitou para passar, ousadamente, a mão em Alda que, sentada a seu lado, não pode se esquivar. Apesar de tentar se controlar, ela ficou vermelha de vergonha, baixou a cabeça e cerrou os punhos, porque percebeu que suas mãos tremiam. Queria esmurrar-lhe ali mesmo. Tanto Lívio, quanto De Mülle, Konrad e De Sayers perceberam o ato e se sentiram profundamente ofendidos. “Como esse bruto ousa tocá-la dessa maneira na frente de todos!” Respirou fundo. “Controle-se, Lívio, nada pode fazer. Não é hora para rompantes infantis. Seja racional!”

— Seria melhor que bebesse, pois nada pior do que uma donzela assustada e sóbria, ainda por cima. Não é meu sogro? — De Mülle não respondeu a grosseria e foi o próprio pai de Humberto quem se intrometeu.

— Eu aconselho que pare de beber, meu filho, pois ao invés de consumar o casamento vai terminar desmaiando sobre a noiva e envergonhando nossa Casa! — Falou o pai do rapaz realmente preocupado, pois conhecia as bebedeiras de seu filho e o estado deplorável em que ficava depois.

— Deixe-me em paz, velho! — Gritou com grosseria. — Hoje é meu casamento e farei o que bem entender! E, no momento, o que quero é beber! Beber muito!

— Não deveria ficar olhando para a noiva, meu irmão. — Lucília falou para Lívio, em uma mesa oposta à dos noivos. — O noivo pode interpretar como uma ofensa. Lembre-se do que ocorreu hoje à tarde.

— Pouco me importa como interprete! — Falou abruptamente, dando vazão à sua raiva que era real. — Creio que neste estado ele é incapaz de interpretar qualquer coisa. — Falou com amargura. — Ela é o centro da festa e não existe ninguém que brilhe tanto como ela. Deve ser admirada.

— Que espantoso surto de valentia... Meu irmãozinho fala como um amante ofendido! Então aquele bárbaro tinha toda razão... — Debochou. — Chega a ser engraçado... Até chegarmos aqui você nunca tinha se interessado por mulher alguma, as desprezava até, e logo a primeira que foi olhar é essa, que jamais poderá ter! Ou melhor, a deseja porque nunca poderá tê-la, não é?

— Não diga tolices... — Lívio respondeu impaciente. Estava sentindo os efeitos de uma poção mágica que havia tomado. Sentia-se febril e irritadiço. “Talvez eu tenha errado a dose. Nunca tinha tentado fazer esta mistura antes.” — Eu tenho pena do destino que lhe reservaram, nada mais... Sentiria o mesmo por qualquer mulher que estivesse nesta situação... — Desconversou. — Inclusive você.

— Realmente, meu irmão, é surpreendente descobrir que mesmo você pode ser engraçado! — Bebeu um gole do excelente vinho que fora servido. — Vocês homens são todos ridículos!

— Um dia, minha irmã, vai amar alguém. É uma questão de tempo.

— Amar?! — Falou com ar debochado. — Deixo isso para os fracos e sonhadores como você! Os fortes, meu irmão, não amam, conquistam! Entre o poder e o amor, meu irmão, eu prefiro o poder, pois com ele, até isso que você chama “amor”, e eu chamo de eufemismo hipócrita para explicar a “luxúria” humana, estará a minha disposição. — Falou com desprezo. — Se deixar dominar pelos sentimentos é uma fraqueza deplorável! — Terminou com desdém.

— Fraqueza!? — Ele balançou a cabeça. — Tenho pena de você, se não aprender que tem um coração, ainda irá sofrer muito. — Disse levantando-se. — Com sua licença.

— Aonde vai?

— Meditar e rezar. — Falou com simplicidade. — Creio que mais do que nunca estou convencido de que meu destino não está na vida da Corte. — Fez pausa. — Se quiser me achar, estou na capela.

— Você é um tolo, realmente. — Ele deu de ombros e se foi, quando se viu fora das vistas de todos deu um profundo suspiro. “Acho que fui convincente em minha dor! Não sei de onde tiro coragem para participar desta loucura!” Suspirou “Não tente se enganar, Lívio, pois você sabe muito bem!” Depois, passou a mão sobre a testa que estava suada apesar do frio. “Espero que a poção tenha o seu efeito, pois o incômodo é bem grande.”
XXX
Alda viu quando Lívio se retirou e sabia que deveria fazer o mesmo o mais rápido possível. Não poderia recuar agora ou o Príncipe Guilherme morreria no outro dia e ela teria que ser esposa daquele homem horrível que só fazia beber e dizer grosserias. A idéia de passar a noite de núpcias com ele lhe dava náuseas. Aguardou um pouco para que não associassem a ausência dos dois. Quando achou que a hora chegara, ergueu uma taça com hidromel, só que quando ia provar o líquido, a taça “escorregou” de sua mão e derramou-se sobre o vestido. Ela ergueu-se de um salto e pegou um guardanapo, tentando limpar-se, uma criada veio acudi-la.

— Oh, meu Deus! O que eu fiz? — Fingiu-se culpada e preocupada com o vestido.

— Se não tirá-lo agora ficará completamente manchado, Senhora. — A criada vaticinou.

— Eu sei, eu sei! — Virou-se para Humberto com um olhar submisso. — Meu Senhor, permitiria que me retirasse e trocasse o vestido? — Humberto estava tão bêbado que não ouviu. — Meu Senhor!

— Ãn?! — Seu pai cochichou-lhe ao ouvido e ele aquiesceu. — Sim, vá! Mas não precisa retomar. Esteja pronta para me receber, Senhora, porque não vou me demorar!

— Eu estarei, Meu Senhor. — Aproximou-se da Rainha. — Majestade! — A Rainha levantou-se e a abraçou cordialmente, beijando-lhe as faces.

— Tem minha permissão e meu desejo de felicidades e... — Fez pausa e falou baixinho em seu ouvido: —... que tenha um filho dentro de nove meses. — Alda forçou um sorriso e foi falar com seu pai:

— Pai, sua benção! — Disse beijando-lhe as mãos, só que o Marquês, não se importando com o liquido pegajoso que iria manchar suas belas vestes, abraçou-a e beijou-a.

— Tem minha benção, em tudo o que fizer, filhinha!

— Obrigada, pai. — Afundou o rosto no peito de seu pai, por um momento, pois as lágrimas vinham em seus olhos e não queria que ninguém notasse. — Espero revê-lo em breve, Pai. — Falou em seu ouvido.

— Eu também, meu bem. — Fez pausa e a beijou de novo. — Deseja que eu faça algo, filhinha?

— Atrase-o, Pai. E só isso o que peço. — Sussurrou e se foi para a câmara nupcial.

François - The Musical



Fazia muito tempo que não tinha notícia deste musical italiano. Na verdade, o nome completo é Lady Oscar - François, Versailles Rock Drama. Trata-se de um musical italiano feito em cima do anime (*não acredito que seja o mangá*) da Rosa de Versalhes. Ele estréia em Roma em 19 de março e fica em cartaz até 5 de abril. Acredito que seja a primeira apresentação. A página oficial é bem elaborada, com fotos dos atores e atrizes, bios e tudo mais. Vale a visita.
Passei no Pro Shoujo Spain agora (23/02) e vi que elas também comentaram o musical e colocaram um link do Myspace no qual vocês podem ver fotos do espetáculo. O link é este aqui.

Rumiko Takahashi na Big Comic Original



Segundo o ANN, a sexta edição da revista para (homens) adultos Big Comic Original trará um manga oneshot de Rumiko Takahashi, aclamada autora de Inuyasha entre outras séries de muito sucesso. Takahashi promete uma história que fale das ansiedades em relação à crise econômica atual, e que no Japão tem resultado nos piores indicadores em 35 anos e em muitas demissões. O nome do mangá é Unmei no Tori (Pássaro do Destino).

Sábado, Fevereiro 21, 2009

Shoujocast #2 no Ar: Conversa de Carnaval



Neste nosso segundo podcast, acho que consegui fazer uma gravação um pouco menos amadora. Publiquei sem ouvir, e depois percebi que a música que coloquei no início está inaudível... Desculpe mesmo! Era a abertura da série de TV de Utena que deveria ter aparecido lá... Está lá, mas muito baixinho. Também fiquei nervosa (*o que é ridículo*) e falei "post" e, não, "podcast". Mas regravar tudo... Até consegui cortar o latido enlouquecido do cachorro, mas eu realmente gravei quase tudo de primeira. E errei plural, falei que o primeiro "post" tinha sido "ano passado"... mas, enfim, obrigada por todas as sugestões e pelo carinho. Espero errar menos da próxima vez!

Enfim, tinha me comprometido a falar somente 15 minutinhos, mas me excedi... Na pauta de hoje temos: entrevista com Riyoko Ikeda, a importância dos doramas para promoverem os mangás shoujo, 20 Anos de CLAMP – E aqui no Brasil o que a JBC fará para comemorar?, festa do Oscar e o infame Rapelay. Quem quiser baixar é só clicar aqui. Para ouvir direto, basta olhar a barrinha aí embaixo. ^_^

É isso! Obrigada por me ouvir!

Anatolia Story #24: Kail enfrenta Ramsés



Anteontem fui buscar o volume #24 de Anatolia Story e li ontem. Por mais que eu ame este mangá, é muito bom ter a sensação de que está acabando, agora faltam quatro volumes para o fim... Nossa, faz tanto tempo que comecei a leitura! E como tem sido gostoso acompanhar o crescimento da Yuuri, enfim, o volume não foi tão emocionante quanto o anterior, o do reencontro com Kail, ou mesmo do #22 onde aconteceu o confronto com Nefertiti, mas foi muito bom.

Quando terminamos o volume #23, os hititas estavam lutando com os egípcios com o apoio dos mittani. É daí que a história é retomada. Só que – e isso foi contrário à personalidade de Kail – o sábio e ponderado protagonista abandona a frente de batalha para entrar em uma luta mano a mano com Ramsés. E os dois ficam nessa pegação, feito dois galinhos de briga, por boa parte do volume. É tipo aquela coisa “Agora, é pessoal!” e a autora faz questão de asseverar que foi a única vez que Kail colocou questões pessoais acima dos interesses de estado. É um fanservice só, com Kail e Ramsés lutando, se agarrando (*pense yaoi*), tirando a roupa, lutando pelados e por aí vai... No final, Ramsés bate mais (*Kail perde dente, quebra braço, tem lóbulo da orelha rasgado*), só que Kail recobra seu senso de dever e vence, claro.

Enquanto o rei estava nessa briguinha, a pobre Yuuri teve que assumir o comando de todo o exército. E temos Yuuri com medo e tentando passar a bola ou para Telipinu (*o irmão low profile e muito inteligente de Kail*) ou para o Príncipe das Trevas. Ambos recusam a chefia do exército e declaram que só há uma pessoa além do rei que possa comandar todos os homens: Ishtar. Yuuri engole sua insegurança e culpa, porque acha que como Gal Meshedi deveria proteger Kail e faz o que tem que ser feito, mostrando que não havia melhor comandante do que ela. É um dos seus melhores momentos, claro que o faraó Horemheb comporta-se como um idiota outra vez. Eis uma das caracterizações que eu detesto no mangá. Os hititas vencem e forçam os egípcios a um acordo de reconhecimento de fronteiras, neste caso, o rio Orontes.

Esses são os pontos altos do volume, não vou incluir Rusaffa e sua paixão por Yuuri entre eles. De resto, temos ainda o humor do retorno de Kail todo quebrado, para surpresa de Yuuri, uma ceninha hot básica entre os dois, o Príncipe das Trevas (*e com uma cara ótima*)apartando a quase briga de Ramsés com Kail, e a despedida de Ramsés. Ele reconhece que perdeu e deseja felicidade para Yuuri e que ela tenha uma bela filha que possa se casar com um filho seu. Na verdade, uma neta dela seria rainha do Egito... Mas enfim, dela, não, de Kail e de sua esposa “real”. Não lembro se Ramsés reaparece, mas salvo a tentativa de estupro uns dez volumes atrás, ele desfilou impecável por todo o mangá e mereceu ser o único das personagens a aparecer em uma capa da série.

Agora, o que resta? Destronar Nakia e o mangá fecha com Ilbani mostrando Urhi aprisionado. Os volumes 25, 26 e 27 são a queda de Nakia. E pelo jeito, Chie Shinohara vai me manter grudada nas páginas e torcendo para que o próximo volume chegue o mais rápido possível. Ah, decidi colocar algumas scanlations do volume. Somente quatro, claro, pois isso dá trabalho, mas dá para ter uma idéia do que aconteceu.

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