Sábado, Janeiro 31, 2009

Morro dos Ventos Uivantes e Emma



No início de janeiro, eu comentei aqui que a BBC iria deixar de lado as minisséries ambientadas no século XIX. Ao que parece, a emissora inglsa voltou atrás e teremos uma nova verrsão de Emma de Jane Austen agora em 2009. Sandy Welch de Jane Eyre e North And South fará o roteiro. Será a terceira adaptação de Emma feita pela BBC. (*Se houver outra, alguém me dê um toque*)

O Morro dos Ventos Uivantes está em exibição agora nos EUA na rede PBS. Soube pelo The2Moons. Daí, procurei e achei um artigo com fotos legais e antes de postar aqui, abri um tópico na comunidade Orgulho & Preconceito do Orkut. Deletaram o tópico não sei por qual motivo e perdi o link interessante. Não consegui localizar mais... Mas deixa para lá, achei um artigo bem legal no Austen Prose. Assim como a autora do blog, eu sou apaixonada pelo Heathcliff do Laurence Olivier, com todas as alterações que o filme tem em relação à obra original. De qualquer forma, vou atrás dessa minissérie.

Creer Beaute Aumenta a Linha de Maquiagem da Rosa de Versalhes



A Creer Beaute é uma fabricante de cosméticos no Japão que tem uma linha de produtos da Rosa de Versalhes. Já falei do rímel e dos sais de banho aqui, mas a coisa cresceu ainda mais. Agora, foi anunciado para fevereiro uma linha de gloss com Oscar, Maria Antonieta, Rosalie e Jeanne para que a cliente escolha. Eu vi o anúncio no Riyoko Ikeda Fansite, mas achei a página do produto no meio do site de merchandise da Rosa de Versalhes. Na mesma página vi a propaganda dos trading figures de Berubara Kids. Cada peça custa 250 ienes. São umas gracinhas. :)

Tokyopop se explica


A crise da Tokyopop - que revolucionou o mecado de mangá nos EUA - está cada vez mais evidente. O Mangablog contactou Marco Pavia, diretor da editora, e perguntou sobre os títulos cancelados da editora. Isso depois que a Diamond listou uma série de volumes cancelados pela editora, entre eles V.B. Rose #6. A Tokyopop nega todos os cancelamentos e afirma que os lançamentos foram atrasados. Um... Adiados, talvez para a eternidade, eu diria.

Napoleão na Itália


Napoleão de Riyoko Ikeda, melhor dizendo. A Magic Press anunciou o lançamento do mangá Eikou no Napoleon – Eroica (栄光のナポレオン - エロイカ / A Glória de Napoleão - Eroica) na Itália. A série foi publicada entre 1986 e 1995 e terá 12 volumes na edição italiana. Pelo que me lembro, a primeira edição foi em 14 volumes, a italiana deve ser uma intermediária entre a edição normal e uma versão bunko. Eroica funciona tanto como uma seqüência para A Rosa de versalhes, pois acompanha os rumos da Revolução Francesa e tem Rosalie, Alain e Bernard como personagens, como é uma biografia de Napoleão. O traço é Ikeda anos 80 bem cuidado, ou seja, é o mesmo de Jotei Ekaterina, a biografia de Catarina, a Grande, da Rússia. Pelo jeito, todas as obras principais de Riyoko vão aparecer na Itália. Eu acho que a Laura me enviou um e-mail avisando, mas nas confusões das minhas féiras, eu perdi. De qualquer forma, peguei a informação no Riyoko Ikeda Fan Site. O mangá saiu na revista Fujin Koron (*Laura, obrigada pela informação*).

Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

1º Concurso de Cosplays do Terraço Shopping


Hoje (30/01/2009) é o Dia Nacional dos Quadrinhos. Houve um evento no Terraço Shopping em Brasília que culminou com um desfile. Foi tudo muito fraco e amador. O apresentador não sabia o que era cosplays, colocaram um monte de "jedis" para julgar e eles nem sabiam o nome das personagens de anime/mangá/game, e por aí vai. O cosplay mais imaginativo foi o da Princesa Amidala, mas ela não ganhou. Depois se for o caso eu coloco a premiação.

Dia do Quadrinho Nacional em Brasília


Essa foi uma matéira do Jornal do SBT sobre um dos eventos que estão ocorrendo na capital. Hoje, mais tarde, vou até o Terraço Shopping ver o desfile de cosplays. É aqui ao lado e também estão rolando uns cursos.

Franquias Bem Sucedidas para Adultos



Passando pelo site Trends in Japan, vi um post falando sobre as franquias que investem em adultos no Japão. Romances de celular, cervejas, produtos de beleza, ursinhos de pelúcia (*Rilakkuma*) com função desestressante, quartos de hotel decorados com estes ursinhos e por aí vai. De acordo com o site, a franquia para adultos mais bem sucedida no Japão atual é a Bihada Ichizoku (*Famíla com pele bonita*). Eu já fiz um post sobre o quadrinho e o anime desta franquia que começou como romance de celular e movimenta somas enormes no Japão. Depois da estréia do anime, 60 mil itens ligados à franquia foram vendidos em um dia. Eu realmente queria dar uma olhada nesse anime e no mangá, também.

Capítulo 2: A Decisão de uma Vida (Parte 7)

Se você está lendo este post, deve ter passado pelo capítulo 1. Agora, você está na sétima parte do capítulo 2. Se caiu aqui por engano, clique para retornar para a parte anterior, se você clicar na tag Rosas, poderá acessar todos as partes que coloquei no blog até aqui. Quem estiver perdido é só perguntar. Continuarei a postagem até o terceiro capítulo e depois, só se realmente houver interesse.




Ventos de Mudança
Capítulo 2: A Decisão de uma Vida (Parte 7)

A ansiedade de Marina foi crescendo no decorrer do dia. Não conseguia acreditar em tudo que ouvira e vira, mas, ao mesmo tempo, tinha medo de que tudo não passasse da mais absoluta verdade. Queria ter certeza. Mas como? Saiu de seu quarto e foi até os aposentos da Rainha. O criado disse que ela não estava e ela disse que aguardaria pela madrasta. Não sabia quando a Rainha retornaria, ou mesmo se retornaria, só que não tinha outra idéia no momento. Não adiantava procurar por Alan ou Alda, eles já tinham suas certezas, Marina precisava das suas.

Começou a observar o ambiente, sua madrasta tinha um excelente gosto para móveis e decoração em geral. E tudo primava pelo luxo e pela elegância. Aquele não era o quarto de sua mãe, o quarto onde ela morrera. O Rei dera aposentos novos para sua segunda esposa, afinal, poderia ser de mau agouro usar o da Rainha anterior. O quarto novo era maior, com janelas com vitrais magníficos e a mobília era a mais nova de todo o castelo, tinha vindo das terras do Sul, do país de Dominique. Marina estava examinando uma tapeçaria que trazia uma cena de caçada quando seus olhos caíram sobre uma redoma de vidro, dentro havia um cristal. Ela nunca atentara para aquele objeto. Claro! Ele sempre estivera coberto, só que, agora, sentiu-se subitamente atraída por ele. Era o cristal do seu sonho! “Eu não deveria tocá-lo. Não é correto, não é...”

Retirou a redoma com cuidado e colocou-a sobre um móvel. “É lindo! E como brilha! Como brilha!” Tocou o cristal e ele começou a emitir um brilho intenso, assim como o seu próprio medalhão. “É a luz outra vez! Aquela mesma luz!” A imagem de um homem belíssimo surgiu dentro do cristal, sua boca se movia, mas Marina não conseguia compreender, só percebia sua extrema agonia e desespero, tão torturantes que ela pode senti-los nitidamente. “É como no meu sonho! Quem é ele?”

— Fale comigo! Quem é você? Por que está preso? — Ela não conseguia ouvir o que ele dizia. — Por favor, que posso fazer para ajudar você? O que?

A Rainha entrou. Seus olhos dardejaram de raiva quando viu onde Marina havia mexido. Correu e cobriu o cristal com a redoma, fazendo com que a luz se extinguisse e a imagem do homem desaparecesse. Depois pegou Marina pelo braço e a sacudiu:

— Nunca mais toque nas minhas coisas, ouviu? — Ela estava quase gritando. — Nunca mais! — Percebendo que a estava machucando, a Rainha soltou a outra.

— Por que? Que cristal é esse? — Estava confusa. — Por que todos me dizem coisas e não me explicam o por quê? — Fez pausa. — Quem era o homem do cristal?

— Homem no cristal? Você está imaginando coisas. — Falou ainda com raiva na voz. Depois percebendo que a estava sobressaltando mais do que deveria, acrescentou: — Você é muito curiosa, Marina, um dia poderá ter sérios problemas se não se controlar. — Disse com voz doce, mas ainda assim em tom ameaçador.

— Majestade, eu não sou nenhuma criança boba. — Respirou fundo. — Há muitas coisas estranhas ocorrendo por aqui. Aquele mago...

— Você é muito impressionável, menina. — Olhou bem para ela. — O que lhe disseram? Que eu era uma bruxa? Que enfeiticei seu pai? Que bebo o sangue de criancinhas em orgias noturnas com Sir Richard ao meu lado? Que outras histórias contam sobre mim? — Ela sorriu. — Ora, querida, muitos invejam minha posição, desde que seu pai era vivo.

— Não, não foi isso que o mago disse... Só que... Sempre me tratou bem, eu não acredito no que disseram, não posso acreditar... — Estava tateando nas palavras.

— Então, por que teme? Se nada tem contra a minha pessoa, deveria confiar em mim, não é mesmo? — Ela acariciou a cabeça loura de Marina, como faria com um bichinho de estimação. — Ou acha que pode sair por aí cavalgando e libertando o povo oprimido? — Falou debochando dela. — Isso é uma grande tolice. Se você ainda fosse a filha de De Mülle... Viu o que ela fez hoje? Uma vergonha! — Disse com ar de censura. — Eis a falta que uma boa mãe faz.

— Não me acha capaz de fazer coisa alguma por mim mesma, não é? — Ela estava se sentindo desafiada, e conhecendo sua índole, era exatamente isso que a Rainha sabia que ocorreria. — Me acha uma boba?

— Não, absolutamente. — Fez pausa e sentou-se. — Eu só a considero muito sensível e penso que não deveria ouvir essas tolices. Mas pode acreditar que essas histórias irão cessar quando seu primo partir daqui. Acredito que sua presença seja daninha. É um De Brier, afinal. — Comentou como que casualmente.

— Partir? Vai permitir que volte com o Conde De Sayers, então? — Não conseguia conter sua curiosidade, principalmente, quando o assunto era Alan.

— Com De Sayers? Não, de forma alguma. Eu irei enviá-lo para o Sul. A ilha de Valteil. Conhece? — Quem não conhecia aquele inferno na terra? Um pântano terrível e fétido, com feras devoradoras de homens por todo o lugar? — Irá viver no exílio, é a única forma de neutralizar sua má influência. Ele é um símbolo, um estímulo para os rebeldes deste reino. Os De Brier devem ser apagados da memória de todos.

— Exílio?! — Os olhos de Marina se arregalaram. — Mas ele não fez nada, Senhora. Por quê?

— Ele não precisa fazer, minha querida, basta que ele exista. Este é o grande problema deste rapaz. Ele deveria ter deixado de existir faz muito tempo, mas seu pai foi magnânimo. Eu devo ser prática. — Fez pausa. — Não se perturbe com isso. Já disse estas preocupações não devem ocupar sua cabecinha.

— Sim, creio que tem razão. — Estava pálida. Começava a ter grandes dúvidas. “Talvez a única que possa resolver minhas dúvidas seja a Rainha das Fadas...” — Com licença, Majestade, creio que deseja descansar. — Recebeu a permissão e saiu, com o coração apertado.
XXX
Alda trocou-se e foi em busca de seu pai, todos a olhavam para ela com espanto, admiração ou desdém. Em outra situação isso poderia despertar algum sentimento nela, mas não na situação em que estava. Não era como se não se importasse, mas estava anestesiada. Erik comentava sua atuação calorosamente, afinal estava orgulhoso dela, como nunca esteve antes!

— Esteve maravilhosa, Milady. — O rapaz falou empolgado, deixando de lado os seus movimentos contidos. — A última batalha foi...

— Você é suspeito para dizer isso, Erik. Afinal, você é meu amigo. — Alda deu um sorriso sem graça.

— Talvez aceite melhor uma opinião externa, Senhora. — Disse Lívio se aproximando e vencendo sua timidez. — Seu desempenho foi soberbo. — O rapaz fez uma mesura. Alda olhou para ele com desconfiança pouco disfarçada e Erik se colocou em guarda. — Perdão, creio que fui rude. — Sua voz era melodiosa e acentuada por um sotaque que Alda não reconheceu. — Sou Lívio De Gaglione, ao seu serviço, Senhora. — Apresentou-se tomando sua mão e depositando um leve beijo.

— Agradeço o elogio, Senhor, mas devo encontrar meu pai. — Alda não queria intimidades com ele, pois era sobrinho da Rainha, e não estava disposta a conversar com desconhecidos.

— Vi o Marquês De Mülle perto do chafariz. — Falou e depois comentou: — Ouvi falar muito de seu pai na universidade. Um de meus mestres sempre elogiou sua inteligência, perspicácia e o fato de incentivar as artes e as ciências.

— Mestre!? Qual mestre? — Alda perguntou desconfiada.

— Mestre Leonardo De Ceravel, o renomado filósofo.

— Ele foi meu professor por algum tempo. — Alda comentou com um sorriso rápido. — Creio que meu pai gostaria de ter notícias de Mestre Leonardo. — Fez pausa, não deveria perder seu tempo em conversas tolas, mas... — Mas creio que fui rude. Este é Erik, meu grande amigo e escudeiro. — Os dois se cumprimentaram.

— Eu o vi na audiência, Senhor. Não quis combater? — Erik tentou mostrar-se gentil, embora não desejasse dividir a atenção de Alda com ninguém.

— Onde eu estava, era o lugar mais seguro para mim. — Passou a mão bem feita bem feita pelos cabelos para domar uma mecha rebelde que lhe caía sobre a testa. — Sou tão mal cavaleiro que se tivesse participado, com certeza, todos se lembrariam mais do meu fiasco que do triunfo da Senhora Alda. — Comentou bem humorado. — É uma fama que eu dispenso. — Alda sorriu de novo e não conseguiu resistir mais.

— Mas o que estudou na universidade? Como está Mestre Leonardo?

Começaram a conversar e Alda se maravilhou com inteligência e elegância do rapaz que diferia de todos os outros que conhecera até então. Tocava diversos instrumentos e falava algumas línguas, era versado em filosofia e nas letras, além disso, era extremamente gentil, o único problema, e um bem grande por sinal, era o fato de ser sobrinho da Rainha. O rapaz também começou a apreciar a companhia da moça que não falou nem de fitas e vestidos nem de como eram maravilhosos os guerreiros e, se antes, pretendia somente matar sua curiosidade, sentia agora que encontrara a primeira pessoa capaz de entender sua natureza.

Alda apresentou Lívio a seu pai, invertendo o que seriam as boas regras da corte, e este também ficou encantado pelo rapaz e esqueceu que deveria repreender a filha. Conversaram sobre muitas coisas, desde arquitetura, até o cultivo de vinhas e oliveiras. Seu sotaque, ao contrário do de Humberto, que era áspero e só acentuava seu débil conhecimento da língua, só tornava sua voz mais doce e encantadora. O Marquês o considerou um noivo ideal. Entretanto, sabia que o compromisso com Humberto De Dorsos não poderia ser esquecido e sentiu seu coração pesado, outra vez. De repente, o próprio Humberto aproximou-se deles, com uma expressão furiosa no rosto.

— Acredito, Senhora, que me deve desculpas. — Falou em um tom “amigável”.

— Desculpas, Senhor? Não compreendo o motivo. Foi derrotado em um combate justo. — Alda foi sarcástica.

— Não seja ridícula, mulher! — Esbravejou e Erik quase se atirou em cima do gigante, mas Alda o conteve com o olhar. — Não deveria estar na liça. Aquele não era lugar para uma dama. — Falou em tom alterado que o tornava ainda mais ameaçador. — Sua atitude imodesta, humilhou-me, Senhora.

— Creio que a Senhora Alda não pretendia humilhá-lo, Senhor. Foi o acaso que fez com que se encontrassem. — Lívio interveio calmamente. — Além disso, seria uma lástima nos privar da atuação de alguém tão habilidoso, só porque... só porque se tratava de uma mulher. — Continuo com voz pausada. — Eu mesmo não vejo nisso limitação, ou vergonha alguma... — Terminou com um cumprimento para Alda.

— Quem é você para se meter quando falo com minha noiva? — Perguntou em voz tão alta que todos que estavam por perto olharam para eles e tanto Lívio quanto Erik ficaram perplexos, o último, aliás, ficou pálido como um fantasma. — Meta-se com sua vida!

— Sou Lívio De Gaglione. — Disse tentando manter a fleuma enquanto seu desejo era ser tragado pela terra. Afinal, escolhera para cortejar uma mulher comprometida e com alguém bem perigoso. Humberto lembrou-se então que já o vira e quem ele era. — Eu não sabia que estavam noivos. Eu lamento muito! — Não era um pedido de desculpas, mas a expressão de sua tristeza pela situação de Alda.

— Posso ser sua noiva, Senhor. Isto é inevitável, como bem sabemos. — Comentou com mordacidade. — Só que não tem direito de me dar ordens, devo satisfações ao meu pai somente.

— Por enquanto, pode ser, mas amanhã isto irá mudar e há de me respeitar, pois serei o seu senhor. E farei com que saiba disso desde o primeiro instante. — Ameaçou e os olhos de Alda faiscaram. Foi então que Humberto percebeu que sua aproximação tinha sido infeliz outra vez. — Creio que nos veremos no baile hoje. — Disse sem graça. Podia parecer que não, mas ele realmente desejava que seu casamento fosse feliz.

— Com certeza. — Alda sentiu que os olhos de Lívio estavam sobre ela e que o brilho de felicidade havia desaparecido deles e lamentou sinceramente. “Espero que não me despreze por isso!” — Peço, porém, que mantenha a devida distância. Saiba que só o aceito por não ter outra opção e só suportarei a sua presença quando isso se tornar absolutamente inevitável!

— Meus respeitos, meu sogro. — Disse ele ignorando o último comentário de Alda, ainda tentou pegar a mão da moça, mas ela a retirou com nojo. — Nos veremos mais tarde, então. Com licença. — E se foi.

— É um boçal! — O Marquês falou involuntariamente. — Não deveria tê-lo deixado furioso, minha filha.

— Não pude resistir e acredite, meu pai, eu ainda farei pior do que isso, esteja certo. — E lembrando-se que Lívio ouvira e do que poderia pensar. — Não pense mal de mim, Senhor. Eu...

— Como poderia? Sei bem como as coisas acontecem no nosso meio... Nem sempre é possível escolher. Embora lamente profundamente a sua sorte. — Seu tom de voz era profundamente triste agora. — Espero vê-la no baile, hoje.

— Eu também espero. — Ele fez menção de se retirar e ela segurou sua mão. — Espero que dancemos esta noite, talvez seja o meu primeiro e último baile. — Esta atitude era imprópria, ela sabia, mas decidira a fazer o que lhe viesse em mente e o rapaz pareceu não se importar, aliás, pareceu encantado.

— Será um prazer, Senhora, e uma honra. — Sorriu o sorriso mais encantador que Alda já vira. — Com licença, Senhor Marquês, creio que precisam conversar, agora. — Beijou a mão que o segurava e se foi, fazendo com que Alda corasse ligeiramente.

— Parece ser rapaz excelente. — O Marquês comentou melancólico. “E você caiu de amores por ele, minha filha.”

— É verdade. — Falou Alda acompanhando com os olhos a silhueta elegante do moço se afastando. — Ele em nenhum momento me recriminou nem se espantou, é um cavalheiro. — Concluiu com tristeza.

Como falei em Caminho das Índias...



Falei em Caminho das Índias, porque estou dando uma olhada em pedacinhos da trama. É muito mais do que consegui fazer com A Favorita. Não vou mentir, adoro a paleta de cores, adoro aquela breguice, mas odeio o que a Glória Perez produz. Aquela Índia é um absurdo e detesto ver boas atrizes (*ou atores*), repetindo os mesmos papéis, caso da excelente Eliani Giardini. Indira, Nazira, a mãe neurótica de América... Que desperdício!

Fora isso, os protagonistas não conseguem me convencer. Márcio Garcia é um repolho atuando e a Juliana Paes corre o risco de ser queimada na fogueira por não conseguir segurar o papel de protagonista com a força necessária. Eu me senti muito mais tocada pelo drama do Raj (Rodrigo Lombardi) com a Duda (Tânia Khalil) do que o romance proibido dos protagonistas. Aliás, Rodrigo Lombardi eu já sabia que era ótimo desde Desejo Proibido (*quem visita o blog sabe que adorei esta novela*), mas a Tânia Khalil me convenceu. Pelo que eu senti nos fóruns da vida, a maioria das pessoas simpatizou mais com este casal. Espero que a Glória Perez ouça “a voz do povo” neste caso.

De resto, vai ser aquela repetição de clichês, nenhuma discussão de papéis de gênero ou questões sociais. Engraçado é que a pesquisa sobre a sociedade de castas foi feita pela metade. As pessoas casam na mesma casta, cada casta pode ser mesmo dividida em uma miríade de subcastas. Casar com alguém acima (*Ele é um brâmane, papai! Faz tempo que não temos um brâmane na família.*), ou abaixo, é tão problemático quanto casar com um pária (*eles não são uma casta, eles estão fora das castas e por conta disso, justificam a existência das mesmas*). Aliás, só existe mobilidade social na próxima vida. Obedeceu? Reencarna no mesmo lugar, acima ou não reencarna. Questionou? Pode voltar abaixo ou como pária. Vai encarar?

Fora, que não existe nenhuma voz potente para dizer que as castas são contra a lei e peitar o sistema. Parece aquelas novelas latinas. A Globo geralmente colcoa um rebeldezinho questionador, nesta novela, todo mundo concorda, todo mundo aceita, todas as mulheres indianas se dobram. Esquecem das astronautas, das engenheiras, das repórteres e por aí vai. Que questionam, que resistem, que dialogam com a cultura. Enfim, é melhor pegar um bom filme de Bollywood.

Filmes Fabulosos para Adolescentes



Ontem, comentei que a YALSA (The Young Adult Library Services Association) liberou a sua lista de melhores quadrinhos (graphic novels) para dolescentes. Pois é, eles soltaram, também, a lista dos melhores filmes. Na lista, temos Love*Com - O Filme. Outros destaques na lista - pelo menos na minha opinião - é Persepolis (*leiam o quadrinho, também*), Bend It Like Beckham. (*Driblando o Destino - Esqueçam a bobajada de Caminho da Índias e veja um filem que discute realmente a questão cultural e de gênero*), Osama (*Depois caia em depressão profunda*), Whale Rider (*A Encantadora de Baleias - questões de gênero e culturais de novo*), Spirited Away (*A Viagem de Chihiro*), 10 Things I Hate About You (*Dez Coisas que Eu Odeio em Você - Legalzinho, mas acho que entrou por causa do Coringa*), Invisible Children: Rough Cut (*Crianças Invisíveis - Outro para deprimir*). Não vi o resto, não consegui passar dos primeiros minutos de Juno e só vejo backlash neste filme. Mas de resto, é uma lista bem legal.

As Maiores Bilheterias do Cinema Japonês em 2008



O ANN publicou a lista das maiores bilheterias do cinema japonês em 2008. Ponyo, lançado em julho, terminou ultrapassando Hana Yori Dango Final, que foi lançado em junho. São as duas primeiras colocações. Sunadokei, lançado em abril, aparece em 28º. Há outros animes e filmes derivados na lista, mas não vou reproduzi-los aqui. Dêem uma olhada no ANN.

Quinta-feira, Janeiro 29, 2009

Elogios para Sunadokei



Todos os anos a YALSA (The Young Adult Library Services Association) que reúne bibliotecários e outros profissionais ligados à área nos EUA prepara uma lista de graphic novekls recomendadas para young adults, isto é, adolescentes entre 12 e 18 anos. Sempre é preparada uma lista extensa, este ano são 53 títulos retirados de 154 indicados, que contém materiais considerados de grande qualidade. Dentro da lista maior temos este ano uma série de shoujo e um josei: Koukou Debut (高校デビュー ), Honey & Clover (ハチミツとクローバー ), Ryuu no Hana Wazurai (龍の花わずらい ), Ohkoku no Kagi (王国の鍵), Venus Wa Kataomoi (ビーナスは片想い), Fruits Basket (フルーツバスケット) e Sunadokei (砂時計). Este ano, além da lista extensa, a YALSA fez um top 10 que traz três mangás: Sunadokei, Real e Uzumaki. A notinha com os links estava no ANN. Sunadokei merece e eu espero que ele esteja vendendo muito bem aqui no Brasil.

Novo Anime Josei



Segundo o site da revista josei Chorus, o mangá Higepiyo (ヒゲぴよ) de Risa Itou vai ter anime. Trata-se de um quadrinho em formato tirinha (*4 quadrinhos – Yonkoma*) que conta a história de passarinho surreal que tem um bigode... Um... é comédia, pessoal! O passarinho, chamado Hiyoko, pertence a um garoto de primário chamado “Piroshi”, ou melhor, Hiroshi. O passarinho o ajuda na escola e a superar o bullying que o garoto sofre de uma coleguinha na escola. Segundo o ANN, o mangá foi publicado entre 2004 e 2006 e teve um volume encadernado.

Mais informações sobre o anime sairão na edição de abril, que é lançada em fevereiro (O_o). Hideaki Anno está no projeto e a animação deve ficar a cargo da Gainax que animou também Oruchuban Ebichu (おるちゅばんエビちゅ), da mesma autora. Itou ganhou o Kodansha Award na categoria Shoujo por seu mangá Hey Pitan! E o Tezuka Manga Award por One Woman, Two Cats (女いっぴき猫ふたり), Hey Pitan! (おいピータン!!), e A Woman's Window (おんなの窓).

"A Bela Adormecida", da Disney, faz 50 anos



Eu sou fã deste desenho da Disney e eu comprei a edição comemorativa do jubileu de ouro. ^_^ A matéria que segue está no site da UOL.
"A Bela Adormecida", famosa animação da Disney, faz 50 anos

Los Angeles, 29 jan - O clássico de animação "A Bela Adormecida" completa hoje 50 anos convertido em um ícone do império forjado por Walt Disney, que, por ocasião do aniversário, reeditou o desenho, que possui milhares de fãs na internet.

Em sua estreia em 1959, a crítica e o público esperavam mais da produção, mas, em breve, a história da princesa Aurora seria coroada como um dos grandes sucessos do estúdio.

A cruel Malévola se tornaria uma referência em bruxas e vilãs de contos de fadas, enquanto a Bela Adormecida se transformaria na Barbie das princesas Disney e seu castelo disputa o encantamento dos famosos parques de diversões com o de Cinderela.

A história, obra do célebre escritor francês Charles Perrault, autor de "O Gato de Botas", "Cinderela" e "Chapeuzinho Vermelho", entre outros contos infantis, seguiu o clássico modelo dos romances de príncipes e princesas, com fadas boas e más, encantos, dragões e um final feliz acompanhado de um beijo.

Esses fundamentos básicos foram repetidos, em alguma medida, em títulos da Disney de referência, como "Branca de Neve e os Sete Anões" (1937) ou "Cinderela" (1950), apesar de o personagem de Aurora, possivelmente, ter sido o que menos diálogo teve entre as três.

Os clássicos foram indicados ao Oscar de melhor trilha sonora, mas, em termos de quantidade, "Cinderela" conquistou três: melhor canção, gravação e música.

A Disney abandonaria o gênero de princesas durante 30 anos, até a chegada de "A Pequena Sereia" (1989), seguida por "A Bela e a Fera" (1991), "Aladdin" (1992), "Pocahontas" (1995) e "Mulan" (1998).

Esse vazio foi preenchido por um salto geracional e uma mudança de preferências entre os mais jovens, apesar de o reinado da Bela Adormecida nos parques Disney (Califórnia, Hong Kong e Paris) e três reestreias em anos sucessivos ter feito com que a personagem se mantivesse viva no imaginário coletivo.

Prova de sua atualidade neste universo mágico são seus seguidores na rede social Facebook, onde a princesa conta com mais de 9.200 "amigos", quase dois mil a mais que a Branca de Neve, que também tem perfil no site.

No entanto, os números não causam inveja em Pocahontas, com 11 mil amigos, muito abaixo de Ariel, cuja vida social é muito mais atribulada e que tem quase 100 mil colegas.

"A Bela Adormecida" saiu em vídeo pela primeira vez em 1986, em DVD em 2003 e, em 7 de outubro, foi o primeiro clássico do estúdio a passar para o formato Blu-ray.

Essa foi a data escolhida por Disney para levar ao mercado uma renovada "A Bela Adormecida", sem as "rugas" do sistema analógico, mas conservando sua identidade original.

Uma das novidades apresentadas por esta edição especial de aniversário foi a visão panorâmica Technirama, com a qual foi realizado o filme e que foi cortado antes de sua apresentação em 1959 para ser adaptada ao popular Cinemascope.

A adaptação fez com que fosse perdida parte da cena pelas laterais, que voltou a ser recuperada após 50 anos.

Kazune Kawahara e Aiji Yamakawa Trabalahndo juntas



Kazune Kawahara, autora de Kokou Debur, e Aiji Yamakawa, de Chocolate Underground, estão trabalhando juntas em um mangá. Pelo menos, segundo o ANN, é o que foi anunciado como colaboração "dos sonhos" na última edição da Deluxe Margaret. Mas não se preocupem, porque a surpresa aparece na edição de abril da revista que sai, bem, em fevereiro. Sim, sim... Eu não entendo essas coisas.

Na mesma edição estreiam os novos mangás de Ayane Ukyo (BxB Brothers, Yokujō Climax) chamado Mitaiken Desu ga Nanika?, uma nova série de Shiori Furukawa (Five) chamada Grape Pine, e um one shot de Masami Nagata (Renai Catalogue) que tem o nome de Aijō Ippon!! Este último é um mangá de esportes. Voltando à Kazune Kawahara, ela terminou Kokou Debut depois de cinco anos e está com uma série nova chamada Aozora Yell que é sobre uma banda colegial. Assim como foi com Kokou Debut, a série vai muito bem de vendas.

Mais Vendidos do Oricon


Usagi Drop
Nem sempre eu vou publicar a lista do Oricon, pois são trinta títulos e daria um trabalho danado separar shoujo e josei do resto. Mas vamos lá, sempre que o ANN publicar, eu faço o possível para trazer para cá. E o resultado desta semana é bom, seja por ter mangás femininos em boa colocação, seja pelo equilíbrio. São treze shoujo ou josei dentro da lista geral. O ranking da Oricon responde a minah dúvida sobre Hoshi Wa Utau, novo mangá de Natsuki Takaya. Sim, ele deve estar vendendo bem. Só que precisa estar na lista na semana que vem para continuar mostrando força. De resto, é muito bom ver Glass Mask no bolo, muito embora eu esperasse melhor colocação. Usagi Drop, o 30º, é um dos poucos mangás japoneses que eu conhcço (*e eu conheço pouco*) que trata do tema da adoção. É bem interessante.

2. V.B. Rose #13 (SHOUJO)
3. Pride #10 (JOSEI)
7. Hoshi wa Utau #4 (SHOUJO)
10. Koibana! Koiseyo Hanabi #4 (SHOUJO)
13. Arakure #9 (SHOUJO)
16. Nanako Robin #2 (SHOUJO)
18. Hotaru no Hikari #13 (JOSEI)
19. Patisserie Mon #10 (JOSEI)
22. Kami-sama Hajimemashita #2 (SHOUJO)
24. Glass no Kamen #43 (SHOUJO)
25. NG Life #7 (SHOUJO)
29. Sweet Mission #8 (SHOUJO)
30. Usagi Drop #5 (JOSEI)

P.S.: O 28º, Shoujo Fight, é um seinen de esportes centrado em uma equipe feminina de vôlei. Eu não peguei nada dele ainda, mas já está na minah lsita de procura. Talvez seja interessante.

Speed Racer pela New Pop


Eu já sabia do lançamento há mais de um ano, mas tinha que esperar o anúncio oficial e ele está na página do Anime-Pró. Seguem alguns trechos:

A antologia japonesa Shonen Book, da Shueisha, hoje não existe mais – mas em seu tempo, ela foi palco para grandes autores dos mangás. Nela, Osamu Tezuka criou séries como “Big X”, “Flying Guben”, “Vampire e Lucky Adventure-Ken” entre outros; Shotaro Ishinomori, o criador de “Cyborg 009”, publicava séries como “Zero Zero Shirei” e “George George”; mas um dos nomes mais associados com a história editorial da publicação foi Tatsuo Yoshida. Enquanto os grandes autores acabaram produzindo obras menores de suas carreiras nessa revista, a contribuição de Yoshida com a Book sempre gerou verdadeiros clássicos que de alguma forma ou de outra acabaram sendo conhecidos por nós, Brasileiros: de Junho de 1964 a Maio de 1966, Yoshida produziu "Ás do Espaço", exibido por aqui na época da televisão em preto e branco; de Janeiro de 1962 a Março de 1963, a Book publicou "O Judoca" (“Judo Boy”), exibido em nossa televisão pela Rede Record no começo dos anos oitenta. Mas o seu maior sucesso, definitivamente, foi publicado entre Junho de 1966 e Maio de 1968: a legendária série Speed Racer.(...)

A série até hoje é muito popular e teve inúmeros remakes (como o animê “Speed Racer X” ou o mangá infantil “Mach GOGOGO!” de Toshio Tanigami em 1997), além de inúmeras versões em quadrinhos – inclusive, o Brasil chegou a publicar nos anos setenta, via Editora Abril, um quadrinho mexicano de Speed Racer. A Abril chegaria a publicar novamente aventuras do personagem durante a breve fase em que a franquia esteve nas mãos do selo Wildstorm, da DC Comics – notadamente a boa minissérie em três partes com arte e roteiro de Tommy Yune. Mas só tivemos um gostinho do mangá quando a Conrad publicou três aventuras esparsas do personagem em uma edição fechada, baseada em uma edição similar da Wildstorm nos Estados Unidos. Isso foi o mais próximo de contato que tivemos do mangá original... até agora.

A NewPOP orgulhosamente apresenta Speed Racer em EDIÇÃO DEFINITIVA – com todas as páginas a cores presentes na sua publicação regular de 1966. O mangá será publicado em dois volumes – e mais detalhes sobre formato e acabamento virão em breve.

É mais um mangá clássico que chega ao Brasil e no formato certo, isto é, além de não ser espelhado, vai direto para as livrarias. Espero que a distribuição seja regular e os fãs consigam encontrar o material para comprar.

Orgulho & Preconceito em Quadrinhos II



Eu já tinha falado do quadrinho antes e, agora, o meu amigo Hunter me enviou a imagem da primeira capa de Orgulho & Preconceito (Pride & Prejudice) em Quadrinhos. O post do site que mostrou a primeira imagem tinha o nome de "Gênio ou Sacrilégio?". A capa é de Sonny Lew e minha sensação foi dúbia. Não vi nem gênio, nem sacrilégio. Gostei do rosto da Lizzie, mas isso pouco diz do que será o miolo, afinal, em comics a capa normalmente é feita por um artista, não raro excelente, e o miolo... Enfim, a pose da personagem não me agradou, mas o efeito moderno geral foi bom. Já disse que compraria, independente de qualquer coisa, por ser item de coleção. Preocupa-me mais o fato de serem 6 edições com 25 páginas. Acho pouco.

Capítulo 2: A Decisão de uma Vida (Parte 6)


Se você está lendo este post, deve ter passado pelo capítulo 1. Agora, você está na sexta parte do capítulo 2. Se caiu aqui por engano, clique para retornar para a parte anterior, se você clicar na tag Rosas, poderá acessar todos as partes que coloquei no blog até aqui. Quem estiver perdido é só perguntar. Continuarei a postagem até o terceiro capítulo e depois, só se realmente houver interesse. Esta parte do capítulo é o fim do torneio. Eu reformei a versão anterior, porque estava muito pobre. Espero que tenha ficado pelo menos um pouco mais emocionante.


Ventos de Mudança
Capítulo 2: A Decisão de uma Vida (Parte 6)

Como Humberto e o Desconhecido foram sempre vitoriosos, por fim tiveram de se enfrentar. Richard estava torcendo sinceramente pelo Desconhecido e, já sabendo quem ele era, aguardava ansiosamente pelo desfecho do torneio. Lívio, também, mostrava-se bastante excitado e como detestava torneios, isso aguçou a curiosidade de sua irmã.

- Não consigo compreender, meu irmão, porque está tão interessado se sempre odiou torneios? - A moça que perguntava era a sobrinha da Rainha. Ela usava um elegante vestido vermelho, mas parecia pouco confortável dentro dele.

- Mana, sempre é possível tirar lições mesmo de um esporte bárbaro e violento. - Falou untuoso. - Por exemplo, o cavaleiro sem nome usa a inteligência e não a força para obter a vitória e isso me agrada. - Comentou com um sorriso.

- Bárbaro e violento! Você escolhe palavras fortes para justificar a sua covardia! Se eu pudesse estaria na liça competindo. Mas minha tia me proibiu! - A moça sorriu de forma amarga. - Não seria apropriado para uma mulher, disse ela... Pensei que minha tia não se importasse com essas tolices.

- Na verdade, não acredito que ela se importe. - Lívio comentou com voz neutra.

- Se não se importa, por que a proibiu então? - Lamentou-se. - Mas, com certeza, haverá uma próxima vez. - Ao contrário do irmão, ela era um excelente cavaleiro.

- Verdade... Eu acho que algumas mulheres bem poderiam tornar essa bobagem mais interessante. - Comentou misterioso.

- Está debochando de mim, meu irmão?

- Eu?! - Ele balançou a cabeça. - De forma nenhuma. Tais discriminações são profundamente injustas. Ninguém deveria ser obrigado a fazer ou não fazer alguma coisa.

- Não tente usar minhas palavras para propor idéias subversivas. - Ela falou indignada. - Eu não sou a favor da anarquia.

XXX

Após um rápido intervalo para que pudessem cuidar de ferimentos e descansar, os dois oponentes apareceram na liça. De um lado o imenso Humberto de Dorsos, com seu capacete em forma de caveira. Do outro, o esguio Cavaleiro Desconhecido, com sua armadura brilhante e elmo com asas. Naquele momento boa parte da audiência estava decidida. Preferiam o Cavaleiro Desconhecido. E ele arrancava suspiros das donzelas presentes e provocava ciúmes em alguns homens. Konrad, particularmente, invejava sua boa sorte. "O dia era meu! Não acredito que tenha tido tanto azar!"

Flora tinha se recuperado, mas ainda estava nervosa e cochichou com Alan para que Konrad não ouvisse:

- Você acha que ela tem alguma chance?

Alan respirou fundo e balançou a cabeça.

- Eu não sei. Se eu tivesse que apostar, apostaria em Humberto... Mas se ela chegou até aqui... - Fez pausa. - Quem sabe?

O Desconhecido também sabia que tinha poucas chances. Na verdade, tudo iria depender de rapidez e sorte. Se o combate se prolongasse, o mais forte teria maiores chances de vencer. Como nunca estivera em um torneio, sentia-se feliz por ter chegado até o fim, só que sendo o oponente quem era, tinha que vencer. Era imperativo.

E os dois se lançaram ao combate. Humberto com violência, o outro com cuidado. O Desconhecido teria que se apoiar na sua habilidade e rapidez para vencer o gigantesco Humberto que com seus golpes violentos o desequilibrava do cavalo. O Marquês De Mülle estava tão pálido e rígido que a Rainha ofereceu seu médico. Já Richard achava muito curioso o comportamento do marquês. Que motivos ele teria para se preocupar com a sorte de um cavaleiro? Ainda que fosse um filho... Richard sorriu, o primeiro sorriso desde o começo do torneio, e passou a prestar muita atenção ao combate. No meio dos escudeiros, Erick também estava tenso. Ele fora contra aquela "aventura", claro, mas suas palavras caíram no vazio.

- Ela é boa. Não sou especialista nessas coisas, mas acho que dá para levar numa boa.

- O quê? - Erick deu um salto quando ouviu a voz de Haroldo. - "Numa boa"?

- Sim, vai dar tudo certo. Não acho...

- Xiii! Ninguém pode saber... - Erick ficou ainda mais tenso. Quantas pessoas já sabiam?

- Ah... Não me diga que você realmente não acredita que isso vai ser um segredo. Ui...

A lança do Desconhecido quebrou. Humberto pretendia derrubá-lo e jogá-lo sob os cascos de seu cavalo, mas o outro se mantinha firme na sela. Ainda com a lança partida, o Desconhecido arrebentou o estribo da sela de Humberto com um golpe certeiro. Ele foi ao chão, mas não sem antes puxar o pé do oponente. O Desconhecido, mesmo caindo, ainda conseguiu sacar a espada. Flora agarrou a mão de Alan.

- Vocês conhecem o cavaleiro, não é? - Konrad perguntou. - Quem é ele?

Alan não respondeu nada, nem Flora que continuava a apertar a mão do rapaz com mais força do que ele imaginava que ela pudesse ter. Humberto começou a caçar o oponente com golpes furiosos que sempre eram defendidos com dificuldade. Só que mais rápido, o Desconhecido rodeou Humberto que ficou com o sol nos seus olhos, e com perícia admirável, ele começou a ganhar terreno. A audiência aplaudia e vibrava a cada lance. A destreza do Cavaleiro Desconhecido tornava a força de Humberto quase sem valor em um combate à distância, por isso, ele se lançou sobre o adversário de forma temerária. No chão, os dois rolaram, Humberto acertou a mão do Desconhecido e ele perdeu sua espada. "Agora acabou", pensou a Rainha olhando para o lívido De Mülle ao seu lado.

Humberto pretendia se colocar sobre ele, com todo o seu peso, dominando-o e esmurrando-o até que pedisse misericórdia, não seria galante, é bem verdade, mas seria eficaz. Só que para sua surpresa o outro sacou a adaga e antes que ele fizesse qualquer coisa colocou-a contra seu estômago.

- Creio, Senhor, que eu ganhei. - Ele pensou em resistir e o outro apertou mais a lâmina. - Se enfiar a adaga bem aqui, nenhum médico poderá salvá-lo. - Disse com voz arfante, mas firme. - Peça misericórdia ou... - A ameaça era real e apesar de humilhante, Humberto gritou a palavra final.

- Misericórdia. - Brados se elevaram de toda a audiência e o Marquês respirou aliviado, limpando seu suor frio com um lenço. Agora, sabia que outra tempestade estava por vir.

- "Ele" é muito bom! - Alan exclamou, com um sorriso condescendente de quem tinha matado a charada.

- Realmente. Mereceu a vitória. - Konrad teve que admitir contra a vontade e Flora sorriu também.

Humberto se levantou e afastou-se e a Rainha dirigiu a palavra ao vitorioso.

- Receberá o prêmio pela vitória e uma prenda da donzela que escolher. - Disse conforme o costume. - Só desejo que tire o seu elmo, tão bom cavaleiro, não deve temer mostrar o seu rosto.

Qual não foi a surpresa porém quando ao arrancar o elmo, duas longas tranças caíram sobre os ombros do cavaleiro que revelou ser não um homem, mas uma mulher. Era Alda, filha do marquês De Mülle. Todos ficaram perplexos. "Ora, ora, se não é a donzela que deu de beber a Guilherme de Auston... Muito interessante!", pensou Jerôme que não se esquecia de um rosto. "Ela é louca de verdade, mas pelo menos sabe lutar, não contou nenhuma mentira.", Alan pensou divertido. "Que mulher admirável ela é! E como é bonita! Ridicularizou todos esses brutos, com graciosidade.", Suspirou Lívio, já reconsiderando a idéia do casamento como algo agradável, embora não soubesse que Alda já estava comprometida. "Se eu estivesse lá, ela não teria vencido. Imagine, só, ser derrotado por uma mulher! Eu nunca passaria por uma humilhação como essa!", Konrad pensou com uma pontada de desprezo. "Isto é injusto! Se ela pode participar, eu também deveria ter o direito! Ela não é melhor do que eu!", Lucília pensou ofendida. "Eis sua vitória Dominique, delicie-se com ela!", Richard pensou com prazer, aplaudindo vigorosamente.

- Isto é um ultraje. - A Rainha gaguejou lívida e fuzilando De Mülle com os olhos enquanto que Richard, contra todos os seus hábitos, soltou uma sonora gargalhada. Humberto sentiu o chão abrir-se sob seus pés. "Maldita! Há de pagar bem caro por esta humilhação! Sua noite de núpcias será inesquecível, eu garanto.", jurou, lívido de raiva.

- Creio que não há ultraje algum, Majestade, já que não havia regras que impedissem minha participação. Além disso, minha vitória sobre estes dignos cavaleiros só vem confirmar o quanto eu merecia estar aqui. - Disse orgulhosamente e encarando a Rainha como ninguém fazia há muito tempo. "Realmente, ela não é feita do mesmo material que De Mülle.", pensou Richard, "Será um casamento muito infeliz."

Alda recebeu olhares de admiração de Lívio, Alan e Richard, entre outros. Marina sorriu também, muito embora temesse pela segurança de Alda dali para frente. Afinal, ela havia ofendido a Rainha. Humberto simplesmente se retirou seguido por seu pai e a Rainha deu por terminado o torneio, o mais rápido possível, sem grandes festividades. Alda nem pode escolher sua "prenda". De Mülle não sabia onde ela queria chegar, mas temeu quando viu o olhar que Humberto lançou sobre ela. Breve estariam casados e, então, o que seria de sua filha?

Quarta-feira, Janeiro 28, 2009

Em 1813...



Abri a página inicial da Wikipedia e vi que eles registram os acontecimentos importantes de cada dia através dos séculos. Acabei vendo que hoje é aniversário da primeira publicação de Orgulho & Preconceito (Pride & Prejudice) de Jane Austen, como fui procurar uma imagem para este post aqui, descobri um site simpático chamado Lights, Camera... History! que é sobre filmes e séries históricas. Já está favoritado e as autoras são portuguesas. ^_^ Eu imagino a festa quando o livro fizer 200 anos...

A Sanrio sempre acerta...



Esta foto estava no 3yen, é uma bicicleta da Hello Kitty para menininhas, claro, mas acho que ela faria sucesso mesmo com algumas marmanjas. Não! Eu não compraria para mim, não acho apropriada, e nunca consegui aprender a andar de bicicleta... Enfim... No post, eu descobri que 15% das bicicletas em Tokyo são dobráveis, acho que por questão de espaço. Esta daí é dobrável também. O autor ou autora do post diz que apesar disso, ele nunca viu uma bicicleta dobrada. Bem, eu imagino que façam isso com elas em casa, não na rua.

Ranking da Tohan




Saiu o ranking da Tohan. Se o da Taiyosha já veio com três mangás femininos no top 10 (*dois shoujo e um josei*), o da Tohan vem com quatro, pois Arakure (*Wild Ones nos EUA*) está em 10º. Arakure é sobre uma menina órfã que tem um avô Yakuza e não pode levar uma vida normal, porque tem um guarda-costas (*lindo*) grudado nela o tempo todo. Eu estou estperando o ranking da Oricon para ver em qual posição está o novo mangá da autora de Fruits Basket, mas, pelo jeito, ele está vendendo bem, sim. V.B. Rose é forte candidato à dorama e anime, agora que falta um volume para o fim. E Pride deve ser bom e é da veterana Yukari Ichijo. Assinatura aqui pesa e ela é uma das autoras da geração dos anos 70 que produz, produz muito e tem uma legião de fãs. Inclusive eu aqui. ^_^

1. Hayate Gotoku #18
2. V.B. Rose #13
3. Kekkaishi #23
4. Pride #10
5. Liar Game #8
6. Hoshi Wa Utau #4
7. Kidou Senshi Gundam-san: Yottsume no Maki
8. Giant Killing #9
9. Karei naru Shokutaku #31
10. Arakure #9

Cosplay de La Corda D'Oro



Falei da série ontem e acabei esbarrando nisso aqui. ^_^ Estava no Deviantart. Quem quiser comentar, este aqui é o link.

Terça-feira, Janeiro 27, 2009

Antique Bakery em Berlim



Comentei aqui várias vezes sobre Antique Bakery ou Seiyō Kottō Yōgashiten (西洋骨董洋菓子店), mangá de Fumi Yoshinaga e seus derivados. Houve dorama, anime e o a série voltou a receber muita atenção por causa do filme coreano. Pois é, foi exatamente este filme coreano um dos selecionados para a mostra Culinary Cinema (Cinema Culinário) do Festival de Berlim que vai de 5 (*meu aniversário*) até 15 de fevereiro. Não se trata de uma mostra competitiva, mas temática. Segundo o Mission Tokyo, o grande destaque da mostra no ano passado foi Ratatouille.

Gaiden de Lovely Complex



A última edição da Deluxe Margaret anunciou que Aya Kakahara irá desenhar uma continuação para o seu bem sucedido mangá Lovely Complex (ラブ★コン). Segundo o ANN, o nome da nova série é simplesmente Lovely Complex Deluxe ou Love★Com D. O novo mangá estréia na edição de maio que chega às lojas em 28 de março (*quem entende essas datas?*). Ao que aprece, Risa e Ohtani não serão os protagonistas. A autora deve escolher ou entre as coadjuvantes, talvez algum dos amigos e amigas da dupla, ou criar novas personagens.

Itazura na Kiss nos EUA



Eu não esperava, mas talvez o anime tenha empurrado o licenciamento. Mas o fato é que a Digital Manga Publishing anunciou o mangá clássico e inconcluso de Kaoru Tada para novembro de 2009. Itazura na Kiss (イタズラなKiss) vendeu mais de 30 milhões de cópias pelo mundo. Eu gosot da qualidade da DMP, foram eles que publicaram Antique Bakery nos EUA. A notícia está no ANN.

Eu queria...



É a capa comemorativa propaganda da Bessatsu Hana To Yume falando do novo volume de Glass Mask (ガラスの仮面). Quem está na capa, claro, é o protagonista de Otomen (オトメン). :) Eu queria somente pela capa. A Betsuhana que eu comprei não veio com Glass Mask, era a edição que anunciava o retorno. De bônus veio a hstorinha juntando Otomen e Glass Mask, chamada Garasu no Otomen, mas eu queria mesmo era ver o retorno do mangá.

Mais uma Revista Cancelada no Japão...



Não tenho noticiado cancelamentos de revistas shounen e seinen, mas elas vêm acntecendo nos últimos meses. Mas o caso agora é o cancelamento da revista Pianissimo da editora Poplar. A evista bimensal, teve seu primeiro número em novembro de 2006 e durou pouco mais de dois anos. A revista tinha como objetivo atrair leitoras de romances e de mangá, trazendo romances ilustrados e romances transformados em mangá. Pelo jeito, a empreitada não foi bem sucedida, ou não rendeu o que se esperava em um mercado cada vez mais competitivo. Os mangás vendem bem, os romances, também, mas as coletâneas enfrentam dificuldades. A notícia está no ANN.

Dead to the World



Não, não terminei ainda o quarto livro da série True Blood. Com visitas aqui em casa e outras coisas para fazer – muitas outras – demorei a pegar firme no livro. Na verdade, o preâmbulo do livro foi chato. Escrito com a única função de tirar o Bill de cena. Ele vai se desculpar, Sookie não quer ouvi, ele diz que a vampira com quem traiu Sookie era a sua “maker”, criadora (*outros autores preferem “sire”*) que tinha amaeçado matar Sookie e que tinha poder sobre ele, e ainda assim ela continuou se fazendo de ofendida (*mesmo tendo dado uns amassos no Alcide e no Erick*). Quem leu os spoilers sabe que só serão colocados os pingos nos is lá no livro seis. Bem, esse rolo é o ponto baixo do livro. Se a autora queria acabar o romance dos dois, que o fizesse de uma forma mais elegante.

Enfim, o livro começa de verdade no capítulo seguinte, e este é sabiamente chamado de “1”, já que o preâmbulo nada fez senão mandar Bill para a América do Sul. Estamos no Ano Novo, Sookie trabalhando e deprimida, já que sua avó está morta, sua família se resume ao Jason que está com uma namorada metamorfa e ela voltará para casa sozinha. Aqui cabe um parênteses, Sookie não lê mentes de metamorfos, mas eles sinalizam emoções, ela sabe que a nova namorada do Jason é encrenca. Ela tem certeza que a moça não vira um esquilo ou coelhinho.

Voltando para casa, um frio de rachar e a estrada escura, ela vê um homem seminu correndo desesperado... Um homem branco, alto e loiro. Erick! Mesmo com muito medo, Sookie não pode deixá-lo lá, pois há alguma coisa errada. Ela para e consegue convencer Erick a entrar no carro. O vampiro não sabe quem é, está absolutamente desmemoriado, perdido e ferido. Ela o leva para casa e cuida dele. Liga para o Fangtasia e avisa Pam. Pelo jeito, a situação no mundo dos vampiros não anda nada bem.

O Erick desmemoriado é gentil e cavalheiro, ou melhor, se comporta como alguém de outro lugar, de outra época. Sarcasmo ZERO. E Sookie que já se sentia atraída por ele agora tem o sujeito dentro de casa. Nada acontece ainda, mas Erick assustado e desmemoriado acaba dormindo na cama dela. No dia seguinte, Jason aparece e se vê frente a frente com o Erick. Faz piadas sobre a vida sexual da irmã e recebe umas respostas à altura do Erick sem memória. E eis que chegam Pam e Chow, este último o novo barman do Fangtasia. No seriado escolheram um ator oriental meio gordinho e metrossexual para fazer o Chow, nos livros ele é descrito como um Yakuza saradão e todo tatuado. Sookie não gosta dele.

Se no livro dois a mênade exigia tributo do bar do Erick, agora temos bruxas. Pelo jeito, no mundo de Charlaine Harris, todo mundo está de olho no dinheiro dos vampiros. No início do livro quarto, Harris agradece a uns wiccanos que lhe prestaram acessoria. O livro quarto é o primeiro que tem vilões claros, mas vou explicar. Ela descreve dois tipos de bruxas, as comuns, nem boas nem más, já que a Wicca se baseia na reciprocidade e não em separação entre bem e mal, e as sedentas de poder... As vilãs do nosso livro. Só não sei se a separação que a autora faz no livro procede. Ela separa Wiccanos de bruxos. Sei que há bruxos que não são wiccanos, mas acreditava que todos os wiccanos se consideravam bruxos... Enfim...

Um grupo de bruxas chegou à região e exigiu porcentagem no negócio de Erick ou elas iriam ferrar com a vida dele dele. Com o passar do livro descobrimos que além de bruxas (*e bruxos*), elas são metamorfas (*e duvido que a noiva psicopata do Alcide e a namorada do Jason não estejam nessa*), abusam do sangue de vampiro e querem submeter os outros covens (*grupos de bruxas*) da região. Sookie fica pasma de saber que existem não-cristãos em Bom Temps. Gente que ela conhece. Ela diz que sabe que em Shreveport – onde fica o Fangtasia – há uma sinagoga, mas que ela mesma nunca viu nenhum judeu. Lembrou-me o filme Norma Rae, que também ficava em uma cidadezinha do Sul dos EUA... Mas vamos voltar à história.

A chefe do coven quer transar com o Erick como parte do pagamento, também. Ele recusa pagar e transar, Chow ataca a bruxa que servia de mensageira e Erick recebe um feitiço bombástico. No fim das contas, em Pam, nem Chow, sabem o que fazer de Erick e as bruxas ofereceram preço pela caeça dele. Toda essa história rola na frente do Erick e do Jason. Aliás, a parte mais legal são as intervenções dele. Eu gostar do Jason em um livro... Mas o fato é que o Chow queria matar todo mundo, inclusive a Sookie, não deixar testemunhas e levar o Erick para algum esconderijo. E o Jason, inspirado em O Poderoso Chefão, negocia tanto que consegue que os vampiros prometam pagar a Sookie dois terços do peço que as bruxas oferecem pela cabeça do Erick para que ela tome conta dele. E ficamos assim.

Só que no dia seguinte o Jason desaparece. Levado provavelmente pelas bruxas, que atacaram o Fangtasia provocando a morte de algumas pessoas. Sookie está em Shreveport seguindo pistas e horrorizada com o que pode ocorrer... Um, enfim, estou na página 91, primeiro terço do livro vencido, não que eu não tenha espiado algumas partes depois (*a primeira vez do Erick com a Sookie, o aparecimento do Alcide e por aí vai*), afinal, estou curiosa. Como disse, salvo pelo início meia-boca, a trama está bem definida, inimigos claramente delimitados, muito humor (*diálogos afiadíssimos. Destaque para a Sokie colocando o Erick ara assistir a primeira temporada de Buffy e ele analisando o comportamento fake dos vampiros*) e tensão sexual crescente entre o Erick e a Sookie. Ah, e agora eu tenho certeza que a autora tem um pé no Harlequin e faz piada com isso, mas não vou adiantar o que eu li lá na página cento e pouco...

Aliás, tenho até amanhã para buscar o livro seis na Livraria Cultura... Tenho mais dois apra ler depois deste. Mas pelo que li das resenhas do livro seis, tenho quase certeza de que não vou gostar dele. Até aqui, daria quase nota 10 para o livro quatro.

La Corda D`Oro ~ Secondo Passo ~



O site Akibanana noticiou que o site oficial do especial La Corda D`Oro ~Secondo Passo~ (金色のコルダ ~secondo passo~) foi atualizado. O anime La Corda D`Oro ~Primo Passo~ é baseado em um dating Sims (*jogo simulador de namoro*) e tem também mangá. Agora, o Kids Station vai exibir um especial. Neste novo episódio, a protagonista, Kahoko, continua seu treinamento como volinista, mas ainda se sente inferior aos alunos regulares. Ela usa um violino mágico. Neste novo capítulo, há uma segunda competição e novas personagens são inroduzidas. O site oficial é este aqui.

JoJo Censurado para "evitar problemas"



Meses atrás, um episódio de anime pirateado (*sim, fansubber egípcio ou algo do gênero*) em países islâmicos da série Jojo`s Bizarre Adventure gerou uma forte polêmica. Comentei isso aqui. De fato, os animadores tinham rpresentado o Corão no anime, o que para mim nada significa, usam a Bíblia a vontade e para quem não crê, é livro como qualquer outro. A repesentação do Corão não estava no mangá, mas ainda assim, segundo o ANN, a Shueisha vai lançar uma nova edição do mangá com várias seqüências alteradas para não ofender os muçulmanos. O mais engraçado é que tudo começou com protestos pela net feitos por causa de material pirata. OK? Acompanharam? Tristes tempos estes, mas o tradutor de Versos Satânios para o japonês foi assassinado por um militante radical dentro de Tokyo e os japoneses evem se embrar disso. Vamos ver o que a Era Obama nos traz de novo.

Mais Shinjo Mayu na Argentina



Segundo o Denka World, Shinju Mayu vai ter mais um de seus mangás lançados na Argentina. A última vez que noticiei, falei de Midnight Children (ミッドナイト☆チルドレン), que a autora fez para a Magaret, mas desta feita trata-se de Love Celeb (ラブセレブ). Ainda segundo o Denka World, boa parte dos steamy shoujo mais famosos da autora já apareceram na Argentina como Virgin Crisis (Akuma na Eros - 悪魔なエロス) e El Amante Dragón (Haou Airen - 覇王・愛人). Eu não su fã de Shinjo Mayu, aliás, muito pelo contrário, mas acho que é uma das autoras que merecia um teste aqui no Brasil... Para o bem, ou para o mau.

Segunda-feira, Janeiro 26, 2009

Hataraki Man na Espanha



Pois é Moyoco Anno vai ter uma das suas obras de maior sucesso saindo pela Glenat na Espanha. Segundo o Mission Tokyo, Hataraki Man receberá o título de Tokyo Style. Estou com inveja... :( Será que consigo comprar?

Doação de Gatos - Brasília: URGENTE!!!!



Eu tenho um amigo que tem três fêmeas que deram cria praticamente ao mesmo tempo. Sim, é muito descuido não ter castrado ou dado anticoncepcional para as bichinhas, mas isso é lá com ele. Depois do susto ele decidiu se mexer. Enfim, ele tem 11 filhotes em casa, eles têm quase três meses. Eu fiquei com uma fêmea porque já tenho três gatos adultos. Não conseguimos outros adotantes e ele precisa de ajuda.

Não se trata de susentar ou amar os gatinhos, mas o perigo dos vizinhos. Ele já teve outros gatos desaparecidos ou mortos e começou a encontrar carnes estranhas no quintal. Ele acredita que é perigo de envenenamento. Enfim, quem conhecer abrigo em Brasília ou queira adotar algum gatinho ou gatinha (*são todos lindinhos*), por favor, faça contato comigo. A minha gatinha, que é uma da ninhada, está com fotos
aqui no blog.

Ranking da Taiyosha



Saiu o ranking da Taiyosha com três magás femininos no top 10: V.B. Rose, que caminha para o seu final, em quarto; Pride, josei que tem filme para o cinema em produção, em oitavo, e Hoshi wa Utau, novo mangá da autora Fruits Basket, em nono. Acredito que essas três séries apareçam de novo na semana que vem. Gostaria de saber se Hoshi no Utau vem em crescimento d epopularidade ou não, porque sempre aparece pelo menos uma semana no top 10. V.B. Rose para mim é anime ou dorama certo, ou os dois. Só coloquei essas três capas, mas vou colocar a série completa no post mais tarde.

Em shoujo, os tops da seman que vem sumiram e séries novas e fortes, entraram para ocupar o lugar. Nanao Robin, por exemplo, caminha para o final. Koibana! é uma série em ascensão, assim como Yamamoto Zenjirou to Moushimasu. A maioria delas deve permanecer na pr[oxima semana, a não ser que algum arrasa quarteirão venha ocupar os espaços, ou seja semana de lançamento dos títulos da Shocomi, por exemplo. Em josei, Hotaru no Hikari permanece, mas cede os primeiros lugares para duas séries fortes. Pride deve manter o primeiro lugar semana que vem e acredito que, salvo se for semana de lançamentos de Harlequin, pelo menos 60% da lista seja mantida.

SHOUJO
1.V.B. Rose #13
2. Hoshi wa Utau #4
3. Arakure #9
4. Kamisama Hajimemashita #2
5. Koibana! - Koiseyo Hanabi #4
6. NG Life #7
7.Nanako Robin #2
8. Sweet Mission #8
9. Yamamoto Zenjirou to Moushimasu #4
10. Kanjou Hakubasen Shashou no Ei-san

JOSEI
1.Pride #10
2.Usagi Drops #5
3. Patisserie Mon #10
4. Hotaru no Hikari #13
5. Tonari no Kaibutsu-kun #1
6. Shi to Kanojo to Boku Yukari #10
7. Reikan Shounen no Jikenbo #1
8. Anata mo Honpou na Onna to Yobareyou
9. Shura no Hitsugi #12
10.Bibouzu #1

Ingleses caçam demônios; americanos querem vampiros



Posto esta matéria por desencargo de consciência. Estou acostumada a assistir as séries inglesas de época. As modernas, eu nunca vi. Mas, vamos lá, compararam a série Demons com Sobrenatural que é ruim, ruim, ruim e que de tão ruim é cômica, mas não no estilo Buffy, é algo assim... Como definir aquilo? Mas talvez eu vá atrás de um episódio, tabém por desencargo de consciência. De qualquer forma, esses demônios estão muito próximos da trashice dos que apareciam no seriado Angel, ainda mais este com biquinho de ave... Ah, e os vapiros estão em Demons, também, afinal, o protagonista é descendente de Van Helsing, ora bolas! A matéria saiu na Folha de São Paulo.
Ingleses caçam demônios; americanos querem vampiros - Nova série britânica mistura "Buffy", "Sobrenatural" e o eficiente humor britânico

LEANDRO FORTINO
DA REPORTAGEM LOCAL

E les andam por todos os cantos dos Estados Unidos. Seja em livros de Stephenie Meyers seja em seriados de TV como "True Blood", os vampiros já estão cansando a beleza de quem é aficionado pela ficção sobrenatural. Mas, na Inglaterra, o descendente direto de Van Helsing, o famoso caçador do Drácula de Bram Stocker, descobre que terá de enfrentar demônios (e não vampiros) que se escondem na densa neblina londrina.

É assim o primeiro episódio de "Demons" (demônios), série recém-lançada na emissora britânica ITV que faz um encontro de "Buffy, a Caça Vampiros", dos irmãos investigadores de "Sobrenatural" e do eficiente humor britânico, que tira qualquer ranço da cultura americana que estamos acostumados a acompanhar nos programas de canais pagos.

Londres, com seus edifícios encardidos e seus becos escuros, por si só já é um cenário fértil para quem gosta de imaginar seres inumanos e malvados circulando entre nós, mortais.

Sem se preocupar em mostrar criaturas abomináveis, os produtores de "Demons" preferiram usar o lúdico para o visual de seus demônios, como o engraçado nariz de metal usado por um deles no episódio um.

Se, para o público masculino, é a aventura de enfrentar o desconhecido o que mais atrai em "Demons", para as telespectadoras um belo protagonista pode ser o único motivo. De olhos azuis e corpão definido, Christian Cooke foi o escolhido para viver Luke van Helsing, o protagonista. Ele conta com a ajuda da amiga Ruby, da pianista cega Mina e de seu padrinho caçador Rupert Galvin (interpretado por Philip Glenister, que se tornou astro da TV inglesa graças ao sucesso de "Life on Mars" e "Ashes to Ashes", que o têm como protagonista.

Ficou interessado? Porém, para assistir a "Demons", só baixando mesmo da internet.

Domingo, Janeiro 25, 2009

Para a Sony, Não Existe Vida Depois do Casamento...



O site 3Yen colocou link para a propaganda de uma nova camera da Sony. Ela é bem conservadora, estereotipada e bonitinha. Acompanha a vida de uma menina (*acho que não há a versão menino da propaganda*) do nascimento até o casamento, aos 26 anos. Depois a coisa se intrrompe, afinal, depois do casório é aturar a sogra chata que tem a chave da sua casa ou mora com você, ter um marido que mal te dá atenção e largar a carrira, claro, para ser administradora do lar e gerente da renda da casa e guardiã da prole. enfim, mas o vídeo é legal e está aqui. Ele lembra a idéia do encerramento do anime My Dear Marie (ぼくのマリー ), que é sobre uma menina andróide. A idéia é mostrar como seria a vida dela se ela não fosse, afinal, um robô.

Capítulo 2: A Decisão de uma Vida (Parte 5)


Se você está lendo este post, deve ter passado pelo capítulo 1. Agora, você está na quinta parte do capítulo 2. Se caiu aqui por engano, clique para retornar para a parte anterior, se você clicar na tag Rosas, poderá acessar todos as partes que coloquei no blog até aqui. Quem estiver perdido é só perguntar. De qualquer forma, continuo a postagem até o terceiro capítulo e depois, só se realmente houver interesse. Estou na parte do torneio. Acho que nao consigo me sair bem descrevendo essas cenas e gostaria mesmo de algum feedback.


Ventos de Mudança
Capítulo 2: A Decisão de uma Vida (Parte 5)

— Denis sempre confiou mais em sua força que na inteligência. — Konrad comentou com ar de crítica. — Veja só o resultado. — Flora suspirou. Tudo aquilo parecia tão sem significado. Qual a graça nestes combates simulados? — Se eu estivesse em seu lugar seria diferente.

Outra pessoa na audiência também notou que já havia visto o cavaleiro em algum lugar e sorriu quando o viu vencer o oponente. “Quando souberem quem é o cavaleiro... Será um escândalo!” Outros combates se seguiram, até que chegou a vez de Humberto que venceu, outra vez, com facilidade e rapidez.

— Se eu estivesse lá, este bárbaro não teria chances! — Konrad resmungou e Flora acariciou sua mão com carinho, compreendia seu mau humor. — Ele já estaria fora do torneio.

— Nós sabemos disso, Kon. Haverá uma próxima vez! — O rapaz tomou a mão que acariciava a sua e a beijou com devoção, fazendo com que Alan se sentisse incomodado pela primeira vez.

— Eu sei que haverá, só que eu havia prometido ganhar este torneio em sua honra. Deve estar decepcionada comigo. — Disse com um olhar meloso que despertou o ciúme de Alan que se conteve.

— Na verdade, estou feliz que esteja ao nosso lado ao invés de estar correndo riscos lá embaixo, não é Alan? — A moça falou tentando quebrar a tensão entre os dois.

— Assim, não sou eu o único a esquentar o banco. Na verdade, eu desejaria que estivéssemos juntos na liça. Só que poderia haver um empate. — Brincou melancólico.

— Não haveria empate. — Konrad falou com superioridade e Flora sentiu um calafrio e se envolveu no seu xale. Deveria se agasalhar mais.

Chegou a vez do Cavaleiro Desconhecido, outra vez, ele teria que enfrentar Felipe De Grace, outro dos jovens cavaleiros, o melhor depois de Konrad. Os dois se bateram e Felipe levou a melhor, derrubando o oponente com um golpe astucioso e rápido. Rapidez, aliás, era sua especialidade. Marina estava suando frio, Flora desviou o rosto, já Alan e Konrad se mostravam cada vez mais excitados, afinal, tinham escolhido o cavaleiro sem nome como seu favorito. Caído, o cavaleiro rolou sobre seu próprio corpo e ergueu-se antes que Felipe pusesse fim ao combate, sacando sua espada e pondo-se em guarda. Os dois começaram a lutar no chão.

— É melhor desistir, pois não há ninguém que possa me vencer na arte da espada. — Disse com ar afetado. Era uma mentira, pois nem Konrad, nem Richard, nem Jerôme, haviam perdido para ele.

— Sempre há uma primeira vez, Senhor. — O cavaleiro disse simplesmente.

Os dois lutaram por muito tempo, um não conseguindo vantagem sobre o outro. Mas Felipe perdia a concentração quando os duelos se alongavam demais, então em um descuido, terminou desarmado. Só que se jogando no chão, recuperou a espada, e retornou à luta. O Cavaleiro Desconhecido deixou que se levantasse, cavalheirescamente, antes de reiniciar o ataque, só que Felipe, usando de um golpe sujo, lhe deu uma rasteira, o Desconhecido, no entanto, não largou o punho da espada e a encostou em uma região bem sensível do corpo do oponente.

— Creio, que se não desejar perder sua virilidade, Senhor, deve se render, agora. — E foi o que ele fez sem hesitação. E a platéia vibrou no que tinha sido o melhor combate até então.

XXX

Filipe se retirou absolutamente humilhado e quando estava já fora da liça, deu de cara com alguém que não via há muito tempo.

— Jerôme! — Seu tom de voz traiu involuntariamente sua emoção. — Vo-você aqui? Eu pensei...

— Não poderia deixar de assistir seu primeiro e retumbante fracasso. — Fez pausa. — Ou seria o segundo? — O outro ficou rubro e Jerôme pensou: “Ah! O tolinho ainda me deseja, não é mesmo?”

— Para você é fácil falar... — Felipe queria matá-lo ou se jogar nos seus braços, o que fosse possível. — Mas por que não estava na liça, também? Será que perdeu suas capacidades na sua jornada de... Como você dizia mesmo? “Iluminação”, não é isso?

— Sua Majestade achou por bem que eu não tomasse parte para não estragar o dia de alguém. — Falou desdenhando. Pensara no início que esse alguém era Konrad... Agora, sabia estar enganado. — Para seu governo, estou melhor do que nunca. — Disse fingindo ajeitar as pregas do seu belíssimo manto. “Ele está debochando de mim, como sempre fez! Mas não perde por esperar!”, pensou Filipe furioso. — Ah, antes que se vá não poderia deixar de elogiá-lo, meu amigo. Você está cada vez mais parecido com sua irmã Liliane. Aliás, ela ainda está esperando por mim? Ou conseguiram empurrá-la com algum tolo? Depois de tudo que se passou... — Dito isso, afastou-se rindo, enquanto Filipe, rubro e visivelmente abalado, pelo torneio, e pelo reencontro, tentava juntar os cacos de sua dignidade. “Ainda hei de me vingar!”

Todos se admiravam da habilidade e astúcia do cavaleiro Desconhecido. Afinal, quem seria ele? Nem a Rainha sabia, mas sua destreza começava a preocupá-la. De Mülle parecia extremamente preocupado com seu bem estar e suspirava aliviado quando os combates eram encerrados.

— Creio que precisa me apresentar este cavaleiro, Louis. Quem ele é? — Ele não respondeu. — Está dormindo de olhos abertos, De Mülle?

— Não, Majestade, é que o combate me deixa nervoso, muito nervoso... mas após o torneio, farei questão de apresentá-lo. — Fez pausa. — É o meu melhor “homem”. — Completou com orgulho.

XXX

O cavaleiro que discutira com Alan, Sir Martin iria entrar na liça e enfrentar Humberto de Dorsos. Ele montava um imenso cavalo de batalha, e mostrava confiança. Ambos os cavaleiros tinham vencido dois combates, Humberto, na verdade, um só, já que Konrad sofrera o infeliz acidente.

— Se alguém pode vencer esse Humberto de Dorsos, aí está ele. — Falou Konrad.

— Humberto de Dorsos vai disputar a final do torneio com o cavaleiro Desconhecido. — Alan falou de braços cruzados. — Esse Martin vai perder.

— Pode ser...

O combate começou. Os dois cavaleiros fortemente armados cruzaram lanças. No segundo choque, Martin, mesmo menor, conseguiu atingir Humberto com um golpe certeiro e ele perdeu seu escudo. Voltaram a se bater e Humberto trocou a lança pela espada. Era uma arma enorme e ela se abateu sobre o elmo de Martin. Ele não rachou, mas o cavaleiro desequilibrou e caiu do cavalo.

Com uma rapidez surpreendente para o seu tamanho e peso, Humberto desceu do cavalo preparou-se para enfrentar o outro no chão. Martin retirou rápido o elmo que estava muito amassado.

— Ele não deveria tirar o elmo. — Alan comentou.

— Mas ele na poderia lutar com ele. — Konrad ponderou. — Tem um corte na cabeça.

— Só que assim ele fica bem mais vulnerável... — Konrad aquiesceu e Flora estava com os olhos vidrados na arena.

Humberto esperou que ele se desvencilhasse do capacete e se posicionasse e atacou. Pegara a massa e o outro ainda usava espada e escudo. Apesar de Martin manter-se firme e usar bem o escudo, a força de Humberto era tamanha que ele foi sendo destroçado. Golpe sobre golpe, e a audiência não conseguia respirar. Martin lançou o escudo destroçado sobre Humberto e recuou. Este sequer pareceu sentir a pancada.

— Ele é muito forte! — Exclamou Alan.

A partir daí tudo foi muito rápido. Martin se esquivou uma ou duas vezes. Estava arfante, e sua testa sangrava cada vez mais. Sua esposa grávida, na audiência, gemia tão alto que alguns pensavam que fosse desmaiar. Humberto investiu mais uma vez e a massa acertou-lhe o maxilar e ricocheteou no braço. Ouviu-se o “crack”, mesmo por cima da armadura, foi um golpe tão forte que o metal se partiu, a carne rasgou e o osso quebrou. A verdade, tanto o maxilar quanto o braço estavam fraturados. Um ou outro ferimento fazia parte do esperado em um torneio, mas fraturas expostas não era coisa comum nesse tipo de festividade. E o pior é que Humberto parecia disposto a continuar investindo. Ele só parou porque Martin gritou e desfaleceu pouco depois do último golpe.

— Acho que seu cavaleiro será o próximo, De Mülle. — Disse a Rainha que parecia deliciada. Humberto era realmente um grande cavaleiro, não deveria ter impedido Konrad de lutar. Ele teria poucas chances.

De Mülle estava mortalmente pálido. Se já estava preocupado antes, agora ele estava desesperado e seu coração parecia querer explodir. Não muito longe dali, Flora quase desfalecera e Konrad a estava amparando, enquanto Alan correra em busca de água e sais de cheirar.

— Ele pode matá-la, Alan... — Ela balbuciou quando Alan voltou.

— Matar? Matar quem? — Konrad perguntou, olhando de um para outro e Alan entendeu. Ele realmente conhecia o cavalo.

— Flora está assustada... — Alan falou baixo enquanto afagava a mão de Flora.

— Motivo não lhe falta... Esse bárbaro quase destroçou Sir Martin. — Konrad estava indignado. — Afinal, ele não sabe que é um jogo?

— Ao que parece, ele não está aqui para jogar. — Alan falou sério. — Mas o Desconhecido já deve saber disso. — E ele olhou para o lado e viu que Marina olhava para ele e estava pálida como um fantasma. Ela também sabia, ele pensou.

Sábado, Janeiro 24, 2009

Benjamin Button em quadrinhos no Brasil



Com treze indicações ao Oscar ese ano, agora O Curioso Caso de Benjamin Button chega também em quadrinho no Brasil. O álbum será publicado pela Pixel, selo de HQ da Ediouro. O conto foi adaptado para os quadrinhos por Nunzio DeFillippis e Christina Weir, e publicado em 2008 nos EUA, pela Quirk Publishing. Segundo o UOL, o Curioso Caso de Benjamin Button tem 128 páginas no formato 23 x 15,5 cm e custa R$ 29,90. Eu ainda não assisti o filme, mas recebi boas recomendações. Se eu gostar do filme, talvez dê uma olhada no quadrinho, também.

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