segunda-feira, 14 de julho de 2008

Novo Shoujo da Panini



O Anime-Pró noticiou hoje os novos mangás da Panini (*realmente me surpreendo com a quantidade de coisas que eles estão jogando no mercado*), dentre eles um shoujo mangá, Trinity Blood. Trata-se de um daqueles shoujo mangá atípicos, porque mutia gente não cosnegue enxergar ficção científica, ação ou mesmo violência como material shoujo. Mas como não assisti ao anime, tampouco li alguma coisa do mangá, fui checar as informações para colocar as coisas nos devidos lugares

Trinity Blood começou em 2001 em uma revista de light novels direcionada aos jovens adultos do sexo masculino, portanto seinen. A revista se chama The Sneaker, é a mesma que publicou as novels de Suzumiya Haruhi, por exemplo. A primeira adaptação veio em mangá, e shoujo mangá. A série começou a ser publicada na revista Asuka e já soma 10 volumes. Esta é a revista que publica uma série de mangás com temática de fantasia e ficção científica, como X, DN Angel e outros. A segunda adaptação veio em anime no ano de 2005. O anime é shoujo? Não. Trata-se de uma daptação de uma série de light novels. Então não seria correto rotulá-lo de shounen ou mesmo seinen, embora este último rótulo fosse mais adequado, caso se queira usar. Então, melhor não começar a dizer que o anime é shoujo, ou ficar confuso.

Se curte Trinity Blood, dê uma chance ao mangá e divirta-se. Eu devo comprar pelo menos o primeiro volume. A série é publicada em vários países, nos EUA pela Tokyopop, na Finlândia pela Sangatsu Mangá, na Coréia pela Daiwon C.I. e pela Panini na Alemanha, na Itália e, agora, no Brasil.

13 pessoas comentaram:

Eu assisti o anime e gostei. O mangá deve ser ainda melhor (ainda não li). A igreja catolica é mostrada com outros olhos... dark, violenta,inquisitora.
E a parte da história que mais adoro é que os vampiros não estão no topo da cadeia alimentar... Há seres ainda mais poderosos que se alimentam do sangue deles, claro :D

I've read the volume one and it's a good manga, but i prefer the books.
I'll use this news for Mision Tokyo, I'll credit you ;)

hmmm talvez eu compre, curto muito o traço, mas não muito a história... se ele não ficar muito longo, ou caso a história dê uma melhorada...

hum, isso me fez pensar, não era improvável que títulos grandes e desconhecidos não fosse mais pintar pelo brasil por causa daquelas novas regras das distribuidoras?

que eu saiba, desses 4 mangás anunciados, apenas D. Gray-Man é que tem realmente uma certa popularidade. Chrono crusade tem pouca, trinity blood também e MPD Psycho nem se fala, e todos eles tem mais de 10 volumes.

talvez hana yori dango não seja uma mera ilusão ^^

Este comentário foi removido pelo autor.

Danika, pode publicar. Eu é que agradeço!

Pois é, Pedro... Por isso é que naõ me surpreenderia que a regra fosse SOMENTE para os coreanos, afinal, quem falou foi o sujeito da lumus.

No mais, eu não levo nada em muita consideração. Tudo no mercado editorial brasileiro é muito nebuloso e NENHUMA editora mostra vendagens. Então, o que faz sucesso de verdade? Cartaz vende? Sam dúvida, mas há muita gente que não compra Naruto e outros.

concordo. E realmente acho que hana yori dango com certeza viraria um grande hit aqui.

porém o traço do início do manga é pouco atrativo, e demoraria um pouco a decolar, mas se a panini ou a jbc publicassem sem nenhum erro muito terrível, venderia como água, sim.

Se venderia feito água, eu não sei... Aliás, em se tratando de vendas, a gente sabe muito pouco...

Meu medo é o início da Hanadan, o traço iniciante da autora. A história é excelente, dentro do seu gênero, mais a arte melhora com o tempo. Há quem não tenha paciência e os preconceitos são grandes. Já e houvesse algum marketing, são outros quinhentos.

Bom, minha teoria é:
Panini tem bala na agulha pra poder arriscar. É multinacional. Ou isso, ou os contratos já estavam arrumados – lembrem-se que esses eventos na distribuição são relativamente recentes.

Não acho que uma distribuidora, gerenciada por burocratas, saiba diferenciar um mangá coreano de um mangá japonês e estabelecer uma regra só para um tipo de história. Eles só querem saber de números.

Se sabem diferenciar por números, é o que basta, porque até onde eu sei, os coreanos vendem, sim, muito menos. Daí, não me espanta a fala do sujeito da Lumus.

Bom, fácil. Por que não perguntar diretamente a ele e outros? É a melhor forma de tirar as coisas de letra. Não acredito que uma distribuidora vai dizer "coreanos e japoneses vão por regras diferentes" – até porque eles não devem ver diferença, como muita gente não vê. Os critérios deles devem ser de tiragem ou algo assim – e se for o caso, afeta qualquer editora menor (coisa que a panini definitivamente não é)

Alexandre, não tenho nada contra a informação que você trouxe, mas eu não vou perguntar. Sei que se alguém me disser alguma coisa de verdade vai ser em sigilo. Fora as meias verdades que as editoras contam. Quanto às vendagens e aos cancelamentos, os croreanos têm enfrentado turbulências nos EUA, na França (*todo um selo cancelado*) e memso aqui no Brasil. Chonchu é legal, mas onde está? E foi par ao saco nos eUA também, se bem me lembro.

Já ouvi de mais de uma pessoa das editoras que as pessoas compram os coreanos quando sobra dinheiro. Então, não estranharia se as multas sejam bem mais problemáticas para uma Lumus que só vende coreanos. A Newpop, pelo que o Júnior diz, vai bem, mas trouxe um coreano para um público diferente. E Ark Angels, que está apra sair, tem ainda a vantagem de ser mahou shoujo, gênero pouco contemplado por aqui, mas que tem seu público. Eu realmente não acredito nesse alarme, tampouco que as editoras consolidadas vão evitar arriscar, ainda mais se uma série tem boas possibilidades e/ou esta fechada.

E como isso tudo começou com Hanadan, a série é a mais vendida dentre os shoujo e não está aberta ad infinitum. Tem 36 volumes e o resot que vier é gaiden. Marketing ninguém faz mesmo, e anime, se depender da Animax, vai ficar restrito e eles não trazem shoujo, ou trazem shoujos menores. Todas as outras passam, menos a da América Latina. Nem o anime de Nana eu levo muita fé que apareça por aqui e ganhe visibilidade. E olha que eu não curto nana, nem comprarei, mas sei do apelo que a série tem.

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